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Quantidade ou tipo de bebida: o que é pior para o coração?

Por Lucas
18/02/2026
Em Saúde
Quantidade ou tipo de bebida: o que é pior para o coração?

Créditos: depositphotos.com / AndreyBezuglov

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Durante o Carnaval, o consumo de bebidas alcoólicas costuma aumentar de forma expressiva, o que chama a atenção de especialistas em saúde cardiovascular. Nesse período, muitos foliões acabam ingerindo álcool em grande quantidade e em pouco tempo, cenário que favorece alterações no funcionamento do coração e dos vasos sanguíneos. A combinação de calor, longas jornadas de festa e pouca hidratação intensifica ainda mais os efeitos da bebida no organismo e, portanto, amplia os riscos para quem já tem alguma predisposição a problemas cardíacos.

Cardiologistas alertam que tanto destilados quanto bebidas fermentadas podem impactar o sistema cardiovascular quando consumidos em excesso. Entretanto, a questão central, segundo diversos estudos recentes, não está apenas no rótulo da garrafa, mas sobretudo na quantidade total de álcool ingerida e na forma de consumo, especialmente quando ocorre o chamado “beber em binge”, isto é, doses repetidas em curto intervalo de tempo. Em suma, o padrão de consumo ao longo do dia, associado ao contexto do Carnaval, define grande parte do risco para o coração.

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O que é pior para o coração: quantidade de álcool ou tipo de bebida?

Em suma, a grande parte das pesquisas aponta que o principal fator de risco cardiovascular é o volume de álcool que entra na circulação sanguínea, independentemente de vir de cerveja, vinho, uísque, vodca ou outras opções. Quando a ingestão acontece de maneira intensa, o organismo passa por mudanças agudas, como aumento da pressão arterial, aceleração dos batimentos e sobrecarga do músculo cardíaco. Além disso, o álcool também interfere no equilíbrio de eletrólitos, como potássio e magnésio, o que favorece ainda mais o surgimento de arritmias.

Por outro lado, o tipo de bebida não é totalmente irrelevante. Destilados, como uísque, gin, cachaça e vodca, têm teor alcoólico em torno de 40%, o que significa que pequenas quantidades já elevam rapidamente a concentração de álcool no sangue. Já as bebidas fermentadas, como cerveja e vinho, apresentam teor menor, mas costumam ser consumidas em maior volume. Assim, a discussão sobre o que é mais prejudicial envolve tanto a força da bebida quanto o padrão de consumo ao longo do dia e, então, a forma como cada pessoa organiza sua rotina de festa, alimentação e descanso.

Como o consumo exagerado de álcool afeta o coração?

O impacto do consumo abusivo de álcool no sistema cardiovascular vai além de uma simples ressaca. Estudos clínicos descrevem um conjunto de alterações conhecido como “síndrome do coração de feriado”, caracterizada principalmente por fibrilação atrial, uma arritmia em que os batimentos ficam desorganizados. Esse quadro pode surgir em pessoas sem histórico prévio de doença cardíaca, apenas após episódios de ingestão intensa de bebida alcoólica. Portanto, mesmo quem se considera “saudável” precisa de cautela.

Nesse cenário, alguns riscos costumam ser destacados:

  • Fibrilação atrial: batimentos irregulares que aumentam o risco de formação de coágulos no coração.
  • AVC isquêmico: coágulos podem migrar do átrio esquerdo para o cérebro, obstruindo vasos sanguíneos.
  • Crises hipertensivas: elevação repentina da pressão arterial durante ou após o consumo pesado.
  • Alterações hemodinâmicas: queda ou oscilação da pressão, com possibilidade de mal-estar intenso e desmaios.
  • Morte súbita: em casos extremos, arritmias graves relacionadas ao álcool podem ser fatais.

Associado a isso, o álcool em excesso interfere na condução elétrica do coração, na contração do músculo cardíaco e no tônus dos vasos. Em indivíduos com doenças pré-existentes, esses efeitos tendem a ser ainda mais relevantes e exigem atenção especial. Em suma, o corpo entra em um estado de estresse cardiovascular que se soma a outros fatores típicos do Carnaval, como privação de sono, alimentação desregulada e uso simultâneo de energéticos ou outras substâncias estimulantes.

Bebidas destiladas e fermentadas oferecem riscos diferentes?

No caso das bebidas destiladas, o alto teor alcoólico faz com que pequenas doses causem intoxicação mais rápida. Isso aumenta de forma aguda o risco de arritmias, quedas de pressão, alterações de consciência e sobrecarga cardíaca. Em festas prolongadas como o Carnaval, é comum que essas bebidas sejam misturadas com energéticos ou refrigerantes, o que pode mascarar a percepção de embriaguez e facilitar o exagero. Portanto, quem opta por destilados precisa redobrar a atenção a intervalos, ingestão de água e sinais do próprio corpo.

Já as bebidas fermentadas, como cerveja e vinho, têm teor alcoólico mais baixo, mas são ingeridas em grandes quantidades e ao longo de muitas horas. Esse padrão de consumo está associado a:

  • Ganho de peso e aumento de gordura abdominal;
  • Elevação de triglicerídeos e colesterol no sangue;
  • Esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado);
  • Síndrome metabólica, combinação de obesidade central, pressão alta, glicose alterada e dislipidemia.

