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Número de suicídios entre idosos preocupa especialistas; veja motivos

Por Lucas
27/10/2025
Em Saúde
Número de suicídios entre idosos preocupa especialistas; veja motivos

Foto: NatashaFedorova

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No cenário atual, observa-se um aumento nos índices de suicídio entre idosos, fenômeno que desafia a percepção comum de que problemas de saúde mental são predominantes somente entre os mais jovens. Muitos profissionais sinalizam a necessidade de ampliar o foco dos programas de prevenção, incluindo a população com mais de 55 anos, grupo especialmente vulnerável a esse tipo de ocorrência. Segundo dados atualizados, os índices são ainda mais elevados entre homens idosos, sobretudo na faixa dos 75 anos em diante, demonstrando a urgência de uma abordagem mais inclusiva e efetiva. Em suma, trazer esse grupo para o centro dos debates sobre saúde mental é fundamental para criar soluções eficazes e adaptadas à realidade deles.

A associação entre o envelhecimento e a saúde emocional ainda é permeada por mitos, e frequentemente a depressão é encarada como um aspecto inevitável da velhice. Entretanto, especialistas ressaltam que essa ligação não é real. Então, é preciso desmistificar essa crença e entender que a depressão pode afetar idosos, mas ela não faz parte do processo natural de envelhecimento. Algumas características individuais e sociais, como dificuldades em lidar com mudanças, perdas e sentimentos de solidão, tornam a população idosa especialmente suscetível ao sofrimento psíquico intenso, elevando os riscos relacionados ao suicídio neste grupo. Portanto, identificar e combater esses fatores de risco é uma estratégia chave para reduzir os índices de suicídio entre idosos.

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Quais fatores aumentam o risco de suicídio entre idosos?

O aumento das taxas de suicídio entre idosos pode ser atribuído a uma série de fatores interligados. Mudanças bruscas na rotina, como aposentadoria ou divórcio, frequentemente desestabilizam a estrutura emocional de pessoas que têm sua identidade atrelada ao trabalho e à independência financeira. Além disso, a formação de laços sociais tende a ser menos intensa com o avanço da idade, sobretudo entre homens, dificultando o acesso a redes de apoio fundamentais para lidar com situações de crise. Portanto, é essencial estimular a manutenção de vínculos sociais e familiares ao longo do tempo.

Entre os homens acima de 75 anos, a dificuldade em expressar emoções e procurar ajuda aparece como uma característica relevante. Essa postura, muitas vezes influenciada por valores culturais, impede que sinais de sofrimento sejam reconhecidos precocemente por familiares e profissionais de saúde. Entre outros elementos que merecem destaque estão:

  • Diminuição da autonomia física: doenças que afetam a mobilidade e a independência diária aumentam sentimentos de impotência. Por exemplo, condições como Parkinson, AVC e doenças osteomusculares podem agravar o quadro emocional do idoso.
  • Perdas afetivas recentes: falecimento de cônjuges, amigos próximos ou familiares pode desencadear crises de sofrimento psicológico. Além disso, o luto não elaborado pode levar ao isolamento e à depressão profunda.
  • Isolamento social: a escassez de laços sociais é um fator de risco importante para o desenvolvimento de sintomas depressivos. Em suma, sentir-se sozinho pode intensificar a sensação de inutilidade e desesperança.
  • Enfrentamento de doenças crônicas: condições como diabetes, câncer ou insuficiência cardíaca também contribuem para o aumento do risco de suicídio, devido ao impacto na qualidade de vida e à maior dependência de terceiros.

Por que as taxas são tão elevadas entre homens idosos?

Estudos apontam que, apesar de homens e mulheres acima de 50 anos apresentarem índices semelhantes de tentativas de suicídio, as mortes efetivamente consumadas são muito mais frequentes entre eles. Um dos motivos, inclusive, é o uso de métodos mais letais, além da resistência ao diálogo sobre saúde mental.

A cultura do “homem forte”, baseada na autossuficiência e na incapacidade de demonstrar fragilidade, torna o processo de envelhecimento um desafio psicológico mais complexo para muitos homens. Portanto, a desconstrução de estereótipos de gênero é uma ação essencial para diminuir o risco de suicídio entre idosos masculinos.

