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A ciência dos abraços: quanto tempo garante efeitos positivos na mente

Por Lara
29/01/2026
Em Bem-estar
Créditos: depositphotos.com / zanuckcalilus

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Os abraços fazem parte do cotidiano de muitas pessoas, mas raramente são associados de forma direta à saúde mental. Pesquisas recentes mostram que esse gesto simples pode atuar como um tipo de proteção contra o estresse psicológico. Em vez de ser apenas um sinal de carinho, o abraço aparece como um estímulo físico capaz de influenciar processos internos do organismo, com reflexos no humor, na ansiedade e na sensação de segurança.

Estudos de psicologia e neurociência têm observado que o contato afetuoso, incluindo abraços, ativa sistemas ligados à regulação do estresse. Essa forma de toque é interpretada pelo cérebro como um sinal de que o ambiente está seguro, o que reduz a necessidade de respostas defensivas intensas. Assim, o abraço não se limita ao conforto emocional imediato; ele participa de mecanismos biológicos complexos que afetam o corpo inteiro.

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Benefícios dos abraços para a saúde mental

De forma geral, pesquisas apontam que o contato físico afetuoso pode diminuir a ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, estrutura responsável por coordenar a liberação de hormônios do estresse, como o cortisol. Com menor ativação desse sistema, o organismo tende a apresentar respostas fisiológicas mais brandas diante de situações desafiadoras.

Esse efeito se reflete em indicadores como pressão arterial, frequência cardíaca e tensão muscular. Estudos com casais, por exemplo, indicam que pessoas que recebem um toque carinhoso, seguido de um abraço, podem registrar níveis mais baixos de pressão arterial sistólica e diastólica em comparação com pessoas que enfrentam o mesmo estressor sem qualquer contato prévio. Na prática, o abraço funciona como um amortecedor, reduzindo o impacto das experiências estressantes diárias.

Do ponto de vista psicológico, pesquisadores apontam ainda que o abraço está associado à sensação de acolhimento, pertencimento e estabilidade nos vínculos sociais. Esses fatores são considerados protetores em relação a sintomas de ansiedade e depressão. Quando o indivíduo percebe que existe uma rede de apoio concreta e fisicamente presente, tende a interpretar o ambiente como menos ameaçador, o que contribui para um estado mental mais equilibrado.

O que acontece no cérebro durante um abraço?

Por trás dos benefícios dos abraços, há uma sequência de eventos neurobiológicos. O contato físico suave, típico de um abraço afetuoso, estimula terminações nervosas especiais presentes na pele. Esses receptores respondem com mais intensidade a toques lentos e contínuos, semelhantes ao movimento de uma mão deslizando a cerca de três centímetros por segundo. Esse tipo de estímulo é processado em áreas do cérebro ligadas à emoção e ao vínculo social.

Um dos sistemas envolvidos é o da liberação de endorfinas, substâncias associadas à sensação de relaxamento e bem-estar corporal. Além disso, o abraço pode favorecer a liberação de ocitocina, hormônio frequentemente relacionado a laços de confiança e proximidade. A combinação desses mecanismos ajuda a explicar por que o contato físico caloroso costuma ser descrito como calmante, mesmo sem o uso de palavras.

  • Endorfinas: reduzem a percepção de dor e favorecem uma sensação de conforto físico.
  • Ocitocina: está ligada à formação e manutenção de vínculos sociais.
  • Redução do cortisol: contribui para menor reatividade ao estresse.

Curiosamente, comportamentos semelhantes ao abraço são observados em primatas, como macacos e símios. Esses animais utilizam o contato físico, incluindo o ato de se enlaçar e se tocar, para fortalecer laços dentro do grupo, resolver conflitos e manter a coesão social. Isso sugere que o uso do toque afetuoso como ferramenta de regulação social é um traço profundamente enraizado na evolução.

Por quanto tempo os abraços devem durar?

Outra questão que tem despertado interesse é a duração ideal do abraço para que ele gere efeitos positivos na saúde mental e física. Pesquisas recentes investigaram abraços com diferentes tempos, como um, cinco e dez segundos, medindo a sensação relatada de prazer, conforto e controle. De modo geral, abraços muito rápidos tendem a ser avaliados como menos agradáveis e menos eficazes para criar sensação de proximidade emocional.

Alguns estudos em contexto de laboratório incluíram não apenas o abraço em si, mas também um período de toque afetuoso anterior, como ficar de mãos dadas por cerca de dez minutos enquanto se assiste a um conteúdo emocionalmente neutro ou romântico. Em seguida, os participantes trocavam um abraço mais prolongado, em torno de 20 segundos, antes de passar por uma situação de estresse induzido. Nesses casos, os grupos que receberam o contato físico apresentaram respostas fisiológicas mais moderadas, incluindo menor aumento de frequência cardíaca.

  1. Contato inicial, como mãos dadas, para estabelecer sensação de segurança.
  2. Abraço com alguns segundos de duração (entre cinco e dez segundos no dia a dia).
  3. Exposição a um evento estressante, com monitoramento de parâmetros corporais.

