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Discalculia: transtorno dificulta aprendizagem da matemática em crianças

Por Larissa
17/02/2026
Em Saúde
Discalculia: transtorno dificulta aprendizagem da matemática em crianças

Créditos: depositphotos.com / AllaSerebrina

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A discalculia tem ganhado mais atenção nos últimos anos, principalmente entre famílias e profissionais da educação que acompanham crianças em fase escolar. O que muitas pessoas enxergam apenas como “dificuldade em matemática” pode, na verdade, ser um transtorno específico de aprendizagem que afeta a forma como o cérebro compreende e processa números. Identificar esse quadro cedo permite, portanto, organizar estratégias pedagógicas e terapêuticas mais adequadas ao longo da vida acadêmica.

O que é discalculia e como ela afeta o dia a dia?

A discalculia define um transtorno específico de aprendizagem com prejuízo na matemática. Ela não está ligada à falta de esforço, preguiça ou ensino de baixa qualidade, mas sim a um modo diferente de funcionamento cerebral em relação a números, quantidades e operações. Em outras palavras, o cérebro processa informações numéricas de forma distinta. Pessoas com esse quadro podem ter dificuldade para compreender o valor posicional dos algarismos, lembrar fatos aritméticos básicos ou perceber relações simples entre quantidades.

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No cotidiano, a discalculia matemática pode aparecer de várias formas: problemas para organizar contas no caderno, confusão entre sinais de soma, subtração, multiplicação e divisão, ou ainda receio de participar de atividades que envolvem cálculo. Além disso, erros de estimativa de tempo e de distância surgem com frequência. Em adultos, ela pode gerar obstáculos em situações como gerenciar orçamento doméstico, interpretar planilhas de trabalho ou comparar preços em compras, o que reforça, portanto, a importância de um acompanhamento adequado desde cedo. Entretanto, com apoio correto, muitas pessoas aprendem a contornar essas dificuldades e constroem rotinas mais funcionais.

Quais são os principais sintomas da discalculia?

Os sinais costumam ser notados nos primeiros anos de escola, quando a criança passa a ter contato mais estruturado com a matemática. A dificuldade não aparece apenas em conteúdos avançados, mas já nas bases numéricas. Então, a atenção a essas manifestações iniciais faz muita diferença. De modo geral, a pessoa apresenta dificuldades persistentes, que se mantêm mesmo com explicações repetidas e apoio escolar. Entre os indícios mais descritos estão problemas para compreender quantidades, ordenar números ou realizar contas simples de cabeça.

Alguns sintomas comuns associados à discalculia infantil incluem:

  • Dificuldade para associar números às respectivas quantidades de objetos.
  • Erro frequente ao contar, mesmo em sequências curtas.
  • Demora para entender conceitos como “maior que”, “menor que” ou “igual”.
  • Problemas para memorizar tabuada e outras combinações básicas.
  • Confusão ao alinhar números em operações de soma e subtração.
  • Insegurança e evitação de atividades que envolvem cálculo.

Esses sinais precisam ser observados ao longo do tempo. Quando persistem por meses, apesar de reforço pedagógico adequado, especialistas costumam recomendar avaliação mais detalhada para investigar um possível transtorno de aprendizagem em matemática. Em suma, não se trata de “fase” passageira se o quadro se mostra constante. Sem esse cuidado, o estudante pode desenvolver sentimentos de fracasso escolar e evitar situações em que a habilidade numérica é exigida, o que, então, pode interferir até em escolhas profissionais futuras.

Como é feito o diagnóstico da discalculia?

O diagnóstico de discalculia não se baseia em um único teste rápido. Em geral, envolve uma bateria de avaliações conduzidas por profissionais especializados, como psicólogos, neuropsicólogos e, em alguns casos, neurologistas. Portanto, o processo não acontece de forma simplista. O objetivo é mapear o desempenho da pessoa em diferentes áreas da matemática, além de analisar memória, atenção, linguagem e outras funções cognitivas.

Esse processo costuma incluir:

  1. Entrevista inicial com responsáveis e, quando possível, com professores, para entender histórico escolar e comportamentos observados.
  2. Aplicação de testes padronizados de habilidades matemáticas, leitura e escrita, para verificar se o prejuízo é específico dos números ou se afeta outras áreas.
  3. Exclusão de outras causas, como deficiência intelectual, problemas de visão ou audição não corrigidos, ausências prolongadas na escola ou fatores emocionais significativos.
  4. Análise do histórico de desenvolvimento, com atenção a quando as dificuldades em matemática começaram a aparecer.

