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Café e chá podem ser aliados contra demência e Alzheimer; veja

Por Larissa
20/02/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / rfphoto Café e chá podem ser aliados contra demência e Alzheimer: veja

Créditos: depositphotos.com / rfphoto

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O hábito de consumir café e chá pela manhã, tão comum em diversos países, ganhou nova relevância com pesquisas recentes sobre saúde cerebral. Estudos de grande escala vêm apontando que a ingestão diária dessas bebidas pode estar associada a um risco reduzido de demência ao longo do envelhecimento. Esse tipo de evidência desperta interesse porque envolve substâncias presentes no cotidiano, acessíveis e culturalmente integradas à rotina de muitas pessoas.

Café e demência: qual é a relação apontada pelas pesquisas?

Estudos que acompanham grandes grupos de indivíduos por décadas observaram uma associação entre o consumo moderado de café e um risco menor de desenvolver demência. Em análises recentes, a ingestão diária de cerca de duas a três xícaras de café tradicional apareceu ligada a uma redução aproximada de 18% no risco de quadros demenciais. De forma semelhante, o consumo regular de chá com cafeína, em uma a duas xícaras por dia, esteve relacionado a uma diminuição ao redor de 14% nesse risco. Então, quando se fala em café e demência, os dados sugerem uma relação de proteção moderada, porém consistente.

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Além do impacto estatístico sobre a probabilidade de demência, essas bebidas se destacaram em testes objetivos de desempenho cognitivo. Participantes que mantinham o consumo moderado de café e chá apresentaram resultados superiores em tarefas de atenção sustentada, velocidade de processamento e memória verbal imediata. Esses achados sugerem que os efeitos não se limitam ao longo prazo, mas também se refletem no funcionamento diário do cérebro. Entretanto, é fundamental lembrar que esses estudos observacionais não comprovam causa e efeito de forma absoluta; eles indicam tendências fortes que precisam de confirmação em ensaios clínicos mais controlados.

Como o café ajuda a proteger o cérebro contra a demência?

A relação entre os dois envolve múltiplos mecanismos biológicos. Um deles passa pela ação da cafeína nos receptores de adenosina A1 e A2A. Ao bloquear esses receptores, a cafeína contribui para manter a atividade neural mais estável, favorecendo a comunicação entre neurônios e a plasticidade sináptica, que é essencial para aprendizado e memória. Portanto, a cafeína atua como um modulador que, em doses moderadas, pode otimizar o estado de alerta sem necessariamente causar hiperestimulação em pessoas saudáveis.

Outro ponto central diz respeito ao acúmulo da proteína beta-amiloide, associado ao desenvolvimento da doença de Alzheimer. Evidências experimentais indicam que a cafeína pode reduzir a deposição dessa proteína no cérebro, o que seria um dos pilares do efeito neuroprotetor observado em estudos populacionais. Paralelamente, o café apresenta propriedades anti-inflamatórias e pode melhorar a sensibilidade à insulina, interferindo em fatores de risco conhecidos, como o diabetes tipo 2. Então, quando se observa o impacto metabólico e inflamatório, o café mostra um potencial adicional de proteção indireta contra a demência.

Pesquisadores destacam ainda o chamado “efeito comitiva”, que envolve não apenas a cafeína, mas o conjunto de compostos presentes no grão. Entre eles estão ácido clorogênico, polifenóis e outros fenóis com ação antioxidante. Em vez de focar na substância isolada, a ciência tem observado que a combinação desses elementos parece mais relevante para a proteção neural, o que ajuda a explicar por que cápsulas apenas de cafeína não reproduzem integralmente os resultados encontrados com o consumo da bebida.

Entretanto, a resposta ao café é bastante individual. Fatores genéticos, como variantes em genes ligados ao metabolismo da cafeína, influenciam tolerância, efeitos sobre o sono e até impacto cardiovascular.

O chá também protege o cérebro?

Assim como o café, o chá com cafeína tem sido associado a menor risco de declínio cognitivo em estudos observacionais. As folhas de chá concentram catequinas e outros polifenóis com efeito antioxidante e anti-inflamatório, o que contribui para a proteção dos vasos sanguíneos cerebrais e para a redução do estresse oxidativo, processo ligado ao envelhecimento das células nervosas. Portanto, o chá se apresenta como uma alternativa interessante para quem busca benefícios cognitivos com doses, em geral, menores de cafeína em comparação ao café.

Um componente de destaque é a L-teanina, aminoácido encontrado em chás como o verde e o preto. Essa substância está relacionada à modulação de ondas cerebrais e a um estado de relaxamento ativo, que não induz sonolência, mas pode favorecer foco e atenção. Em testes neuropsicológicos, o consumo regular de chá tem sido ligado a melhor desempenho em funções executivas, como planejamento e flexibilidade cognitiva. Então, o chá cria um equilíbrio particular: combina leve estimulação pela cafeína com um efeito de calma pela L‑teanina.

