Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Aqui
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início Saúde

Casos de câncer de cabeça e pescoço crescem entre mulheres e pessoas pardas

Por Lucas
04/02/2026
Em Saúde
Casos de câncer de cabeça e pescoço crescem entre mulheres e pessoas pardas

Créditos: depositphotos.com / Krakenimages.com

EnviarCompartilharCompartilharEnviar

Ao longo de mais de quatro décadas, o câncer de cabeça e pescoço no Brasil deixou de seguir um padrão estável e passou a refletir, com mais nitidez, as diferenças sociais e regionais do país. As estatísticas de mortalidade mostram que a doença ainda atinge principalmente homens, mas o aumento de óbitos entre mulheres, pessoas pardas e moradores das regiões Norte e Nordeste passou a chamar a atenção. Esse cenário indica que não se trata apenas de um problema biológico, e sim de um fenômeno fortemente ligado à forma como a população vive, trabalha e acessa cuidados de saúde. Portanto, quando analisamos esses dados ao longo do tempo, percebemos que o contexto social, econômico e cultural exerce influência direta sobre quem adoece, quem consegue tratamento adequado e quem, infelizmente, evolui para óbito.

Os registros oficiais de óbitos entre 1980 e 2023 revelam que, enquanto certas áreas urbanas do Sul e do Sudeste conseguiram reduzir as mortes por alguns tipos de tumor de cabeça e pescoço, outras partes do país seguem em trajetória ascendente. Em suma, diferenças na renda, escolaridade, oferta de serviços médicos e odontológicos e alcance de políticas públicas explicam boa parte dessas curvas opostas. Ao mesmo tempo, mudanças nos comportamentos de risco, como o uso de tabaco, álcool e a exposição ao papilomavírus humano (HPV), redesenham o mapa da doença. Então, quando políticas de prevenção chegam de forma desigual às comunidades, os resultados em saúde também se distribuem de forma desigual, reforçando disparidades já existentes.

Leia Também

Crenças sobre o câncer que atrapalham o tratamento, segundo oncologista

Crenças sobre o câncer que atrapalham o tratamento, segundo oncologista

04/02/2026
INCA estima 781 mil novos casos de câncer por ano no Brasil

INCA estima 781 mil novos casos de câncer por ano no Brasil

04/02/2026
Cientistas usam combinação de medicamentos e combatem câncer de pâncreas em testes com animais

Cientistas usam combinação de medicamentos e combatem câncer de pâncreas em testes com animais

29/01/2026
Médico ignora sintomas comuns e descobre câncer de intestino; entenda

Médico ignora sintomas comuns e descobre câncer de intestino; entenda

28/01/2026

Câncer de cabeça e pescoço: o que é, afinal?

O termo câncer de cabeça e pescoço reúne vários tipos de tumores malignos que surgem em estruturas dessa região: boca, língua, gengivas, bochechas, orofaringe, laringe, nariz, seios da face, nasofaringe, tireoide, pele do rosto e couro cabeludo, além de linfonodos do pescoço. Esses tumores podem comprometer funções básicas do dia a dia, como falar, mastigar, engolir, respirar e se expressar facialmente, o que torna o impacto funcional e social particularmente relevante. Portanto, a doença não afeta apenas a sobrevivência, mas interfere diretamente na qualidade de vida, na autoestima e na capacidade de manter vínculos sociais e profissionais.

Os principais fatores associados ao desenvolvimento desses cânceres incluem o consumo de tabaco em suas diversas formas, ingestão frequente de bebidas alcoólicas, má higiene bucal, exposição intensa e prolongada ao sol sem proteção, além de infecções por HPV em determinadas localizações, como a orofaringe. Em muitos pacientes, há combinação de vários desses elementos. Em suma, quanto maior o número de fatores de risco acumulados, maior tende a ser a probabilidade de surgimento de um tumor. É justamente essa mistura de comportamentos, condições ambientais e determinantes sociais que molda o risco real para cada grupo populacional. Então, compreender o contexto de vida da pessoa ajuda profissionais de saúde a orientar ações de prevenção mais específicas e efetivas.

Por que a mortalidade por câncer de cabeça e pescoço varia tanto entre as regiões?