Todos esses fatores são reconhecidos como elementos que aumentam o risco de infarto, insuficiência cardíaca e outras doenças cardiovasculares ao longo dos anos. Assim, tanto o “gole forte” dos destilados quanto o consumo prolongado de cerveja ou vinho podem contribuir para o desgaste do coração, cada um à sua maneira. Em suma, não existe bebida alcoólica “segura” quando o consumo se torna abusivo e frequente.

Quais cuidados ajudam a proteger o coração durante o Carnaval?

Profissionais de saúde costumam reforçar algumas orientações simples para reduzir o impacto do álcool no sistema cardiovascular, especialmente em pessoas com histórico de pressão alta, doença coronariana, insuficiência cardíaca ou arritmias. Portanto, planejar a folia com antecedência e estabelecer limites claros faz diferença real na proteção do coração.

  1. Conhecer os próprios limites: evitar sequências de doses em curto espaço de tempo e preferir intervalos entre um drink e outro. Então, vale definir previamente um número máximo de doses e combinar com amigos para que todos se monitorem.
  2. Priorizar a hidratação: intercalar água com as bebidas alcoólicas ajuda a reduzir efeitos de desidratação e queda de pressão. Além disso, em dias muito quentes, a ingestão de água precisa aumentar ainda mais para compensar o suor intenso.
  3. Não beber em jejum: fazer refeições leves e frequentes diminui a absorção rápida de álcool. Em suma, lanches com frutas, carboidratos complexos e alguma fonte de proteína fornecem energia e reduzem picos de álcool no sangue.
  4. Respeitar orientações médicas: quem usa remédios para pressão, coração ou anticoagulantes deve conversar previamente com o cardiologista sobre consumo de álcool. Portanto, ajustar doses, horários ou, em alguns casos, evitar completamente a bebida, previne descompensações graves.
  5. Observar sinais de alerta: palpitações, dor no peito, falta de ar, tontura intensa ou desmaios indicam necessidade de avaliação imediata. Então, diante de qualquer um desses sintomas, a pessoa não deve “esperar passar”, e sim buscar atendimento de urgência.

Para indivíduos com doenças cardiovasculares já diagnosticadas, muitos especialistas sugerem evitar a ingestão de bebidas alcoólicas, sobretudo em situações que favoreçam o excesso, como blocos de rua, festas aglomeradas e eventos prolongados. Em suma, a mensagem central se mantém: a relação entre álcool e coração depende menos do rótulo e mais da quantidade, da frequência e da condição de saúde de cada pessoa. Moderar o consumo, manter hábitos de vida saudáveis e buscar acompanhamento médico regular continuam sendo medidas importantes para atravessar o Carnaval com o coração em ritmo seguro.

FAQ – Perguntas frequentes sobre álcool, coração e Carnaval

1. Existe uma quantidade “segura” de álcool para o coração durante o Carnaval?
Não existe um nível totalmente isento de risco, mas, em geral, recomenda-se não ultrapassar 1 dose por dia para mulheres e 2 para homens, em dias não consecutivos. Durante o Carnaval, entretanto, muitas pessoas concentram várias doses em poucas horas, o que aumenta muito o risco, mesmo que o total da semana pareça “moderado”.

2. Beber só no Carnaval pode causar problema cardíaco mesmo em quem não bebe o resto do ano?
Sim. O padrão de “beber em binge” em poucos dias já pode desencadear a síndrome do coração de feriado, com arritmias e picos de pressão, mesmo em pessoas sem histórico de doença cardíaca. Portanto, o risco não depende apenas da frequência anual, mas também da intensidade de cada episódio.

3. Energético com álcool faz mais mal para o coração?
Faz. Os energéticos contêm estimulantes, como cafeína em altas doses, que elevam frequência cardíaca e pressão. Quando combinados ao álcool, mascaram a sensação de embriaguez e levam ao consumo maior de bebida. Em suma, essa mistura favorece arritmias, crises hipertensivas e, em casos extremos, morte súbita.

4. Quem tem pressão alta controlada pode beber no Carnaval?
Depende do caso. Algumas pessoas, com pressão bem controlada e liberadas pelo cardiologista, podem consumir quantidades muito moderadas, sempre com boa hidratação e alimentação adequada. Entretanto, outros pacientes, principalmente aqueles com pressão descontrolada, histórico de AVC ou insuficiência cardíaca, devem evitar o álcool. A decisão precisa acontecer junto ao médico assistente.

5. O que fazer no dia seguinte se o coração parecer “acelerado” depois da bebida?
Primeiro, a pessoa deve interromper completamente o álcool, hidratar-se bem, alimentar-se de forma leve e tentar descansar. Se a sensação de coração acelerado, palpitações, dor no peito, falta de ar ou tontura persistir por mais de alguns minutos, então é fundamental procurar atendimento médico, pois pode haver uma arritmia ou outra complicação aguda relacionada ao álcool.

Tags: alcoolbebidacardiovascularcoraçãoquantidadesaúde
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