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Deficiência de ferro: sintomas comuns que muita gente ignora

Por Lara
04/02/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / VitalikRadko

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A deficiência de ferro pode estar por trás da sensação de cansaço permanente em mulheres, mesmo após uma noite de sono. O quadro tem chamado a atenção de profissionais de saúde e pesquisadores, já que muitas relatam conseguir cumprir as tarefas diárias, trabalhar, cuidar da casa e da família, mas sentem o corpo “desligando” ao longo do dia. Esse esgotamento constante, em grande parte dos casos, não está ligado apenas à rotina puxada, podendo indicar alterações físicas importantes que merecem investigação.

Entre os 30 e os 50 anos, a fadiga feminina costuma ser associada ao estresse, à sobrecarga mental e à falta de descanso. No entanto, sinais discretos no corpo, no humor e na disposição sugerem que há algo além de simples cansaço. A deficiência de ferro é uma das causas mais comuns dessa perda de energia e pode provocar sintomas silenciosos que passam despercebidos durante meses.

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Fadiga feminina: o que está por trás do cansaço que não passa?

O ferro é um mineral essencial para a produção de hemoglobina, proteína que transporta oxigênio pelo sangue. Quando esse nutriente está em falta, as células recebem menos oxigênio e o organismo passa a funcionar em “modo econômico”. Nesse cenário, o descanso convencional — dormir mais horas ou reduzir atividades — não é suficiente para recuperar a disposição.

A fadiga crônica ligada à baixa de ferro não se manifesta apenas como sono excessivo. Ela pode aparecer como dificuldade de concentração, sensação de “cabeça pesada”, irritabilidade leve, além de redução da tolerância a esforços físicos simples. Muitas mulheres percebem que uma caminhada curta ou subir poucos degraus já provoca cansaço intenso, taquicardia leve ou necessidade de parar para respirar melhor.

Quais são os sintomas silenciosos da fadiga feminina por deficiência de ferro?

Os sintomas discretos da fadiga por deficiência de ferro costumam surgir de forma gradual. Como não aparecem todos ao mesmo tempo, é comum serem atribuídos ao “ritmo de vida acelerado”. Alguns sinais físicos e comportamentais, porém, chamam a atenção quando observados em conjunto.

  • Alterações na pele e no rosto: palidez, olheiras persistentes e aspecto de cansaço mesmo após descanso podem indicar redução da hemoglobina e menor circulação sanguínea na superfície da pele.
  • Unhas e cabelos fragilizados: fios que caem em maior quantidade, demoram a crescer ou ficam mais finos, além de unhas que quebram ou descamam com facilidade, sugerem que o corpo está priorizando órgãos vitais e “economizando” nutrientes em estruturas como pele, cabelo e unhas.
  • Falta de ar em pequenos esforços: subir escadas, caminhar em ritmo um pouco mais rápido ou carregar peso leve pode gerar sensação de peito apertado, respiração ofegante e cansaço desproporcional ao esforço.
  • Alterações de apetite e preferências estranhas: em alguns casos, surge vontade de mastigar gelo com frequência ou interesse incomum por cheiros de terra, tinta ou produtos de limpeza, fenômeno conhecido como pica, associado à anemia ferropriva.
  • Extremidades frias: mãos e pés constantemente gelados, mesmo em ambientes mais quentes, podem indicar circulação prejudicada e menor capacidade do sangue de transportar oxigênio e calor.

Além dos sintomas físicos, a fadiga feminina ligada à falta de ferro pode impactar a rotina profissional e pessoal. A pessoa passa a se sentir menos produtiva, perde rendimento em tarefas que exigem concentração e, às vezes, começa a evitar atividades sociais por puro cansaço. Esse quadro, quando prolongado, pode se confundir com quadros emocionais, atrasando o diagnóstico correto.

Por que a fadiga é mais frequente em mulheres?

A fadiga nas mulheres relacionada à deficiência de ferro está ligada a uma combinação de fatores biológicos e comportamentais. O ciclo menstrual é um ponto central: fluxos intensos ou prolongados aumentam a perda de sangue e, consequentemente, de ferro. Ao longo dos anos, essa perda recorrente pode reduzir os estoques do mineral, principalmente quando a alimentação não repõe o que é eliminado.

Outro fator relevante é o padrão alimentar. A rotina acelerada leva muitas mulheres a pularem refeições, recorrerem a lanches rápidos ou seguirem dietas restritivas sem orientação profissional. Essas práticas tendem a diminuir a ingestão de alimentos ricos em ferro e de nutrientes que favorecem sua absorção, como a vitamina C. Em paralelo, o consumo elevado de café, chás escuros e alimentos ultraprocessados pode interferir na absorção ou simplesmente substituir refeições mais completas.

Há ainda uma questão de comportamento: o cansaço constante costuma ser normalizado. Muitas mulheres interpretam a exaustão contínua como parte da “vida adulta” e demoram para buscar avaliação médica. Com isso, os estoques de ferro podem reduzir de forma lenta até atingirem níveis em que a fadiga se torna incapacitante.

Como tratar a causa real da fadiga feminina e recuperar a disposição?

Identificar a origem da fadiga feminina é o primeiro passo para recuperar a energia. A automedicação com suplementos de ferro não é recomendada, já que o excesso desse mineral pode causar sobrecarga no fígado e em outros órgãos. Por isso, a avaliação com profissional de saúde é essencial.

Geralmente, além do hemograma tradicional, é solicitado o exame de ferritina, que indica o estoque de ferro armazenado no organismo. É possível que a ferritina esteja baixa mesmo quando os índices de hemoglobina ainda estão dentro da faixa de referência, o que explica o cansaço persistente antes do diagnóstico de anemia propriamente dito.

