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Conheça os exercícios que aliviam a cólica menstrual

Por Lara
16/01/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / Chai2523

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As cólicas menstruais fazem parte da rotina de muitas pessoas em idade reprodutiva e costumam aparecer todos os meses, acompanhadas por desconforto na região do baixo ventre, sensação de peso e, em alguns casos, fadiga e irritabilidade. Embora sejam classificadas como um sintoma temporário do ciclo, essas dores podem interferir em atividades simples do dia a dia, como trabalhar, estudar ou dormir bem.

Esse quadro está ligado às contrações do útero durante a menstruação, responsáveis pela eliminação do sangue e do tecido que se formam ao longo do ciclo. Em determinados períodos, essas contrações se tornam mais intensas e podem provocar dores fortes, que se estendem para a região lombar e para as coxas. Por esse motivo, muitas pessoas buscam formas seguras e acessíveis de aliviar a cólica menstrual, além do uso de medicamentos indicados por profissionais de saúde.

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O que é cólica menstrual e por que ela acontece?

A cólica menstrual, também chamada de dismenorreia, ocorre quando o útero se contrai para expulsar o endométrio, camada interna que se prepara todos os meses para uma possível gestação. Durante esse processo, há liberação de substâncias chamadas prostaglandinas, que estimulam as contrações. Quando a quantidade dessas substâncias está elevada, as contrações tendem a ser mais intensas, provocando dor.

De forma geral, a cólica é dividida em dois grandes grupos. A dismenorreia primária aparece, em regra, a partir dos primeiros ciclos menstruais, sem estar relacionada a outras doenças ginecológicas, e costuma melhorar com o passar dos anos. Já a dismenorreia secundária está associada a condições como endometriose, miomas uterinos, adenomiose ou síndrome dos ovários policísticos, exigindo investigação e acompanhamento médico mais detalhado.

Os sintomas clássicos incluem dor na parte inferior do abdômen, sensação de pressão na pelve, dor irradiada para as costas e, em algumas situações, náuseas, dor de cabeça e alteração de humor. Quando o desconforto é muito intenso ou repentino, especialistas orientam a realização de avaliação ginecológica para descartar doenças que possam estar por trás do quadro.

Como aliviar cólica menstrual com exercícios físicos?

Entre as alternativas não medicamentosas, o uso de exercícios para aliviar cólica menstrual vem ganhando espaço nas orientações de profissionais de saúde e educação física. Quando praticadas de forma regular e respeitando os limites individuais, atividades de baixo impacto ajudam a melhorar a circulação sanguínea na região pélvica, diminuem o processo inflamatório e favorecem o relaxamento muscular.

O movimento corporal também estimula a liberação de endorfinas, substâncias produzidas pelo organismo que atuam como analgésicos naturais. Por esse motivo, mesmo que a dor não desapareça completamente, há tendência de redução da intensidade dos sintomas. A seguir, algumas práticas que costumam ser incluídas em rotinas de cuidado durante o período menstrual.

  • Alongamentos suaves: posturas que estendem a região lombar, quadris e abdômen ajudam a diminuir a tensão muscular. Exemplos incluem flexionar os joelhos em direção ao peito ou inclinar o tronco para frente, sentado ou deitado, mantendo a posição por alguns segundos.
  • Caminhadas leves: andar em ritmo moderado por 20 a 30 minutos pode contribuir para o aumento do fluxo sanguíneo e para a redução da sensação de peso na pelve.
  • Pilates: exercícios que fortalecem o centro do corpo (core) e melhoram a postura favorecem o alinhamento da coluna e a estabilidade da região pélvica, o que tende a diminuir o desconforto em ciclos seguintes.
  • Ioga: posições de relaxamento e respiração profunda, como posturas em que a pessoa se ajoelha e projeta o corpo para frente, podem trazer alívio ao estirar a musculatura e acalmar o sistema nervoso.
  • Atividades aeróbicas leves: bicicleta ergométrica em baixa intensidade ou esteira em ritmo confortável são opções para quem já pratica exercícios regularmente.

