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Quem tem mais chances de morrer de dengue? Estudo revela

Por Lucas
19/01/2026
Em Saúde
Quem tem mais chances de morrer de dengue? Estudo revela

Créditos: depositphotos.com / Noppharat_th

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A dengue segue como uma das infecções mais frequentes no país e, ano após ano, pressiona os serviços de saúde com internações e óbitos. Entretanto, ao observar quem mais adoece de forma grave, fica claro que a distribuição desse risco não é homogênea. A mortalidade por dengue se concentra em determinados grupos sociais, o que revela um forte componente de desigualdade na forma como a doença se manifesta e é enfrentada no Brasil. Em suma, quando profissionais, gestores e a própria população analisam esses dados com atenção, percebemos que a dengue também reflete problemas estruturais de moradia, trabalho, transporte e acesso à informação.

Pesquisas em saúde pública vêm utilizando grandes bases de dados nacionais para enxergar esse fenômeno com mais nitidez. Portanto, em vez de analisar apenas o número de casos ou a circulação do mosquito, esses estudos cruzam informações clínicas com registros de renda, escolaridade, raça e local de moradia. Assim, a partir daí, a dengue aparece menos como um evento isolado e mais como parte de um contexto social que influencia acesso ao diagnóstico, tempo de espera por atendimento e qualidade do cuidado recebido. Então, quando se considera esse panorama ampliado, torna-se possível planejar intervenções mais específicas para cada território, evitando respostas genéricas que pouco reduzem a mortalidade.

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Quem está mais exposto à mortalidade por dengue no Brasil?

Ao detalhar a mortalidade por dengue no Brasil, os levantamentos apontam que alguns perfis se repetem entre os óbitos. Pessoas com 60 anos ou mais figuram com frequência nos registros de formas graves. Além disso, indivíduos negros, moradores de áreas com baixa renda média e população com poucos anos de estudo também aparecem com probabilidade ampliada de morrer em decorrência da infecção. Portanto, a combinação entre envelhecimento, doenças crônicas prévias e barreiras de acesso aos serviços amplia sobremaneira o risco de evolução desfavorável.

Entre as ocupações, aposentados, pensionistas e trabalhadores informais em regiões vulneráveis são frequentemente identificados nos bancos de dados de internações e óbitos. Muitos vivem em bairros com infraestrutura limitada, ruas sem pavimentação, coleta de lixo irregular e reservatórios improvisados de água, cenário que facilita o surgimento de criadouros do Aedes aegypti. Além disso, nesses mesmos locais, costuma haver menor oferta de serviços de saúde e profissionais em número insuficiente para dar conta da demanda. Então, essa sobrecarga leva a filas longas, consultas rápidas e dificuldade para acompanhamento adequado, o que aumenta o risco de não se reconhecer sinais de gravidade a tempo.

A cor da pele e a renda se entrelaçam nesse contexto. A população negra está mais concentrada em regiões periféricas, sujeita a serviços públicos mais frágeis. Portanto, quando a febre e as dores surgem, parte dessas pessoas adia a ida ao posto ou ao pronto-atendimento por questões financeiras, dificuldade de transporte ou receio de longas filas. Esse atraso se torna decisivo, principalmente porque os sinais de agravamento da dengue podem evoluir de forma rápida em poucos dias. Em suma, quanto maior a demora para hidratação adequada, exame clínico detalhado e solicitação de hemograma, maior o risco de choque, sangramentos importantes e óbito.

Mortalidade por dengue e desigualdade: por que a relação é tão forte?

O conceito de letalidade da dengue ajuda a entender o peso das desigualdades. Em termos simples, ele indica quantas pessoas morrem entre todas as que foram diagnosticadas. Portanto, quando esse índice é separado por bairro, raça, faixa de renda e escolaridade, surge um quadro nítido: regiões mais pobres e grupos historicamente discriminados concentram mais mortes, mesmo quando o número de casos não é necessariamente o mais alto. Em suma, isso mostra que não basta ter serviços; é preciso garantir qualidade, acolhimento e continuidade do cuidado.

Em áreas com boa estrutura de atenção básica, é mais comum que o paciente seja acompanhado desde o início dos sintomas, receba orientação sobre hidratação e retorne para reavaliação se houver piora. Além disso, equipes bem capacitadas tendem a seguir protocolos atualizados, o que facilita a identificação precoce de sinais de alarme, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos. Já em territórios com serviços precários, a primeira consulta muitas vezes ocorre quando o quadro já está avançado, com dor abdominal intensa, tontura, sangramentos ou sinais de choque. A disponibilidade de exames simples, como hemograma, e de leitos de observação também é menor nesses locais, o que reduz a margem para intervenção oportuna. Portanto, a desigualdade em infraestrutura e recursos humanos se traduz diretamente em maior letalidade.

