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Espasmos musculares ao dormir: o que o corpo está tentando dizer

Por Lara
25/02/2026
Em Curiosidades
Créditos: depositphotos.com / IgorVetushko

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Os espasmos musculares que aparecem nos primeiros minutos de sono chamam a atenção de muitas pessoas. Em geral, surgem como uma sacudida rápida em braços ou pernas, às vezes acompanhada da sensação de estar caindo. Esse tipo de contração costuma ser passageiro e, na maior parte dos casos, não indica uma doença neurológica ou muscular grave.

Entre especialistas em sono, esse fenômeno é frequentemente descrito como espasmo hípnico ou “sobressalto do sono”. Ele ocorre justamente no momento em que o corpo está deixando o estado de vigília e começando a adormecer. Apesar de poder assustar, principalmente quando é mais intenso, tende a ser benigno e costuma diminuir quando os hábitos de descanso melhoram. Em algumas pessoas, esses espasmos aparecem em fases de maior cansaço físico ou mental e somem espontaneamente quando a rotina se estabiliza. Em quadros de estresse prolongado, no entanto, eles podem se tornar mais frequentes, o que reforça a importância de cuidar não só do sono, mas também da saúde emocional como um todo.

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O que são espasmos musculares ao dormir?

Esse fenômeno são contrações rápidas, bruscas e involuntárias que surgem, em geral, logo que a pessoa adormece ou está quase dormindo. Esses movimentos envolvem mais frequentemente as pernas, mas podem alcançar braços, tronco e, em alguns casos, até provocar um pequeno sobressalto de todo o corpo.

Do ponto de vista fisiológico, os espasmos do início do sono acontecem em uma fase de transição em que o cérebro está reduzindo o ritmo de atividade e o tônus muscular começa a cair. Esse “desligar gradual” nem sempre é totalmente suave, e o sistema nervoso pode emitir descargas que resultam nessas contrações súbitas. Por isso, muitas pessoas relatam que sentem um “tranco” precisamente quando acham que já estavam dormindo. Estudos sugerem que essa resposta pode estar ligada a mecanismos antigos de proteção, como se o cérebro interpretasse momentaneamente o relaxamento muscular súbito como um risco de queda.

Atualmente, a literatura em medicina do sono também destaca que fatores genéticos podem tornar algumas pessoas ligeiramente mais propensas a apresentar esses espasmos hípnicos, ainda que eles continuem sendo considerados uma variação normal do sono. Além disso, em crianças e adolescentes, esse tipo de movimento costuma ser ainda mais comum, pois o sistema nervoso está em desenvolvimento e as transições entre vigília e sono tendem a ser mais instáveis.

Quais são as principais causas dos espasmos ao adormecer?

Os espasmos musculares no sono inicial são influenciados por uma combinação de fatores físicos, emocionais e de rotina. Em 2026, estudos em medicina do sono continuam apontando alguns elementos como mais frequentes na origem desse quadro, especialmente quando os episódios se repetem em várias noites seguidas.

  • Estresse e ansiedade: níveis elevados de tensão mental aumentam a atividade do sistema nervoso, dificultando o relaxamento completo na hora de dormir.
  • Privação de sono: dormir pouco ou em horários muito irregulares desorganiza os ciclos de sono e pode intensificar esses sobressaltos.
  • Consumo de cafeína e estimulantes: café, energéticos, refrigerantes com cafeína e alguns chás podem deixar o corpo em estado de alerta por mais tempo.
  • Atividade física intensa à noite: exercícios pesados muito próximos do horário de deitar mantêm a musculatura ativada e atrasam o relaxamento.
  • Uso de certas substâncias: álcool, cigarro e alguns medicamentos podem interferir na arquitetura do sono e favorecer contrações involuntárias.

Nesse contexto, os espasmos ao dormir são entendidos como uma reação do organismo a um estado de alerta prolongado. Quanto mais a mente demora a desacelerar, maior a chance de o corpo dar esses “trancos” antes de entrar em sono profundo. Alterações em minerais como magnésio e cálcio, desidratação e fadiga muscular também podem contribuir em algumas pessoas, motivo pelo qual uma alimentação equilibrada e boa hidratação ao longo do dia são consideradas importantes.

Deficiências de vitaminas do complexo B e de vitamina D, além de doenças como apneia do sono, refluxo gastroesofágico ou dor crônica, podem piorar a qualidade do repouso e facilitar o aparecimento de espasmos. Nesses casos, tratar a condição de base, com orientação de um profissional de saúde, costuma trazer melhora não só dos movimentos involuntários, mas também do bem-estar geral.

Como diferenciar espasmos normais de algo preocupante?

Na maioria das situações, as contrações noturnas são esporádicas e não causam prejuízo importante à qualidade do sono. No entanto, alguns sinais pedem atenção, especialmente quando os espasmos musculares durante o sono se tornam intensos ou frequentes.