Em adolescentes e adultos, a confirmação da discalculia exige evidências de que as dificuldades já estavam presentes na infância, mesmo que o transtorno só tenha sido nomeado mais tarde. Quando a dificuldade numérica surge de forma súbita em fases posteriores da vida, profissionais costumam investigar causas neurológicas adquiridas, como lesões ou doenças específicas, que demandam outro tipo de abordagem. Então, em suma, o diagnóstico de discalculia é cuidadoso, detalhado e leva em conta toda a história de aprendizagem, não apenas um momento isolado.

Discalculia tem cura? Como é o tratamento?

A discalculia é considerada uma condição crônica do neurodesenvolvimento, ou seja, tende a acompanhar a pessoa ao longo da vida. Isso não significa que o indivíduo permanecerá com o mesmo nível de dificuldade para sempre. Com intervenção adequada, é possível avançar na aprendizagem matemática e desenvolver estratégias compensatórias para lidar com desafios cotidianos. Portanto, o foco recai em adaptação, evolução e qualidade de vida, e não em “curar” algo que faz parte do modo de funcionamento do cérebro.

Entre as medidas mais utilizadas no tratamento da discalculia estão:

  • Intervenção pedagógica especializada, com atividades adaptadas ao ritmo do estudante, uso de materiais concretos e foco em conceitos básicos de número e quantidade.
  • Atendimento psicopedagógico ou neuropsicológico, que trabalha habilidades cognitivas relacionadas, como memória de trabalho, atenção e raciocínio lógico.
  • Adequações escolares, por exemplo mais tempo para realizar provas, uso de calculadora em determinadas situações ou avaliações diferenciadas.
  • Uso de tecnologias, como aplicativos educativos, jogos digitais e recursos visuais que facilitam a compreensão de operações e sequências numéricas.

Na vida adulta, muitas pessoas aprendem a manejar a discalculia em adultos com o apoio de ferramentas digitais, organização financeira assistida e planejamento de rotinas que reduzam situações de pressão com cálculos rápidos. Além disso, técnicas de anotação, listas e planilhas simples ajudam na tomada de decisão numérica. A orientação de profissionais continua sendo recomendada para ajustar essas estratégias às necessidades de cada indivíduo. Em suma, o tratamento busca reduzir o impacto da discalculia no dia a dia e ampliar a autonomia, respeitando o ritmo e o estilo de aprendizagem de cada pessoa.

FAQ – Perguntas frequentes sobre a discalculia

Discalculia é a mesma coisa que “bloqueio em matemática”?
Não. O “bloqueio” muitas vezes surge por experiências negativas, como humilhações ou ensino inadequado. A discalculia, entretanto, envolve um padrão de dificuldade consistente desde cedo, mesmo com explicações claras e reforço. Em suma, o bloqueio pode diminuir com mudança de metodologia; já a discalculia pede avaliação e intervenção específicas.

Quem tem discalculia sempre vai depender de calculadora?
Não necessariamente. Muitas pessoas usam a calculadora como recurso de apoio, assim como outras usam corretores ortográficos para escrever. Entretanto, com treino e estratégias adequadas, a pessoa pode realizar vários tipos de cálculo simples sem ajuda. Portanto, a calculadora funciona como ferramenta, não como limitação absoluta.

Discalculia afeta apenas a matemática escolar?
Não. Ela impacta também situações práticas, como planejar gastos, entender descontos, dividir a conta em um restaurante ou interpretar horários. Então, o acompanhamento não deve focar só na nota da prova, mas também nas habilidades para o dia a dia.

A discalculia pode aparecer junto com outros transtornos?
Sim. Ela pode ocorrer associada à dislexia, ao TDAH ou a outros transtornos do neurodesenvolvimento. Portanto, uma avaliação ampla ajuda a entender todo o perfil da pessoa e a organizar um plano de intervenção mais completo.

O que os pais podem fazer em casa para ajudar?
Os pais podem, por exemplo, usar jogos de tabuleiro, atividades com receitas, tarefas de organização de compras e uso de dinheiro fictício para treinar noções de número e quantidade. Em suma, transformar a matemática em algo concreto, visual e menos ameaçador contribui para a confiança e para o aprendizado.

Tags: bem-estarDiscalculiamatemáticasaúdetranstornos psicológicos
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