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Depressão: estudo indica maior carga genética em mulheres

Por Lucas
15/01/2026
Em Saúde
Depressão: estudo indica maior carga genética em mulheres

Créditos: depositphotos.com / Tinnakorn

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Mulheres apresentam taxas mais altas de transtorno depressivo maior em praticamente todas as regiões do mundo, e a ciência vem tentando entender por que essa diferença é tão persistente. Nos últimos anos, estudos genéticos em larga escala reforçaram a ideia de que fatores biológicos, sociais e ambientais se combinam para aumentar o risco de depressão no sexo feminino, sem que isso signifique uma sentença inevitável. Portanto, ao mesmo tempo em que a vulnerabilidade aumenta, a possibilidade de prevenção e intervenção também cresce. A discussão sobre genética e gênero no transtorno depressivo maior ganhou novo fôlego com pesquisas recentes publicadas em grandes periódicos científicos, que, então, apontam caminhos mais precisos para o cuidado em saúde mental.

Entre os principais achados, destaca-se a noção de que mulheres carregam uma carga genética mais robusta para a depressão do que homens, embora muitos genes sejam compartilhados entre os dois sexos. Entretanto, isso não elimina o papel central do ambiente, das experiências de vida e do contexto sociocultural. Ao mesmo tempo, começaram a surgir evidências de variantes específicas, inclusive no cromossomo X, associadas a quadros depressivos em homens. Portanto, esses resultados chamam atenção para a importância de se olhar para o transtorno depressivo maior de forma estratificada por sexo, desde a pesquisa básica até as estratégias de prevenção e tratamento, considerando inclusive diferenças de acesso aos serviços de saúde e barreiras culturais à busca de ajuda.

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O que é transtorno depressivo maior e como a genética entra na história?

O transtorno depressivo maior (TDM) é caracterizado por episódios recorrentes de humor deprimido, perda de interesse, alterações de sono e apetite, além de impactos importantes no funcionamento social e profissional. Em suma, trata-se de um quadro complexo, que interfere em várias áreas da vida e, portanto, exige atenção multidisciplinar. Estudos com famílias e gêmeos mostram que há um componente hereditário relevante: parentes de primeiro grau de pessoas com TDM têm risco aumentado de desenvolver o transtorno. Com o avanço da genômica, grandes bancos de dados passaram a reunir centenas de milhares de casos, permitindo estimar como variantes em diferentes regiões do genoma contribuem para esse risco de maneira mais detalhada.

Os resultados desses levantamentos indicam que a depressão é poligênica, ou seja, não há um único “gene da depressão”, mas sim centenas ou milhares de variantes, cada uma com efeito pequeno. Somadas, essas alterações podem aumentar ou reduzir a probabilidade de uma pessoa desenvolver o transtorno ao longo da vida. Entretanto, essas variantes não agem de forma isolada. Esse pano de fundo genético interage com fatores ambientais, como violência, estresse crônico, uso de substâncias e qualidade das relações sociais, além de contextos de desigualdade, que afetam mulheres e homens de formas distintas. Em suma, a genética cria uma predisposição, porém o ambiente, então, ajuda a definir se e como essa predisposição se manifesta clinicamente. Portanto, compreender essa interação genética–ambiente torna-se essencial para a construção de estratégias de prevenção mais efetivas.

Depressão em mulheres e homens: quais diferenças genéticas já foram observadas?

Pesquisas recentes em transtorno depressivo maior por sexo revelam que a genética da depressão feminina parece mais ampla do que a observada em homens. Em termos práticos, muitas variantes associadas à depressão em homens também aparecem em mulheres, mas o sexo feminino apresenta um conjunto adicional de alterações que ampliam a carga genética total. Então, essa maior carga pode, em parte, explicar as taxas mais elevadas de TDM em mulheres. Essa diferença permanece mesmo quando se leva em conta o subdiagnóstico masculino, já que homens costumam procurar menos serviços de saúde mental e, muitas vezes, expressam sofrimento por meio de comportamentos de risco em vez de relatar tristeza ou desânimo.

