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Ozempic tem uso aprovado pela Anvisa para reduzir risco de infarto e AVC

Por Lucas
02/02/2026
Em Saúde
Ozempic tem uso aprovado pela Anvisa para reduzir risco de infarto e AVC

Créditos: depositphotos.com / marcbruxelle

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A atualização recente da indicação da semaglutida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) marca uma mudança importante no tratamento de pessoas com doença cardiovascular, obesidade ou sobrepeso no Brasil. O medicamento, já conhecido no controle do diabetes tipo 2 e da perda de peso, passa a ter papel também na redução do risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC) em um grupo específico de pacientes adultos. A decisão se apoia em estudos clínicos extensos que observaram a relação entre o uso da substância e a diminuição de eventos cardíacos graves. Portanto, profissionais de saúde e pacientes passam a enxergar a semaglutida não só como medicamento para emagrecer, mas como parte de uma estratégia de proteção global do coração.

A semaglutida está presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy, que se tornaram amplamente discutidos nos últimos anos. Originalmente desenvolvida para o controle glicêmico, ela imita um hormônio natural ligado à sensação de saciedade e ao equilíbrio da glicose no sangue. Com o tempo, pesquisas passaram a investigar outros efeitos, especialmente na saúde do coração e na proteção de órgãos como rins e fígado, o que ampliou o interesse da comunidade médica. Em suma, o remédio assumiu um papel multifuncional e ganhou relevância tanto na endocrinologia quanto na cardiologia e na nefrologia.

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O que é semaglutida e como esse remédio age no organismo?

A semaglutida é um análogo do GLP-1, um hormônio que o intestino produz após as refeições. Essa substância estimula a liberação de insulina de forma dependente da glicose, reduz a produção de glicose pelo fígado e retarda o esvaziamento gástrico. Como consequência, o paciente costuma ter melhor controle da glicemia e aumento da sensação de saciedade, o que contribui para perda de peso em muitos casos. Essa combinação de efeitos explica por que o remédio se tornou uma ferramenta relevante no manejo do diabetes tipo 2 e da obesidade, sobretudo quando mudanças de estilo de vida isoladas não geram os resultados esperados.

No contexto cardiovascular, as pesquisas sugerem que a semaglutida pode atuar em vários pontos ao mesmo tempo. Além do impacto na glicose e no peso corporal, há indícios de redução de marcadores inflamatórios e melhora da função dos vasos sanguíneos. A diminuição da gordura abdominal, particularmente associada ao risco cardiovascular, também apareceu em participantes de ensaios clínicos, reforçando a ligação entre o uso da substância e um perfil metabólico considerado mais favorável. Entretanto, os especialistas reforçam que cada organismo responde de maneira individual, então o acompanhamento médico contínuo se torna fundamental para ajustar dose, tempo de uso e monitorar possíveis efeitos adversos.

Semaglutida e eventos cardiovasculares: o que muda com a decisão da Anvisa?

Com a nova autorização, o Wegovy passa a ser indicado no Brasil não apenas para controle de peso, mas como estratégia para reduzir o risco de eventos cardiovasculares em adultos com doença no coração associada à obesidade ou sobrepeso. Os estudos que embasaram essa ampliação mostraram menor ocorrência de infartos e AVCs em pessoas que utilizaram o medicamento em combinação com mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada e prática regular de atividade física. Portanto, o tratamento ganha um caráter mais preventivo e integrado, que busca não só emagrecer, mas também proteger o coração em longo prazo.

O Ozempic, já consolidado como tratamento para diabetes tipo 2, teve sua bula atualizada para incluir pacientes com doença renal crônica. Nessa população, a semaglutida apareceu associada a um retardo na progressão da piora da função renal e a menor incidência de complicações cardiovasculares graves. Em ambos os casos, o uso é indicado dentro de um plano terapêutico mais amplo, que inclui acompanhamento médico constante e o tratamento padrão para cada condição. Então, a semaglutida entra como um reforço a medidas já consagradas, como controle de pressão arterial, uso de estatinas, cessação do tabagismo e ajustes na alimentação.

  • Wegovy: usado para manejo de peso e redução de risco cardiovascular em pessoas com doença cardíaca estabelecida.
  • Ozempic: indicado para diabetes tipo 2 e agora também para pacientes com doença renal crônica.
  • Ambos: exigem prescrição médica e monitoramento regular.

A semaglutida realmente protege o coração?

Os dados disponíveis até o momento apontam para uma redução consistente de eventos cardiovasculares em grupos específicos de pacientes que utilizam semaglutida. A diminuição de infarto e AVC surgiu inclusive em pessoas com obesidade que não tinham diagnóstico de diabetes, o que chamou a atenção dos pesquisadores. Ainda assim, o mecanismo exato dessa proteção não está totalmente esclarecido. Em suma, o que se observa na prática clínica é uma combinação de perda de peso, melhor controle metabólico e possíveis efeitos diretos na parede dos vasos, que juntos podem explicar parte desse resultado positivo.

