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Estudo associa o hábito de ouvir música à prevenção de doenças

Por Lara
18/01/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / ArturVerkhovetskiy

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Um número crescente de pesquisas vem apontando que o hábito de ouvir música pode estar ligado à saúde do cérebro em pessoas idosas. Estudos recentes com milhares de participantes acima de 70 anos observaram que quem mantém contato frequente com canções e melodias apresenta, em média, melhor desempenho em testes de memória e menor risco de desenvolver quadros de demência ao longo dos anos. A música, nesse contexto, aparece como um estímulo cognitivo simples, acessível e presente na rotina de grande parte da população.

Entre as principais descobertas, chama atenção a associação entre ouvir música de forma regular e a redução de até cerca de 39% no risco de demência, além de menor deterioração da cognição global. Essa relação não significa garantia de prevenção, mas indica que a exposição musical poderia atuar como um fator de proteção adicional, ao lado de outros cuidados com a saúde, como atividade física, alimentação balanceada, sono adequado e controle de doenças crônicas.

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Como ouvir música pode proteger a memória na terceira idade?

A expressão “música e memória” tem sido cada vez mais utilizada em pesquisas sobre envelhecimento cerebral. Quando uma pessoa escuta uma canção, diversas áreas do cérebro são ativadas ao mesmo tempo, incluindo regiões relacionadas à memória, à atenção, às emoções e ao movimento. Essa ativação múltipla funciona como um treino para o sistema nervoso, estimulando circuitos neurais que tendem a enfraquecer com a idade.

Além disso, lembrar letras, reconhecer melodias antigas ou associar músicas a momentos da vida mobiliza a chamada memória episódica, ligada ao registro de acontecimentos e experiências pessoais. Em testes neuropsicológicos, idosos que escutam música com frequência costumam apresentar desempenho mais estável nesse tipo de memória ao longo do tempo. Esse efeito não elimina o envelhecimento natural, mas pode contribuir para que o declínio cognitivo seja mais lento.

Outro ponto observado é que a música costuma favorecer a atenção sustentada. A pessoa acompanha o ritmo, percebe mudanças de intensidade e se concentra na harmonia. Essa combinação de estímulos sonoros contínuos fortalece habilidades cognitivas importantes para o dia a dia, como foco em tarefas, organização mental e capacidade de planejar ações simples, do preparo de uma refeição ao gerenciamento de compromissos.

Quais benefícios cerebrais estão ligados ao hábito de ouvir música?

Os estudos sobre benefícios da música para o cérebro em idosos apontam uma série de impactos positivos quando o contato é frequente e integrado à rotina. Entre os principais efeitos observados em pesquisas internacionais, destacam-se:

  • Menor risco de demência: idosos que escutam música regularmente apresentaram menor probabilidade de desenvolver quadros demenciais em comparações de longo prazo.
  • Redução do declínio cognitivo geral: a perda de funções como atenção, linguagem e raciocínio tende a ocorrer de forma mais lenta entre aqueles com maior exposição musical.
  • Melhor desempenho em testes de memória: sobretudo em avaliações de memória episódica, nas quais o participante precisa recordar histórias, listas de palavras ou eventos recentes.
  • Ativação simultânea de várias áreas cerebrais: o processamento musical envolve regiões auditivas, motoras, emocionais e de integração sensorial, o que amplia o treino cognitivo.
  • Estímulo à plasticidade cerebral: a repetição de experiências musicais favorece a formação e o fortalecimento de conexões entre neurônios, processo conhecido como plasticidade.

Esses efeitos costumam ser mais evidentes quando a música está presente de forma consistente, seja por meio de rádios, plataformas digitais, coros comunitários, aulas de canto, apresentações ao vivo ou simples momentos de escuta em casa. O tipo de gênero musical parece ser menos determinante do que a frequência e o envolvimento emocional e atencional durante a audição.

Ouvir música diariamente é suficiente para prevenir a demência?

