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Calvície masculina x feminina: causas, fatores de risco e como identificar

Por Lara
04/01/2026
Em Estética
Créditos: depositphotos.com / AndrewLozovyi

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A calvície masculina é um tema que chama atenção especialmente pela forma como costuma aparecer mais cedo nos homens do que nas mulheres. Em muitos casos, os primeiros sinais surgem ainda na juventude, com falhas discretas que vão aumentando com o passar dos anos. Embora não esteja ligada apenas à idade, a perda dos fios pode mexer com a rotina e com a forma como a pessoa se enxerga no dia a dia.

Entre os especialistas, há consenso de que a calvície de padrão masculino, também chamada de alopecia androgenética masculina, é a principal responsável pela rarefação dos cabelos em homens. Esse tipo de queda segue um desenho característico: os fios no topo e na parte frontal da cabeça vão afinando, enquanto as laterais e a nuca costumam permanecer com mais volume. Entender por que isso acontece ajuda a identificar sinais precoces e a buscar acompanhamento adequado.

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Como funciona a queda de cabelo masculina no couro cabeludo?

A perda de cabelo típica do homem não ocorre de forma aleatória. Os folículos capilares de cada região da cabeça respondem de forma diferente aos hormônios. No topo e na frente, os fios são mais sensíveis à ação de uma substância chamada dihidrotestosterona (DHT), derivada da testosterona. Com o tempo, esses folículos vão produzindo cabelos cada vez mais finos e curtos, até entrarem em um estado de inatividade.

Já as áreas laterais e a nuca apresentam menor sensibilidade à DHT, o que explica por que muitos homens mantêm cabelo nessas regiões mesmo em estágios avançados de alopecia androgenética masculina. Esse padrão permite, inclusive, técnicas de transplante capilar, já que os fios dessas zonas costumam ser mais estáveis. A diferença de comportamento entre as regiões é determinada, em grande parte, pela genética de cada indivíduo.

Queda de cabelo masculina é sempre calvície hereditária?

É importante lembrar que nem toda perda de fios em homens está ligada à calvície hereditária. Existem outros fatores que podem provocar ou agravar a rarefação do cabelo, como alterações hormonais, deficiências nutricionais, estresse intenso, uso de alguns medicamentos e doenças do couro cabeludo, entre elas dermatites e infecções.

Mesmo assim, a alopecia androgenética masculina continua sendo o tipo mais frequente. Ela costuma aparecer de forma progressiva, o que permite a observação de sinais de alerta. Alguns exemplos de situações que merecem atenção incluem:

  • Aumento perceptível de fios no travesseiro ou durante o banho;
  • Abertura maior da “entrada” na testa e nas têmporas;
  • Região do topo da cabeça cada vez mais visível sob a luz;
  • Histórico familiar de calvície em parentes próximos.

Em mulheres, o quadro geralmente é diferente: a perda dos fios tende a ser mais difusa, sem áreas totalmente despidas, com afinamento geral ao longo do couro cabeludo. Nos homens, por outro lado, a rarefação costuma formar regiões específicas com menor densidade, o que facilita o reconhecimento do padrão típico da queda de cabelo masculina.

Quais são as principais causas da calvície masculina?

Dois fatores ganham destaque quando se fala em calvície de padrão masculino: hormônios e genética. A testosterona, presente em níveis mais altos nos homens, é convertida em DHT. Essa substância se liga aos receptores presentes nos folículos capilares sensíveis, principalmente na parte frontal e superior da cabeça, acelerando o encurtamento do ciclo de crescimento dos fios.

A predisposição genética determina o quanto cada folículo é sensível à DHT. Em famílias com muitos casos de calvície, é comum que os descendentes apresentem o mesmo padrão de queda, às vezes já na adolescência ou no início da fase adulta. Não existe uma idade fixa para o início do processo, mas é frequente que os primeiros sinais apareçam entre os 20 e os 40 anos, com variação de acordo com a herança familiar e com outros fatores de saúde.

Além desses elementos principais, a queda de cabelo masculina pode ser influenciada por aspectos adicionais, como alimentação desequilibrada, carência de ferro, vitaminas e proteínas, distúrbios da tireoide e quadros de estresse prolongado. Em alguns casos, o problema é temporário e reversível; em outros, atua como fator que acelera um processo já determinado pela genética.

Como lidar com a queda de cabelo masculina no dia a dia?

