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O que observar e como agir ao notar o Sinal de Frank

Por Lara
11/02/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / kyolshin

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A presença de uma dobra diagonal no lóbulo da orelha, conhecida como sinal de Frank, tem despertado interesse por aparecer em muitas pessoas que também apresentam doenças do coração. Esse vinco, visível a olho nu, levanta dúvidas sobre sua relação com infarto, AVC e outros problemas cardiovasculares. A questão central é entender se essa marca na orelha representa apenas uma coincidência ou um alerta que merece investigação médica.

Do ponto de vista clínico, o sinal de Frank não é considerado diagnóstico de nenhuma doença específica. Ele é tratado como um possível indicativo de envelhecimento dos vasos sanguíneos e de alterações nas artérias, especialmente quando surge em adultos mais jovens ou acompanhado de múltiplos fatores de risco cardiovascular. Por isso, profissionais de saúde costumam analisá-lo dentro de um contexto mais amplo, que inclui exames e histórico de saúde.

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O que é o sinal de Frank e como ele aparece na orelha?

O sinal de Frank é uma prega diagonal que cruza o lóbulo da orelha, geralmente indo da região próxima ao trago até a borda inferior do lóbulo. Essa dobra pode surgir em um ou nos dois lados e tende a ficar mais evidente com o passar dos anos. Ela foi descrita pela primeira vez na década de 1970 e, desde então, passou a ser estudada como um possível marcador de risco para doenças das artérias coronárias.

Pesquisas sugerem que essa prega pode estar associada a um envelhecimento precoce dos vasos. O lóbulo da orelha é irrigado por microartérias e depende de fibras de colágeno para manter a elasticidade. Quando essas fibras se desorganizam e os vasos se tornam mais rígidos, a orelha pode ganhar esse vinco permanente. Esse mesmo processo de perda de elasticidade também ocorre nas artérias do corpo, contribuindo para a formação de placas de gordura e para a aterosclerose.

O sinal de Frank realmente indica risco cardiovascular?

A relação entre o sinal de Frank e problemas cardíacos é estatística, não absoluta. Estudos observacionais identificaram maior frequência da dobra em pessoas com doença coronariana, mas também mostraram que existem indivíduos com o vinco e sem alterações significativas no coração, assim como pacientes com infarto sem qualquer marca no lóbulo da orelha. Isso leva especialistas a tratarem o sinal como um fator de alerta adicional, e não como certeza de doença.

Na prática, o vinco na orelha costuma chamar mais atenção quando aparece em adultos abaixo dos 50 anos ou em pessoas com histórico familiar de infarto precoce. Nesses cenários, o sinal pode indicar que o sistema vascular está sofrendo impacto de fatores como pressão alta, diabetes ou colesterol elevado. Ainda assim, o risco global é sempre calculado somando vários elementos, como exames laboratoriais, hábitos de vida e outras condições clínicas.

Quais fatores de risco devem ser avaliados junto ao sinal de Frank?

Quando o vinco diagonal no lóbulo da orelha é identificado, médicos costumam avaliar uma série de condições que aumentam a probabilidade de infarto e AVC. Entre os principais fatores de risco cardiovasculares, destacam-se:

  • Hipertensão arterial (pressão alta mantida ao longo do tempo);
  • Diabetes ou glicemia persistentemente elevada;
  • Colesterol e triglicérides altos ou descontrolados;
  • Tabagismo, inclusive uso diário de poucos cigarros;
  • Obesidade e aumento da gordura abdominal;
  • Sedentarismo e baixa prática de atividade física regular;
  • Consumo frequente de álcool em grandes quantidades;
  • Histórico familiar de infarto ou AVC em idade precoce.

O sinal de Frank, isoladamente, não define o risco. Ele funciona como uma “pista” que chama atenção para a necessidade de revisar esses elementos. Quando a prega aparece junto de outros marcadores, como alterações na pele, queda de cabelo em padrões específicos ou acúmulo de gordura abdominal, a suspeita de doença aterosclerótica torna-se mais forte.

