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Beijo de Carnaval: especialistas alertam foliões para doenças

Por Larissa
09/02/2026
Em Saúde
Beijo de Carnaval: especialistas alertam foliões para doenças

Créditos: depositphotos.com / Kzenon

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O período de Carnaval costuma reunir grandes aglomerações, contato físico intenso e uma rotina diferente do habitual. Nessas circunstâncias, entre as situações mais comuns está o aumento de beijos entre foliões, o que chama a atenção de profissionais de saúde para um ponto específico: a possibilidade de transmissão de infecções virais e bacterianas pela boca e pela saliva. Além disso, a preocupação não se limita apenas às chamadas “doenças do beijo”, mas a um conjunto de microrganismos que podem circular com mais facilidade nesse tipo de ambiente.

Quais infecções podem ser transmitidas por beijos no Carnaval?

Principais “doenças do beijo” e sintomas

Entre as principais infecções associadas ao beijo, a mononucleose infecciosa é frequentemente lembrada e ganhou o apelido de “doença do beijo”. Ela está ligada a sintomas como cansaço intenso, febre, mal-estar geral, dor de garganta e aumento de gânglios linfáticos, especialmente no pescoço e axilas. Além disso, em alguns casos, o baço pode aumentar de tamanho, o que torna importante evitar traumas abdominais enquanto os sintomas persistem.

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Outra infecção bastante conhecida é o herpes simples tipo 1, que provoca bolhas e feridas dolorosas nos lábios ou ao redor da boca e, em algumas situações, também na região genital. Quando as lesões aparecem, a transmissão acontece com mais facilidade; entretanto, mesmo na fase assintomática ainda pode haver eliminação do vírus em menor quantidade.

Vírus respiratórios e ambientes de aglomeração

Além delas, outros vírus podem ser transmitidos por respingos de saliva, gotículas respiratórias e contato próximo, como citomegalovírus (febre e cansaço), influenza (gripe, com febre, dor de cabeça, calafrios e dor de garganta) e Covid-19, que continua presente em 2025 com quadros de febre, tosse, cansaço, obstrução nasal, perda de olfato ou paladar e dor de garganta. Em ambientes fechados, trios lotados ou blocos muito apertados, o risco de circulação desses agentes tende a ser maior, especialmente quando há pessoas sintomáticas e pouca ventilação.

Outros vírus respiratórios, como o vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus, também podem se beneficiar da proximidade entre as pessoas, especialmente em locais com pouca ventilação. Embora muitas vezes causem quadros mais leves em adultos saudáveis, podem ser mais perigosos para idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas ou imunidade reduzida. Ademais, quadros aparentemente simples podem se complicar quando coexistem com outras infecções respiratórias ou com exposição prolongada à fumaça de cigarro e ao consumo excessivo de álcool.

Riscos de infecções bacterianas ao beijar no Carnaval

Doenças bacterianas mais graves e sinais de atenção

Além das infecções virais, o beijo no Carnaval também pode estar relacionado a doenças bacterianas. Um exemplo é a amigdalite estreptocócica, caracterizada por dor intensa ao engolir, garganta avermelhada com placas esbranquiçadas e inchaço de gânglios no pescoço. Diferentemente de resfriados comuns, esse quadro costuma trazer febre alta e mal-estar acentuado, exigindo avaliação médica para definição de tratamento adequado e redução do risco de complicações.

Outra condição de atenção é a meningite meningocócica, que envolve febre, dor de cabeça e rigidez na nuca, exigindo atendimento médico imediato. Nesses casos, a transmissão geralmente ocorre por gotículas respiratórias em contato muito próximo e prolongado. Portanto, aglomerações, beijos e compartilhamento de utensílios podem facilitar o contato com a bactéria em ambientes festivos.

ISTs, boca e sexo oral

Doenças sexualmente transmissíveis também podem ser envolvidas quando há contato entre boca e região genital, como ocorre em alguns tipos de prática sexual. A sífilis, por exemplo, pode causar feridas em mucosas, alterações na garganta, febre, indisposição, queda de cabelo e aumento de gânglios. Nesses casos, lesões orais visíveis, placas, feridas ou úlceras merecem atenção, pois podem tanto transmitir quanto receber bactérias durante beijos ou contatos íntimos. Além disso, outras ISTs, como gonorreia e HPV, também podem acometer a região da boca e da garganta quando há sexo oral desprotegido.

Flora oral, higiene e fatores que agravam riscos

Outras bactérias da cavidade oral, como as associadas à doença periodontal (gengivite e periodontite), também podem ser compartilhadas entre parceiros com beijos frequentes e profundos. Embora não sejam tipicamente lembradas no contexto de Carnaval, contribuem para mau hálito, sangramento gengival e, a longo prazo, para problemas dentários mais graves se não houver boa higiene bucal. Além do mais, pessoas fumantes ou que usam bebidas alcoólicas com frequência tendem a ter maior irritação na mucosa oral, o que pode facilitar inflamações e desequilíbrios da flora da boca.

  • Virais mais citados: mononucleose, herpes labial, citomegalovírus, influenza, Covid-19.
  • Outros vírus possíveis: vírus sincicial respiratório (VSR), rinovírus, adenovírus.
  • Bacterianas importantes: amigdalite estreptocócica, meningite meningocócica, sífilis.
  • Outras bactérias orais: associadas a gengivite, periodontite e mau hálito.
  • Sinais de alerta: febre persistente, dor de garganta intensa, feridas na boca, mal-estar prolongado.