A relação entre música e demência ainda é tema de investigação. Pesquisadores ressaltam que ouvir canções todos os dias não garante que uma pessoa idosa ficará livre de doenças neurodegenerativas. A demência envolve múltiplos fatores, como predisposição genética, histórico cardiovascular, nível educacional, estilo de vida e acesso a cuidados de saúde ao longo da vida.

Por outro lado, a música é vista como um recurso complementar importante dentro de um conjunto de estratégias para apoiar a saúde cerebral. Em linhas gerais, especialistas recomendam combinar o hábito musical com outras medidas, como:

  1. Manter atividade física regular: caminhadas, exercícios leves ou atividades adaptadas para a faixa etária.
  2. Cuidar da alimentação: priorizando frutas, verduras, grãos integrais e fontes saudáveis de gordura.
  3. Controlar pressão alta, diabetes e colesterol: fatores associados a maior risco de demência.
  4. Estimular o cérebro: leitura, jogos, conversas, cursos e atividades culturais, incluindo a própria música.
  5. Preservar vínculos sociais: encontros com familiares, amigos, grupos de convivência ou corais.

Dentro desse contexto, ouvir música aparece como uma prática de baixo custo, que pode ser adaptada a diferentes preferências e condições de saúde. Pode ser realizada em casa, em instituições de longa permanência, em centros de reabilitação ou em programas comunitários voltados ao envelhecimento ativo.

Como incluir a música na rotina de idosos de forma simples?

Para transformar a música em aliada da memória, não é necessário conhecimento técnico avançado ou equipamentos sofisticados. Pequenas mudanças no cotidiano podem tornar o ambiente sonoro mais estimulante para pessoas mais velhas. Algumas estratégias costumam ser adotadas por familiares e cuidadores:

  • Selecionar playlists com canções marcantes da juventude da pessoa idosa, favorecendo lembranças e conversas sobre o passado.
  • Estabelecer horários fixos para ouvir música, como ao acordar, durante o banho de sol ou antes de dormir.
  • Incentivar movimentos leves acompanhando o ritmo, respeitando limites físicos e orientações médicas.
  • Utilizar a música como recurso de acolhimento em momentos de agitação, sempre observando se o estilo escolhido traz tranquilidade.
  • Participar de corais, rodas de canto ou oficinas musicais em grupos voltados à terceira idade, quando disponíveis.

Com o envelhecimento da população mundial e o aumento esperado de casos de demência até 2050, iniciativas que envolvem a música ganham espaço em políticas de saúde e em programas de cuidado. A escuta regular, aliada a outras práticas saudáveis, tende a contribuir para que mais pessoas mantenham autonomia, participação social e melhor desempenho cognitivo ao longo dos anos.

FAQ sobre música e envelhecimento cerebral

1. Existe um volume ou intensidade de som mais adequado para idosos ao ouvirem música?
Em suma, recomenda-se que o volume fique confortável, permitindo a compreensão da melodia e da letra sem causar incômodo ou zumbido nos ouvidos. Sons muito altos podem agravar perdas auditivas já existentes; portanto, é prudente evitar volumes máximos em fones de ouvido ou alto-falantes. Entretanto, cada pessoa tem sua sensibilidade, então ajustes individuais são importantes, especialmente em quem usa aparelhos auditivos.

2. Fones de ouvido são seguros para pessoas idosas?
Fones podem ser usados com segurança se o volume for moderado e houver pausas na escuta. Portanto, deve-se preferir modelos confortáveis, que não pressionem demais a orelha e não isolem totalmente o som externo em ambientes onde é preciso atenção ao entorno. Entretanto, sessões muito longas e em alto volume aumentam o risco de desconforto auditivo e fadiga, então é melhor alternar com caixas de som ambiente.

3. É melhor ouvir música sozinho ou em grupo?
As duas formas podem trazer benefícios diferentes e complementares. Ouvir sozinho favorece relaxamento, introspecção e escolha mais personalizada de repertório; ouvir em grupo, entretanto, amplia o contato social, estimula conversas e cria um clima de compartilhamento de lembranças. Portanto, sempre que possível, vale combinar momentos individuais de escuta com atividades musicais coletivas, como rodas de canto, encontros em família ou grupos comunitários.