O tratamento costuma envolver combinação de ajustes na alimentação e, quando indicado, suplementação. Em relação ao dia a dia, algumas medidas podem colaborar com a recuperação da disposição:

  1. Reforçar alimentos ricos em ferro: incluir fontes como carnes, vísceras, leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico), folhas verde-escuras e sementes.
  2. Associar vitamina C às refeições principais: consumir frutas como laranja, limão, acerola ou kiwi após o almoço ou o jantar ajuda a melhorar a absorção do ferro, sobretudo o de origem vegetal.
  3. Evitar alguns itens junto das refeições: café, chás pretos ou verdes e bebidas com muito cálcio podem ser ingeridos em outros horários, para não prejudicar a absorção do mineral.
  4. Organizar o descanso: manter horário regular de sono, reduzir estímulos à noite e respeitar pausas durante o dia contribui para que o corpo responda melhor ao tratamento.
  5. Acompanhar exames periodicamente: repetir a avaliação laboratorial conforme orientação médica permite ajustar doses de suplementos e verificar se os estoques de ferro estão se normalizando.

Quando a causa real da fadiga feminina é identificada e tratada com acompanhamento adequado, a tendência é que a disposição volte de forma gradual. O corpo passa a receber oxigênio em quantidade suficiente, a sensação de “bateria fraca” diminui e tarefas que pareciam pesadas se tornam novamente administráveis. A atenção aos sinais silenciosos e a busca por orientação especializada são fatores decisivos para quebrar o ciclo de cansaço contínuo e recuperar a vitalidade no dia a dia.

FAQ sobre deficiência de vitaminas e fadiga feminina

A seguir, em suma, estão algumas dúvidas comuns sobre deficiência de vitaminas que podem se relacionar ao cansaço persistente, mas que não foram abordadas diretamente no texto principal:

  • A deficiência de vitamina D também pode causar fadiga?
    Sim. A carência de vitamina D está ligada a cansaço, dores musculares e piora do humor. Em suma, níveis baixos dessa vitamina podem intensificar a sensação de corpo pesado e indisposição. Entretanto, o cansaço por si só não confirma a deficiência, portanto é fundamental realizar exames laboratoriais e conversar com um profissional de saúde antes de iniciar qualquer suplementação.
  • Qual a relação entre deficiência de vitamina B12 e cansaço nas mulheres?
    A vitamina B12 participa da formação das células sanguíneas e do funcionamento do sistema nervoso. Quando está em falta, podem surgir fadiga, formigamentos, dificuldade de memória e queda de rendimento intelectual. Mulheres que seguem dietas muito restritivas ou com pouca ingestão de alimentos de origem animal têm maior risco de deficiência. Entretanto, apenas uma avaliação clínica com exames específicos poderá confirmar o diagnóstico e indicar o tratamento adequado.
  • Dietas restritivas podem provocar deficiência de várias vitaminas ao mesmo tempo?
    Podem, sim. Quando a alimentação exclui muitos grupos de alimentos sem acompanhamento profissional, há maior chance de faltar ferro, vitaminas do complexo B, vitamina D, cálcio e outros nutrientes. Isso favorece um quadro de cansaço global, queda de cabelo, alterações de pele e unhas. Entretanto, cada organismo reage de forma diferente, portanto é importante ajustar a dieta com ajuda de um nutricionista ou médico, então corrigir carências de forma segura.
  • Quais exames podem investigar deficiência de vitaminas além do ferro?
    Além de hemograma e ferritina, o médico pode solicitar dosagem de vitamina B12, vitamina D, ácido fólico e, em alguns casos, outras vitaminas do complexo B. A escolha dos exames depende dos sintomas, histórico de saúde e padrão alimentar da paciente. Entretanto, não é recomendado sair pedindo todos os exames por conta própria; portanto, a melhor conduta é discutir os sintomas na consulta e seguir a orientação profissional.
  • É seguro tomar multivitamínico por conta própria para combater o cansaço?
    Nem sempre. Embora pareça uma solução rápida, o uso indiscriminado de multivitamínicos pode mascarar deficiências específicas ou até levar a excesso de alguns nutrientes, o que também faz mal. Entretanto, em situações em que a alimentação é muito desequilibrada, o profissional pode indicar um suplemento temporário. Portanto, antes de iniciar qualquer produto, é importante avaliar a real necessidade e a dose correta com um especialista.
  • A falta de vitaminas pode piorar sintomas emocionais, como ansiedade e desânimo?
    Pode, sim. Vitaminas do complexo B, vitamina D e outros micronutrientes participam de processos relacionados a neurotransmissores e ao equilíbrio do sistema nervoso. Em suma, a deficiência pode agravar sensações de desânimo, irritabilidade e dificuldade de concentração. Entretanto, isso não substitui o diagnóstico de condições emocionais ou psiquiátricas; portanto, quando o sofrimento emocional é intenso ou persistente, é essencial buscar apoio psicológico e/ou psiquiátrico em conjunto com a investigação nutricional.
  • Como posso prevenir deficiência de vitaminas no dia a dia?
    A melhor forma de prevenção é manter uma alimentação variada, com frutas, verduras, legumes, grãos integrais, leguminosas e fontes adequadas de proteínas. Exposição solar orientada ajuda na síntese de vitamina D, e consultas regulares permitem ajustar dieta e suplementos quando necessário. Entretanto, cada fase da vida (como gestação, amamentação ou menopausa) pode exigir cuidados específicos; portanto, é recomendável acompanhamento periódico com profissionais de saúde para adaptar as orientações às necessidades individuais.
Tags: deficiência de ferrofadiga femininafalto de ferrosaúde
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