  1. Presença de dor persistente associada às contrações.
  2. Movimentos involuntários que ocorrem durante toda a noite, e não apenas ao adormecer.
  3. Interrupções repetidas do sono, com dificuldade para voltar a dormir.
  4. Outros sintomas neurológicos, como fraqueza, perda de sensibilidade ou tremores contínuos.
  5. Relato de que os movimentos são tão fortes que incomodam parceiros de quarto com frequência.

Quando esses pontos aparecem de maneira consistente, a recomendação é buscar avaliação com médico, de preferência um profissional especializado em distúrbios do sono ou neurologia. O objetivo é descartar condições como distúrbios do movimento relacionados ao sono, apneia ou doenças neurológicas que também podem provocar contrações musculares noturnas. Em alguns casos, o especialista pode solicitar exames como a polissonografia, que registra o padrão do sono durante a noite e ajuda a diferenciar espasmos hípnicos benignos de outros distúrbios mais complexos.

Além da polissonografia, podem ser indicados exames de sangue para avaliar níveis de eletrólitos, vitaminas e função da tireoide, bem como testes de condução nervosa quando há suspeita de doenças neuromusculares. Essa investigação mais detalhada é individualizada e só é necessária quando os sintomas fogem do padrão típico de espasmos benignos ao adormecer.

Como reduzir os espasmos musculares ao dormir no dia a dia?

A chamada higiene do sono é uma das estratégias mais citadas por profissionais para diminuir os espasmos ao adormecer. Trata-se de um conjunto de hábitos simples que ajudam o cérebro a entender que está na hora de relaxar e, assim, reduzem as descargas repentinas de tensão muscular.

  • Manter horários regulares para deitar e acordar, inclusive nos fins de semana.
  • Evitar telas brilhantes, como celular, computador e TV, por pelo menos 30 a 60 minutos antes de dormir.
  • Reduzir o consumo de cafeína a partir do meio da tarde.
  • Priorizar atividades leves à noite, como leitura calma ou exercícios de respiração.
  • Deixar o quarto escuro, silencioso e com temperatura agradável.
  • Realizar exercícios físicos em horários mais afastados do período noturno.

Em alguns casos, técnicas de relaxamento, meditação guiada ou alongamentos suaves também são consideradas aliadas para diminuir a tensão acumulada ao longo do dia. Quando os espasmos hípnicos persistem mesmo com ajustes de rotina, a avaliação profissional ajuda a definir se há necessidade de exames adicionais ou tratamento específico. Em situações selecionadas, o médico pode orientar terapia para ansiedade, ajustes de medicação em uso ou, raramente, o uso de fármacos que estabilizam o sono.

Outras estratégias úteis incluem evitar refeições muito pesadas perto da hora de deitar, limitar o consumo de álcool à noite e criar um ritual relaxante antes de dormir, como um banho morno ou ouvir músicas calmas. Para muitas pessoas, registrar em um diário de sono os horários em que vai para a cama, acorda e nota os espasmos ajuda a identificar gatilhos e a acompanhar a melhora ao longo do tempo.

Assim, entender o que são os espasmos musculares ao dormir e quais fatores favorecem o seu aparecimento contribui para que a pessoa identifique padrões no próprio cotidiano. Pequenas mudanças nos hábitos, associadas à orientação médica quando indicada, tendem a tornar o início do sono mais tranquilo e a reduzir a frequência desses movimentos involuntários.

FAQ: O que acontece com o corpo durante o sono?

1. Por que a temperatura do corpo costuma cair quando dormimos?
Durante o sono, especialmente à noite, o organismo reduz levemente a temperatura corporal como parte do ritmo circadiano. Esse resfriamento facilita o início e a manutenção do sono, ajudando o cérebro a entrar em fases mais profundas de repouso. Entretanto, ambientes muito quentes ou muito frios podem atrapalhar esse ajuste natural. Portanto, manter o quarto em temperatura agradável favorece tanto o conforto quanto a qualidade do sono.

2. O cérebro “desliga” completamente enquanto dormimos?
O cérebro não desliga; ele muda de padrão de funcionamento. Algumas áreas diminuem a atividade, enquanto outras, ligadas à memória, regulação hormonal e consolidação de aprendizagens, ficam bastante ativas. Entretanto, essa atividade ocorre de forma organizada em ciclos de sono leve, profundo e sono REM. Portanto, o sono é um momento de intensa “manutenção interna”, e não de inatividade total. Então, dormir bem é essencial para o equilíbrio mental e físico.

3. Por que acordamos às vezes com a sensação de boca seca ou desidratado?
Durante o sono, a produção de saliva tende a diminuir e muitas pessoas respiram mais pela boca, especialmente se têm rinite, desvio de septo ou dormem de barriga para cima. Isso favorece a sensação de boca seca ao despertar. Entretanto, a desidratação real costuma estar ligada à baixa ingestão de líquidos durante o dia, ao consumo de álcool ou a ambientes muito secos. Portanto, beber água regularmente ao longo do dia e cuidar da saúde nasal pode reduzir esse desconforto. Então, se a secura for extrema ou associada a ronco intenso, é importante comentar com um profissional de saúde.