Ao analisar o câncer de cabeça e pescoço sob a perspectiva geográfica, surgem contrastes importantes. Em centros urbanos mais desenvolvidos, políticas de controle do tabagismo, campanhas de prevenção e melhor estrutura hospitalar ajudaram a reduzir mortes, especialmente entre homens que tiveram acesso a informação e tratamento oportuno. Já em áreas com menor infraestrutura, o quadro é diferente: diagnósticos tardios e dificuldade para concluir o tratamento ainda são realidade frequente. Portanto, a localização geográfica, aliada às condições socioeconômicas, influencia fortemente o desfecho da doença.

Alguns fatores que contribuem para esse cenário podem ser agrupados da seguinte forma:

  • Serviços disponíveis: menor número de hospitais de referência, aparelhos para radioterapia e equipes especializadas dificulta o atendimento adequado. Em suma, menos serviços significam filas maiores, deslocamentos longos e maior chance de abandono do tratamento.
  • Tempo até o diagnóstico: demora para conseguir consultas, exames de imagem e biópsias permite que o tumor cresça e se espalhe. Então, quando o paciente finalmente chega ao especialista, o câncer aparece em estágios mais avançados, que exigem terapias mais agressivas.
  • Desigualdade social: pessoas com renda mais baixa tendem a adiar a procura por atendimento, por questões de trabalho, transporte ou custo indireto do cuidado. Portanto, a dificuldade em se ausentar do emprego ou em pagar deslocamentos prolonga sintomas e atrasa intervenções.
  • Diferenças no estilo de vida: exposição a álcool, cigarro e más condições de moradia pode permanecer alta em grupos que não foram plenamente alcançados por campanhas de prevenção. Entretanto, quando programas comunitários se aproximam dessas populações, observa-se redução gradual de hábitos de risco.

Esses elementos ajudam a entender por que mulheres, pessoas pardas e moradores do Norte e Nordeste têm visto aumento proporcional na mortalidade. Não é apenas a presença do tumor que define o desfecho, mas também o momento em que ele é descoberto e a qualidade do percurso assistencial. Em suma, prevenção, acesso rápido e continuidade do cuidado caminham juntos para modificar esse cenário. Portanto, investir em estrutura, educação em saúde e formação de profissionais nas regiões mais vulneráveis torna-se estratégico para equilibrar esse quadro.

HPV e orofaringe: por que esse tipo de câncer está em destaque?

Dentro do conjunto de tumores de cabeça e pescoço, alguns apresentam queda em determinadas regiões, especialmente aqueles ligados de forma mais direta ao tabagismo. Em paralelo, um subtipo tem ganhado espaço: o câncer de orofaringe, que inclui áreas como amígdalas e base da língua. Esse crescimento tem sido associado, em boa parte, à infecção pelo HPV, vírus que também está relacionado ao câncer de colo do útero e a outros sítios anatômicos. Portanto, quando avaliamos a epidemiologia recente, percebemos uma transição clara: diminuição de tumores associados ao cigarro e aumento daqueles vinculados à infecção viral.

Pesquisas realizadas no Brasil e em outros países apontam o HPV, especialmente o tipo 16, como um dos principais agentes envolvidos em tumores de orofaringe. Mudanças nos padrões de comportamento sexual, somadas à persistência da infecção em parte das pessoas expostas, ajudam a explicar o aumento da mortalidade por esse tipo de câncer, mesmo em contextos onde o cigarro perdeu força. Em suma, o vírus atua de forma silenciosa por anos, até que alterações celulares se consolidam em lesões malignas. Esse movimento torna a vacinação contra HPV e a educação em saúde sexual ferramentas estratégicas para o controle da doença nas próximas décadas. Então, quando famílias aderem ao esquema vacinal completo e recebem orientação adequada, o impacto potencial sobre a redução de casos tende a ser expressivo.

Quais são os sinais de alerta do câncer de cabeça e pescoço?

