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Dieta cetogênica: saiba como fazer o protocolo durante o verão

Por Larissa
10/02/2026
Em Bem-estar
Dieta cetogênica: saiba como fazer o protocolo durante o verão

Créditos: depositphotos.com / viperagp

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A dieta cetogênica ganhou espaço nas conversas sobre emagrecimento rápido, especialmente em períodos de calor intenso, quando a busca por mudanças no corpo costuma aumentar. A proposta de reduzir medidas em pouco tempo, aliada à promessa de menos fome, faz com que muitas pessoas considerem esse modelo alimentar como primeira opção. Ao mesmo tempo, cresce o interesse em entender até que ponto essa estratégia é realmente segura, sobretudo no verão e em condições de maior exposição ao sol, prática de atividade física ao ar livre e maior consumo de bebidas alcoólicas.

Nesse cenário, a informação clara torna-se fundamental. A dieta cetogênica não é apenas “mais uma” forma de cortar calorias, mas uma mudança profunda na forma como o organismo utiliza energia. Portanto, essa mudança exige atenção redobrada para evitar que sinais importantes do corpo sejam ignorados, como cansaço excessivo, tonturas e mal-estar após poucos dias de mudança alimentar. Em suma, compreender como a cetose afeta hidratação, disposição e desempenho físico ajuda a tomar decisões mais seguras e alinhadas com a saúde a longo prazo.

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O que é dieta cetogênica e como ela funciona no organismo

A dieta cetogênica, também chamada de dieta keto, é um padrão alimentar marcado pela forte redução de carboidratos e pelo aumento do consumo de gorduras, com quantidade moderada de proteínas. O objetivo central é levar o corpo a um estado chamado cetose, no qual a principal fonte de energia deixa de ser a glicose e passa a ser a gordura estocada no organismo. Então, ao limitar pães, massas, arroz, doces, frutas em excesso e outras fontes de carboidratos, o metabolismo muda de rota e prioriza a queima de gordura como combustível.

Em condições habituais, alimentos ricos em carboidratos, como pães, frutas, massas e arroz, fornecem glicose, que o corpo usa de forma rápida pelas células. Entretanto, na dieta cetogênica para emagrecer, esses alimentos permanecem em níveis muito baixos. Com isso, o fígado começa a produzir corpos cetônicos a partir da gordura, que passam a abastecer músculos e cérebro. Esse mecanismo ajuda a explicar a perda de peso observada nas primeiras semanas; porém, ele também está por trás de alguns efeitos colaterais conhecidos, como a chamada “gripe cetogênica”, caracterizada por dor de cabeça, irritabilidade e queda de desempenho físico.

Um ponto muitas vezes pouco comentado é que, no início, grande parte da redução na balança corresponde à perda de água e de glicogênio armazenado nos músculos e no fígado. Em suma, a pessoa sente que “desincha” rapidamente, mas isso não significa, necessariamente, grande perda de gordura corporal. Além disso, se a ingestão de proteínas não for ajustada de forma técnica, o corpo pode recorrer à massa muscular como combustível, o que é indesejado, principalmente em pessoas a partir da meia-idade e em quem já apresenta perda de força. Portanto, combinar a dieta com exercícios de resistência e proteína suficiente torna-se essencial para preservar a musculatura.

Dieta cetogênica é segura no verão?

Quando o assunto é dieta cetogênica no verão, a combinação de calor, suor intenso e baixa ingestão de carboidratos levanta algumas preocupações. Em dias mais quentes, o organismo já perde mais líquidos naturalmente, por meio da transpiração. Então, ao entrar em cetose, a eliminação de água e sais minerais pela urina tende a aumentar, o que pode favorecer quadros de desidratação se a hidratação não for adequada. Portanto, beber água ao longo do dia, antes mesmo de sentir sede, torna-se um cuidado estratégico, e não apenas um detalhe.

