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Vício em açúcar: estratégias práticas para reduzir o consumo sem sofrimento

Por Lara
16/02/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / lithiumphoto

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A relação entre o vício em açúcar e o estilo de vida tem chamado atenção de profissionais de saúde e pesquisadores. A vontade frequente de comer doces não costuma surgir de forma isolada: fatores como sono de má qualidade, rotina sedentária e alimentação desorganizada podem favorecer esse comportamento. Ao entender como o açúcar atua no organismo, torna-se mais simples enxergar por que alguns indivíduos relatam dificuldades para reduzir o consumo diário.

Quando alimentos açucarados são ingeridos, o cérebro libera substâncias associadas ao prazer e ao bem-estar, como dopamina e outros mediadores químicos. Esse mecanismo de recompensa pode estimular a busca repetida por doces, especialmente em períodos de estresse ou cansaço. Com o tempo, essa repetição cria um padrão: sempre que há desgaste físico ou emocional, a pessoa tende a recorrer ao açúcar como forma rápida de alívio, ainda que temporário.

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O que é o chamado “vício em açúcar”?

O termo vício em açúcar costuma ser usado para descrever o consumo compulsivo e frequente de alimentos doces, mesmo quando há intenção de reduzir essa ingestão. Não se trata apenas de gostar de sobremesas, mas de sentir forte necessidade de comer açúcar, acompanhada de dificuldade em controlar quantidades. Em muitos casos, a pessoa relata irritação, dor de cabeça ou queda de energia quando tenta diminuir esses alimentos de forma brusca.

Esse comportamento está ligado ao sistema de recompensa do cérebro, que associa açúcar à sensação de conforto. Com a repetição, o organismo passa a buscar esse estímulo como resposta automática a situações como ansiedade, frustração ou cansaço extremo. Assim, o doce deixa de ser apenas um complemento da alimentação e passa a atuar como uma espécie de “muleta” emocional, o que favorece excessos e, a longo prazo, pode contribuir para alterações metabólicas.

Vício em açúcar e qualidade do sono: qual a relação?

A má qualidade do sono está entre os fatores mais citados quando o assunto é desejo de comer doces. Noites mal dormidas podem desregular hormônios ligados à fome e à saciedade, como grelina e leptina. Quando esses hormônios ficam desequilibrados, é comum que a fome aumente, especialmente a vontade de consumir carboidratos simples, como bolos, chocolates, biscoitos e refrigerantes.

Além disso, quem dorme pouco costuma relatar cansaço constante ao longo do dia. Nessa situação, alimentos ricos em açúcar são vistos como uma fonte rápida de energia. O problema é que esse efeito é passageiro: após o pico de glicose no sangue, ocorre uma queda brusca, gerando sensação de moleza e, novamente, desejo por mais doces. Esse ciclo pode se repetir várias vezes ao dia.

  • Rotina irregular de sono favorece beliscos noturnos e lanches ricos em açúcar.
  • Uso excessivo de telas antes de dormir pode atrasar o sono e aumentar o consumo de snacks doces.
  • Insônia crônica está associada a maior risco de ganho de peso e alterações metabólicas.

Melhorar a higiene do sono — horários mais regulares, ambiente escuro e silencioso, redução de cafeína e telas à noite — tende a reduzir a necessidade de buscar energia em alimentos açucarados ao longo do dia.

Como o sedentarismo influencia o desejo por doces?

O sedentarismo também está intimamente relacionado ao aumento do consumo de açúcar. A falta de atividade física pode diminuir a sensibilidade à insulina, hormônio responsável por colocar a glicose para dentro das células. Quando essa sensibilidade cai, o organismo pode ter mais dificuldade em utilizar o açúcar do sangue de forma eficiente, o que contribui para oscilações na glicemia e, consequentemente, na sensação de fome.

Por outro lado, a prática regular de exercícios ajuda a regular hormônios do apetite e da saciedade, além de favorecer a liberação de endorfinas, que promovem sensação de bem-estar sem depender apenas do doce. Caminhadas, musculação, dança, esportes coletivos e outras modalidades podem atuar como aliadas no processo de reduzir o desejo constante por açúcar, desde que inseridas de forma progressiva e segura.

  1. Começar com atividades leves, como caminhadas curtas, pode ser suficiente para reduzir o sedentarismo.
  2. Dividir o movimento ao longo do dia — subir escadas, descer um ponto antes, fazer alongamentos — também contribui.
  3. Associar exercício e alimentação equilibrada potencializa os resultados na redução do consumo de doces.

Quais estratégias ajudam a reduzir o vício em açúcar no dia a dia?

Para lidar com o vício em açúcar, especialistas costumam recomendar mudanças graduais, evitando cortes bruscos que podem gerar mais ansiedade e compulsão. Uma estratégia frequente é aumentar o consumo de alimentos que promovem saciedade, como fontes de proteína (ovos, leguminosas, carnes magras) e fibras (frutas inteiras, verduras, cereais integrais). Com maior sensação de estômago “cheio”, a tendência é que o desejo por doces diminua ao longo do dia.

Outra medida importante é reorganizar o ambiente alimentar. Manter grandes quantidades de doces à disposição facilita o consumo automático. Já priorizar opções como frutas, oleaginosas e lanches mais equilibrados torna mais simples escolher alternativas com menor teor de açúcar. Em alguns casos, o acompanhamento com nutricionista, médico ou psicólogo é indicado, especialmente quando há compulsão ou sofrimento associado ao ato de comer.

  • Planejar refeições evita longos períodos em jejum, que aumentam a busca por açúcar.
  • Identificar gatilhos emocionais ajuda a diferenciar fome física de vontade de comer por hábito ou estresse.
  • Hidratar-se adequadamente pode reduzir episódios em que sede é confundida com fome.

