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Estudo aponta que nascer no mês certo te deixa mais inteligente

Por Larissa
26/01/2026
Em Curiosidades
Estudo aponta que nascer no mês certo te deixa mais inteligente

Créditos: depositphotos.com / KostyaKlimenko

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Estudos recentes sobre desenvolvimento humano têm chamado a atenção para a possível relação entre o mês de nascimento e a inteligência. Pesquisas conduzidas em diferentes países analisam se fatores sazonais, como clima e exposição ao sol, podem interferir na formação do cérebro ainda na gestação e nos primeiros anos de vida. A partir dessa perspectiva, o mês de nascimento deixa de ser apenas um dado de registro e passa a ser observado como um possível indicador de contexto ambiental.

O que dizem os estudos sobre mês de nascimento te deixar mais inteligente?

Em alguns levantamentos, meses como setembro, outubro e novembro são associados a médias ligeiramente mais altas em avaliações acadêmicas, principalmente em países que organizam o ano letivo a partir de uma determinada data de corte para matrícula.

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Nesses casos, crianças nascidas logo antes da data de corte costumam ser as mais velhas da turma. Isso significa que entram na escola com alguns meses a mais de maturidade neurológica e emocional em comparação aos colegas. Essa diferença, aparentemente pequena, pode favorecer a aprendizagem inicial da leitura, da escrita e do raciocínio lógico, gerando uma vantagem acumulada ao longo dos anos.

Além disso, estudos em diferentes países mostram que o “melhor” mês de nascimento varia conforme o calendário escolar, o clima e até políticas públicas locais. Então, não existe um único mês ideal em todos os lugares do mundo. Em suma, o que se observa é que a combinação entre idade relativa na turma, contexto educacional e condições de saúde nas diferentes estações do ano ajuda a explicar por que certos grupos de nascidos em determinados períodos podem, em média, se destacar um pouco mais em algumas avaliações.

Como fatores sazonais podem influenciar o desenvolvimento cognitivo?

Pesquisas que investigam a relação entre mês de nascimento e inteligência destacam principalmente a influência de fatores sazonais durante a gestação. Entre eles, a exposição à luz solar, responsável por estimular a produção de vitamina D, é frequentemente mencionada. Essa vitamina participa de processos relacionados ao desenvolvimento cerebral do feto, o que leva alguns pesquisadores a sugerir que gestações avançadas em períodos com maior incidência de sol podem ter impacto no neurodesenvolvimento.

Além da vitamina D, o padrão alimentar da gestante também varia conforme a estação. Em determinadas regiões, há meses com maior oferta de alimentos frescos, frutas e vegetais, o que pode melhorar a qualidade nutricional durante fases críticas da formação do sistema nervoso. Então, uma gestação que atravessa períodos de safra de alimentos ricos em vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais pode, potencialmente, contribuir para um desenvolvimento cognitivo mais saudável. Outros elementos citados incluem infecções sazonais, como gripes e viroses mais comuns em períodos específicos do ano, que podem influenciar a saúde gestacional.

  • Exposição solar: associada à síntese de vitamina D e à regulação de diversos processos metabólicos. Portanto, mães que passam o final da gestação em épocas de maior luminosidade tendem a apresentar níveis mais altos dessa vitamina, o que interessa diretamente ao desenvolvimento do cérebro do bebê.
  • Alimentação materna: disponibilidade de nutrientes essenciais varia conforme a estação. Em suma, épocas de maior oferta de alimentos frescos podem fortalecer a saúde da mãe e do feto, enquanto períodos de menor variedade alimentar podem exigir mais atenção nutricional.
  • Infecções sazonais: maior ou menor risco de doenças durante trimestres específicos da gestação. Então, quando a gravidez coincide com picos de gripe ou outras viroses, a gestante pode enfrentar mais desafios de saúde, o que, em alguns casos, afeta o desenvolvimento fetal.
  • Temperatura ambiente: condições climáticas que podem alterar hábitos de atividade física e cuidados de saúde. Portanto, climas muito frios ou muito quentes influenciam o quanto a gestante se movimenta, se expõe ao sol e até a forma como cuida da alimentação e do sono.

Esses fatores não atuam isoladamente. O efeito observado em pesquisas geralmente é discreto, mas suficiente para se detectar em amostras grandes, reforçando a ideia de que o contexto ambiental participa da construção das habilidades cognitivas desde o início da vida. Em suma, não se trata de uma relação direta do tipo “nascer em tal mês aumenta o QI”, e sim de um conjunto de condições que, somadas, podem gerar pequenas diferenças médias entre grupos de pessoas.

