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Saiba os tipos de câncer que são silenciosos e seus sintomas

Por Larissa
20/02/2026
Em Saúde
Saiba os tipos de câncer que são silenciosos e sintomas

Créditos: depositphotos.com / HayDmitriy

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Em alguns tipos de câncer, os sinais demoram a aparecer ou surgem de forma muito discreta. Nesses casos, a pessoa pode seguir a rotina normalmente, acreditando que está saudável, enquanto o tumor se desenvolve de maneira silenciosa. Profissionais de saúde destacam com frequência a importância de consultar o médico regularmente, mesmo na ausência de sintomas evidentes, pois a detecção precoce aumenta as chances de tratamento bem-sucedido e melhora a qualidade de vida.

O que é câncer silencioso e por que recebe esse nome?

O termo câncer silencioso se refere a tumores que, nas fases iniciais, não provocam sintomas marcantes ou específicos. Em muitos casos, o crescimento ocorre de forma lenta, não há dor e os sinais que surgem podem ser confundidos com problemas do dia a dia, como cansaço, alterações intestinais leves ou desconforto abdominal. Isso não significa que o tumor seja sempre mais agressivo, mas que sua detecção precoce depende menos de queixas e mais de vigilância clínica constante e organizada.

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Outra característica comum é o fato de alguns tumores se desenvolverem em órgãos com espaço interno suficiente para crescer antes de causar compressões ou falhas importantes. Além disso, manifestações iniciais podem ser genéricas, como perda de apetite ou fadiga, o que dificulta a associação direta com câncer.

Quais tipos de câncer costumam ser mais “silenciosos”?

Alguns tumores são frequentemente citados quando o assunto é câncer silencioso, justamente porque tendem a apresentar poucos sintomas no início. Entre eles estão neoplasias de ovário, pâncreas, rim e pulmão, embora outros tipos também possam se manifestar de forma discreta. Em muitos casos, o diagnóstico ocorre durante exames solicitados por outros motivos, o que mostra como a investigação de rotina pode fazer diferença. Em suma, essa descoberta “ao acaso” reforça a relevância de manter um acompanhamento médico regular, mesmo quando a pessoa se sente bem.

Câncer de ovário
É comum o surgimento de desconforto abdominal inespecífico, sensação de inchaço ou alterações discretas no funcionamento do intestino. Como esses sintomas lembram quadros digestivos comuns, costumam ser subestimados. Então, muitas mulheres só procuram ajuda quando o quadro já se encontra mais avançado. Em fases iniciais, também podem aparecer sensação de saciedade rápida, aumento discreto do volume abdominal e necessidade mais frequente de urinar, o que muitas vezes é atribuído a alterações hormonais, estresse ou ganho de peso.

Câncer de pâncreas
Este tipo de câncer pode evoluir por algum tempo sem sinais específicos; quando aparecem, perda de apetite, emagrecimento involuntário e dor abdominal leve podem ser atribuídos a outras causas, como gastrite ou estresse, o que atrasa o diagnóstico. Em alguns casos, surgem náuseas, alteração das fezes (mais claras ou gordurosas) e icterícia (amarelamento da pele e dos olhos), mas nem sempre esses sinais são imediatos. Fatores como tabagismo, pancreatite crônica, obesidade e histórico familiar aumentam a necessidade de vigilância.

Câncer de rim
O câncer de rim também pode permanecer assintomático por um período, sendo identificado em ultrassonografias ou tomografias realizadas por outros motivos, como avaliação de dores lombares ou checagens de rotina. Em estágios mais avançados, podem surgir sangue na urina, dor lombar ou massa palpável. Outros sinais possíveis incluem fadiga, febre baixa persistente e perda de peso, que facilmente se confundem com problemas do dia a dia. Esse caráter “ocasional” do diagnóstico mostra como exames de imagem indicados pelo médico podem ser decisivos.

Câncer de pulmão
No câncer de pulmão, nos estágios iniciais, a tosse leve e persistente ou o cansaço podem ser associados ao tabagismo, alergias ou infecções, retardando a procura por avaliação especializada. Pequenas alterações respiratórias, dor torácica discreta ou falta de ar aos esforços podem ser interpretadas como “falta de condicionamento físico” ou consequências da idade. Em fumantes ou ex-fumantes, a tendência é normalizar esses sintomas, o que reforça a importância de rastreamento direcionado em grupos de maior risco, quando indicado por diretrizes médicas.

Outros tumores que podem ser silenciosos
Além desses, outros tipos de câncer também podem se comportar de forma silenciosa, dependendo da localização e do tamanho do tumor. Alguns cânceres colorretais, por exemplo, podem evoluir inicialmente com pequenas alterações no hábito intestinal ou presença de sangue oculto nas fezes, sem dor intensa. Já certos tumores de fígado podem crescer sem sintomas claros, causando apenas mal-estar vago, cansaço ou perda de apetite. Em todos esses casos, a persistência e a progressão dos sinais se tornam pontos de alerta importantes, principalmente em pessoas que já apresentam fatores de risco, como fumo prolongado ou histórico familiar.

