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Roer as unhas faz mal? Saiba por que é tão difícil abandonar o hábito

Por Lara
13/01/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / diego_cervo

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Roer as unhas é um comportamento presente em diferentes idades e contextos, muitas vezes associado a momentos de tensão, tédio ou preocupação. Embora pareça um gesto simples e quase automático, esse costume, chamado de onicofagia, está ligado a fatores emocionais e pode trazer consequências para a saúde. Em 2025, o tema continua despertando interesse de profissionais de saúde mental e física justamente por ser um hábito comum, persistente e, muitas vezes, difícil de modificar.

A onicofagia costuma começar na infância e pode se manter na adolescência e na vida adulta, tornando-se parte da rotina sem que a pessoa perceba. Em muitos casos, o ato de roer as unhas funciona como uma forma de aliviar sensações internas de ansiedade, inquietação ou estresse. Por isso, não é vista apenas como uma “mania”, mas como um comportamento repetitivo focado no próprio corpo, que merece atenção quando passa a gerar incômodo, prejuízos ou sofrimento.

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O que é onicofagia e por que o hábito de roer as unhas se instala?

A onicofagia, termo utilizado para descrever o hábito de roer as unhas, é considerada um comportamento repetitivo que se consolida de forma gradual. Na maioria das vezes, começa como resposta a situações específicas, como provas escolares, conflitos familiares, pressões no trabalho ou períodos de maior cobrança. Com o tempo, o gesto passa a ser automático e surge também em momentos de distração, como ao assistir televisão, estudar, navegar no celular ou conversar.

Especialistas destacam que esse comportamento muitas vezes funciona como uma espécie de “válvula de escape” física para emoções difíceis de administrar. Em vez de expressar verbalmente o que sente, a pessoa recorre ao ato de roer as unhas para aliviar temporariamente a tensão interna. Há também relatos de histórico familiar do hábito, o que indica uma combinação de fatores emocionais, ambientais e, possivelmente, predisposições individuais na sua origem.

Por que parar de roer as unhas é tão difícil?

Interromper o hábito de roer as unhas é desafiador porque ele se relaciona a mecanismos automáticos do cérebro. Muitas pessoas só percebem o que estão fazendo depois de já terem machucado a cutícula ou a pele ao redor das unhas. Isso ocorre porque o comportamento se associa a determinados gatilhos, como preocupação, fadiga, frustração ou irritação, e passa a ser executado quase sem consciência.

Além disso, a onicofagia costuma proporcionar uma sensação rápida de alívio, mesmo que passageira, o que reforça o ciclo do hábito. Cada vez que o desconforto interno aparece, o cérebro “aprende” que roer as unhas reduz, ainda que brevemente, essa tensão. Assim, aumenta a chance de repetição do gesto. Sem estratégias específicas de intervenção, esse padrão tende a se manter, mesmo quando a pessoa já decidiu que quer parar.

Quais são as consequências desse hábito para a saúde?

Os impactos da onicofagia vão além da aparência das mãos. Ao roer as unhas com frequência, podem surgir alterações físicas importantes e até problemas de saúde. As unhas ficam mais frágeis, irregulares e sensíveis, e a pele ao redor pode desenvolver pequenas lesões que se tornam porta de entrada para micro-organismos.

  • Unhas fragilizadas e deformadas: o crescimento tende a ficar irregular, com áreas quebradiças, doloridas e, em alguns casos, deformadas a longo prazo.
  • Infecções locais: o contato constante da boca com a pele aumenta o risco de paroníquia, inflamação que pode ser causada por bactérias ou fungos, gerando vermelhidão, inchaço e dor.
  • Problemas bucais: o atrito repetido pode levar ao desgaste dos dentes, ao surgimento de pequenas feridas na mucosa e até a desconforto na articulação da mandíbula.
  • Exposição a germes: resíduos e micro-organismos presentes debaixo das unhas podem chegar à boca e ao sistema digestivo, favorecendo irritações e infecções.

Existe ainda o impacto emocional: muitas pessoas sentem vergonha da aparência das mãos ou evitam mostrar as unhas em situações sociais e profissionais. Esse constrangimento pode intensificar sentimentos de autocobrança, baixa autoestima e insatisfação com a própria imagem.

Como parar de roer as unhas na prática?

Reduzir ou superar a onicofagia geralmente exige uma combinação de estratégias comportamentais com cuidados voltados à saúde emocional. Um passo inicial importante é observar em quais situações o impulso de roer as unhas aparece com mais frequência: ao trabalhar, estudar, dirigir, esperar em filas, assistir a vídeos, conversar ou lidar com críticas e conflitos. Esse mapeamento ajuda a identificar gatilhos e padrões.

  1. Cuidar da aparência das unhas: manter as unhas aparadas, limpas e bem cuidadas pode diminuir a vontade de roê-las. Algumas pessoas utilizam esmaltes fortalecedores, coberturas transparentes ou tratamentos específicos que tornam o hábito menos “atraente”.
  2. Usar barreiras físicas: curativos nos dedos mais afetados, esmaltes com gosto amargo ou até unhas postiças funcionam como lembretes físicos de que o comportamento está prestes a acontecer, favorecendo a interrupção do gesto.
  3. Substituir o hábito por outra ação: recorrer a bolas antiestresse, elásticos, objetos para apertar, massagem nas mãos ou técnicas de respiração consciente ajuda a redirecionar a tensão para comportamentos menos nocivos.
  4. Observar emoções e registrar padrões: anotar, em um caderno ou aplicativo, os momentos em que surge o impulso de morder as unhas auxilia a relacionar o hábito a sensações de estresse, ansiedade, cansaço, irritação ou tédio, facilitando o planejamento de estratégias de enfrentamento.