Os sintomas do câncer de cabeça e pescoço variam conforme o local onde o tumor se instala, mas um ponto é comum: a persistência. Manifestações que duram semanas, sem causa aparente, merecem investigação. Entre os sinais mais citados por entidades da área estão:

  • Feridas na boca que não cicatrizam em cerca de 15 dias.
  • Manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na mucosa bucal.
  • Caroços no pescoço que não regridem com o tempo.
  • Rouquidão ou alteração da voz por mais de duas semanas.
  • Dor ou dificuldade para engolir alimentos e líquidos.
  • Sensação constante de algo preso na garganta.
  • Perda de peso involuntária e cansaço sem explicação clara.

Na cavidade oral, costumam aparecer úlceras, placas ou nódulos em regiões como língua, gengiva, bochechas e assoalho da boca. Já nos tumores de orofaringe, é frequente a combinação de dor de garganta persistente, dificuldade para engolir e, às vezes, dor que irradia para o ouvido. Quando a laringe é afetada, a rouquidão prolongada e a sensação de “voz presa” são achados típicos. Portanto, ao notar sintomas que não melhoram com medidas simples, a pessoa deve procurar avaliação profissional. A recomendação é que qualquer sintoma contínuo seja avaliado por médico ou cirurgião-dentista, especialmente se houver fatores de risco associados. Em suma, não esperar demais, não se automedicar por períodos longos e relatar hábitos de vida com honestidade facilitam o diagnóstico precoce.

Como reduzir o impacto do câncer de cabeça e pescoço no Brasil?

As projeções para 2025 indicam um número expressivo de novos casos de câncer de cabeça e pescoço no país, incluindo tumores de cavidade oral, tireoide, laringe e pele na região da cabeça e pescoço. Para enfrentar esse desafio, sociedades médicas e órgãos públicos ressaltam a importância de combinar prevenção, diagnóstico precoce e redução de desigualdades. Portanto, o enfrentamento passa por políticas públicas consistentes, mas também por escolhas individuais mais saudáveis, apoiadas por informação clara e acessível.

  1. Controle de tabaco e álcool: manter e ampliar políticas antitabagismo, além de estratégias para reduzir o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Em suma, ambientes livres de fumaça, aumento de impostos sobre produtos nocivos e oferta de tratamento para dependência demonstram impacto positivo na queda de novos casos.
  2. Vacinação contra HPV: garantir que meninas e meninos sejam vacinados nas idades recomendadas, com campanhas que esclareçam dúvidas da população. Portanto, explicar a segurança das vacinas, a proteção a longo prazo e o benefício para ambos os sexos ajuda a aumentar a adesão.
  3. Promoção da saúde bucal: ampliar o acesso a cirurgiões-dentistas na rede pública, com foco em exame minucioso da cavidade oral durante consultas de rotina. Em suma, consultas regulares permitem identificar lesões iniciais, orientar higiene adequada e ajustar fatores locais que favorecem inflamações crônicas.
  4. Fortalecimento da atenção primária: capacitar equipes para reconhecer sinais suspeitos e encaminhar rapidamente para serviços de referência. Então, quando profissionais da Unidade Básica de Saúde se sentem preparados para suspeitar de câncer de cabeça e pescoço, o tempo entre o primeiro sintoma e o diagnóstico encurta.
  5. Campanhas de informação: divulgar de forma contínua os principais sintomas e fatores de risco, em linguagem acessível, alcançando escolas, locais de trabalho e comunidades. Portanto, informação repetida, em vários formatos, aumenta a chance de que alguém reconheça um sintoma precoce em si ou em familiares.
  6. Ampliação da oferta de tratamento: investir em centros oncológicos, radioterapia e equipes multidisciplinares nas regiões mais carentes. Em suma, quando o tratamento se aproxima do local onde as pessoas vivem, reduz-se o abandono, melhora-se a adesão aos protocolos e, consequentemente, elevam-se as chances de cura.

O trabalho dos cirurgiões-dentistas merece destaque especial, já que esses profissionais costumam ser os primeiros a visualizar lesões iniciais na boca e em parte da orofaringe. Quando o câncer de cabeça e pescoço é identificado em estágios precoces, as chances de controle aumentam e os tratamentos tendem a ser menos agressivos, com maior preservação de funções como fala e deglutição. Portanto, incentivar consultas odontológicas regulares e integrar o dentista às equipes de prevenção constitui uma estratégia essencial. Esses resultados mostram que, além dos avanços tecnológicos, a organização da rede de cuidados e a atenção aos sinais precoces têm papel decisivo na trajetória da doença no Brasil. Em suma, prevenção, diagnóstico oportuno e tratamento adequado, alinhados à redução das desigualdades, formam o eixo central para mudar o futuro do câncer de cabeça e pescoço no país.

