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Adaptação escolar sem lágrimas: 7 estratégias para ajudar as crianças

Por Lara
29/01/2026
Em Curiosidades
Créditos: depositphotos.com / HayDmitriy

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A adaptação escolar é um dos maiores desafios vividos por famílias no período de volta às aulas. Na porta da escola, a cena costuma reunir expectativas e apreensão: crianças pequenas, muitas vezes em sua primeira experiência escolar, demonstram medo e insegurança diante da separação. Pais e cuidadores, por sua vez, lidam com ansiedade, dúvidas e a sensação de que qualquer decisão pode ter grande impacto no desenvolvimento dos filhos. O choro na entrada da escola, que chama a atenção de todos, acaba se tornando o símbolo desse processo.

Especialistas em desenvolvimento infantil apontam que a adaptação escolar é uma etapa importante da construção da autonomia. Apesar do desconforto inicial, esse momento faz parte do amadurecimento emocional da criança. A escola passa a ser um novo espaço de pertencimento, com regras, vínculos e rotinas diferentes das vividas em casa. A forma como a família lida com esse início pode favorecer um processo mais tranquilo, tanto para os pequenos quanto para os adultos envolvidos.

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Choro na adaptação escolar: o que ele realmente significa?

O choro na adaptação escolar geralmente não indica rejeição à escola ou incapacidade de se socializar. Na maior parte das vezes, representa uma reação natural a mudanças significativas: ambientes desconhecidos, novos cuidadores, afastamento das figuras de referência. O cérebro infantil, ainda em processo de aprendizagem emocional, tende a acionar um “modo de alerta” quando ocorre separação, sobretudo nos primeiros dias ou semanas.

Profissionais da área reforçam que essa manifestação é uma forma de comunicação, e não um sinal de que os pais erraram na escolha da escola ou do momento de matricular. Em muitas situações, a criança chora intensamente na chegada e, poucos minutos depois, já está inserida nas brincadeiras com colegas. Para os responsáveis, entender esse comportamento como parte do processo reduz a culpa e ajuda a manter atitudes mais consistentes na rotina de entrada.

Como amenizar o choro na volta para a escola?

Reduzir o choro na hora da separação passa por um conjunto de estratégias simples, mas consistentes. A primeira delas é o cuidado com o próprio estado emocional dos adultos. Crianças tendem a perceber sinais de tensão no tom de voz, no olhar e na postura dos pais. Quando o responsável demonstra calma e segurança, transmite uma mensagem de que aquele ambiente é confiável e de que a criança é capaz de enfrentá-lo, mesmo sentindo desconforto.

Outro ponto importante é a forma de preparar a criança para a volta às aulas e a adaptação escolar. Conversas muito antecipadas podem aumentar a expectativa e a apreensão. Em geral, recomenda-se explicar a mudança com poucos dias de antecedência, em linguagem simples, descrevendo o que vai acontecer: chegada, brincadeiras, lanche, descanso e horário de retorno dos pais. Essa previsibilidade contribui para que o cérebro infantil não permaneça em alerta constante.

  • Manter uma rotina de sono regular e adequada à idade;
  • Oferecer alimentação equilibrada antes do horário escolar;
  • Evitar mudanças bruscas de ambiente ou de responsáveis nesse período;
  • Combinar horários e cumpri-los com o máximo de pontualidade possível.

Quais atitudes dos pais ajudam na adaptação escolar?

Além da preparação emocional, algumas atitudes práticas podem tornar o início do ano letivo menos tenso. Uma delas é transformar o tema “escola” em algo presente no cotidiano de maneira leve. Brincadeiras de faz de conta, em que a criança interpreta professora ou aluno, ajudam a elaborar sentimentos. Livros infantis sobre separação, rotina escolar e novos amigos também podem facilitar a compreensão do que está por vir.

Outro aspecto relevante é a forma de se despedir. Despedidas longas, com idas e vindas, tendem a prolongar a angústia de ambos os lados. Muitos especialistas sugerem que os adultos estabeleçam um pequeno ritual, como um abraço, um beijo e uma frase curta que transmita confiança, e que esse ritual seja repetido diariamente. Frases que reforcem segurança — como “depois do lanche o responsável volta” — costumam ser mais eficazes do que pedidos para que a criança “não chore”.

  1. Criar um ritual fixo de despedida, breve e carinhoso;
  2. Evitar promessas que não possam ser cumpridas sobre horários;
  3. Conversar com a escola sobre como está sendo o período após a entrada;
  4. Oferecer acolhimento ao final do dia, ouvindo o que a criança relata.

Quando o choro na escola passa a exigir maior atenção?

Embora o choro na adaptação escolar seja esperado nas primeiras semanas, alguns sinais indicam necessidade de avaliação mais cuidadosa. Persistência do choro intenso por mais de quatro a seis semanas, piora progressiva com o passar dos dias, queixas físicas frequentes sem causa aparente ou mudanças significativas no sono e no apetite podem apontar para um sofrimento maior do que o habitual nesse processo.

Nessas situações, é recomendável que a família dialogue com a equipe escolar para entender o que acontece durante o período de permanência da criança. Em alguns casos, pode ser interessante buscar orientação profissional especializada em desenvolvimento infantil ou saúde mental. O objetivo não é eliminar toda forma de tristeza ou medo, mas verificar se há algo além da adaptação comum, como dificuldades de vínculo, experiências negativas ou outros fatores emocionais interferindo na rotina.

Ao longo do tempo, muitas crianças passam a encarar a escola como um espaço conhecido, com amigos, atividades e adultos em quem confiam. O choro da porta tende a diminuir e, em diversos casos, desaparece por completo. Um ambiente previsível, o diálogo entre família e escola e a atenção às necessidades emocionais das crianças formam uma base sólida para que a adaptação escolar aconteça de maneira mais equilibrada, respeitando o ritmo de cada uma.