Ao analisar separadamente os genomas de mulheres e homens, os estudos identificam dezenas de variantes associadas à depressão em cada grupo. Em mulheres, esses sinais genéticos se conectam com maior frequência a características metabólicas, como índice de massa corporal elevado e síndrome metabólica, além de vias ligadas ao sistema imune e a doenças neurológicas específicas. Portanto, fatores como inflamação crônica de baixo grau e resistência à insulina, por exemplo, ganham peso na compreensão do quadro depressivo feminino. Em homens, surgiu o registro de uma variante no cromossomo X associada exclusivamente ao TDM masculino, reforçando a ideia de que certos segmentos do DNA podem influenciar o risco de forma diferente conforme o sexo. Em suma, homens e mulheres compartilham grande parte do risco genético, entretanto existem componentes específicos que modulam o quadro em cada sexo.

De forma geral, os dados sugerem que:

  • Grande parte das variantes de risco para depressão é compartilhada entre mulheres e homens.
  • Mulheres apresentam um número maior de variantes associadas ao transtorno depressivo maior.
  • Algumas variantes parecem atuar apenas em um dos sexos, como as relacionadas ao cromossomo X em homens.
  • A sobreposição genética entre depressão, obesidade e alterações metabólicas é mais forte no sexo feminino.

Por que as mulheres têm mais depressão do que os homens?

A diferença nas taxas de depressão em mulheres não pode ser explicada apenas pela genética. Organismos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde, estimam que mulheres tenham quase o dobro de risco de desenvolver o transtorno ao longo da vida em comparação aos homens. Portanto, qualquer explicação precisa considerar uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Essa disparidade surge no início da adolescência, por volta dos 12 anos, atinge o pico na juventude e tende a se manter estável na vida adulta, independentemente de cultura ou região geográfica, o que indica um padrão consistente em diferentes contextos.

Entre os fatores apontados pela literatura científica estão:

  • Violência e traumas: maior exposição à violência doméstica, abusos e assédios.
  • Desigualdades sociais e econômicas: diferenças salariais, sobrecarga de trabalho e jornadas duplas ou triplas.
  • Influências hormonais: variações relacionadas ao ciclo menstrual, gravidez, puerpério e menopausa.
  • Estresse crônico: acúmulo de responsabilidades familiares e profissionais.

Além disso, pesquisas sugerem que sintomas de depressão podem se manifestar de maneiras distintas entre os sexos. Em mulheres, são mais observados quadros com ganho de peso, aumento do apetite e sonolência excessiva. Em suma, um padrão chamado frequentemente de depressão atípica. Já em homens, aparecem com maior frequência irritabilidade, explosões de raiva, comportamentos de risco e uso problemático de álcool e outras substâncias, o que pode mascarar o diagnóstico de transtorno depressivo maior. Portanto, profissionais de saúde precisam observar esses padrões com cuidado para não subestimar o sofrimento masculino. Entretanto, vale ressaltar que esses perfis não são regras rígidas; há ampla variabilidade individual, e cada pessoa pode expressar a depressão de modo único.

Como essas descobertas podem influenciar o tratamento da depressão?

O estudo da genética da depressão por sexo abre espaço para abordagens mais personalizadas. A identificação de variantes associadas ao TDM em mulheres, ligadas a obesidade, síndrome metabólica e alterações imunológicas, indica que o controle de condições metabólicas pode ter impacto também na saúde mental. Portanto, intervenções que combinam atividade física, alimentação equilibrada, controle de peso, manejo de doenças crônicas e psicoterapia tendem a produzir benefícios mais amplos. Em contextos clínicos, isso reforça a importância de integrar avaliação psiquiátrica, endocrinológica e cardiometabólica, sobretudo em pacientes do sexo feminino, que, então, podem se beneficiar de um cuidado mais completo.

Em homens, o reconhecimento de sinais genéticos específicos, inclusive no cromossomo X, pode contribuir para estratégias de rastreamento mais precisas, além de estimular a busca ativa por sintomas de depressão em indivíduos que tendem a expressar sofrimento por meio de comportamentos de risco, uso de substâncias ou agressividade. Portanto, campanhas de saúde mental voltadas ao público masculino, que falem em linguagem acessível e valorizem autocuidado sem estigma, tornam-se fundamentais. Essa abordagem integrada favorece intervenções mais precoces, tanto no cuidado psicoterápico quanto no uso de antidepressivos e outras terapias.