FAQ – Perguntas frequentes sobre câncer de cabeça e pescoço

1. Câncer de cabeça e pescoço tem cura?
Em suma, muitos casos têm cura, especialmente quando o diagnóstico acontece em estágios iniciais. Portanto, quanto mais cedo a pessoa procura ajuda diante de sinais persistentes, maiores se tornam as chances de controle completo da doença e de preservação das funções da região.

2. Quem nunca fumou pode desenvolver câncer de cabeça e pescoço?
Sim. Entretanto, o risco aumenta bastante com o tabagismo e o álcool. Pessoas sem esses hábitos podem desenvolver tumores relacionados ao HPV, à exposição solar intensa ou a fatores genéticos. Então, mesmo quem não fuma precisa ficar atento a sintomas persistentes e manter acompanhamento em saúde.

3. Como a alimentação interfere no risco?
Uma alimentação rica em frutas, verduras e legumes, aliada à boa hidratação, contribui para reduzir inflamações crônicas e fortalecer o sistema imunológico. Portanto, dietas muito pobres em nutrientes, associadas ao álcool e ao cigarro, elevam o risco. Em suma, escolher alimentos frescos e evitar excesso de ultraprocessados favorece a prevenção geral de vários tipos de câncer.

4. Câncer de tireoide também entra em câncer de cabeça e pescoço?
Entra, sim. O câncer de tireoide compõe o grupo de tumores de cabeça e pescoço, embora tenha comportamento biológico diferente de outros sítios. Portanto, o prognóstico costuma ser melhor na maior parte dos casos, desde que o diagnóstico e o tratamento ocorram de forma adequada.

5. Exposição ocupacional pode aumentar o risco?
Pode. Em suma, trabalhadores expostos a pó de madeira, solventes, metais pesados, fumaça ou radiação ionizante podem apresentar risco maior para alguns tipos de câncer na região da cabeça e pescoço. Então, o uso de equipamentos de proteção individual e o cumprimento das normas de segurança no trabalho tornam-se fundamentais.

6. Exames de rotina detectam câncer de cabeça e pescoço?
Exames de sangue comuns não costumam detectar esses tumores. Entretanto, consultas periódicas com médicos e cirurgiões-dentistas, com exame físico cuidadoso e, quando necessário, exames de imagem e biópsia, permitem identificar alterações suspeitas. Portanto, não se deve esperar por um “check-up de laboratório” para investigar sintomas persistentes.

7. Depois do tratamento, o paciente precisa de acompanhamento?
Sim. Em suma, o seguimento regular com a equipe de saúde ajuda a detectar possíveis recidivas, controlar efeitos tardios do tratamento e apoiar a reabilitação funcional, como fala, deglutição e adaptação social. Portanto, manter as consultas de retorno é tão importante quanto concluir a primeira fase do tratamento.

Tags: câncercâncer de cabeçaMulherespessoas pardas
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Deficiência de ferro: sintomas comuns que muita gente ignora

04/02/2026

Comer alimentos vencidos faz mal? Veja os riscos para o organismo

04/02/2026
Crenças sobre o câncer que atrapalham o tratamento, segundo oncologista

Crenças sobre o câncer que atrapalham o tratamento, segundo oncologista

04/02/2026
Hospital chama antibombas após paciente dar entrada com projétil no ânus

Hospital chama antibombas após paciente dar entrada com projétil no ânus

04/02/2026
Rica em ferro e cálcio, planta ganha destaque por benefícios à saúde

Rica em ferro e cálcio, planta ganha destaque por benefícios à saúde

04/02/2026
Casos de câncer de cabeça e pescoço crescem entre mulheres e pessoas pardas

Casos de câncer de cabeça e pescoço crescem entre mulheres e pessoas pardas

04/02/2026
  • Sample Page
Sem resultado
Veja todos os resultados