Como se prevenir de doenças transmitidas por beijo no Carnaval?

Cuidados imediatos durante a folia

A principal recomendação de especialistas é evitar beijos e contatos íntimos com pessoas que apresentem sintomas de infecção, como febre, dor de garganta, tosse, coriza intensa, feridas aparentes na boca ou mal-estar importante. Beijos mais prolongados e com grande troca de saliva tendem a aumentar a probabilidade de transmissão, especialmente quando uma das pessoas já está doente, mesmo em fase inicial. Dessa forma, perceber sinais precoces em si e no outro reduz bastante o risco de adoecimento.

Alguns cuidados simples costumam ser destacados por profissionais de saúde para reduzir riscos durante o Carnaval:

  1. Observar sinais de doença: febre, feridas labiais, rouquidão intensa, dor de garganta e cansaço excessivo merecem atenção. Além disso, calafrios repentinos, manchas na pele e dor de cabeça forte podem indicar quadros mais sérios.
  2. Manter a higiene oral: escovação adequada, uso de fio dental e, quando indicado, enxaguante bucal ajudam a controlar a flora da boca. Ao mesmo tempo, consultas regulares ao dentista permitem identificar inflamações ou lesões que podem passar despercebidas.
  3. Não compartilhar objetos: copos, garrafas, latas, talheres, batom e cigarro podem facilitar a transmissão de microrganismos. Portanto, sempre que possível, use itens individuais e descarte materiais de uso único.
  4. Cuidar do sono e da alimentação: descanso insuficiente e má alimentação podem comprometer a imunidade. Assim, dormir algumas horas por noite, hidratar-se com água e incluir frutas, verduras e alimentos leves na rotina ajuda o organismo a responder melhor a possíveis exposições.
  5. Atualizar a vacinação: vacinas contra gripe, Covid-19 e meningite, conforme os calendários atuais, são citadas como aliadas importantes. Além disso, em alguns grupos, a vacinação contra HPV também entra nas estratégias de prevenção de infecções ligadas à região da boca e da garganta.
  6. Respeitar seus limites: se surgirem sintomas durante a folia (calafrios, dor de garganta, mal-estar súbito), é mais seguro reduzir o ritmo, evitar beijos e procurar um serviço de saúde se necessário. Dessa maneira, você protege não apenas a própria saúde, mas também a de quem está ao seu redor.
  7. Uso de preservativos em práticas sexuais: em caso de contato entre boca e genitais ou ânus, o uso de preservativo e barreiras de látex pode reduzir o risco de ISTs. Além disso, combinar previamente limites e preferências com a outra pessoa favorece uma vivência sexual mais segura e respeitosa.

FAQ – Perguntas frequentes sobre beijos no Carnaval

1. Beijar várias pessoas no mesmo dia aumenta o risco de infecção?
Sim. Quanto maior o número de parceiros em pouco tempo, maior a chance de entrar em contato com alguém que esteja incubando ou transmitindo uma infecção, mesmo sem sintomas evidentes. Além disso, a repetição de beijos intensos pode causar pequenas irritações na mucosa, o que favorece ainda mais a entrada de microrganismos.

2. A presença de mau hálito indica que a pessoa está doente?
Nem sempre. Mau hálito pode estar ligado a higiene bucal inadequada, alimentação ou boca seca. Porém, em alguns casos está associado a infecções na boca ou garganta, o que merece avaliação odontológica ou médica se for persistente. Ademais, sangramento gengival frequente, dor ao mastigar ou mobilidade dos dentes também indicam a necessidade de investigação profissional.

3. Se eu tiver herpes labial antigo, posso beijar normalmente?
Durante a fase sem feridas, o risco de transmissão é menor, mas ainda existe. Já na presença de bolhas ou crostas recentes, o vírus está mais ativo, e o ideal é evitar beijos e contatos íntimos até a cicatrização completa. Além disso, o uso de protetor labial com filtro solar e o cuidado para não manipular as lesões ajudam a reduzir reativações e autoinoculação para outras áreas do corpo.

4. Tomar bebida alcoólica ou “enxaguar” a boca com álcool reduz o risco de contágio?
Não. O álcool de bebidas não tem ação eficaz para eliminar vírus e bactérias na cavidade oral. O consumo excessivo ainda pode diminuir a percepção de risco e levar a comportamentos menos cuidadosos. Portanto, confiar em bebidas alcoólicas como forma de proteção representa um engano e pode, inclusive, aumentar a exposição a situações de risco.

5. Depois do Carnaval, quanto tempo devo observar meu corpo para notar possíveis sintomas?
De forma geral, os sintomas das principais infecções ligadas ao beijo podem surgir entre alguns dias e até duas ou três semanas após a exposição. Caso surjam febre, dor de garganta intensa, manchas na pele, feridas na boca ou mal-estar prolongado, é recomendável procurar avaliação profissional. Além disso, informar ao médico sobre eventuais exposições, como beijos múltiplos, sexo oral ou contato próximo com pessoas doentes, contribui para uma investigação mais direcionada e para um tratamento mais adequado.

Tags: beijobem-estarcarnavalsaúde
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