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Cientistas usam combinação de medicamentos e combatem câncer de pâncreas em testes com animais

Por Lucas
29/01/2026
Em Saúde
Cientistas usam combinação de medicamentos e combatem câncer de pâncreas em testes com animais

Créditos: depositphotos.com / magicmine

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Um estudo recente sobre uma nova estratégia contra o câncer de pâncreas reacendeu o debate sobre caminhos possíveis para tratar um dos tumores mais desafiadores da atualidade. A pesquisa, conduzida por um grupo especializado em oncologia experimental na Espanha, utilizou diferentes modelos de camundongos e observou a regressão total dos tumores em poucas semanas, sem sinais relevantes de toxicidade. Portanto, os resultados chamaram atenção também pela duração do efeito: mesmo após muitos meses sem intervenção adicional, os animais permaneceram livres da doença, o que sugere um impacto profundo na biologia tumoral.

Esse tipo de achado não significa uma aplicação imediata em seres humanos, entretanto indica uma rota promissora. O foco do trabalho foi bloquear, ao mesmo tempo, três alvos considerados fundamentais para o crescimento das células malignas. Então, a combinação proposta busca interferir em mecanismos internos da célula tumoral, tentando impedir que ela continue se multiplicando e se espalhando pelo organismo. Em suma, ao atuar em múltiplas vias de sinalização, a abordagem tenta evitar que o tumor encontre “atalhos” para escapar do tratamento.

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Como funciona a nova terapia combinada contra o câncer de pâncreas?

A estratégia descrita envolve o uso coordenado de três compostos. O primeiro tem como foco o oncogene KRAS, frequentemente alterado em tumores de pâncreas e apontado como um dos principais motores da doença. Esse gene, quando sofre mutações, estimula de forma contínua sinais de proliferação celular, favorecendo o aparecimento e a manutenção do tumor. Portanto, o bloqueio de KRAS se torna um objetivo central em diversas linhas de pesquisa em oncologia.

Os outros dois componentes da terapia agem sobre proteínas envolvidas em vias de sinalização essenciais para a sobrevivência e crescimento das células cancerígenas: EGFR e STAT3. O EGFR (receptor do fator de crescimento epidérmico) participa de processos que regulam divisão celular e resistência a tratamentos. Já o STAT3 atua na transcrição de genes associados à inflamação, evasão de mecanismos de controle do organismo e progressão tumoral. Então, ao bloquear simultaneamente KRAS, EGFR e STAT3, a proposta é cortar diferentes “rotas de fuga” usadas pelo tumor para continuar crescendo, o que aumenta a chance de resposta duradoura.

Nos experimentos com camundongos, essa combinação levou ao desaparecimento dos tumores entre três e quatro semanas. Um ponto destacado pelos pesquisadores foi a ausência de efeitos tóxicos importantes, mesmo após acompanhamento prolongado, superior a 200 dias. Entretanto, esses dados ainda pertencem ao contexto pré-clínico e não garantem o mesmo perfil em pessoas. Outro aspecto relevante é que a regressão tumoral ocorreu sem depender do sistema imunológico, o que pode ser especialmente interessante para pacientes com imunidade comprometida, como aqueles submetidos previamente a quimioterapia intensa ou com condições associadas a imunossupressão. Em suma, a terapia combinada mostra potencial para integrar futuras abordagens personalizadas, em sinergia com quimioterapia, radioterapia ou, eventualmente, imunoterapia.

O que é o câncer de pâncreas e por que é tão agressivo?

O câncer de pâncreas se desenvolve em um órgão localizado na região intra-abdominal, atrás do estômago, entre o intestino delgado e o baço. O pâncreas é responsável pela produção de insulina, hormônio que regula os níveis de glicose no sangue, e por enzimas digestivas que auxiliam na quebra de gorduras e outros nutrientes. Anatomicamente, costuma ser dividido em cabeça, corpo e cauda, e tumores podem surgir em qualquer uma dessas regiões. Portanto, a localização profunda e a proximidade com outras estruturas abdominais dificultam o diagnóstico precoce e a remoção cirúrgica completa.

O tipo mais comum é o adenocarcinoma de pâncreas, que responde por mais de 90% dos casos. Uma das principais características da doença é o comportamento silencioso em estágios iniciais. Em muitos pacientes, os sintomas só aparecem quando o tumor já está avançado ou se espalhou para outros órgãos. Dependendo da localização, pode haver dor abdominal, perda de peso, icterícia (pele e olhos amarelados), alteração no apetite e mudanças no funcionamento intestinal. Então, muitas pessoas recebem o diagnóstico em fases avançadas, quando as opções de tratamento curativo se tornam mais limitadas.

No Brasil, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de pâncreas é relativamente raro em número de diagnósticos, representando cerca de 1% de todos os casos de neoplasias malignas, desconsiderando tumores de pele não melanoma. No entanto, apresenta alta taxa de mortalidade, respondendo por aproximadamente 5% das mortes por câncer no país. Em números absolutos, estimativas recentes indicam milhares de óbitos anuais, o que coloca a doença entre as mais letais tanto para homens quanto para mulheres. Em suma, fatores como diagnóstico tardio, biologia agressiva do tumor, resistência a medicamentos e dificuldade cirúrgica contribuem para esse cenário preocupante.

Quais são as perspectivas futuras para o tratamento do câncer de pâncreas?

Os resultados obtidos em animais sugerem que a inibição simultânea de KRAS, EGFR e STAT3 pode representar uma mudança importante na forma de abordar o câncer pancreático. Porém, os pesquisadores ressaltam que a terapia ainda está em fase experimental. Antes de qualquer aplicação em humanos, será necessário refinar as substâncias, definir doses seguras e avaliar possíveis interações com outros medicamentos em estudos pré-clínicos adicionais. Portanto, o caminho até uma eventual aprovação regulatória tende a ser longo e exigirá múltiplas etapas rigorosas.