Quando a rarefação dos fios começa a incomodar, o acompanhamento profissional torna-se fundamental. Dermatologistas e tricologistas são os especialistas indicados para avaliar a origem da queda de cabelo masculina, diferenciar a alopecia androgenética de outros tipos de queda e indicar o tratamento mais adequado para cada situação.

Entre as estratégias mais mencionadas na prática clínica, destacam-se:

  1. Avaliação detalhada do couro cabeludo e do histórico familiar;
  2. Exames laboratoriais para checar hormônios e nutrientes;
  3. Uso de medicamentos tópicos ou orais indicados pelo especialista;
  4. Procedimentos que estimulam os folículos, como terapias com luz ou microagulhamento;
  5. Em alguns casos, indicação de transplante capilar, quando existe área doadora adequada.

Independentemente da técnica escolhida, reforça-se com frequência que o início precoce do acompanhamento tende a oferecer melhores resultados, principalmente em quadros de alopecia androgenética masculina. O objetivo principal costuma ser estabilizar a queda, preservar o máximo possível de fios e, quando viável, estimular o crescimento de novos cabelos. Um olhar atento às mudanças no couro cabeludo e a busca por orientação especializada formam a base para decisões mais seguras sobre como enfrentar a queda de cabelo masculina em 2025.

Perguntas frequentes sobre calvície masculina (FAQ)

1. Calvície tem cura definitiva?
A calvície de padrão masculino não costuma ter “cura” no sentido de reverter totalmente a predisposição genética. Os tratamentos atuam, sobretudo, em desacelerar a progressão, preservar os fios existentes e, em alguns casos, recuperar parte da densidade. Entretanto, quando o tratamento é interrompido, é comum que o processo volte a evoluir de acordo com a genética do indivíduo. Portanto, pensa-se nela mais como uma condição crônica que exige manejo contínuo.

2. Há diferença entre queda de cabelo e afinamento dos fios?
Sim. Em suma, a queda de cabelo refere-se à quantidade de fios que se desprendem diariamente, enquanto o afinamento dos fios está ligado à miniaturização dos cabelos, que se tornam mais finos e curtos. Na calvície masculina, muitas vezes o afinamento é o primeiro sinal, antes mesmo de o homem notar muitos fios caindo. Portanto, é possível estar evoluindo para a calvície mesmo sem perceber uma “queda intensa” no dia a dia.

3. Raspar a cabeça faz o cabelo crescer mais forte?
Não. Raspar a cabeça não altera o folículo capilar, apenas muda a aparência do fio. Como o cabelo cresce a partir da raiz, abaixo da pele, o ato de raspar não modifica a espessura real nem a quantidade de folículos. Entretanto, alguns homens relatam a sensação visual de fios mais fortes quando o cabelo volta a crescer, porque a base do fio é mais espessa. Portanto, raspar pode ser uma escolha estética ou de conforto, mas não é tratamento para calvície.

4. Boné, chapéu ou capacete causam calvície?
O uso de boné ou chapéu não provoca alopecia androgenética masculina. O que pode acontecer, entretanto, é um abafamento excessivo do couro cabeludo, favorecendo oleosidade, suor e, eventualmente, dermatites em pessoas predispostas. Essas condições podem piorar a saúde do couro cabeludo, mas não são a causa primária da calvície hereditária. Portanto, o que determina a calvície é a combinação de genética e hormônios, e não o hábito de usar acessórios na cabeça.

5. Dieta e estilo de vida podem influenciar os resultados do tratamento?
Alimentação equilibrada, sono adequado e controle do estresse podem contribuir positivamente para a saúde dos fios e do couro cabeludo. Sozinhos, entretanto, esses fatores geralmente não impedem a evolução da alopecia androgenética masculina em quem tem forte predisposição genética. Portanto, cuidar do estilo de vida funciona como um aliado do tratamento médico, potencializando resultados e ajudando a manter o cabelo que ainda existe por mais tempo.

6. Produtos “milagrosos” vendidos na internet funcionam?
É preciso cautela com promessas de “cura definitiva” ou “crescimento garantido em poucos dias”. Muitos produtos não têm comprovação científica e podem gerar frustração ou até irritações no couro cabeludo. Entretanto, existem medicamentos e loções com boas evidências, que devem ser usados sob orientação profissional. Portanto, antes de investir em qualquer solução, é recomendável consultar um especialista e verificar se há respaldo científico para aquele produto.

Tags: alopéciaalopecia androgenética masculinacalvíciecalvície femininacalvície masculinaestética
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