  • O café parece atuar mais fortemente sobre vigilância e velocidade de reação.
  • O chá tende a ser associado a atenção sustentada e sensação de calma.
  • Ambos contribuem com compostos antioxidantes que podem proteger neurônios.

Em suma, tanto café quanto chá se encaixam em estratégias de proteção cognitiva, com perfis de ação ligeiramente diferentes. Entretanto, a escolha entre um e outro depende de preferências pessoais, tolerância à cafeína e possíveis condições médicas, como gastrite, refluxo ou arritmias.

Consumir mais café e chá é sempre melhor?

Apesar dos resultados favoráveis, especialistas enfatizam que café e chá representam apenas uma parte da estratégia de proteção contra a demência. Os estudos mais sólidos controlam fatores como tabagismo, prática de atividades físicas, alimentação, peso corporal e presença de doenças crônicas. Dessa forma, o consumo dessas bebidas não substitui um estilo de vida saudável; ele se soma a outras medidas, como dieta balanceada e sono adequado. Portanto, quando se pensa em café e demência, a prioridade continua sendo um conjunto amplo de hábitos saudáveis.

Também é importante considerar que o benefício foi observado principalmente com versões com cafeína. Em algumas pesquisas, pessoas que preferem café descafeinado já apresentavam condições pré-existentes, como ansiedade, insônia ou problemas cardiovasculares, o que pode interferir nas análises de risco. Por isso, o tipo de café ou chá consumido, o horário do dia e a quantidade total ingerida precisam ser avaliados individualmente, especialmente em quem tem sensibilidade à cafeína. Então, quem sofre com palpitações, irritabilidade ou dificuldade para dormir deve discutir ajustes com um profissional de saúde.

  1. Manter consumo moderado, em torno de 2 a 3 xícaras de café ou 1 a 2 de chá por dia.
  2. Evitar adicionar grandes quantidades de açúcar ou cremes muito calóricos.
  3. Observar efeitos sobre sono, ansiedade e frequência cardíaca.
  4. Combinar o hábito com exercício físico, controle de pressão e glicemia.

FAQ – Perguntas frequentes sobre café, chá e saúde cerebral

1. Pessoas com pressão alta podem tomar café e chá sem piorar o risco de demência?
Em geral, quem tem hipertensão controlada pode consumir café e chá em quantidades moderadas, desde que acompanhe regularmente a pressão arterial. Entretanto, algumas pessoas são mais sensíveis à cafeína e percebem elevação da pressão logo após a ingestão. Portanto, nesses casos, o ideal é reduzir a dose, evitar grandes quantidades de uma só vez e discutir o limite seguro com o médico, sem contar apenas com a possível proteção contra demência.

2. Café e chá à noite prejudicam o sono e, então, podem anular os benefícios para o cérebro?
Sono de má qualidade aumenta o risco de declínio cognitivo. Portanto, quando a cafeína causa insônia ou sono fragmentado, o efeito global pode se tornar negativo. Em suma, vale concentrar o consumo pela manhã e início da tarde, evitando ingestão de café e chá nas três a seis horas antes de dormir, sobretudo em pessoas mais sensíveis.

3. A forma de preparo do café (coado, espresso, prensa francesa) influencia a relação com a demência?
Métodos como prensa francesa e alguns tipos de café não filtrado contêm mais diterpenos (cafestol e kahweol), que podem elevar o colesterol em consumo alto. Entretanto, esses mesmos compostos, junto com polifenóis, podem ter efeitos antioxidantes. Portanto, para equilibrar riscos e benefícios, muitas diretrizes sugerem priorizar café filtrado no dia a dia, reservando versões não filtradas para consumo ocasional.

4. Chás herbais (como camomila, erva-doce) também ajudam na prevenção da demência?
A maioria dos estudos que relacionam chá e demência foca chás verdadeiros, como verde, preto, oolong ou branco, todos originados da planta Camellia sinensis e ricos em catequinas e L‑teanina. Chás herbais têm outros compostos e podem trazer benefícios específicos, como relaxamento e melhora do sono, mas, até o momento, não contam com o mesmo nível de evidência em proteção contra demência.

5. Quem não gosta de café ou chá pode obter efeitos semelhantes só com dieta e exercício?
Sim. Café e chá funcionam como um “bônus” dentro de um pacote maior de prevenção. Entretanto, controle de pressão, glicemia, colesterol, prática regular de atividade física, manutenção de peso adequado, não fumar e engajar-se em atividades cognitivamente desafiadoras (leitura, estudo, jogos de raciocínio) têm impacto, em muitos casos, igual ou maior do que o consumo de café e chá na redução do risco de demência.

Tags: bem-estarcafésaúde
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