Uma promessa tentadora de dinheiro rápido está fazendo novas vítimas em todo o país. Conhecido como ‘Urubu do Pix’, o golpe se espalha pelas redes sociais com a proposta de multiplicar em poucos minutos o valor transferido. A fraude, que usa a popularidade do sistema de pagamentos instantâneos, nada mais é do que uma versão moderna da pirâmide financeira.
O esquema é divulgado principalmente em grupos de aplicativos de mensagens e em perfis falsos que ostentam uma vida de luxo. Os criminosos anunciam “investimentos” com retornos altíssimos e imediatos. A oferta mais comum é: envie um valor via Pix, como R$ 200, e receba R$ 2.000 de volta.
Para dar credibilidade, os golpistas publicam supostos comprovantes de pagamento e depoimentos de pessoas que teriam lucrado. Em alguns casos, as primeiras vítimas que entram no esquema chegam a receber algum dinheiro. Na prática, o valor pago a elas vem das transferências de novos participantes, o que mantém a pirâmide funcionando por um curto período.
Quando o volume de depósitos atinge um valor alto, os administradores do grupo encerram as atividades, bloqueiam os usuários e desaparecem com todo o dinheiro arrecadado.
Sinais de alerta para não cair no golpe do ‘urubu do Pix’
Identificar os sinais de alerta é o primeiro passo para não se tornar uma vítima. Desconfiar de promessas de lucro fácil, rápido e sem nenhum risco é fundamental. A abordagem dos criminosos costuma seguir um padrão que pode ser facilmente reconhecido. Fique atento aos seguintes pontos:
- Ofertas de ganhos exorbitantes em um curto espaço de tempo.
- Uso de um forte senso de urgência, com frases como “vagas limitadas” ou “última chance”.
- Pedidos de transferência para chaves Pix de pessoas físicas desconhecidas.
- Falta de informações claras sobre a suposta empresa ou o investimento oferecido.
- Comunicação feita exclusivamente por meio de perfis anônimos ou recém-criados.
A prática do ‘Urubu do Pix’ é enquadrada como crime de estelionato (artigo 171 do Código Penal), com pena de reclusão de 1 a 5 anos e multa. Quem caiu no golpe deve registrar um boletim de ocorrência o mais rápido possível e entrar em contato com a instituição financeira para tentar acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Banco Central, que deve ser solicitado em até 80 dias após a transferência.