Fatores de risco e sinais que merecem atenção

  • Idade avançada: o risco geral de câncer aumenta com o envelhecimento, pois as células acumulam mais alterações ao longo do tempo.
  • Histórico familiar e predisposição genética: casos de câncer em parentes próximos, sobretudo em idades jovens, podem indicar maior vulnerabilidade e necessidade de acompanhamento especializado.
  • Tabagismo e exposição à fumaça do cigarro: relacionados a diversos tipos de câncer, como pulmão, boca, bexiga, pâncreas e rim.
  • Consumo abusivo de álcool: associado a tumores de fígado, boca, esôfago, mama e outros.
  • Sedentarismo e obesidade: contribuem para alterações metabólicas e inflamatórias que favorecem o desenvolvimento de diferentes neoplasias.
  • Exposição ocupacional e ambiental a substâncias químicas: como agrotóxicos, solventes, amianto e outros agentes carcinogênicos.
  • Infecções crônicas: por exemplo, infecção por HPV, hepatites virais B e C ou Helicobacter pylori, que podem aumentar o risco de câncer em órgãos específicos.

Sinais gerais de alerta no organismo

Certas mudanças gerais no organismo também merecem observação, principalmente quando persistem por semanas ou pioram com o tempo. Alguns exemplos frequentes são:

  • Perda de peso sem explicação aparente;
  • Cansaço constante, mesmo após descanso adequado;
  • Alterações duradouras no hábito intestinal ou urinário;
  • Tosse ou rouquidão que não melhoram;
  • Carocinhos, nódulos ou inchaços que não desaparecem

Quando procurar ajuda médica

  • Quando um sintoma se mantém por mais de 2 a 3 semanas sem melhora.
  • Quando há piora progressiva, como aumento de dor, sangramentos ou perda de peso.
  • Quando surgem sintomas novos em pessoas com alto risco (fumantes, histórico familiar importante, doenças crônicas pré-existentes).
  • Quando exames de rotina apontam alterações persistentes, mesmo que discretas.

Esses sintomas podem estar associados a diversos problemas benignos, como infecções, distúrbios hormonais ou doenças crônicas não oncológicas. A função do médico é justamente investigar, solicitar exames quando necessários e definir se há relação com algum tipo de câncer ou com outras condições. Em suma, o objetivo não é gerar medo constante, mas incentivar uma postura de atenção equilibrada, em que a pessoa reconhece sinais persistentes, busca avaliação e evita tanto o alarmismo quanto a negligência.

Como o diagnóstico precoce do câncer silencioso é possível?

Apesar da falta de sinais marcantes, o diagnóstico precoce do câncer silencioso é possível por meio de estratégias de rastreamento e acompanhamento periódico. Alguns exames são recomendados para grupos específicos, de acordo com idade, sexo e histórico pessoal ou familiar. O objetivo é detectar alterações ainda em fase inicial, quando as chances de controle são, em geral, maiores. Portanto, seguir calendários de rastreamento propostos por sociedades médicas e instituições de saúde se torna uma forma prática de prevenção e cuidado.

Entre os exames mais utilizados na rotina estão:

  1. Mamografia, indicada para rastrear tumores de mama em determinadas faixas etárias;
  2. Exame citopatológico do colo do útero (Papanicolau), voltado à detecção de alterações precursoras do câncer de colo uterino;
  3. Colonoscopia, que avalia o intestino grosso e pode identificar pólipos e lesões iniciais;
  4. Exames de imagem, como ultrassom, tomografia ou ressonância, quando há indicação clínica.

Além desses, exames laboratoriais e testes específicos podem ser solicitados conforme a necessidade individual. Então, a regularidade das consultas permite que o profissional acompanhe a evolução de resultados ao longo do tempo, identifique pequenas mudanças e conduza a investigação de forma mais precisa. Entretanto, é importante evitar exames desnecessários ou sem indicação, já que o excesso de testes também pode gerar ansiedade, custos elevados e achados que não trazem benefício real.

FAQ – Perguntas frequentes sobre câncer silencioso

1. Câncer silencioso sempre evolui rapidamente?
Não. Alguns cânceres silenciosos evoluem de forma lenta, enquanto outros progridem com maior velocidade. O que os caracteriza não é a rapidez, e sim a ausência de sintomas específicos no começo. Portanto, mesmo tumores de crescimento lento podem ser perigosos se o diagnóstico demorar.

2. Exames de sangue comuns conseguem detectar câncer silencioso?
Exames de sangue de rotina, como hemograma e dosagem de colesterol, geralmente não servem para diagnosticar câncer de forma direta. Entretanto, podem apontar alterações que motivam uma investigação mais detalhada. Em alguns casos, o médico solicita marcadores tumorais específicos, mas eles não substituem exames de imagem ou biópsias.

3. Pessoas jovens também podem ter câncer silencioso?
Sim. Embora a idade avançada aumente o risco geral de câncer, adultos jovens e até adolescentes também podem desenvolver tumores com poucos sintomas iniciais. Então, qualquer mudança persistente no corpo merece atenção, independentemente da idade, principalmente se houver histórico familiar importante.

4. Todo nódulo ou inchaço indica câncer?
Não. Muitas vezes, nódulos e inchaços se relacionam a inflamações, cistos ou outras condições benignas. Entretanto, quando essas alterações não desaparecem em algumas semanas, aumentam de tamanho ou causam dor persistente, a avaliação médica se torna fundamental para descartar câncer ou tratar outras doenças.

5. Alterar a alimentação “cura” ou impede o câncer silencioso?
Alimentação equilibrada ajuda na prevenção e favorece a resposta ao tratamento, mas não cura o câncer sozinha, nem impede totalmente o surgimento de um tumor silencioso. Portanto, uma dieta saudável deve se somar a outros cuidados, como não fumar, praticar exercícios, manter acompanhamento médico e seguir o tratamento indicado caso exista um diagnóstico.

Tags: bem-estarcâncersaúde
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