Além do acesso, existe o fator informação. Populações com menos anos de estudo, submetidas a jornadas extensas de trabalho e com pouco vínculo com equipes de saúde da família tendem a ter menos contato com campanhas explicando sinais de alarme. Então, sem esse conhecimento, a febre e o mal-estar podem ser interpretados como algo passageiro, o que posterga a procura por atendimento justamente na fase em que a vigilância deveria ser mais intensa. Em suma, investir em comunicação clara, em linguagem acessível e em canais diversos (rádio, redes sociais, agentes comunitários, escolas) torna-se tão estratégico quanto combater o mosquito.

Por que tantas mortes por dengue não aparecem nas estatísticas?

Outro ponto central ao discutir mortalidade por dengue é a forma como os óbitos são registrados. Em muitas situações, a doença não é mencionada na Declaração de Óbito, mesmo tendo contribuído para a piora do quadro. A subnotificação se torna mais frequente em contextos de vulnerabilidade, onde há menos recursos para confirmação laboratorial e maior sobrecarga dos serviços. Portanto, as estatísticas oficiais acabam refletindo apenas parte da realidade, o que dificulta o planejamento de ações e a distribuição justa de recursos.

É comum encontrar documentos em que constam apenas termos amplos, como “insuficiência respiratória” ou “choque”, sem menção a uma infecção viral prévia. Em pessoas com doenças crônicas, como cardiopatias ou problemas renais, a dengue pode ser o gatilho para a descompensação, mas isso nem sempre é registrado. Então, quando a informação fica incompleta, a morte não é contabilizada como relacionada à dengue, o que reduz artificialmente os índices de mortalidade em determinados grupos. Em suma, essa invisibilidade estatística reforça desigualdades, pois invisibiliza justamente os territórios mais vulneráveis.

  • Preenchimento apressado ou incompleto da Declaração de Óbito.
  • Ausência de exames específicos que confirmem a infecção.
  • Falta de protocolos claros para investigação de suspeita de dengue em casos graves.
  • Menor oferta de treinamento em municípios com menos recursos.

Para contornar isso, pesquisadores têm recorrido ao cruzamento de diferentes bancos de dados, combinando notificações de casos, registros de internação, informações socioeconômicas e sistemas de mortalidade. Portanto, essa abordagem permite localizar mortes que, na prática, foram influenciadas pela dengue, mas não estavam identificadas como tal nos sistemas oficiais. Em suma, essa estratégia orienta melhor as ações de vigilância, mostra onde a letalidade se mantém alta e evidencia a necessidade de investir em qualificação de registro, diagnóstico oportuno e suporte laboratorial.

Que medidas ajudam a reduzir a mortalidade por dengue nas áreas mais vulneráveis?

Diminuir a mortalidade por dengue no Brasil passa por um conjunto de ações articuladas. Do ponto de vista ambiental, reduzir criadouros do mosquito em bairros com piores condições urbanas continua sendo fundamental. Entretanto, do ponto de vista assistencial, é necessário garantir que as pessoas sejam atendidas logo no início do quadro e que os profissionais consigam reconhecer rapidamente quem corre maior risco de complicações. Em suma, combinações de prevenção, diagnóstico precoce, manejo clínico qualificado e vigilância ativa formam o eixo central da redução de óbitos.