Além da água, o corpo excreta eletrólitos importantes, como sódio, potássio e magnésio. Esses minerais participam do controle da pressão arterial, da contração muscular e do funcionamento neurológico. Entretanto, quando os níveis caem demais, a pessoa pode apresentar sinais como fraqueza, palpitações e quedas bruscas de pressão. Em suma, o verão intensifica a demanda por reposição adequada de líquidos e eletrólitos, e a combinação com dieta cetogênica sem planejamento tende a ampliar o risco de mal-estar.

  • Tonturas recorrentes ao levantar ou caminhar;
  • Dor de cabeça persistente;
  • Fadiga intensa, mesmo com atividades simples;
  • Cãibras frequentes em pernas ou pés;
  • Palpitações ou sensação de “coração acelerado”;
  • Dificuldade de concentração e irritabilidade;
  • Alterações intestinais, como constipação e enjoo.

Esses sinais costumam ser atribuídos, de forma equivocada, apenas ao “esforço” da dieta. Na prática, podem indicar desajustes metabólicos e de hidratação que merecem avaliação profissional, principalmente quando se prolongam por vários dias. Então, em vez de normalizar sintomas intensos, a pessoa deve encará-los como um alerta do corpo. Em suma, parar, reavaliar estratégias e buscar orientação reduz o risco de complicações em plena estação mais quente do ano.

Quais são os principais riscos e cuidados da dieta cetogênica

A palavra-chave “dieta cetogênica” também aparece em pesquisas científicas recentes, que analisam efeitos a médio e longo prazo. Entre os pontos observados, estão alterações no perfil de gorduras sanguíneas, impacto sobre a saúde hepática e renal e, em alguns casos, dificuldade na readaptação aos carboidratos quando eles são reintroduzidos de forma abrupta. Portanto, não se trata apenas de emagrecer rápido, mas de avaliar como esse padrão alimentar influencia colesterol, triglicerídeos, saúde intestinal e relação com a comida ao longo do tempo.

Alguns grupos precisam de atenção especial antes de considerar esse tipo de padrão alimentar:

  • Pessoas com doença renal ou hepática prévia;
  • Gestantes e lactantes;
  • Diabéticos em uso de insulina ou múltiplos medicamentos;
  • Idosos com perda de massa muscular ou maior fragilidade;
  • Indivíduos com histórico de transtornos alimentares;
  • Praticantes de atividade física de alta intensidade e longa duração.

Nesses grupos, mudanças bruscas na ingestão de carboidratos podem sobrecarregar órgãos responsáveis pela filtragem e pelo metabolismo de nutrientes, além de comprometer o desempenho físico e a recuperação após exercícios. Entretanto, mesmo pessoas sem doenças diagnosticadas se beneficiam de avaliação prévia, porque a resposta à dieta cetogênica varia bastante. Em suma, o que funciona para um amigo ou influenciador nem sempre se encaixa no seu contexto de saúde, rotina, trabalho e sono.

Como tornar a dieta cetogênica mais segura no dia a dia

Para quem, mesmo assim, considera alguma forma de dieta cetogênica para perda de peso, existem cuidados básicos que costumam ser recomendados por profissionais da área de saúde. A ideia é reduzir os riscos e tornar a estratégia menos agressiva ao organismo, principalmente em épocas de calor. Então, em vez de iniciar a dieta de maneira radical da noite para o dia, vale planejar uma transição gradual e bem orientada.

  1. Avaliação individual prévia

    Exames laboratoriais e análise do histórico de saúde ajudam a identificar se esse tipo de dieta é adequado ao perfil da pessoa. Portanto, checar função renal, função hepática, perfil lipídico, glicemia e, quando necessário, níveis de vitaminas e minerais cria uma base mais segura para qualquer ajuste alimentar.
  2. Planejamento nutricional

    Ajustar quantidades de proteínas, gorduras e vegetais de forma personalizada reduz a chance de deficiências de nutrientes. Em suma, a dieta cetogênica não precisa se resumir a bacon, queijos e ovos: incluir azeite de oliva, abacate, oleaginosas, peixes gordurosos e vegetais variados favorece saciedade, saúde intestinal e melhor controle de fome ao longo do dia.
  3. Hidratação reforçada