O que fazer ao perceber o sinal de Frank na orelha?

Ao notar um vinco diagonal na orelha, a orientação mais aceita é buscar uma avaliação clínica, principalmente se houver outros fatores de risco. Profissionais de saúde podem iniciar uma investigação básica, que geralmente inclui:

  1. Medição de pressão arterial em repouso;
  2. Dosagem de colesterol, triglicérides e glicemia em exames de sangue;
  3. Análise de histórico familiar de doenças cardiovasculares;
  4. Avaliação de peso, circunferência abdominal e estilo de vida;
  5. Solicitação de exames como eletrocardiograma e, se necessário, ecocardiograma ou teste ergométrico;
  6. Em casos específicos, indicação de exames mais avançados, como angiotomografia coronariana ou cateterismo.

Quando alguma alteração relevante é detectada, o tratamento costuma envolver combinação de mudanças no estilo de vida, uso de medicamentos e, em situações selecionadas, procedimentos como angioplastia com colocação de stent. A identificação precoce do risco cardiovascular, motivada ou não pelo sinal de Frank, permite ajustar hábitos e terapias antes do surgimento de eventos graves.

Como reduzir o risco cardiovascular a partir desse alerta?

Independentemente da presença do sinal de Frank, as estratégias para proteger o coração seguem linhas bem estabelecidas. Entre as medidas mais recomendadas pelos especialistas estão:

  • Manter alimentação equilibrada, com menor consumo de ultraprocessados, sal e gorduras saturadas;
  • Praticar atividade física regular, adaptada às condições de saúde de cada pessoa;
  • Evitar ou interromper o tabagismo em qualquer quantidade;
  • Moderar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Acompanhar de forma periódica pressão, colesterol e glicemia;
  • Seguir corretamente medicações prescritas para controle de pressão, diabetes ou colesterol;
  • Realizar consultas médicas de rotina, mesmo na ausência de sintomas.

Dessa forma, o vinco no lóbulo da orelha passa a ser visto menos como um presságio e mais como um lembrete para observar com atenção a saúde cardiovascular. O sinal de Frank, quando encarado como parte de um quadro mais amplo, contribui para que exames importantes sejam feitos no tempo certo e para que ajustes no estilo de vida sejam adotados antes que as complicações apareçam.

FAQ sobre doenças cardíacas

1. Quais são os sintomas iniciais mais comuns de doenças cardíacas?
Os sintomas podem incluir dor ou pressão no peito, falta de ar aos esforços, cansaço fácil, palpitações, inchaço nas pernas e desconforto que irradia para braço, costas, mandíbula ou pescoço. Entretanto, algumas pessoas, especialmente diabéticos e idosos, podem ter quadros mais silenciosos ou atípicos, como apenas cansaço ou mal-estar. Portanto, qualquer sintoma persistente ou incomum deve ser avaliado por um profissional de saúde, então não é recomendável ignorar esses sinais.

2. Doenças cardíacas sempre causam dor no peito?
Em suma, não. Muitas doenças do coração podem evoluir sem dor no peito evidente, principalmente em casos de isquemia silenciosa, insuficiência cardíaca inicial ou arritmias. Entretanto, a presença de dor ou aperto no peito, especialmente relacionado a esforço ou emoções fortes, é um sintoma de alerta. Portanto, mesmo na ausência de dor, alterações de fôlego, cansaço fora do habitual ou palpitações merecem investigação, então a ausência de dor não exclui problema cardíaco.

3. Qual a diferença entre infarto e angina?
A angina é uma dor no peito causada por redução temporária do fluxo de sangue ao coração, enquanto o infarto ocorre quando há interrupção prolongada desse fluxo, levando à morte de parte do músculo cardíaco. Entretanto, ambas as condições costumam manifestar desconforto torácico e exigem avaliação urgente. Portanto, qualquer quadro de dor no peito forte, súbita ou associada a falta de ar, suor frio ou náuseas deve ser tratado como emergência, então o ideal é procurar atendimento imediatamente.