4. Músicas muito agitadas podem fazer mal para alguns idosos?
Isso depende do estado de saúde, do humor e da sensibilidade de cada pessoa. Ritmos muito acelerados podem ser desconfortáveis para quem está ansioso, com dor ou em fase de maior irritabilidade; entretanto, em outros casos, podem trazer sensação de energia e vitalidade. Portanto, é fundamental observar as reações: se a pessoa fica mais inquieta, irritada ou cansada, então talvez seja melhor optar por melodias mais suaves e ritmos moderados.

5. É útil mudar o repertório musical ou é melhor manter sempre as mesmas canções?
Manter músicas conhecidas traz conforto, segurança emocional e favorece memórias afetivas; entretanto, introduzir, pouco a pouco, novas canções pode representar um desafio cognitivo leve e saudável. Portanto, pode ser interessante combinar clássicos preferidos com novidades, desde que respeitando o gosto da pessoa idosa. Então, variar o repertório sem perder o vínculo afetivo com músicas importantes ajuda a estimular o cérebro de forma prazerosa.

6. Idosos com perda auditiva ainda podem se beneficiar da música?
Em suma, sim: mesmo com perda auditiva, muitos ainda percebem ritmo, vibração e algumas frequências sonoras. Portanto, o uso adequado de aparelhos auditivos, a escolha de caixas de som de boa qualidade e a atenção ao ambiente (sem muito ruído de fundo) podem facilitar muito a experiência musical. Entretanto, em alguns casos será necessário aproximar a fonte de som ou privilegiar músicas com batidas mais marcadas, que podem ser sentidas pelo corpo, e não só ouvidas.

7. Músicas com letra ou músicas apenas instrumentais: há diferença para o cérebro?
Ambas podem ser benéficas, mas ativam o cérebro de modos um pouco diferentes. Músicas com letra tendem a envolver mais áreas ligadas à linguagem e à memória verbal; já faixas instrumentais, entretanto, costumam favorecer relaxamento e foco na melodia, no ritmo e na harmonia. Portanto, a escolha depende do objetivo: para concentração mais tranquila, música instrumental pode ser útil; para estimular lembranças e conversas, canções com letra geralmente funcionam melhor.

8. A música pode ajudar na qualidade do sono de pessoas idosas?
Muitas pessoas relatam que músicas calmas antes de dormir ajudam a reduzir a agitação e a ansiedade, favorecendo o início do sono. Entretanto, é importante escolher estilos suaves, evitar mudanças bruscas de volume e não deixar a música muito alta durante a noite. Portanto, criar um pequeno ritual musical relaxante, então desligar ou diminuir bastante o som, tende a ser mais benéfico do que deixar playlists agitadas tocando continuamente.

9. Idosos que nunca tiveram o hábito de ouvir música ainda podem se beneficiar se começarem mais tarde?
Sim: o cérebro mantém capacidade de adaptação ao longo da vida, e o contato com música pode ser positivo mesmo em idades avançadas. Portanto, começar devagar, explorando diferentes estilos até encontrar o que gera prazer e conforto, já pode trazer estímulo cognitivo e bem-estar emocional. Entretanto, talvez seja preciso mais paciência no início, pois quem não tem o costume pode estranhar algumas propostas; então, o ideal é sempre respeitar o ritmo e as preferências individuais.

10. Vale a pena combinar música com outras atividades, como leitura ou artesanato?
Combinar música com tarefas prazerosas pode aumentar o engajamento e tornar o momento mais agradável. Artesanato, desenho, pequenas arrumações domésticas ou mesmo leitura leve podem ficar mais motivadores com uma trilha sonora adequada. Entretanto, em atividades que exigem muita concentração verbal, como leitura de textos complexos, algumas pessoas se distraem com músicas muito intensas ou com letras. Portanto, é melhor testar e observar qual tipo de música favorece a atenção em cada caso; então, ajustar o repertório conforme a resposta da pessoa idosa.

Tags: DemênciaIdososouvir músicapesquisasaúde
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