Quais cuidados tomar ao praticar atividade física durante o período menstrual?

Apesar dos benefícios, o uso de atividades físicas para reduzir as dores menstruais precisa considerar o estado geral de saúde, o tipo de cólica e o nível de condicionamento físico. Em casos de dismenorreia secundária, por exemplo, é comum que o plano de treino seja ajustado em conjunto com o tratamento médico, respeitando restrições específicas e momentos de maior sensibilidade.

Alguns cuidados ajudam a tornar a prática mais segura:

  1. Respeitar os sinais do corpo: se a dor se intensificar durante o esforço, é indicado diminuir o ritmo, fazer pausas ou interromper a atividade.
  2. Evitar esforços extremos: treinos de alta intensidade, com cargas muito pesadas ou movimentos bruscos, podem aumentar o desconforto em determinados ciclos.
  3. Manter hidratação adequada: beber água ao longo do dia contribui para o bom funcionamento do organismo e ajuda a reduzir retenção de líquidos e inchaço.
  4. Adotar roupas confortáveis: peças leves e que permitam ventilação auxiliam no bem-estar durante a prática.
  5. Buscar orientação profissional: acompanhamento de educadores físicos e fisioterapeutas permite adaptar exercícios para cada caso.

Quando é importante procurar atendimento médico?

A cólica menstrual costuma ser considerada parte do ciclo, mas nem toda dor é esperada. Quando o desconforto impede atividades rotineiras, exige uso frequente de medicamentos fortes ou surge de forma progressiva após anos de ciclos com poucos sintomas, é recomendada uma avaliação com ginecologista. Febre, sangramento muito intenso, dor durante as relações sexuais ou entre as menstruações também merecem atenção.

O profissional de saúde pode solicitar exames, investigar doenças associadas e indicar tratamentos que vão desde ajustes no estilo de vida até uso de medicamentos hormonais ou cirurgias, dependendo do diagnóstico. A prática de exercícios para aliviar cólica menstrual, nesse contexto, costuma ser vista como aliada, desde que inserida em um plano de cuidados amplo, adaptado às necessidades e limites de cada pessoa.

FAQ sobre o ciclo menstrual

1. O que é o ciclo menstrual e quanto tempo ele costuma durar?
O ciclo menstrual é o intervalo entre o primeiro dia de uma menstruação e o primeiro dia da próxima. Em suma, ele representa uma sequência de mudanças hormonais que preparam o corpo para uma possível gestação. Em muitas pessoas, dura cerca de 21 a 35 dias; entretanto, variações leves podem ser consideradas normais, desde que não tragam sintomas intensos ou incapacitantes. Portanto, observar a regularidade ao longo de alguns meses ajuda a entender o próprio padrão.

2. Quais são as principais fases do ciclo menstrual?
De modo geral, o ciclo é dividido em fase menstrual, fase folicular (ou proliferativa), ovulação e fase lútea. Na fase menstrual ocorre o sangramento; na fase folicular, o corpo se prepara para liberar um óvulo; na ovulação, esse óvulo é liberado; e na fase lútea, o organismo se organiza para uma possível gestação. Entretanto, a duração de cada fase pode mudar de pessoa para pessoa. Portanto, então, acompanhar sintomas como muco vaginal, sensibilidade mamária e alterações de humor pode auxiliar na identificação dessas fases.

3. Por que o humor pode mudar ao longo do ciclo?
As oscilações de humor estão ligadas às variações de hormônios como estrogênio e progesterona. Essas substâncias influenciam neurotransmissores relacionados ao bem-estar e à disposição, como a serotonina. Entretanto, nem todas as pessoas sentem as mesmas mudanças: algumas percebem irritabilidade, sensibilidade emocional ou cansaço, especialmente na fase pré-menstrual. Portanto, então, manter sono adequado, alimentação equilibrada e prática regular de exercícios pode ajudar a reduzir esses efeitos.