    A ingestão de água deve ser priorizada, podendo ser associada a fontes de eletrólitos, conforme orientação profissional. Então, durante o verão, vale distribuir a ingestão de líquidos ao longo do dia, usar água, chás sem açúcar e, quando indicado, soluções de reposição de sais minerais. Entretanto, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas prejudica hidratação e pode intensificar tonturas, por isso requer moderação.
  4. Atenção a sinais de alerta

    Tonturas, desmaios, dor no peito, falta de ar ou alterações importantes de humor pedem interrupção imediata e avaliação médica. Em suma, insistir em manter a dieta cetogênica diante de sintomas graves não traz benefício e aumenta o risco de complicações, especialmente em ambientes quentes, com exposição ao sol e prática de exercícios.
  5. Saída gradual da cetose

    A reintrodução de carboidratos, quando ocorre, tende a ser feita de modo progressivo, evitando picos glicêmicos e mal-estar. Portanto, adicionar primeiro carboidratos com mais fibras, como frutas inteiras, leguminosas e cereais integrais, costuma gerar adaptação mais suave. Então, o corpo ganha tempo para reorganizar hormônios relacionados ao apetite e ao metabolismo da glicose.

A dieta cetogênica, portanto, pode ser entendida como uma ferramenta específica, com aplicações terapêuticas reconhecidas em alguns contextos, mas que não se encaixa de maneira automática em todas as rutinas. Em períodos de calor, como o verão de 2025, o cuidado com hidratação, exposição ao sol, prática de atividade física e equilíbrio alimentar ganha ainda mais relevância. Em suma, informações confiáveis e acompanhamento profissional contribuem para que qualquer estratégia de emagrecimento respeite os limites do corpo e o ritmo de cada pessoa. Então, antes de aderir a uma “moda” alimentar, vale considerar não apenas o resultado rápido, mas também a manutenção do peso, o bem-estar e a saúde ao longo dos próximos anos.

FAQ – Perguntas adicionais sobre dieta cetogênica no verão

1. Posso praticar exercícios intensos enquanto faço dieta cetogênica no verão?
Você pode se exercitar, porém talvez precise ajustar intensidade e duração, principalmente nas primeiras semanas. Portanto, iniciar com treinos moderados, priorizar horários mais frescos do dia e reforçar hidratação e eletrólitos ajuda a reduzir tonturas e queda brusca de desempenho.

2. Dieta cetogênica causa mau hálito? Isso piora no calor?
A produção de corpos cetônicos, como a acetona, pode deixar o hálito mais forte. Em suma, no calor, quando a pessoa fala mais, transpira mais e às vezes bebe menos água, essa percepção tende a aumentar. Então, aumentar a ingestão de líquidos, cuidar da higiene bucal e ajustar a quantidade de proteínas costuma amenizar o problema.

3. É possível seguir uma dieta cetogênica vegetariana no verão?
Sim, porém o planejamento torna-se mais desafiador. Portanto, a base inclui ovos, queijos em moderação, abacate, azeite, castanhas, sementes e vegetais variados. Entretanto, para vegetarianos estritos (veganos), a combinação de baixa ingestão de carboidratos com fontes limitadas de proteína exige acompanhamento profissional ainda mais próximo.

4. Quanto tempo é seguro permanecer em dieta cetogênica?
Não existe um “prazo ideal” igual para todos. Em suma, algumas pessoas usam a cetogênica apenas por algumas semanas para um objetivo específico; outras, por períodos mais longos sob supervisão. Então, reavaliações periódicas com exames e acompanhamento nutricional e médico determinam se faz sentido continuar ou migrar para um padrão mais flexível.

5. A dieta cetogênica funciona melhor do que outras dietas para emagrecer?
A dieta cetogênica pode facilitar o emagrecimento para algumas pessoas por reduzir o apetite e melhorar o controle de fome. Entretanto, em longo prazo, a adesão e a sustentabilidade do plano contam mais do que o “nome” da dieta. Portanto, o melhor padrão alimentar é aquele que promove saúde, cabe na sua rotina e você consegue manter sem sofrimento contínuo.

Tags: bem-estardietadieta cetogênicasaúde
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