Quando o comportamento é muito frequente, causa dor, infecções recorrentes, sangramentos ou passa a interferir no trabalho, nos estudos ou em relações sociais, é recomendável buscar ajuda profissional. Abordagens como a terapia cognitivo-comportamental têm sido amplamente utilizadas para compreender os pensamentos e emoções associados à mordida das unhas, além de ensinar técnicas específicas para interromper e substituir o hábito.

Esse hábito sempre é sinal de ansiedade?

Embora o hábito de roer as unhas esteja frequentemente relacionado à ansiedade, nem todos os casos indicam a presença de um transtorno psicológico. Em algumas pessoas, o comportamento surge mais ligado ao tédio, ao perfeccionismo, à dificuldade de ficar com as mãos paradas ou a um padrão aprendido na infância.

Por isso, profissionais de saúde costumam avaliar o contexto mais amplo: se existem outros comportamentos repetitivos (como arrancar pele, puxar cabelo, entre outros), qual o impacto do hábito na rotina, como é o histórico familiar e quais são os níveis de estresse e exigência do dia a dia. Em 2025, há um número crescente de materiais educativos, aplicativos de monitoramento de hábitos e campanhas de saúde que abordam a onicofagia, o que facilita tanto o reconhecimento do problema quanto o acesso a orientação e tratamento.

De modo geral, a redução gradual do comportamento, associada a estratégias de autocuidado físico e emocional, tende a produzir resultados mais consistentes do que tentativas de parar de forma brusca. Ao entender o que está por trás da onicofagia e tomar consciência de suas consequências, torna-se possível construir caminhos mais realistas para controlar o impulso, proteger a saúde das unhas e promover maior bem-estar geral.

FAQ sobre unhas e cuidados gerais

1. As unhas fracas sempre indicam falta de vitaminas?
Nem sempre. Em suma, unhas fracas podem ser resultado de fatores variados, como contato excessivo com água e produtos de limpeza, uso contínuo de removedores de esmalte agressivos, traumas repetidos ou até alterações hormonais. A carência de vitaminas e minerais (como ferro, biotina e zinco), entretanto, também pode contribuir. Portanto, se a fragilidade for persistente ou vier acompanhada de outros sintomas (queda de cabelo, cansaço intenso, palidez), é recomendável consultar um profissional de saúde para uma avaliação mais completa.

2. É verdade que deixar as unhas “respirarem” faz diferença?
O termo “respirar” não é tecnicamente correto, pois as unhas não respiram como a pele, entretanto, fazer pausas entre esmaltações pode ajudar na saúde delas. Períodos sem esmalte e sem removedores fortes permitem que a lâmina ungueal sofra menos agressões químicas, reduza o ressecamento e recupere parte do brilho natural. Portanto, alternar fases com e sem esmalte é uma estratégia simples para manter a aparência e a resistência das unhas.

3. Como reconhecer sinais de que as unhas podem indicar um problema de saúde maior?
Mudanças súbitas de cor (muito amareladas, escuras ou esbranquiçadas), deformidades acentuadas, descolamento da unha do leito, linhas ou manchas que surgem sem motivo aparente podem sinalizar alterações sistêmicas. Algumas doenças de pele, problemas de tireoide, anemias e infecções podem se refletir nas unhas. Então, se você perceber alterações persistentes ou em várias unhas ao mesmo tempo, o ideal é buscar avaliação com um médico dermatologista, que poderá investigar causas internas.

4. O uso constante de alongamentos e unhas postiças faz mal?
O uso frequente de alongamentos e unhas postiças pode, em suma, deixar a unha natural mais fina, sensível e suscetível a quebras, especialmente quando a remoção é feita de maneira agressiva. Além disso, se não houver boa higiene e aplicação correta, pode haver maior risco de micose e descolamento. Entretanto, quando realizados com técnicas seguras, intervalos de descanso e manutenção adequada, esses recursos podem ser utilizados com menos impacto. Portanto, é fundamental escolher profissionais qualificados e seguir orientações de cuidado em casa.

5. Cortar as cutículas faz diferença na saúde das unhas?
As cutículas funcionam como uma barreira de proteção contra micro-organismos que tentam entrar pela base da unha. Removê-las em excesso pode facilitar inflamações, pequenas infecções e ressecamento ao redor dos dedos. Entretanto, muitas pessoas preferem aparar o excesso por motivos estéticos. Nesse caso, o ideal é apenas empurrá-las delicadamente ou remover o mínimo possível, com instrumentos bem higienizados. Portanto, manter a região hidratada e evitar cortes profundos ajuda a equilibrar estética e proteção.

6. Há diferença entre hidratar a pele das mãos e hidratar as unhas?
Sim. Cremes para as mãos são formulados para a pele, enquanto óleos e fortalecedores específicos para unhas e cutículas têm componentes voltados à lâmina ungueal, como óleos vegetais e vitaminas. Entretanto, usar um bom creme nas mãos e ao redor das unhas já contribui bastante para evitar rachaduras e ressecamento. Portanto, uma rotina ideal envolve: creme para as mãos, produto específico para cutículas e, quando necessário, fortalecedor de unhas, especialmente em casos de ressecamento intenso.

7. Unhas amareladas são sempre sinal de micose?
Não necessariamente. Esmaltes escuros usados com muita frequência, sem base protetora, podem pigmentar a unha, deixando-a amarelada. O hábito de fumar e alguns produtos químicos também podem manchar. Entretanto, quando o amarelado vem acompanhado de espessamento, descolamento ou deformidade, é importante considerar a possibilidade de micose. Portanto, diante de mudanças persistentes, o melhor caminho é procurar um dermatologista para diagnóstico e tratamento adequados.

Tags: bem-estarOnicofagiaroer unhassaúde
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