Pesquisadores indicam que, no cotidiano, um intervalo entre cinco e dez segundos costuma ser percebido como um tempo confortável para um abraço afetuoso, sem causar estranhamento. Abraços muito curtos podem não ser suficientes para ativar plenamente os sistemas neurobiológicos associados ao relaxamento e à sensação de vínculo, enquanto abraços excessivamente longos podem gerar desconforto dependendo do contexto e do grau de intimidade entre as pessoas envolvidas.

Como incorporar os benefícios dos abraços na rotina?

Os benefícios dos abraços podem ser mais bem aproveitados quando o gesto é integrado de forma natural às relações já existentes, respeitando limites pessoais e culturais. O contato físico tende a ser mais efetivo quando há confiança mútua, como em vínculos familiares, amizades próximas ou relacionamentos afetivos estabelecidos. Em ambientes profissionais ou formais, é comum que outras formas de apoio, sem toque, sejam preferidas.

Especialistas em saúde mental costumam destacar que o abraço não substitui tratamentos, terapias ou intervenções médicas, mas pode funcionar como um complemento importante no contexto de redes de apoio. Em períodos de maior pressão psicológica, crises coletivas ou isolamento social, gestos simples de proximidade, quando seguros e consentidos, ganham relevância na manutenção do equilíbrio emocional.

Dessa forma, o abraço deixa de ser visto apenas como demonstração de afeto e passa a ser entendido como um recurso com base científica para auxiliar na regulação do estresse, fortalecer laços sociais e contribuir para a saúde mental. A forma como cada pessoa se relaciona com o toque pode variar, mas a literatura científica indica que, quando existe abertura para esse tipo de contato, o impacto positivo tende a ser significativo.

FAQ sobre saúde mental e bem-estar

1. O que é, em termos simples, saúde mental?

A saúde mental diz respeito ao modo como pensamos, sentimos e lidamos com as situações do dia a dia. Em suma, envolve nossa capacidade de gerir emoções, manter relações saudáveis, tomar decisões e lidar com o estresse. Portanto, não se trata apenas da ausência de transtornos, mas de um estado de bem-estar psicológico que permite ao indivíduo funcionar de forma satisfatória em diferentes áreas da vida.

2. Como posso perceber que meu estresse deixou de ser “normal” e virou um problema?

O estresse é uma reação natural, entretanto, torna-se preocupante quando é intenso, constante e começa a prejudicar sono, apetite, concentração, relações sociais ou desempenho no trabalho e nos estudos. Se você sente que está sempre sobrecarregado, irritado, exausto e com dificuldade de relaxar, então é um sinal de que pode ser útil buscar apoio profissional para avaliar melhor a situação.

3. Qual a diferença entre tristeza passageira e depressão?

Sentir-se triste faz parte da experiência humana, especialmente diante de perdas ou frustrações. Entretanto, na depressão, os sintomas duram semanas ou meses, incluem perda de interesse por atividades antes prazerosas, alteração de sono e apetite, sentimento de culpa excessiva e, às vezes, pensamentos de morte. Se o humor deprimido é persistente e interfere no funcionamento diário, então é importante procurar avaliação com um profissional de saúde mental.

4. Terapia é indicada apenas para quem tem um transtorno mental diagnosticado?

Não. A psicoterapia também é um recurso para autoconhecimento, prevenção e desenvolvimento pessoal. Muitas pessoas procuram terapia para lidar com conflitos de relacionamento, dificuldades de comunicação, decisões importantes ou fases de transição. Portanto, mesmo sem um diagnóstico formal, é possível se beneficiar de um espaço estruturado de escuta e reflexão, que pode complementar estratégias de cuidado como o cultivo de vínculos afetivos e de apoio.

5. O que fazer quando não me sinto à vontade com contato físico, como abraços, mas ainda quero cuidar da minha saúde mental?

Nem todas as pessoas gostam ou toleram bem o toque físico, e isso é legítimo. O cuidado com a saúde mental pode ocorrer por outros caminhos, como conversas de apoio, atividades criativas, exercícios físicos, meditação, rotinas regulares de sono e alimentação equilibrada. Portanto, é possível fortalecer vínculos e sentir-se acolhido por meio de palavras, presença, mensagens e pequenos gestos simbólicos, respeitando seus próprios limites.

6. Há sinais de alerta que indicam necessidade urgente de ajuda profissional?

Sim. Em suma, mudanças bruscas de comportamento, isolamento intenso, uso exagerado de álcool ou outras substâncias, automutilação, pensamentos frequentes de morte ou de tirar a própria vida requerem atenção imediata. Portanto, diante desses sinais, é fundamental buscar ajuda profissional com rapidez e, se necessário, recorrer a serviços de urgência ou linhas de apoio emocional disponíveis em sua região.

7. Como posso apoiar alguém próximo que está com dificuldades emocionais?

Ouvir sem julgamentos, validar o que a pessoa sente e oferecer ajuda prática são atitudes centrais. Demonstrar presença consistente, seja por meio de conversas, companhia ou pequenos gestos de cuidado, pode fazer grande diferença. Entretanto, isso não substitui o trabalho de um profissional; então, sempre que possível, incentive a pessoa a buscar atendimento especializado e se ofereça para ajudar com agendamentos ou acompanhando-a, caso ela queira.

Tags: abraçobem-estarbenefícios do abraçosaúde mental
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