FAQ – Perguntas e respostas sobre comportamento infantil

1. É normal a criança regredir em comportamentos (como voltar a pedir colo ou a fazer xixi na cama) durante a adaptação escolar?

Sim, em suma, pequenos retrocessos são comuns em momentos de mudança, como início das aulas ou troca de turma. A criança pode usar comportamentos mais infantis para buscar segurança e proximidade com os adultos de referência. Entretanto, se a regressão for muito intensa ou durar muitos meses, vale conversar com a escola e, se necessário, com um profissional. Portanto, o ideal é acolher, manter rotina estável e evitar broncas excessivas, pois a tendência é que, com o tempo, o comportamento volte ao padrão anterior.

2. O que fazer quando a criança fica agressiva em casa depois da escola?

A agressividade após a aula pode ser um sinal de cansaço, excesso de estímulos ou dificuldade em expressar emoções em palavras. A criança “descarrega” em casa aquilo que acumulou ao longo do dia. Então, é importante observar se ela está dormindo o suficiente, se a rotina está muito cheia e se há espaço diário para brincar livremente. Entretanto, limites claros continuam necessários: explicar com firmeza e carinho que bater, morder ou gritar não são formas adequadas de resolver conflitos, oferecendo alternativas como conversar, respirar fundo ou se afastar da situação.

3. Como lidar com a criança que diz que “não gosta de ninguém” na escola, mas não chora na entrada?

Esse tipo de fala pode indicar insegurança nas relações, timidez ou dificuldade em nomear sentimentos complexos. Muitas vezes “não gosto de ninguém” significa “ainda não me sinto totalmente à vontade”. Então, pergunte de forma aberta sobre momentos específicos do dia, como o recreio ou as brincadeiras em grupo, e não apenas se ela “gosta da escola”. Entretanto, não force amizades nem minimize o que ela sente com frases como “claro que você gosta”. Portanto, valorize pequenos avanços, como ter brincado com um colega novo ou participado de uma atividade em grupo.

4. Meu filho tem muito medo de mudanças. Como posso prepará-lo melhor para transições, como troca de professora ou de turma?

Crianças mais rígidas com mudanças costumam precisar de tempo e previsibilidade. É útil explicar, com antecedência razoável, o que vai mudar, quem são os novos adultos e o que continuará igual (o prédio, alguns colegas, o horário). Então, sempre que possível, faça visitas prévias à nova sala, mostre fotos da professora ou converse sobre crianças que ele já conhece na turma. Entretanto, evite transformar o assunto em tema constante de preocupação. Portanto, oferecer segurança emocional, validar o medo e, ao mesmo tempo, mostrar confiança na capacidade da criança de se adaptar é o caminho mais equilibrado.

5. Como diferenciar birra de expressão legítima de emoção, como tristeza ou frustração?

Em suma, birra é um comportamento de explosão — choro intenso, gritos, recusa — que aparece quando a criança ainda não sabe regular bem suas emoções. Tanto a “birra” quanto a expressão de tristeza ou frustração são tentativas de comunicação. Então, em vez de apenas rotular como birra, vale observar o contexto: a criança está com fome, cansada, assustada ou sobrecarregada? Entretanto, isso não significa ceder a todas as exigências. Portanto, a combinação mais saudável é acolher o sentimento (“entendo que você está bravo”) e manter o limite necessário (“mas não vou deixar você bater nem vou mudar a regra”).

6. O uso de telas pode influenciar o comportamento na adaptação escolar?

O uso excessivo de telas, especialmente antes de dormir ou logo ao acordar, pode aumentar irritabilidade, dificuldade de concentração e resistência às rotinas. Isso pode tornar a entrada na escola mais complicada. Então, é recomendável limitar o tempo de telas, priorizar conteúdos adequados à idade e evitar telas logo antes de sair de casa e na hora de dormir. Entretanto, o problema maior costuma estar no exagero e na falta de supervisão, e não no uso moderado. Portanto, manter equilíbrio e propor outras formas de diversão, como brincadeiras ativas e leitura, contribui para um comportamento mais regulado.

7. Quando a timidez da criança em ambientes sociais passa a ser motivo de preocupação?

Muitas crianças são naturalmente mais tímidas e precisam de mais tempo para se soltar em novos ambientes. Isso não é, por si só, um problema. Então, observe se, com o tempo, ela consegue interagir minimamente, mesmo que de forma mais reservada. Entretanto, se a timidez impede totalmente a participação em atividades, gera grande sofrimento, ou se a criança evita de forma extrema qualquer interação, pode ser o caso de buscar orientação profissional. Portanto, o equilíbrio está em respeitar o perfil da criança, sem rótulos negativos, ao mesmo tempo em que se oferece apoio gradual para ampliar suas experiências sociais.

8. Como ajudar a criança que volta da escola muito agitada e tem dificuldade de relaxar em casa?

Depois de um dia cheio de estímulos, é comum que algumas crianças cheguem em casa “aceleradas”. Em suma, o corpo e o cérebro ainda estão em ritmo de atividade. Então, criar um “ritual de chegada” pode ajudar: tirar o uniforme, comer algo leve, ter um tempo de brincadeira mais calma ou leitura, em vez de já expor a telas ou compromissos extras. Entretanto, forçar que ela “fique quieta” imediatamente tende a aumentar a tensão. Portanto, oferecer um espaço para que ela descarregue energia de forma estruturada — como brincar no quintal, desenhar ou conversar sobre o dia — ajuda a transição para atividades mais tranquilas.

Tags: adaptação escolarcomportamento infantilCriançasCuriosidadesvolta às aulas
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