Situações de perda de status profissional ou dificuldades em pedir ajuda contribuem para esse cenário. Em lugares como os Estados Unidos, o acesso a armas de fogo eleva significativamente o risco de tentativas fatais. Outro ponto relevante é a maior incidência de solidão na velhice entre indivíduos do sexo masculino, já que, em geral, os homens possuem redes sociais menos sólidas. Então, é preciso incentivar políticas públicas voltadas para o fortalecimento das redes de apoio e interação social desta população.

Como prevenir o suicídio em pessoas idosas?

A prevenção passa por ações que envolvam familiares, profissionais de saúde e a comunidade. O acompanhamento psicológico e psiquiátrico deve ser incentivado em todas as faixas etárias, com especial atenção para situações de perda, adoecimento ou transições na rotina do idoso. Atitudes preventivas incluem:

  1. Promoção de grupos de convivência e inclusão social para o desenvolvimento de vínculos afetivos.
  2. Acompanhamento médico regular para identificar sintomas de depressão e outras condições psiquiátricas.
  3. Apoio à adaptação em fases de mudança, como aposentadoria ou viuvez, incentivando novos projetos de vida.
  4. Estímulo ao diálogo aberto sobre sentimentos e dificuldades emocionais, reduzindo o estigma em torno do tema.

Além dessas medidas, campanhas de conscientização como o Setembro Amarelo são fundamentais para ampliar o debate e combater tabus relacionados ao suicídio na terceira idade. O fortalecimento da rede de apoio, a escuta ativa e o acesso facilitado a tratamentos são pontos centrais para reverter o crescimento dos índices de suicídio entre idosos e garantir maior qualidade de vida nessa fase. Em suma, é a atuação conjunta da sociedade que permitirá avanços efetivos na promoção da saúde mental dos idosos.


Perguntas Frequentes (FAQ) sobre Suicídio em Idosos

1. Quais os primeiros sinais de alerta de sofrimento psíquico em idosos?

Entre os principais sinais estão mudanças bruscas de humor, isolamento, perda de interesse em atividades antes prazerosas, alterações no sono e alimentação, falas negativas sobre si ou sobre o futuro e descuido com a própria higiene. Portanto, observar essas mudanças e buscar ajuda especializada faz toda a diferença.

2. Como familiares e amigos podem ajudar idosos em sofrimento emocional?

A escuta ativa é fundamental, além de manter a proximidade e incentivar o diálogo sobre sentimentos. Em suma, demonstrar empatia, evitar julgamentos e estimular a procura por atendimento psicológico ou psiquiátrico contribui para a recuperação do idoso.

3. Quais recursos públicos e institucionais estão disponíveis para idosos em situação de risco?

No Brasil, existem serviços como o Centro de Valorização da Vida (CVV), CAPS, UBS, ambulatórios especializados e linhas diretas de apoio. Além disso, muitas cidades oferecem grupos de convivência e atividades voltadas ao envelhecimento ativo e saudável.

4. O que o poder público pode fazer para enfrentar o suicídio em idosos?

Implementar políticas públicas específicas para a saúde mental da terceira idade, promover campanhas informativas, ampliar o acesso à terapias, capacitar profissionais para detecção precoce e fomentar a integração social dos idosos são medidas urgentes e necessárias.

5. O uso de medicamentos afeta o risco de suicídio entre idosos?

Sim. Alguns medicamentos podem influenciar o humor e aumentar o risco de depressão ou ideação suicida, principalmente se usados sem acompanhamento. Portanto, é essencial que toda prescrição seja acompanhada de forma próxima por um profissional de saúde.

6. Exercícios físicos ajudam na prevenção do suicídio em idosos?

Com certeza. A prática regular de atividades físicas melhora o humor, reduz sintomas de ansiedade e depressão e fortalece a autoestima, funcionando como fator protetor importante.

7. Como combater o estigma em torno da saúde mental na velhice?

Debater abertamente o tema, investir em campanhas educativas e criar espaços seguros para o diálogo são estratégias fundamentais para eliminar preconceitos e garantir que idosos busquem ajuda sem medo ou vergonha.

Tags: depressãoIdosossaúdesaúde mentalsuicidio
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