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Comer ovos todos os dias pode fazer mal? Saiba mais

Por Larissa
20/02/2026
Em Bem-estar, Saúde
Comer ovo todos os dias pode fazer mal? Saiba mais

Créditos: depositphotos.com / AndrewTovstyzhenko

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Durante muito tempo, o consumo de ovos gerou dúvidas e restrições, principalmente por causa do teor de colesterol presente na gema. Com o avanço das pesquisas em nutrição, entretanto, a percepção sobre esse alimento mudou de forma significativa. Hoje, muitos profissionais de saúde enxergam o ovo como um aliado importante na alimentação diária, desde que inserido em um contexto de dieta equilibrada e hábitos saudáveis. Portanto, ao analisar o papel do ovo na rotina, é fundamental considerar o conjunto da alimentação e o estilo de vida, e não apenas um único alimento isolado.

Quantos ovos podem ser consumidos por dia com segurança?

A literatura científica disponível até 2026 mostra que, em adultos saudáveis, o consumo diário de 1 a 3 ovos costuma se encaixar bem em uma alimentação balanceada. Em diversos estudos, essa quantidade não provocou piora nos níveis de colesterol sanguíneo em pessoas sem doenças cardiovasculares diagnosticadas. Além disso, pesquisas recentes apontam que essa faixa de consumo pode contribuir para melhor controle da fome e manutenção de massa muscular em dietas de emagrecimento. Ainda assim, não existe um número único que sirva para toda a população, pois idade, peso, rotina de atividade física e presença de outras doenças interferem nessa conta.

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De modo geral, profissionais de saúde avaliam o ovo dentro do conjunto da dieta. Portanto, se o restante do cardápio já concentra excesso de gorduras saturadas, frituras frequentes e produtos ultraprocessados, o limite de ovos por dia tende a ficar mais conservador. Uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e fontes de gordura de boa qualidade costuma reduzir o impacto de alimentos que contêm colesterol.

Ovo no dia a dia: quais são os principais benefícios nutricionais?

O ovo se destaca como uma fonte de proteína de alto valor biológico, fornecendo todos os aminoácidos essenciais em proporções adequadas. Esse perfil favorece a manutenção de massa muscular, o reparo de tecidos e o suporte ao sistema imunológico. Por isso, muitas pessoas utilizam o ovo em dietas de reeducação alimentar, ganho de massa magra e em rotinas com maior demanda energética. Portanto, quem pratica atividade física regularmente tende a se beneficiar do consumo de ovos, desde que os inclua em uma estratégia nutricional equilibrada.

Além da proteína, o ovo oferece uma combinação de micronutrientes relevantes:

  • Vitaminas do complexo B, como B2, B6 e B12, relacionadas ao metabolismo energético e à formação de células sanguíneas;
  • Vitamina D, que participa da saúde óssea e da função imunológica;
  • Colina, nutriente ligado ao funcionamento adequado do cérebro e da saúde das membranas celulares;
  • Luteína e zeaxantina, carotenoides com ação antioxidante associados à proteção da visão.

Além desses nutrientes já conhecidos, estudos mais recentes destacam que o ovo contém pequenas quantidades de selênio, zinco e ferro, que contribuem para o sistema de defesa do organismo e para o metabolismo de hormônios. Alguns trabalhos também vêm explorando peptídeos presentes na proteína do ovo, com potencial ação antioxidante e anti-inflamatória, embora essa área ainda esteja em desenvolvimento. Então, quando você inclui o ovo de maneira regular, mas equilibrada, tende a melhorar a densidade nutricional das refeições sem elevar muito o custo da alimentação.

O colesterol do ovo é um problema para o coração?

A discussão sobre quantos ovos por dia podem entrar na rotina costuma esbarrar no tema colesterol. A gema realmente contém colesterol, entretanto pesquisas recentes mostram que, em indivíduos saudáveis, o colesterol ingerido na alimentação exerce impacto menor sobre o colesterol sanguíneo do que se imaginava no passado. Aspectos como consumo elevado de gorduras saturadas, excesso de calorias, sedentarismo e tabagismo pesam mais sobre o risco cardiovascular. Portanto, focar apenas no ovo e ignorar fatores como cigarro, falta de exercício e alto consumo de fast food leva a conclusões equivocadas.

Estudos observacionais e ensaios clínicos apontam que o consumo moderado de ovos, dentro de uma dieta equilibrada, não se associa de forma consistente ao aumento de eventos cardiovasculares em pessoas sem doenças prévias. Em suma, para a maior parte dos adultos saudáveis, comer ovos diariamente em quantidade moderada tende a ser seguro quando a qualidade geral da dieta se mantém boa. No entanto, em indivíduos com hipercolesterolemia familiar, histórico de infarto, AVC ou outras condições cardiovasculares, a recomendação costuma ser individualizada, com avaliação detalhada do número de ovos por semana e da forma de preparo.

Então, quem já apresenta doença cardiovascular ou colesterol persistentemente elevado precisa conversar com médico e nutricionista antes de aumentar o consumo de ovos. Nesses casos, o profissional também analisa a relação entre LDL (“colesterol ruim”), HDL (“colesterol bom”) e triglicerídeos, além de outros fatores de risco, como pressão alta, diabetes e histórico familiar.