4. É normal o ciclo menstrual mudar ao longo da vida?
Sim, mudanças ao longo da vida são comuns. Nos primeiros anos após a menarca (primeira menstruação) e próximo à perimenopausa, os ciclos podem ficar mais irregulares. Entretanto, alterações muito bruscas ou acompanhadas de dor intensa, sangramento excessivo ou ausência de menstruação por meses merecem investigação. Portanto, então, observar o padrão e procurar um profissional de saúde frente a mudanças significativas é uma atitude importante.

5. Alimentação pode influenciar o ciclo menstrual?
A alimentação tem impacto na saúde hormonal como um todo. Dietas muito restritivas, excesso de ultraprocessados ou grande variação de peso em pouco tempo podem interferir na regularidade do ciclo. Entretanto, não existe um “alimento milagroso” que regule sozinho a menstruação. Portanto, então, priorizar refeições com frutas, verduras, proteínas de qualidade e gorduras boas, junto com hidratação adequada, tende a favorecer um ciclo mais equilibrado.

6. É possível praticar qualquer tipo de exercício em todas as fases do ciclo?
Em suma, muitas pessoas conseguem manter a rotina de treinos durante todo o ciclo, ajustando apenas a intensidade conforme a disposição. Entretanto, na fase menstrual ou pré-menstrual, pode haver mais cansaço, sensibilidade mamária e cólicas, o que leva algumas pessoas a preferirem atividades leves, como caminhadas e alongamentos. Portanto, então, o ideal é adaptar o esforço à forma como o corpo reage em cada fase, sem se forçar a manter o mesmo rendimento todos os dias.

7. O que significa ter um ciclo irregular?
Um ciclo é considerado irregular quando o intervalo entre as menstruações varia muito de um mês para outro, por exemplo, 25 dias em um ciclo e 40 no seguinte. Pequenas variações são esperadas, mas grandes oscilações podem estar associadas a fatores como estresse, alterações hormonais, síndrome dos ovários policísticos ou mudanças intensas de peso. Entretanto, apenas um profissional pode avaliar a causa com precisão. Portanto, então, é útil anotar as datas das menstruações para levar essas informações à consulta.

8. Sangramentos de escape entre as menstruações são sempre preocupantes?
Pequenos sangramentos de escape podem ocorrer em situações pontuais, como início de uso de contraceptivos hormonais. Entretanto, quando são frequentes, intensos ou acompanhados de dor, mau cheiro ou outros sintomas, passam a exigir atenção. Portanto, então, a orientação é não ignorar esse tipo de sinal e buscar avaliação médica para descartar infecções, alterações hormonais ou outras condições.

9. Estresse pode afetar o ciclo menstrual?
Sim, o estresse tem influência importante sobre o ciclo. Situações prolongadas de tensão podem alterar a liberação de hormônios envolvidos na ovulação e na menstruação, levando a atrasos, adiantamentos ou ausência temporária de ciclos. Entretanto, isso não significa que toda mudança seja causada apenas por estresse, pois outros fatores também contam. Portanto, então, estratégias de manejo do estresse, como atividade física e técnicas de respiração, podem colaborar com o equilíbrio do ciclo.

10. Como saber se as alterações do ciclo exigem consulta imediata?
É um sinal de alerta quando surgem menstruações muito dolorosas de forma repentina, sangramentos muito volumosos, ciclos que param por meses sem causa aparente, ou sintomas como tontura intensa, febre e fraqueza. Entretanto, mesmo alterações mais discretas, quando persistentes, merecem ser comentadas com um profissional de saúde. Portanto, então, observar o próprio corpo e registrar mudanças ajuda a decidir o momento certo de buscar atendimento.

Tags: ciclo menstrualcólica menstrualcomo aliviarexercíciossaúde
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