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Você está em uma amizade tóxica? Entenda os sinais

Por Larissa
08/01/2026
Em Bem-estar
Você está uma amizade tóxica? Entenda os sinais

Créditos: depositphotos.com / Marinka

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Amizades costumam ser associadas a apoio, leveza e confiança, mas, na prática, nem todos os laços funcionam dessa forma. Com o passar do tempo, as pessoas mudam, as prioridades se transformam e certos vínculos podem deixar de fazer sentido. Em alguns casos, a relação passa a trazer desgaste emocional em vez de companhia saudável. Então, quando a convivência começa a gerar mais angústia do que acolhimento, vale acender um sinal de alerta e olhar com mais cuidado para essa relação.

Quando isso acontece, muitas pessoas sentem dificuldade para reconhecer que algo não vai bem. Por medo de parecer ingratas, por apego à história em comum ou simplesmente por não saberem nomear o que sentem, acabam mantendo laços que já não fazem bem. Entender o que é uma amizade tóxica e quais sinais costumam aparecer ajuda a avaliar com mais clareza se a relação está saudável ou não.

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O que é amizade tóxica?

A expressão amizade tóxica é usada para descrever relações em que uma das partes, ou ambas, saem constantemente prejudicadas. Não se trata de um desentendimento pontual ou de uma fase difícil, e sim de um padrão de comportamento que causa cansaço, insegurança ou desgaste emocional frequente. Nesse tipo de vínculo, a convivência deixa de ser fonte de apoio e passa a provocar tensão, frustração e até dúvidas sobre o próprio valor.

Em uma relação de amizade saudável, existe espaço para a troca: ambas as pessoas falam, escutam, erram, pedem desculpas e se esforçam para respeitar limites. Além disso, há incentivo mútuo, respeito às diferenças e sensação de segurança para mostrar vulnerabilidades. Já em uma amizade nociva, é comum que um lado domine as conversas, invalide sentimentos, critique de maneira recorrente ou se mostre indiferente às conquistas da outra pessoa.

Como identificar uma amizade tóxica no dia a dia?

Reconhecer essa relação nem sempre é simples, especialmente quando o vínculo é antigo. Entretanto, com um pouco de atenção ao próprio bem-estar emocional, alguns padrões começam a ficar mais claros.

  • Falta de escuta: quando apenas uma pessoa fala sobre problemas, conquistas e sentimentos, sem demonstrar interesse em saber como a outra está, a relação perde o caráter de troca. Portanto, se você sai das conversas sentindo que “sumiu” ou que a sua vida nunca entra em pauta, convém repensar esse laço.
  • Clima constante de tensão: se qualquer comentário gera discussão, drama ou afastamento repentino, o convívio tende a se tornar exaustivo.
  • Críticas frequentes disfarçadas de brincadeira: comentários sobre aparência, escolhas ou capacidades que deixam a outra pessoa desconfortável, ainda que apresentados como “zoeira”, podem minar a autoestima. Então, quando a “brincadeira” sempre machuca, talvez não seja brincadeira.
  • Competição e falta de apoio: reagir friamente às conquistas do outro, mudar de assunto quando algo bom é compartilhado ou sempre encontrar defeitos em qualquer vitória indica um ambiente de rivalidade. Portanto, em vez de celebrar, a pessoa se sente envergonhada ou até culpada por ter algo dando certo.
  • Desrespeito a limites: insistir em assuntos que machucam, expor segredos ou fazer piadas com inseguranças pessoais mostra pouca consideração com o bem-estar alheio. Em suma, quando a outra pessoa ignora pedidos claros para parar, a relação se torna perigosa para a estabilidade emocional.

Amizade tóxica afeta a saúde mental?

Relações desgastantes podem interferir diretamente na saúde emocional. Manter contato frequente com alguém que critica, ignora sentimentos ou reage com hostilidade tende a aumentar o nível de estresse. Com o tempo, algumas pessoas relatam dificuldade de confiar em novos vínculos, além de maior insegurança em relação às próprias escolhas. Então, a experiência com amizades tóxicas pode gerar a sensação de que qualquer laço próximo virá acompanhado de dor.

A convivência em uma amizade tóxica pode também influenciar a autoimagem. Comentários recorrentes sobre corpo, habilidades ou vida amorosa, mesmo em tom de piada, podem ser internalizados e gerar dúvidas sobre o próprio valor. Além disso, a sensação de estar sempre “pisando em ovos” para evitar conflitos desgasta e pode contribuir para quadros de ansiedade. Em alguns casos, esses vínculos se somam a outros fatores de risco e intensificam sintomas de depressão, crises de pânico e isolamento social.

Por outro lado, reconhecer esse impacto ajuda a repensar a importância de limites saudáveis. Ter clareza de que a amizade deveria ser um espaço de acolhimento, e não de medo ou vergonha, é um passo importante para proteger a própria saúde mental. Portanto, ao identificar que uma relação interfere no sono, na concentração, no apetite ou na vontade de realizar atividades diárias, buscar ajuda profissional se torna uma atitude de cuidado, não de fraqueza.

O que fazer ao perceber sinais de amizade tóxica?

Depois de identificar comportamentos que causam mal-estar, algumas atitudes podem ajudar a lidar com a situação de forma mais organizada. Nem sempre será necessário romper o vínculo de imediato; em muitos casos, ajustes na dinâmica já trazem mudanças significativas. Entretanto, é fundamental priorizar a própria segurança emocional durante todo o processo.