Somente após essas etapas será possível avançar para ensaios clínicos, que costumam ocorrer em diferentes fases:

  • Fase 1: avaliação de segurança, dose e principais efeitos colaterais em pequeno número de participantes;
  • Fase 2: análise de eficácia inicial e monitoramento mais detalhado da segurança;
  • Fase 3: comparação com tratamentos padrão em grupos maiores, verificando benefícios reais em sobrevida e qualidade de vida.

A equipe responsável pelo estudo reconhece que a adaptação dessa abordagem para seres humanos tende a ser complexa. Ainda assim, os dados de regressão tumoral sustentada sem apoio do sistema imunológico indicam que esse tipo de combinação pode servir de base para novas linhas de pesquisa, inclusive em pacientes com função imunológica reduzida. Então, pesquisadores já discutem a possibilidade de integrar essa estratégia a terapias-alvo existentes e a esquemas modernos de quimioterapia. A expectativa é que, a partir desses achados, sejam desenvolvidos protocolos clínicos que explorem de maneira mais ampla a inibição integrada de rotas de sinalização ligadas ao crescimento tumoral. Em suma, o futuro do tratamento do câncer de pâncreas provavelmente combinará diagnóstico mais precoce, medicina de precisão, terapias combinadas e acompanhamento multidisciplinar.

Quais pontos merecem atenção ao acompanhar avanços nesse tipo de terapia?

Ao observar notícias sobre novos tratamentos para o câncer de pâncreas, alguns aspectos costumam ser relevantes para entender melhor o estágio real da pesquisa. Portanto, acompanhar criticamente essas informações ajuda pacientes, familiares e profissionais de saúde a ajustarem expectativas e a identificarem estudos sérios:

  1. Fase de desenvolvimento: distinguir se o estudo está em laboratório, em animais ou em humanos;
  2. Duração do efeito: avaliar se o controle do tumor se mantém ao longo do tempo, como ocorreu nos modelos acompanhados por mais de 200 dias;
  3. Perfil de segurança: verificar a presença de toxicidades importantes, já que terapias muito agressivas podem limitar o uso clínico;
  4. Aplicabilidade: entender se a estratégia é direcionada a um tipo específico de mutação ou se pode ser usada em um grupo mais amplo de pacientes;
  5. Resultados de sobrevida: em estágios mais avançados dos estudos, observar se há impacto na sobrevida global e na qualidade de vida.

O cenário do câncer de pâncreas em 2025 ainda é marcado por desafios, mas também por iniciativas que buscam novas alternativas terapêuticas. Pesquisas como essa, ao explorar a combinação de diferentes alvos moleculares, ajudam a ampliar o conhecimento sobre o comportamento do tumor e oferecem base para o desenho de tratamentos mais específicos. Portanto, a integração entre centros de pesquisa, hospitais e órgãos reguladores se torna fundamental para transformar descobertas em benefícios reais. Em suma, a expectativa da comunidade científica é que, com o avanço dos ensaios clínicos, seja possível transformar descobertas laboratoriais em opções reais de cuidado para pessoas afetadas pela doença nas próximas décadas.

FAQ – Perguntas frequentes sobre câncer de pâncreas e novas terapias

1. Existem exames para detectar o câncer de pâncreas mais cedo?
Atualmente, não há um exame de rastreamento de rotina para a população geral, como ocorre com o câncer de mama ou de colo do útero. Entretanto, pessoas com forte histórico familiar, síndromes genéticas específicas ou pancreatite crônica podem receber acompanhamento mais próximo, com exames de imagem (como ressonância magnética e ultrassom endoscópico) e, em alguns casos, testes genéticos.

2. Quais são hoje os principais tratamentos disponíveis?
O tratamento depende do estágio da doença. Em suma, quando o tumor se encontra em fase inicial e em localização operável, a cirurgia seguida de quimioterapia costuma representar a principal estratégia com intenção curativa. Em estágios mais avançados, médicos costumam indicar quimioterapia, radioterapia, terapias-alvo em situações específicas e cuidados paliativos integrados para controlar sintomas e melhorar a qualidade de vida.

3. Estilo de vida pode influenciar o risco de câncer de pâncreas?
Sim. Tabagismo, obesidade, sedentarismo, dieta rica em alimentos ultraprocessados e consumo excessivo de bebidas alcoólicas se associam a maior risco. Portanto, manter peso saudável, praticar atividade física regular, não fumar e adotar alimentação equilibrada ajuda a reduzir o risco não apenas de câncer de pâncreas, mas de várias outras doenças crônicas.

4. Essa nova terapia combinada substituirá a quimioterapia tradicional?
Ainda não. A abordagem descrita permanece em fase experimental e, portanto, pesquisadores ainda avaliam segurança, eficácia e possível integração com esquemas atuais. Então, caso venha a funcionar em humanos, a tendência inicial é de uso combinado ou sequencial com outros tratamentos, e não substituição imediata da quimioterapia.

5. Pacientes podem participar de estudos clínicos sobre novas terapias?
Sim, desde que preencham os critérios de inclusão dos protocolos. Em suma, pessoas interessadas podem conversar com o oncologista e buscar informações em centros de referência em câncer, universidades e plataformas oficiais que listam ensaios clínicos. Entretanto, cada estudo segue regras específicas e avalia cuidadosamente riscos e potenciais benefícios para cada participante.

Tags: câncercientistascombinaçãocuramedicamentosPâncreassaúde
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