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Teste da orelhinha identifica se bebês tem problema auditivo; veja

Por Larissa
04/02/2026
Em Saúde
Teste da orelhinha identifica se bebês tem problema auditivo; veja

Créditos: depositphotos.com / IgorVetushko

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O teste da orelhinha, também conhecido como triagem auditiva neonatal, é hoje um dos principais exames realizados logo após o nascimento para verificar se o bebê escuta adequadamente. Embora exista uma lei nacional que determina sua obrigatoriedade desde 2010, dados recentes mostram que menos da metade dos recém-nascidos brasileiros passa por essa avaliação. Esse cenário preocupa profissionais da saúde, que veem na identificação precoce da perda auditiva uma forma de proteger o desenvolvimento da linguagem e da comunicação.

Em 2025, estimativas indicaram que apenas cerca de 46% dos bebês fizeram o teste da orelhinha, índice considerado baixo quando comparado a metas internacionais. Por isso, o Ministério da Saúde e entidades especializadas trabalham em conjunto para ampliar o acesso ao exame, especialmente em regiões distantes dos grandes centros.

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O que é o teste da orelhinha e por que ele é tão importante?

O teste da orelhinha é uma triagem simples, rápida e indolor em recém-nascidos para detectar possíveis alterações na audição. A equipe aplica o exame ainda nos primeiros dias de vida. A ideia central é descobrir o mais cedo possível se o bebê nasceu surdo ou com algum grau de perda auditiva. Quando os profissionais identificam a deficiência nos primeiros meses, conseguem iniciar intervenções especializadas ainda no período crítico de desenvolvimento da fala. Isso favorece o aprendizado da linguagem oral ou de formas alternativas de comunicação, como Libras e o uso de recursos visuais e gestuais.

Especialistas em fonoaudiologia e otorrinolaringologia explicam que a perda auditiva sem diagnóstico pode atrasar marcos importantes do desenvolvimento infantil, como balbucio, atenção a sons e interação social. A triagem auditiva neonatal, que reúne o teste da orelhinha e outros exames complementares, tem como objetivo evitar que essas crianças passem meses ou anos sem um diagnóstico adequado. Além disso, a detecção precoce facilita o acesso a próteses auditivas, implantes cocleares e programas de reabilitação. Também permite que a família receba orientação desde cedo sobre estimulação auditiva e comunicativa em casa. Dessa forma, o bebê é integrado às atividades do dia a dia com mais segurança, previsibilidade e apoio.

Teste da orelhinha: como funciona a triagem auditiva em recém-nascidos?

Na maior parte dos serviços, a equipe realiza o teste da orelhinha entre 24 e 48 horas após o nascimento, ainda na maternidade. O exame mais utilizado é o de emissões otoacústicas, que avalia a resposta do ouvido interno a estímulos sonoros. O profissional coloca um pequeno fone no conduto auditivo do bebê, que pode permanecer dormindo ou em repouso. O equipamento emite sons de baixa intensidade e registra se a cóclea responde de forma adequada. Quando o aparelho detecta essa resposta, os especialistas consideram que a audição está dentro do esperado.

Em alguns casos, principalmente quando o recém-nascido apresenta fatores de risco, como internação em UTI neonatal, infecções graves ou uso de certos medicamentos, a equipe recomenda um exame mais detalhado, conhecido como Bera ou potencial evocado auditivo de tronco encefálico. Esse procedimento avalia a resposta das vias auditivas até o cérebro. A combinação desses testes ajuda a diferenciar crianças com audição normal daquelas que precisam de investigação mais profunda. Quando o resultado inicial mostra alguma alteração, os profissionais costumam agendar um reteste para confirmar ou descartar a suspeita. Em muitos serviços, a equipe já informa por escrito a data do retorno e orienta os pais sobre a importância de não adiar essa etapa, para que todo o processo ocorra dentro dos prazos recomendados.

Etapas da triagem auditiva neonatal

De forma geral, o fluxo da triagem auditiva neonatal inclui:

  • Realização do teste da orelhinha nos primeiros dias de vida;
  • Reteste em caso de resultado alterado ou inconclusivo;
  • Encaminhamento para avaliação diagnóstica completa se a alteração persistir;
  • Início de acompanhamento e intervenção especializada quando a perda auditiva é confirmada.

Em serviços organizados, esse percurso é monitorado em sistemas de informação que registram cada etapa, o que reduz o risco de perda de seguimento. Além disso, muitas equipes já utilizam lembretes por telefone, mensagens de texto ou aplicativos para lembrar os responsáveis sobre datas de reteste e consultas, aumentando a adesão.