4. O que acontece com os hormônios enquanto dormimos?
Vários hormônios seguem um ritmo diário e são intensamente regulados durante o sono. Hormônios como o GH (do crescimento), a melatonina e parte do cortisol sofrem oscilações importantes ao longo da noite. Entretanto, sono irregular ou muito curto pode desorganizar esses ciclos, impactando crescimento em crianças, metabolismo, apetite e disposição. Portanto, manter horários relativamente estáveis de sono ajuda o corpo a manter esse “relógio hormonal” em ordem. Então, noites maldormidas repetidas podem refletir em cansaço, fome aumentada e dificuldade de concentração.

5. Por que algumas pessoas rangem os dentes (bruxismo) à noite?
O bruxismo do sono envolve apertar ou ranger os dentes de forma involuntária. Ele é frequentemente associado a fatores como estresse, ansiedade, alterações de mordida e, em alguns casos, distúrbios do sono. Entretanto, muitas pessoas só percebem o problema por dor na mandíbula ao acordar, desgaste dental ou queixas de quem dorme ao lado. Portanto, consultar dentista e, se necessário, um especialista em sono é importante para prevenir danos aos dentes e à articulação da mandíbula. Então, o uso de placas de proteção e o controle do estresse podem fazer grande diferença.

6. Por que às vezes acordamos com sensação de “formigamento” em braços ou pernas?
O formigamento ao acordar costuma estar relacionado à posição em que se dormiu, que pode comprimir nervos ou vasos sanguíneos temporariamente. Quando mudamos de posição, a circulação e a sensibilidade voltam ao normal gradualmente. Entretanto, se o formigamento for muito frequente, acompanhado de dor intensa ou fraqueza, é importante avaliação médica. Portanto, ajustar travesseiro, colchão e postura ao deitar pode reduzir muito esses episódios. Então, pequenas mudanças no posicionamento já trazem alívio para muita gente.

7. O que são sonhos e por que alguns parecem tão reais?
Os sonhos ocorrem principalmente na fase REM do sono, quando o cérebro está bastante ativo. Eles parecem reais porque as áreas de percepção e emoção ficam intensamente acionadas, enquanto o corpo permanece em relativa “paralisia” para evitar que a pessoa execute os movimentos dos sonhos. Entretanto, nem todos os sonhos têm significado específico ou oculto; muitos refletem apenas a reorganização de memórias, emoções e experiências recentes. Portanto, é normal ter sonhos confusos, repetitivos ou muito vívidos em fases de maior estresse. Então, só se torna preocupante quando há pesadelos muito frequentes, que prejudicam o descanso ou geram muito medo de dormir.

8. Por que algumas pessoas falam durante o sono?
Falar ao dormir, ou sonilóquio, é um fenômeno relativamente comum, principalmente em crianças. Trata-se de uma expressão vocal que ocorre em diferentes fases do sono e geralmente é breve e inofensiva. Entretanto, quando muito frequente, associada a outros comportamentos como levantar da cama ou agir de forma agressiva, pode estar relacionada a outros distúrbios do sono. Portanto, observar a intensidade e o contexto em que isso ocorre ajuda a decidir se é só uma curiosidade ou se merece investigação. Então, na maior parte dos casos, falar dormindo não indica problema grave.

9. Por que algumas pessoas acordam várias vezes durante a noite mesmo sem lembrar de nada no dia seguinte?
O sono é naturalmente fragmentado por microdespertares curtos, que muitas vezes não ficam registrados na memória. Isso faz parte da regulação normal do organismo, que “checa” o ambiente e o próprio corpo. Entretanto, quando esses despertares se tornam numerosos ou prolongados, podem causar cansaço diurno, mesmo que a pessoa não lembre de ter acordado. Portanto, ronco alto, apneia, dor, refluxo ou uso de substâncias podem estar por trás dessa fragmentação. Então, se a sensação ao acordar é sempre de exaustão, vale conversar com um profissional de saúde para investigar melhor.

10. O que acontece com a circulação sanguínea e o coração durante o sono?
Durante o sono, a frequência cardíaca e a pressão arterial tendem a diminuir, especialmente nas fases mais profundas, o que é benéfico para o sistema cardiovascular. Em suma, é como se o coração aproveitasse a noite para “trabalhar em ritmo mais leve”. Entretanto, em pessoas com apneia do sono ou distúrbios respiratórios, esse padrão pode ser interrompido por quedas de oxigênio e despertares repetidos, sobrecarregando o coração. Portanto, ronco intenso, pausas na respiração e sonolência excessiva durante o dia devem ser levados a sério. Então, cuidar do sono é também uma forma importante de proteger o coração a longo prazo.

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