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Do cérebro ao estômago: saiba como a ressaca afeta o organismo

Por Larissa
12/02/2026
Em Saúde
Do cérebro ao estômago: saiba como a ressaca afeta o organismo Créditos:

Créditos: depositphotos.com / VitalikRadko

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A ressaca é frequentemente associada apenas à dor de cabeça, mas, na prática, representa um quadro bem mais amplo. O organismo inteiro reage à presença do álcool, entrando em um estado de alerta para lidar com substâncias que precisam ser eliminadas com rapidez. Nessa fase, o corpo apresenta sinais claros de inflamação e desidratação, que vão além do desconforto na cabeça e podem afetar diretamente energia, humor e disposição ao longo do dia.

Ressaca e inflamação: o que realmente acontece no corpo?

Do ponto de vista fisiológico, a ressaca está ligada a uma resposta inflamatória generalizada e à perda de líquidos. Durante a metabolização do álcool, o organismo transforma essa substância em compostos intermediários potencialmente tóxicos, como o acetaldeído. Enquanto essas moléculas circulam no sangue, o sistema de defesa reage, liberando mediadores inflamatórios que contribuem para mal-estar, dor muscular e sensação de corpo pesado.

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Além disso, há um impacto direto sobre o equilíbrio hídrico. O consumo de bebidas alcoólicas favorece a eliminação de água e eletrólitos pela urina, o que altera a hidratação das células. Então, células menos hidratadas funcionam pior, e isso se reflete em lentidão física e mental. Essa combinação de inflamação e desidratação está no centro do quadro de ressaca e explica por que os sintomas podem durar várias horas, mesmo depois de o indivíduo ter parado de beber.

Como a ressaca afeta o fígado, o cérebro e o estômago?

O fígado é um dos principais alvos da ressaca. Esse órgão assume a tarefa de processar o álcool e, quando há excesso, prioriza essa função em detrimento de outras atividades importantes, como o controle da glicose e a produção de substâncias envolvidas no metabolismo energético. Portanto, é comum que a pessoa sinta fraqueza, tremores leves, sensação de corpo “mole” e queda de rendimento nas tarefas diárias. Entretanto, em pessoas que bebem com frequência, essas sobrecargas repetidas podem contribuir para lesões crônicas no fígado ao longo do tempo.

No cérebro, a desidratação tem papel central. O álcool interfere em hormônios que regulam o volume de urina, favorecendo a perda de água. Com menos líquido circulante, o cérebro sofre alterações de volume e as estruturas ao redor são tensionadas, gerando dor de cabeça pulsátil, sensibilidade à luz e incômodo com sons intensos. Em paralelo, mudanças temporárias nos neurotransmissores podem contribuir para irritabilidade, dificuldade de concentração e sensação de “mente lenta”.

O sistema digestivo também sente os efeitos. O álcool irrita a mucosa gástrica e estimula a produção de ácido no estômago. Como resultado, surgem sintomas como náusea, enjoo, queimação, dor abdominal e vontade de vomitar. Em indivíduos mais sensíveis, esse processo pode desencadear um quadro de gastrite aguda passageira, que costuma melhorar à medida que a ingestão de álcool é interrompida e a alimentação é reorganizada. Em suma, o trato gastrointestinal funciona como um “termômetro” do exagero, e o desconforto digestivo serve como alerta para rever a quantidade e a frequência do consumo.

O que realmente ajuda na recuperação da ressaca?

  • Água e bebidas ricas em eletrólitos: auxiliam na reposição de sódio, potássio e outros minerais perdidos pela urina. Então, opções como água de coco, soluções de hidratação oral e isotônicos em quantidade moderada podem acelerar a sensação de melhora.
  • Frutas frescas: fornecem água, vitaminas e carboidratos de fácil digestão, colaborando para a recuperação energética. Portanto, frutas como banana, melancia, laranja e maçã se tornam grandes aliadas na manhã seguinte, pois ajudam tanto na hidratação quanto na reposição de glicose.
  • Vegetais como brócolis e couve: contêm compostos que apoiam o funcionamento do fígado, favorecendo o metabolismo das toxinas. Em suma, incluir esses vegetais em sopas, sucos ou refeições leves pode fortalecer as defesas naturais do organismo e contribuir para um detox fisiológico mais eficiente.
  • Refeições leves: sopas de legumes, caldos e alimentos pouco gordurosos são melhor tolerados pelo estômago irritado. Então, evitar frituras, excesso de gordura e pratos muito condimentados reduz o risco de piorar náuseas e queimação.

