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Saiba como poucos minutos de atividade física por dia mudam sua vida

Por Larissa
07/02/2026
Em Bem-estar
Saiba como poucos minutos de atividades físicas por dia mudam sua vida

Créditos: depositphotos.com / ArturVerkhovetskiy

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A prática de atividade física em pequenas doses ao longo da rotina diária tem ganhado destaque em pesquisas recentes sobre saúde e longevidade. Estudos publicados até 2026 indicam que movimentar o corpo com frequência, mesmo por poucos minutos, está associado à redução do risco de morte por diferentes causas e à proteção contra problemas cardiovasculares, como a doença arterial coronariana. Em vez de focar apenas em sessões longas de treino, a ciência tem olhado com atenção para os efeitos acumulados de gestos simples, distribuídos durante o dia.

Durante muitos anos, as diretrizes oficiais priorizaram metas semanais fixas, como 150 minutos de atividade moderada ou 75 minutos de exercício intenso. Essas recomendações, criadas a partir da década de 1980, foram baseadas principalmente em relatos pessoais, que costumam superestimar o tempo de esforço. Entretanto, com o uso crescente de relógios inteligentes e outros dispositivos vestíveis, tornou-se possível medir com mais precisão quanto as pessoas realmente se movimentam. Os dados atuais apontam que volumes menores do que se imaginava já trazem ganhos relevantes para o organismo.

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Atividade física em pequenas quantidades: por que ela faz diferença?

Entende-se por atividade física como qualquer movimento corporal que aumente o gasto de energia acima do repouso. Portanto, caminhar até o mercado, pedalar devagar ou até brincar ativamente com crianças entra nessa conta. Pesquisas com acelerômetros e monitores de movimento mostram que curtos períodos de esforço ao longo da semana podem reduzir o risco de mortalidade de forma significativa. Em alguns estudos, algo em torno de 15 minutos semanais de atividade vigorosa já aparece associado a uma queda considerável nas taxas de morte por todas as causas. Então, mesmo quem diz “não tenho tempo para treinar” pode se beneficiar de pequenas janelas de movimento bem aproveitadas.

Outro achado relevante envolve as chamadas “explosões de movimento”, com duração aproximada de 1 a 2 minutos, repetidas algumas vezes por dia. Subir escadas em ritmo mais acelerado, caminhar rápido até o ponto de ônibus ou carregar compras pesadas são exemplos de esforços curtos que elevam a frequência cardíaca. Esses episódios, quando acumulados, compõem uma espécie de “lanche de exercício”, conceito que descreve pequenas porções de movimento que se somam ao longo do dia e ajudam a proteger o coração e o sistema circulatório. Em suma, esses “lanches” funcionam como mini doses de remédio para o corpo: breves, porém frequentes. Portanto, se você se movimenta um pouco mais em cada oportunidade do cotidiano, melhora de forma gradual a capacidade cardiorrespiratória, o condicionamento e até o humor.

Quais são os principais benefícios da atividade física regular?

Os efeitos da prática regular de atividade física abrangem diferentes sistemas do corpo. De forma geral, os estudos apontam para:

  • Redução do risco de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC.
  • Melhora do controle da pressão arterial e do colesterol.
  • Ajuda na regulação da glicemia e na prevenção do diabetes tipo 2.
  • Manutenção da massa muscular e óssea, importante para o envelhecimento.
  • Impacto favorável sobre o peso corporal e a composição de gordura.

Além dos aspectos físicos, a movimentação frequente está relacionada a melhor qualidade do sono e maior disposição no dia a dia, segundo levantamentos populacionais. Portanto, quem se mexe mais tende a sentir menos fadiga ao longo do expediente, a dormir melhor e a lidar com o estresse de forma mais equilibrada. Mesmo sem treinos estruturados em academia, integrar atividades como caminhadas rápidas, tarefas domésticas mais intensas e deslocamentos ativos (a pé ou de bicicleta) contribui para construir um estilo de vida menos sedentário. Em suma, quando você transforma o dia a dia em uma oportunidade constante de movimento, a saúde metabólica, mental e cardiovascular melhora de forma integrada.