Quais são os principais desafios e cuidados após o teste da orelhinha?

Mesmo quando o resultado do teste da orelhinha é considerado normal, especialistas lembram que isso não exclui totalmente a possibilidade de uma perda auditiva surgir mais tarde. Infecções, uso de certos medicamentos, traumas e outras doenças podem afetar a audição ao longo da infância. Por isso, o acompanhamento do desenvolvimento da fala e da linguagem continua sendo fundamental. Qualquer atraso persistente, como ausência de balbucio, pouca reação a sons fortes ou dificuldade para formar palavras, costuma levar a novas avaliações.

Seguimento após resultados alterados

Quando o exame aponta alteração, o serviço agenda o reteste em prazo curto, geralmente nas primeiras semanas de vida. Caso a suspeita se confirme, a equipe encaminha a criança para serviços especializados, onde ela passa por exames mais completos e, se necessário, inicia o uso de aparelhos auditivos ou outras tecnologias. O ideal é que todo esse percurso, da triagem ao início da intervenção, ocorra até os 6 meses de idade, período decisivo para o desenvolvimento da comunicação. A participação ativa da família, comparecendo a todas as consultas, mantendo o uso correto das próteses e seguindo as orientações dos profissionais, exerce papel determinante no sucesso do tratamento.

Entre os desafios atuais, destacam-se a necessidade de registrar todos os resultados em sistemas de informação, garantir seguimento das crianças que faltam aos retornos e reduzir desigualdades regionais. Enquanto alguns centros urbanos já conseguem atingir altas coberturas do teste da orelhinha, localidades mais afastadas ainda enfrentam falta de profissionais e de equipamentos. Em resposta a esse quadro, alguns estados criam linhas de cuidado específicas, ampliam o uso de teleconsultorias para apoiar equipes remotas e articulam parcerias com universidades. A ampliação da triagem auditiva neonatal, aliada a campanhas de informação direcionadas às famílias, tende a contribuir para que mais crianças tenham seu potencial auditivo identificado e acompanhado desde os primeiros dias de vida.

Outro cuidado importante é manter uma escuta atenta às dúvidas dos responsáveis. Pais e cuidadores muitas vezes têm medo do resultado, sentem culpa ou acreditam que o bebê é pequeno demais para iniciar intervenções. Assim, o acolhimento e a comunicação clara, com linguagem acessível, ajudam a reduzir a ansiedade e fortalecem o vínculo entre família e equipe de saúde, o que é essencial para a continuidade do cuidado.

FAQ — Perguntas frequentes sobre o teste da orelhinha

O teste da orelhinha dói ou pode prejudicar a audição do bebê?
Não. O exame é indolor, dura poucos minutos e utiliza sons em volume muito baixo, incapazes de causar qualquer dano ao ouvido. Muitos bebês fazem o teste enquanto dormem, sem desconforto.

O que significa quando o resultado vem como “falhou” ou “referência”?
Esse termo indica apenas que a resposta obtida não foi suficiente para considerar o teste “aprovado”. Situações como presença de vernix no ouvido, movimentação do bebê ou ruído no ambiente podem interferir no resultado. Por isso, os serviços sempre recomendam um reteste antes de concluir que existe perda auditiva.

E se a maternidade não oferecer o teste da orelhinha?
Os responsáveis podem procurar a unidade básica de saúde ou o pediatra que acompanha o bebê e solicitar o encaminhamento para o exame. Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), as redes de atenção à saúde do recém-nascido devem incluir o teste entre os procedimentos oferecidos. Em planos de saúde e serviços privados, os pais também podem exigir o exame e registrar reclamações quando não o encontram disponível.

Qual é a idade limite para fazer o teste da orelhinha?
O ideal é que a equipe aplique o teste ainda nos primeiros dias de vida, mas, se isso não ocorrer, recomenda-se realizá-lo o quanto antes, preferencialmente até o primeiro mês. Mesmo em bebês um pouco mais velhos, o exame continua sendo útil como etapa inicial de triagem, embora o profissional possa indicar avaliações adicionais se houver qualquer sinal de alerta no desenvolvimento.

Quem já tem histórico de surdez na família precisa de algum cuidado extra?
Sim. Bebês com parentes próximos com perda auditiva precisam de acompanhamento ainda mais rigoroso. Além do teste da orelhinha, o pediatra e o fonoaudiólogo podem sugerir exames complementares, como o Bera, e seguimento periódico do desenvolvimento auditivo e de linguagem. Em alguns casos, a equipe também avalia a necessidade de investigação genética, sempre com orientação adequada à família.

Tags: BebêRecém-nascidosaúdeteste da orelhinha
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