Alguns hábitos, por outro lado, tendem a prolongar o desconforto. O consumo adicional de álcool como tentativa de “compensar” os sintomas mantém o organismo em esforço contínuo. Portanto, a ideia de “curar” a ressaca bebendo mais é um mito prejudicial. O café, embora associado a um breve estado de alerta, pode acentuar a desidratação e irritar ainda mais o estômago. Atividades físicas intensas logo após o exagero também aumentam a sobrecarga de um corpo já exausto. Em suma, o foco deve ficar em descanso, hidratação adequada e alimentação cuidadosa, e não em forçar o corpo a um desempenho maior do que ele pode suportar naquele momento.

Como reduzir o impacto da ressaca nas próximas ocasiões?

A ressaca não é um sinal de fraqueza, mas uma resposta fisiológica ao excesso de álcool. Em 2025, com maior acesso à informação em saúde, muitos especialistas reforçam a importância de estratégias preventivas para diminuir o impacto desse quadro. Entre as medidas mais citadas estão intervalos maiores entre as doses, ingestão de água durante os eventos e alimentação adequada antes e durante o consumo de bebidas alcoólicas.

  1. Intercalar bebida alcoólica com água ou bebidas não alcoólicas.
  2. Evitar longos períodos em jejum antes de ingerir álcool.
  3. Dar preferência a quantidades menores e consumo mais lento.
  4. Observar a própria tolerância e respeitar sinais precoces de mal-estar.

FAQ – Perguntas frequentes sobre ressaca e recuperação

1. Quanto tempo a ressaca costuma durar?
Em geral, a ressaca dura de 8 a 24 horas, dependendo da quantidade de álcool ingerida, do peso corporal, da velocidade de metabolização e do nível de hidratação. Entretanto, em pessoas mais sensíveis ou após episódios de grande exagero, alguns sintomas, como cansaço e dificuldade de concentração, podem se estender por até 48 horas.

2. Existe remédio que realmente “cura” a ressaca?
Não existe medicamento que elimine a ressaca de forma imediata. Portanto, os remédios disponíveis apenas aliviam sintomas específicos, como analgésicos para dor de cabeça ou antiácidos para queimação. A “cura” real depende de tempo, hidratação, alimentação adequada e descanso, enquanto o organismo finaliza o metabolismo do álcool.

3. Misturar diferentes tipos de bebida piora a ressaca?
Misturar bebidas pode levar a um consumo maior sem que a pessoa perceba, o que aumenta o risco de ressaca. Então, o problema principal não é a mistura em si, mas a quantidade total de álcool ingerido e a velocidade de consumo. Além disso, bebidas escuras, como uísque e vinho tinto, contêm mais congêneres, que podem intensificar os sintomas.

4. Comer antes de beber realmente ajuda a evitar ressaca?
Sim. Comer antes de beber desacelera a absorção do álcool pelo intestino. Portanto, refeições com boa combinação de carboidratos, proteínas e gorduras saudáveis ajudam a manter a glicemia mais estável e diminuem o pico de álcool no sangue. Em suma, o álcool entra de forma mais lenta na circulação, o que reduz a intensidade dos sintomas no dia seguinte.

5. Suplementos, como vitaminas e chás, ajudam na recuperação?
Alguns suplementos podem apoiar a recuperação, como complexos de vitaminas do tipo B e vitamina C, principalmente em pessoas que bebem com frequência. Entretanto, eles não substituem hidratação nem alimentação equilibrada. Chás de camomila, hortelã ou gengibre podem aliviar náuseas e irritação gástrica. Portanto, esses recursos atuam como complemento, e não como solução única.

6. Ressaca frequente indica problema mais sério?
Ressacas repetidas, mesmo com quantidades menores de álcool, podem indicar baixa tolerância individual ou uso acima do que o corpo consegue manejar. Então, quando a ressaca se torna rotina, isso pode ser um sinal de uso nocivo de álcool ou início de dependência. Nesses casos, buscar avaliação com médico ou profissional de saúde mental é fundamental para prevenir complicações futuras.

Tags: Cérebroestomagoressacasaúde
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