4. Quem tem mais risco de desenvolver doenças cardíacas?
Pessoas com pressão alta, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, obesidade, sedentarismo e histórico familiar de infarto ou AVC precoce têm maior risco. A idade avançada e o sexo masculino também aumentam a probabilidade, embora mulheres, especialmente após a menopausa, também sejam bastante afetadas. Entretanto, jovens com múltiplos fatores de risco ou hábitos pouco saudáveis também podem adoecer. Portanto, a prevenção deve começar cedo, então adotar estilo de vida saudável é importante em todas as fases da vida.

5. Excesso de estresse pode causar doença no coração?
O estresse crônico contribui para doenças cardíacas ao elevar a pressão arterial, favorecer maus hábitos (como comer em excesso, fumar ou beber) e aumentar hormônios ligados à inflamação. Entretanto, o estresse, isoladamente, nem sempre é o único responsável: ele costuma atuar junto de outros fatores de risco. Portanto, cuidar da saúde mental, do sono e da forma como se lida com situações difíceis é parte importante da proteção cardiovascular, então técnicas de relaxamento e apoio psicológico podem ser aliados relevantes.

6. A prática de exercícios físicos é sempre segura para o coração?
Em suma, a atividade física regular é uma das principais formas de prevenir e tratar doenças cardíacas. Entretanto, em pessoas com fatores de risco importantes ou sintomas suspeitos, é recomendável avaliação médica antes de iniciar exercícios intensos. Portanto, o ideal é começar de forma gradual, com orientação profissional, respeitando limites individuais, então caminhadas leves e progressivas costumam ser um bom ponto de partida.

7. O que é insuficiência cardíaca e como ela se manifesta?
Insuficiência cardíaca é uma condição em que o coração não consegue bombear sangue de forma adequada para atender às necessidades do corpo. Os sintomas mais comuns incluem falta de ar, inchaço em pernas e pés, ganho rápido de peso por retenção de líquidos e cansaço aos pequenos esforços. Entretanto, em fases iniciais, os sinais podem ser discretos e atribuídos apenas ao sedentarismo ou à idade. Portanto, notar piora progressiva do fôlego ou inchaços deve motivar avaliação médica, então o diagnóstico precoce permite controle melhor da doença.

8. O colesterol “bom” e o “ruim” influenciam como nas doenças cardíacas?
Em suma, o colesterol LDL é conhecido como “ruim” por se associar à formação de placas nas artérias, enquanto o HDL é considerado “bom” por ajudar a remover o excesso de gordura da circulação. Níveis elevados de LDL e baixos de HDL aumentam o risco de aterosclerose e infarto. Entretanto, o risco global depende também de outros fatores, como pressão, diabetes e tabagismo. Portanto, manter um perfil lipídico equilibrado por meio de alimentação, exercícios e, quando necessário, medicação é fundamental, então exames periódicos são importantes para monitorar esses valores.

9. Remédios para pressão e colesterol precisam ser tomados para sempre?
Em muitos casos, sim, pois pressão alta e alterações de colesterol são condições crônicas. Entretanto, mudanças intensas e mantidas no estilo de vida podem permitir ajustes de dose e, em alguns casos específicos, até suspensão de certos medicamentos, sempre com orientação médica. Portanto, o objetivo não é apenas medicar, mas controlar globalmente o risco cardiovascular; então nunca se deve interromper o uso por conta própria, sem avaliação profissional.

10. Quais exames de rotina ajudam a detectar problemas cardíacos precocemente?
Além da consulta clínica, exames como eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico (teste de esforço) e análises de sangue (colesterol, triglicérides, glicemia) são frequentemente utilizados. Em situações selecionadas, podem ser indicados exames mais detalhados, como angiotomografia coronariana. Entretanto, a necessidade de cada exame varia conforme idade, sintomas e fatores de risco. Portanto, o médico define um plano de rastreio individualizado, então seguir esse acompanhamento ao longo dos anos é essencial para prevenção e diagnóstico precoce.

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