Ao observar o conjunto de fatores — sono, nível de atividade física, rotina alimentar e aspectos emocionais — torna-se possível compreender por que o consumo de açúcar pode sair do controle. O ajuste gradual desses pilares, com apoio profissional quando necessário, costuma ser o caminho mais consistente para reduzir a dependência de doces e construir uma relação mais equilibrada com a alimentação.

FAQ sobre o consumo de doces

1. Comer doce todos os dias faz mal, mesmo em pequenas quantidades?
O impacto de comer doce diariamente depende da quantidade, do tipo de açúcar e do contexto geral da alimentação. Pequenas porções inseridas em uma dieta equilibrada tendem a ser melhor toleradas. Entretanto, quando o consumo diário se soma a outros hábitos pouco saudáveis, como sedentarismo e sono ruim, o risco de ganho de peso e alterações metabólicas aumenta. Portanto, o ideal é que o doce seja ocasional e planejado, não um hábito automático ao longo do dia.

2. Existe horário “menos pior” para consumir doces?
Muitas pessoas toleram melhor o doce quando ele é consumido após uma refeição completa, que já contenha fibras, proteínas e gorduras boas. Isso porque, entretanto, esses nutrientes ajudam a diminuir o pico de glicose no sangue. Portanto, em vez de comer doces em jejum ou entre as refeições principais, pode ser mais interessante inseri-los como sobremesa eventual, dentro de um prato equilibrado.

3. Frutas podem substituir totalmente os doces industrializados?
Frutas são fontes naturais de açúcar, fibras, vitaminas e minerais e, em suma, representam uma alternativa muito mais nutritiva do que doces industrializados. Entretanto, para quem tem um padrão de consumo muito elevado de açúcar, a transição pode precisar ser gradual, combinando frutas com pequenas porções de doces até que o paladar se adapte. Portanto, usar frutas como base e deixar sobremesas industrializadas para ocasiões específicas é uma estratégia mais sustentável.

4. Adoçantes são opção segura para quem quer diminuir o açúcar?
Adoçantes podem ser úteis como estratégia temporária de redução do açúcar, especialmente para quem consome grandes quantidades diárias. Entretanto, o uso excessivo pode manter o paladar muito acostumado ao sabor doce, dificultando a reeducação alimentar. Portanto, o objetivo a médio e longo prazo costuma ser diminuir tanto o açúcar quanto o próprio nível de doçura dos alimentos e bebidas, e não apenas trocar um pelo outro.

5. Como diferenciar vontade de doce por hábito e por fome real?
A fome física aparece de forma gradual, pode ser saciada com diferentes tipos de alimentos e está ligada ao intervalo desde a última refeição. A vontade de doce por hábito ou emoção, entretanto, costuma surgir de repente, é muito específica (por exemplo, “preciso de chocolate agora”) e muitas vezes não se resolve com outros alimentos. Portanto, quando a vontade é muito específica e urgente, vale parar, respirar e observar se há tédio, estresse ou emoção envolvida antes de decidir comer.

6. É possível reduzir o consumo de açúcar sem cortar totalmente os doces?
Para a maioria das pessoas, não é necessário eliminar completamente o açúcar para melhorar a saúde. O foco principal, entretanto, é reduzir a frequência e a quantidade, além de fazer escolhas mais conscientes. Portanto, acordos como “um doce planejado na semana” ou “porção pequena após o almoço em dias específicos” podem ajudar a encontrar equilíbrio, desde que aliados a uma alimentação geral mais organizada.

7. Crianças podem desenvolver “vício em açúcar” mais facilmente?
Em suma, crianças são particularmente sensíveis ao sabor doce e ao sistema de recompensa do cérebro em desenvolvimento. Exposição constante a doces, refrigerantes e guloseimas, entretanto, pode reforçar o hábito de associar açúcar a conforto, prêmio ou distração. Portanto, é importante que pais e cuidadores ofereçam doces de forma moderada, sem usá-los como recompensa, e estimulem o consumo de alimentos in natura desde cedo.

8. Beber refrigerantes e sucos adoçados influencia tanto quanto comer sobremesas?
Bebidas açucaradas costumam ser grandes fontes “ocultas” de açúcar porque são facilmente consumidas em grandes volumes. O problema, entretanto, é que líquidos geram menos saciedade do que alimentos sólidos, levando ao excesso calórico sem que a pessoa perceba. Portanto, reduzir refrigerantes, sucos de caixinha e chás adoçados é uma das formas mais eficazes de diminuir o total de açúcar ingerido no dia a dia.

9. O consumo frequente de doces pode afetar o humor ao longo do dia?
Oscilações de glicemia provocadas por picos e quedas de açúcar no sangue podem interferir na energia, concentração e estabilidade emocional. A pessoa pode sentir euforia e disposição logo após o consumo e, entretanto, experimentar irritabilidade, cansaço e dificuldade de foco quando a glicose cai. Portanto, manter refeições equilibradas, com fibras, proteínas e gorduras boas, ajuda a estabilizar o humor e a reduzir esse “sobe e desce” associado ao excesso de doces.

10. Quanto tempo leva para o paladar se acostumar a menos açúcar?
Em suma, muitas pessoas relatam perceber mudança no paladar em cerca de duas a quatro semanas após começarem a reduzir gradualmente o açúcar. No início, entretanto, alimentos podem parecer “sem graça” ou pouco doces, o que é esperado. Então, com o tempo, o paladar tende a se adaptar, passando a perceber melhor o sabor natural dos alimentos. Portanto, a consistência nas pequenas reduções é mais importante do que buscar uma mudança radical de um dia para o outro.

Tags: como reduzirconsumo de açúcarDicasdocessaúdevício em açúcar
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