Como pequenas mudanças na rotina podem reduzir o sedentarismo?

Apesar dos benefícios, o comportamento sedentário ainda é predominante. Em média, parte significativa da população passa cerca de 9 horas por dia sentada, seja no trabalho, no deslocamento ou em momentos de lazer. Esse padrão está associado a maior risco de doenças cardiovasculares, alterações metabólicas e mortalidade precoce. Para neutralizar totalmente longos períodos de inatividade, seriam necessários cerca de 60 a 75 minutos diários de atividade moderada, o que muitas pessoas não conseguem manter de forma constante. Entretanto, isso não significa que quem não alcança esse volume está “perdendo tempo”: cada interrupção do sedentarismo já traz algum ganho.

Diante disso, especialistas em saúde pública ressaltam a importância de quebrar o tempo sentado com pequenos movimentos ao longo do dia. Algumas estratégias simples incluem:

  1. Levantar-se a cada 30 ou 60 minutos para caminhar alguns instantes.
  2. Substituir o elevador pelas escadas em trajetos curtos.
  3. Realizar tarefas domésticas em ritmo mais ativo, como varrer, limpar ou organizar.
  4. Optar por estacionar o carro um pouco mais longe do destino e caminhar o restante.
  5. Usar pausas do trabalho para alongar o corpo e movimentar as articulações.

Essas atitudes, embora pareçam discretas, aumentam o tempo total de movimento diário e ajudam a reduzir os efeitos negativos do sedentarismo prolongado. Portanto, se você trabalha sentado, pode estabelecer alarmes no celular para se levantar, caminhar pelo ambiente ou subir alguns lances de escada. Em suma, o corpo reage melhor quando passa menos tempo imóvel e mais tempo alternando entre sentar, ficar em pé e andar. Os dados indicam que o maior ganho acontece quando a pessoa sai da inatividade total e passa a incluir algum nível de exercício ou de atividade leve na rotina. Então, o passo mais importante é justamente o primeiro: sair do zero.

FAQ – Perguntas frequentes sobre atividade física em pequenas doses

1. Quantos minutos por dia já começam a fazer diferença?
Em geral, a partir de 5 a 10 minutos de caminhada rápida por dia, somados a outros pequenos movimentos, o corpo já apresenta benefícios mensuráveis ao longo do tempo. Portanto, se você ainda está parado, pode começar com metas bem modestas, como 5 minutos pela manhã e 5 minutos à tarde, e então progredir.

2. Atividade física leve também ajuda ou só vale a intensa?
Atividades leves, como caminhar devagar, ficar mais tempo em pé e fazer tarefas domésticas, ajudam bastante, especialmente para quem é muito sedentário. Em suma, exercícios moderados e vigorosos trazem ganhos adicionais, mas a base da mudança de saúde começa quando você deixa de passar o dia inteiro sentado.

3. Posso dividir o exercício em blocos de poucos minutos?
Sim. Você pode, por exemplo, fazer 3 blocos de 10 minutos ao longo do dia ou várias “explosões” de 1 a 2 minutos em intensidade mais alta. Portanto, o acúmulo de minutos importa mais do que fazer tudo de uma só vez, desde que você mantenha a regularidade semanal.

4. Quem não gosta de academia consegue ser ativo mesmo assim?
Consegue. Então, em vez de focar em treino formal, você pode apostar em caminhadas, dança em casa, subir escadas, andar de bicicleta, jardinagem ou esportes recreativos. Em suma, quanto mais prazer você encontra na atividade, maior a chance de manter o hábito a longo prazo.

5. É seguro começar a se exercitar sozinho?
Em geral, quem não tem sintomas como dor no peito, falta de ar intensa ou tontura pode iniciar com caminhadas leves e alongamentos. Entretanto, pessoas com doenças crônicas, uso de múltiplos medicamentos ou histórico cardíaco devem conversar com um profissional de saúde antes de aumentar muito a intensidade. Portanto, começar devagar, ouvir o corpo e progredir de forma gradual costuma representar a abordagem mais segura.

Tags: bem-estarexercicio fisicosaúde
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