  1. Identificar grupos de maior risco com base em fatores genéticos e ambientais.
  2. Ajustar estratégias de prevenção considerando diferenças entre mulheres e homens.
  3. Investigar medicamentos que atuem em vias metabólicas e imunológicas associadas à depressão.
  4. Desenvolver protocolos de atendimento que levem em conta padrões de sintomas específicos por sexo.

Embora a genética não determine de forma absoluta quem terá transtorno depressivo maior, o avanço das pesquisas em diferenças entre mulheres e homens indica caminhos para cuidar de maneira mais precisa das pessoas afetadas. Em suma, não se trata de prever o futuro de forma rígida, mas de mapear vulnerabilidades para agir antes que o quadro se agrave. Ao combinar dados genéticos com informações sobre contexto de vida, traumas, hábitos e condições físicas, a área da saúde mental tende a oferecer abordagens mais alinhadas às necessidades reais de cada indivíduo, respeitando as particularidades de gênero e evitando generalizações simplificadoras. Portanto, investir em educação em saúde, redução de desigualdades e ampliação do acesso a cuidados psicológicos e psiquiátricos se torna tão importante quanto avançar na pesquisa genética.

FAQ – Perguntas frequentes sobre genética, depressão e diferenças entre mulheres e homens

1. Ter casos de depressão na família significa que eu necessariamente vou desenvolver o transtorno?
Não. Um histórico familiar de depressão indica maior vulnerabilidade, entretanto não define o destino. Em suma, a genética aumenta o risco, mas fatores como apoio social, psicoterapia, hábitos de vida saudáveis, manejo de estresse e acesso a tratamento podem reduzir bastante essa probabilidade.

2. Exames genéticos já podem orientar o tratamento da depressão de forma rotineira?
Alguns testes genéticos começam a ser usados em contextos específicos, por exemplo para avaliar metabolização de certos medicamentos. Entretanto, ainda não existe um exame genético capaz de indicar, de maneira ampla, qual antidepressivo funcionará melhor para cada pessoa. Portanto, o tratamento continua se baseando em avaliação clínica cuidadosa, acompanhamento próximo e, quando necessário, ajustes graduais.

3. Estilo de vida pode compensar uma carga genética elevada para depressão?
Em muitos casos, sim, ao menos em parte. Atividade física regular, sono de qualidade, alimentação equilibrada, redução de uso de álcool e drogas e construção de redes de apoio social atuam como fatores protetores importantes. Em suma, mesmo quem tem predisposição genética pode diminuir o risco e a gravidade dos episódios depressivos com essas estratégias, embora, em algumas situações, seja necessário também o uso de medicação e psicoterapia.

4. Homens podem ter depressão mesmo sem se sentirem “tristes”?
Podem. Em homens, a depressão, então, muitas vezes se expressa por irritabilidade, agressividade, comportamentos impulsivos, uso abusivo de álcool ou drogas e queda de desempenho no trabalho, sem que o indivíduo identifique claramente tristeza intensa. Portanto, observar mudanças de comportamento e de funcionamento diário torna-se essencial para reconhecer o quadro e procurar ajuda.

5. Diferenças hormonais explicam sozinhas a maior taxa de depressão em mulheres?
Não. As oscilações hormonais ao longo do ciclo menstrual, da gestação, do puerpério e da menopausa influenciam o humor, entretanto não explicam toda a diferença. Em suma, o quadro resulta da combinação entre hormônios, genética, histórico de traumas, desigualdades sociais, sobrecarga de trabalho e expectativas culturais em relação ao papel feminino.

6. Quando é o momento certo de procurar ajuda profissional para sintomas de depressão?
É recomendável buscar ajuda quando os sintomas (tristeza persistente, apatia, irritabilidade, alterações de sono ou apetite, pensamentos negativos) duram mais de duas semanas, prejudicam o trabalho, os estudos, os relacionamentos ou geram ideias de morte e desesperança. Portanto, não é necessário “esperar piorar” para marcar uma consulta; quanto mais cedo a intervenção, maior a chance de recuperação e de prevenção de recaídas.

Tags: cargadepressãoestudogeneticaMulheres
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