Em quais situações é preciso limitar quantos ovos por dia?

Embora o ovo possa integrar a rotina alimentar da maioria da população, alguns grupos precisam de atenção especial. Pessoas com doenças do fígado, alterações importantes no perfil lipídico, resistência à insulina avançada ou uso de determinadas medicações, em geral, recebem orientações mais restritivas quanto ao consumo. Em suma, quanto mais complexo o quadro de saúde, maior a necessidade de individualizar a recomendação sobre ovos e outros alimentos ricos em colesterol.

Entre as situações em que a quantidade de ovos por dia pode ser revista, destacam-se:

  • Diagnóstico de doenças cardiovasculares estabelecidas;
  • Histórico familiar forte de colesterol muito alto ou infarto precoce;
  • Hipercolesterolemia familiar confirmada;
  • Presença de outras fontes ricas em colesterol e gordura saturada na dieta diária;
  • Quadros de alergia ao ovo, mais comuns na infância, mas possíveis em adultos.

Nesses casos, médico e nutricionista costumam definir em conjunto quantos ovos entram no cardápio, levando em conta exames laboratoriais atualizados e o contexto geral da alimentação. Então, em vez de eliminar totalmente o ovo por conta própria, o ideal é ajustar a frequência e a forma de preparo sob orientação. Portanto, quem se enquadra em grupos de risco deve evitar decisões extremas, como cortar o ovo de vez ou exagerar no consumo sem monitoramento.

Como incluir o ovo na alimentação de forma mais saudável?

Além da quantidade, a maneira de preparar o alimento também interfere no impacto sobre a saúde. O mesmo número de ovos por dia pode gerar efeitos distintos dependendo das técnicas culinárias e dos acompanhamentos escolhidos. Métodos que utilizam menos gordura adicionada costumam aparecer com mais frequência nas orientações nutricionais. Portanto, técnicas como cozido, pochê ou assado geralmente se mostram mais interessantes que frituras imersas em óleo.

  1. Priorizar versões cozidas, pochê ou mexidas com pouca gordura;
  2. Evitar associar o ovo a grandes quantidades de embutidos, como bacon e linguiça;
  3. Utilizar óleos em pequena quantidade e, quando possível, optar por gorduras de melhor perfil lipídico;
  4. Combinar o ovo com vegetais, grãos integrais e fontes de fibras para equilibrar o prato;
  5. Dar atenção ao sal e a temperos prontos ricos em sódio, preferindo ervas frescas ou secas.

FAQ – Perguntas frequentes sobre o consumo de ovos

1. Comer ovo à noite faz mal?
Não necessariamente. Portanto, o consumo de ovo à noite pode ser bem tolerado e até ajudar na saciedade antes de dormir, especialmente quando preparado de forma leve, como cozido ou mexido com poucos temperos. Entretanto, pessoas com refluxo ou digestão muito lenta podem preferir evitar refeições muito volumosas ou gordurosas nesse horário.

2. Quem quer emagrecer pode comer ovos todos os dias?
Sim, em muitos casos. Então, os ovos podem fazer parte de estratégias de emagrecimento, pois oferecem proteína de alta qualidade e boa saciedade com quantidade moderada de calorias. Além disso, quando a pessoa distribui essa proteína ao longo do dia, costuma preservar melhor a massa muscular durante o déficit calórico. Entretanto, é essencial que o total de calorias diárias, a forma de preparo e o restante da dieta sigam alinhados ao plano de perda de peso.

3. Ovo caipira é melhor que ovo comum?
O valor proteico é semelhante, porém ovos caipiras tendem a apresentar diferenças no perfil de gorduras e em alguns micronutrientes, dependendo da alimentação das galinhas. Portanto, muitas vezes eles têm um pouco mais de carotenoides (como luteína) e podem conter melhor equilíbrio de gorduras. Em suma, ambos podem ser saudáveis; a escolha depende de acesso, custo e preferência.

4. Crianças podem comer ovo todos os dias?
Em geral, sim, desde que não haja alergia e que o consumo se mantenha adequado à idade e ao apetite da criança. Portanto, o ovo pode contribuir para o crescimento e para a oferta de nutrientes importantes na infância. Em alguns casos, profissionais de saúde utilizam o ovo como alternativa proteica para famílias com menor acesso a carnes. Entretanto, a quantidade e a frequência devem ser ajustadas por pediatra ou nutricionista, considerando o restante da alimentação.

5. É melhor comer somente a clara ou o ovo inteiro?
Depende do objetivo. Então, a clara é rica em proteína e praticamente não contém gordura ou colesterol, sendo útil em alguns casos específicos, como em determinadas fases de preparação física. Entretanto, a gema concentra a maior parte das vitaminas, minerais, colina e antioxidantes. Em suma, para a maioria das pessoas, consumir o ovo inteiro de forma moderada traz mais benefícios nutricionais do que restringir-se apenas à clara.

Tags: bem-estarovossaúde
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