  1. Observar padrões: antes de qualquer conversa, é útil notar quando e como o desconforto aparece. Registrar situações em que a pessoa se sentiu desrespeitada ou ignorada ajuda a entender se há, de fato, um padrão. Em suma, esse exercício favorece decisões menos impulsivas e mais baseadas em evidências concretas do dia a dia.
  2. Estabelecer limites: deixar claro, de forma respeitosa, quais atitudes machucam e o que não será mais aceito é uma forma de se proteger. Limites podem envolver temas que não serão mais motivo de piada ou horários em que a pessoa não poderá atender ligações ou mensagens. Então, quando o outro entende que existem fronteiras, a amizade ganha mais clareza e chance de se tornar equilibrada.
  3. Conversar de maneira franca: em muitos casos, a outra pessoa não percebe o impacto do próprio comportamento. Um diálogo tranquilo, descrevendo o que ocorreu e como aquilo afetou emocionalmente, pode abrir espaço para mudança. Portanto, usar exemplos específicos, em vez de acusações genéricas, tende a facilitar a compreensão e a responsabilização.
  4. Reduzir a intensidade do contato: quando a conversa não traz resultado, diminuir a frequência de encontros e interações pode ser uma alternativa para preservar a própria estabilidade emocional. Em suma, esse afastamento gradual permite avaliar, com mais calma, se ainda faz sentido investir tanta energia nessa amizade.
  5. Encerrar o vínculo, se necessário: se, mesmo após tentativas de ajuste, o padrão se mantiver, o afastamento definitivo pode ser a opção mais segura. Encerrar laços também é uma forma de cuidado consigo. Portanto, embora o rompimento possa trazer luto e saudade, ele cria espaço para relações mais respeitosas no futuro.

Em algumas situações, buscar orientação profissional, como acompanhamento psicológico, ajuda a compreender melhor por que certos vínculos se mantêm mesmo sendo prejudiciais e como construir relações mais equilibradas no futuro. Então, ao cuidar das próprias feridas emocionais, a pessoa fortalece sua capacidade de escolher melhor com quem dividir a vida.

Cuidar das amizades e cuidar de si

Amizades exercem papel importante em todas as fases da vida, especialmente na adolescência e no início da vida adulta, quando as experiências sociais se intensificam. Diante disso, aprender a diferenciar laços saudáveis de amizades tóxicas torna-se parte importante do amadurecimento emocional. Relações marcadas por respeito, escuta e apoio tendem a fortalecer a autoestima, a autonomia e a sensação de pertencimento.

Perceber que um vínculo não faz mais bem não invalida os momentos positivos que ele já trouxe, mas indica que as necessidades atuais mudaram. Reconhecer o fim de um ciclo, por mais doloroso que seja, pode representar um gesto profundo de amor-próprio. Ao priorizar ambientes que ofereçam acolhimento e segurança emocional, a pessoa amplia as chances de construir amizades mais estáveis e respeitosas no longo prazo, favorecendo a própria paz e bem-estar.

FAQ: perguntas frequentes

1. Amizade tóxica e amizade abusiva são a mesma coisa?
Não exatamente. Em suma, toda amizade abusiva é tóxica, mas nem toda amizade tóxica chega ao nível de abuso. Na amizade abusiva, há controle intenso, manipulação, humilhações recorrentes e, às vezes, ameaças. Já na amizade tóxica, o padrão prejudica o bem-estar, porém nem sempre envolve abuso explícito. Entretanto, se o comportamento começa a gerar medo constante, sensação de perigo ou dependência extrema, vale encarar a situação como potencialmente abusiva e buscar ajuda.

2. É possível transformar uma amizade tóxica em saudável?
Em alguns casos, sim. Então, quando as duas pessoas reconhecem o problema, assumem responsabilidade e se mostram dispostas a mudar, o vínculo pode se reorganizar. Conversas honestas, terapia individual ou em grupo e limites bem definidos contribuem para essa transformação. Entretanto, se apenas um lado tenta ajustar a relação enquanto o outro mantém atitudes desrespeitosas, a mudança tende a não se sustentar.

3. Como lidar com a culpa ao se afastar de um amigo tóxico?
A culpa costuma aparecer porque muitas pessoas aprendem que “amigo de verdade não abandona ninguém”. Entretanto, permanecer em relações que ferem repetidamente traz um custo alto para a saúde mental. Portanto, lembrar-se de que afastar-se de uma amizade tóxica não significa desejar o mal à outra pessoa, e sim proteger a própria integridade, ajuda a ressignificar essa culpa. Conversar com um profissional ou com pessoas de confiança também auxilia nesse processo.

4. E se a amizade tóxica acontecer dentro da família?
Amigos que também são familiares, como primos, irmãos ou tios, podem tornar o cenário mais delicado, porque o convívio familiar continua existindo em festas e encontros. Então, nesses casos, em vez de cortar contato de forma brusca, muitas vezes vale apostar em limites firmes: reduzir a exposição, evitar temas sensíveis, não responder provocações e priorizar a própria proteção emocional. Em suma, você não precisa aceitar desrespeito só porque a pessoa faz parte da família.

5. Como diferenciar um conflito pontual de uma amizade tóxica?
Conflitos acontecem em qualquer amizade saudável; opiniões diferentes fazem parte da convivência. Portanto, o ponto central está na forma como as pessoas lidam com o conflito. Em um desentendimento pontual, existe abertura para diálogo, pedido de desculpas e reparo. Já em uma amizade tóxica, o padrão se repete: críticas constantes, falta de empatia, desprezo pelos sentimentos do outro. Então, observar a frequência, a intensidade e a disposição para conversar ajuda a distinguir um atrito passageiro de um vínculo realmente nocivo.

Tags: amizadeamizades tóxicasbem-estarsaúde
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