  1. Reforço da atenção básica: equipes de saúde da família podem mapear pessoas idosas, portadoras de doenças crônicas e residentes em áreas com histórico de surtos, fazendo busca ativa de sintomas durante períodos de maior transmissão. Além disso, visitas domiciliares possibilitam identificar criadouros, orientar sobre hidratação, checar uso de medicamentos que podem aumentar risco de sangramento e encaminhar rapidamente casos suspeitos para avaliação. Portanto, a atenção primária atua como primeira barreira para evitar agravamentos.
  2. Protocolos claros de triagem: serviços de pronto-atendimento precisam de rotinas específicas para identificar sinais de gravidade da dengue e priorizar esses pacientes nos fluxos internos. Em suma, prontuários padronizados, classificação de risco bem definida e treinamento constante das equipes de acolhimento reduzem o tempo entre a chegada do paciente e a intervenção adequada. Além disso, fichas simples de verificação de sinais de alarme, visíveis nas salas de espera e consultórios, ajudam a uniformizar a avaliação.
  3. Capacitação sobre registro de óbitos: treinamentos periódicos para médicos e equipes administrativas contribuem para que a dengue seja corretamente indicada nas declarações quando tiver participação no óbito. Então, ao incluir esse tema em programas de educação permanente, os serviços de saúde melhoram a qualidade dos dados, refinam a vigilância epidemiológica e permitem que gestores dimensionem melhor a gravidade das epidemias em cada município.
  4. Campanhas focadas em territórios vulneráveis: ações educativas em escolas, associações de moradores, igrejas e rádios comunitárias ajudam a divulgar quais sintomas exigem retorno imediato ao serviço de saúde. Portanto, materiais em linguagem simples, traduzidos para línguas e dialetos locais quando necessário, e que considerem aspectos culturais de cada comunidade, tornam as campanhas mais efetivas. Em suma, quando a população reconhece sinais de alarme e sabe onde buscar atendimento, a chance de morte diminui significativamente.
  5. Integração entre saúde e assistência social: o uso de cadastros de programas sociais pode apoiar a identificação de famílias em maior risco, orientando visitas domiciliares e monitoramento durante epidemias. Além disso, essa integração permite acionar benefícios eventuais, como auxílio para transporte ou para aquisição de itens básicos, reduzindo barreiras econômicas que atrasam a procura por atendimento. Portanto, quando diferentes políticas públicas atuam de forma coordenada, a proteção contra a dengue se torna mais ampla e efetiva.

Ao relacionar mortalidade por dengue com renda, raça, escolaridade e território, os estudos indicam que controlar a doença envolve mais do que eliminar focos de água parada. Envolve também reduzir barreiras de acesso, aprimorar o registro das mortes e direcionar recursos para quem mais precisa. Em suma, esse conjunto de medidas tende a tornar a resposta à dengue mais equilibrada, diminuindo o peso da doença justamente entre as populações historicamente mais expostas. Portanto, enfrentar a dengue como problema de saúde e de justiça social, ao mesmo tempo, representa um passo decisivo para reduzir a letalidade e construir cidades mais saudáveis e menos desiguais.

FAQ – Perguntas frequentes sobre mortalidade por dengue e desigualdades

1. Dengue tem tratamento específico?
Não existe ainda um antiviral específico contra dengue amplamente disponível. Entretanto, o tratamento de suporte, com hidratação adequada, monitoramento de sinais vitais e manejo correto de dor e febre, reduz de forma importante o risco de óbito. Portanto, o foco recai em reconhecer cedo os sinais de gravidade e garantir acompanhamento próximo.

2. A vacina contra dengue reduz a mortalidade?
Sim, em populações elegíveis, a vacinação tende a diminuir casos graves e óbitos, pois reduz o risco de infecção sintomática e, em muitos casos, de formas graves. Em suma, a vacina complementa, mas não substitui, o controle do mosquito e o cuidado clínico adequado. Portanto, mesmo vacinadas, as pessoas devem continuar evitando criadouros e buscando atendimento ao surgirem sintomas.

3. Crianças correm o mesmo risco que idosos?
Crianças podem desenvolver formas graves, porém idosos e pessoas com doenças crônicas (como diabetes, hipertensão e cardiopatias) normalmente apresentam risco ainda maior de complicações e óbito. Então, famílias e equipes de saúde devem redobrar a atenção nesses grupos, garantindo hidratação, observação cuidadosa e retorno rápido ao serviço quando houver piora.

4. Morar em condomínio ou prédio elimina o risco de dengue?
Não. Condôminos e síndicos também precisam cuidar de caixas-d’água, calhas, piscinas, jardins e áreas comuns. Em suma, qualquer local com água parada pode se transformar em criadouro, independentemente da renda dos moradores. Portanto, fiscalização regular e campanhas internas em condomínios se tornam essenciais.

5. Como a população pode ajudar a melhorar as estatísticas de mortalidade?
A população pode colaborar procurando atendimento cedo, informando corretamente sintomas e histórico de doenças, participando de campanhas de eliminação de criadouros e cobrando melhorias nos serviços locais. Além disso, familiares podem questionar profissionais sobre a correta identificação da dengue em atestados e prontuários quando suspeitarem de relação com o óbito. Portanto, participação social ativa fortalece a vigilância e pressiona por políticas mais justas.

Tags: dengueestudosaude
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