As principais hipóteses incluem possíveis efeitos anti-inflamatórios, melhora na função do endotélio (camada interna dos vasos sanguíneos) e impacto direto na composição da gordura corporal, com destaque para a gordura visceral. Interessante notar que os estudos indicaram que o benefício cardiovascular não parece depender apenas da quantidade de peso perdido. Em outras palavras, pacientes que emagreceram mais não foram automaticamente os que tiveram maior redução no risco de infarto ou AVC, sugerindo que há outros caminhos biológicos envolvidos. Portanto, médicos avaliam a semaglutida não só como “medicação para emagrecer”, mas como um modulador mais amplo do risco cardiometabólico.

  1. Redução de inflamação sistêmica, ainda em estudo.
  2. Melhora do controle glicêmico e da pressão arterial em alguns pacientes.
  3. Diminuição da gordura abdominal, associada a melhor desempenho cardíaco.

Outros possíveis benefícios e limites do uso da semaglutida

Além da proteção cardiovascular e do manejo do diabetes tipo 2, pesquisas vêm investigando o impacto da semaglutida no fígado gorduroso e em doenças hepáticas mais avançadas. Em alguns países, a substância já aparece em uso em quadros selecionados de doença hepática grave relacionada ao acúmulo de gordura. No Brasil, em 2025, essa indicação ainda não conta com aprovação da Anvisa, permanecendo em avaliação científica. Entretanto, hepatologistas e endocrinologistas acompanham atentamente os estudos, já que o fígado gorduroso se relaciona fortemente à obesidade, ao diabetes e ao risco cardiovascular.

Profissionais de saúde reforçam que a semaglutida não substitui mudança de hábitos. A resposta ao tratamento tende a ser melhor quando o medicamento se associa a rotinas mais saudáveis, que envolvem alimentação balanceada, prática de exercícios, controle do tabagismo e acompanhamento médico periódico. A orientação é que a decisão pelo uso leve em conta fatores como histórico de doenças, outros remédios em uso e possíveis efeitos adversos, sempre com acompanhamento especializado. Então, antes de iniciar a terapia, o paciente precisa entender riscos, benefícios e a necessidade de seguimento regular, com exames laboratoriais e avaliação clínica.

De forma geral, a ampliação da indicação da semaglutida pela Anvisa insere o medicamento em um cenário mais amplo de prevenção de complicações cardiovasculares em pessoas com obesidade ou sobrepeso e doença cardíaca prévia. A tendência, nos próximos anos, é que novos dados de estudos em andamento tragam mais clareza sobre os mecanismos de ação, a duração ideal do tratamento e os grupos que mais se beneficiam dessa terapia. Em suma, a semaglutida se consolida como uma opção relevante dentro do arsenal terapêutico, mas o uso responsável, individualizado e monitorado continua sendo o ponto central para obter resultados seguros e sustentáveis.

FAQ – Perguntas adicionais sobre semaglutida

1. Quem não deve usar semaglutida?
Pessoas com histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular de tireoide, pacientes com síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (MEN2) e indivíduos com alergia conhecida à substância não devem usar o medicamento. Além disso, gestantes, mulheres que planejam engravidar e pessoas em amamentação precisam de avaliação médica muito cuidadosa, pois os estudos nessa população ainda são limitados.

2. Quais são os efeitos colaterais mais comuns?
Os efeitos mais frequentes incluem náuseas, vômitos, diarreia, constipação e dor abdominal, principalmente nas primeiras semanas de uso ou após aumento de dose. Então, médicos costumam iniciar com doses menores e subir gradualmente, para melhorar a tolerância. Dor de cabeça, tontura e cansaço também podem ocorrer em alguns pacientes.

3. A semaglutida causa reganho de peso ao interromper o tratamento?
Muitas pessoas voltam a ganhar parte do peso perdido quando suspendem o medicamento sem manter rotina adequada de alimentação e exercícios. Portanto, o tratamento com semaglutida precisa caminhar junto com reeducação alimentar e mudança de estilo de vida, justamente para reduzir o risco de efeito sanfona após a interrupção.

4. Posso usar semaglutida apenas para emagrecer, mesmo sem obesidade?
Não se recomenda o uso da semaglutida em pessoas sem obesidade ou sobrepeso com comorbidades. A indicação segue critérios bem definidos de IMC e presença de doenças associadas, como diabetes ou doença cardiovascular. Portanto, utilizar o remédio só por estética, sem indicação clínica, aumenta riscos sem justificar os benefícios.

5. A semaglutida substitui estatinas, anti-hipertensivos ou outros remédios do coração?
A semaglutida não substitui medicações clássicas usadas para tratar pressão alta, colesterol elevado ou insuficiência cardíaca. Ela atua como complemento dentro de um plano de prevenção e controle de risco cardiovascular. Em suma, o paciente costuma continuar com a terapia padrão, enquanto o médico avalia se a semaglutida se encaixa como mais uma ferramenta de proteção cardiometabólica.

Tags: avcbeneficiosInfartoOzempicsaúdeSemaglutida
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