Mês de nascimento pode definir o QI de uma pessoa?

Apesar do interesse em torno da associação entre mês de nascimento e QI, especialistas ressaltam que o impacto desses fatores é limitado quando comparado a outros elementos já conhecidos. A inteligência resulta de uma combinação complexa entre herança genética, ambiente familiar, acesso à educação e qualidade dos estímulos recebidos ao longo da infância e adolescência. Portanto, mesmo que o mês de nascimento ofereça um cenário inicial um pouco mais favorável ou desfavorável, o percurso de vida, em grande medida, reequilibra essa balança.

Na prática, dois indivíduos nascidos no mesmo mês podem apresentar trajetórias cognitivas completamente distintas, dependendo de aspectos como:

  1. Genética: predisposições herdadas dos pais, que influenciam o potencial de desenvolvimento cognitivo. Em suma, a carga genética estabelece um campo de possibilidades, mas não determina o resultado final sozinha.
  2. Ambiente familiar: rotina de leitura, conversas, brincadeiras educativas e suporte emocional. Portanto, lares que valorizam a curiosidade e o diálogo tendem a favorecer o desenvolvimento intelectual, independentemente do mês de nascimento.
  3. Educação formal: qualidade da escola, formação dos professores e recursos pedagógicos disponíveis. Então, contextos escolares estimulantes podem compensar muitas desvantagens iniciais e ampliar talentos pré-existentes.
  4. Condições socioeconômicas: acesso a saúde, alimentação adequada, tecnologia e atividades culturais. Em suma, quanto mais recursos e oportunidades uma criança recebe, maiores as chances de desenvolver plenamente suas capacidades cognitivas.
  5. Saúde mental e física: sono, manejo de estresse, prática de atividades físicas e acompanhamento médico. Portanto, um corpo saudável e uma mente bem cuidada criam a base para que o cérebro funcione em seu melhor nível.

Assim, o mês de nascimento é tratado pela literatura científica como um entre muitos fatores contextuais, e não como um indicador definitivo de inteligência. As diferenças identificadas são, em geral, estatísticas e não individuais, ou seja, ajudam a entender tendências em grandes grupos, mas não permitem prever o desempenho de uma pessoa específica. Em suma, ninguém deve se preocupar ou se sentir favorecido apenas por ter nascido em determinado mês; o que conta, principalmente, é a qualidade dos estímulos e das oportunidades ao longo da vida.

FAQ – Perguntas frequentes sobre mês de nascimento e inteligência

1. Nascer em determinado mês garante que a criança seja mais inteligente?
Não. O mês de nascimento não garante inteligência maior ou menor. Ele aparece apenas como um fator de contexto em estudos populacionais. Portanto, a inteligência depende muito mais de genética, estímulos, educação e saúde ao longo da vida.

2. Vale a pena planejar a gravidez para que o bebê nasça em um “mês ideal”?
Em suma, não há evidências fortes o suficiente para justificar esse tipo de planejamento com foco em inteligência. Faz muito mais sentido planejar a gestação pensando em acesso a cuidados de saúde, suporte emocional, estabilidade financeira e condições gerais de bem-estar da mãe e do bebê.

3. O signo do zodíaco tem relação com QI ou desempenho cognitivo?
Não. Estudos sobre mês de nascimento e inteligência se baseiam em fatores sazonais, como clima, nutrição e calendário escolar, não em astrologia. Portanto, signos não aparecem como variável científica nesses trabalhos.

4. Meu filho é o mais novo da turma. O que posso fazer para ajudá-lo?
Converse com a escola, acompanhe de perto o processo de aprendizagem e ofereça em casa um ambiente rico em leitura, conversas e brincadeiras que estimulem o raciocínio. Então, com apoio emocional e pedagógico adequado, a diferença de idade relativa tende a perder importância ao longo dos anos.

5. Essas diferenças ligadas ao mês de nascimento permanecem na vida adulta?
Em muitos estudos, as diferenças observadas na infância e na adolescência diminuem com o tempo. Portanto, à medida que as experiências de vida se acumulam, fatores como profissão, nível de estudo, saúde mental e oportunidades de desenvolvimento passam a pesar muito mais do que o mês de nascimento.

Tags: Curiosidades
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