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Saiba por que o café e outros alimentos podem causar enxaqueca

Por Larissa
26/02/2026
Em Bem-estar
Saiba por que o café e outros alimentos podem causar enxaqueca

Créditos: depositphotos.com / AntonLozovoy

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A enxaqueca é uma condição neurológica crônica que interfere diretamente na rotina de trabalho, estudos e convivência social. Muitos episódios surgem de forma aparentemente inesperada, mas, ao analisar o dia a dia com atenção, é possível identificar fatores que funcionam como gatilhos. Entre eles, a cafeína e outros estimulantes estão entre os mais investigados por pesquisadores e médicos, principalmente em pessoas com cérebro mais sensível. Entender a interação entre hábitos cotidianos, alimentação e predisposição genética torna-se essencial para reduzir o impacto dessa doença na qualidade de vida.

Esse tipo de dor de cabeça não se resume a um desconforto comum. As crises podem vir acompanhadas de náuseas, sensibilidade à luz, ruídos e cheiros, além de prejudicar a concentração. Além disso, algumas pessoas relatam visão embaçada, sensação de formigamento e dificuldade para organizar pensamentos durante a crise. A relação entre enxaqueca e alimentação chama atenção justamente porque determinadas substâncias, como café, chocolate, energéticos e condimentos industrializados, parecem intensificar a atividade de áreas cerebrais ligadas à dor em parte dos pacientes.

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Como a cafeína se relaciona com a enxaqueca?

A cafeína é um estimulante do sistema nervoso central presente em café, chás, refrigerantes de cola, chocolates, energéticos e alguns medicamentos para dor. Em cérebros predispostos à enxaqueca, essa substância pode alterar a forma como os vasos sanguíneos se comportam e como os sinais de dor são transmitidos. Em pequenas quantidades e de forma esporádica, ela pode até ter efeito analgésico por curto período, o que explica a sensação de alívio em algumas dores de cabeça comuns. Entretanto, esse efeito costuma ser temporário e não resolve a causa de fundo da enxaqueca.

O problema começa quando o uso se torna frequente ou ocorre em altas doses. A exposição repetida leva o organismo a se adaptar à presença constante de cafeína. Assim, quando o consumo diminui de forma brusca ou se interrompe de um dia para o outro, ocorre a chamada dor de rebote, que pode ficar mais intensa e duradoura. Em indivíduos com enxaqueca, esse ciclo de uso e retirada tende a favorecer o aumento da frequência das crises, contribuindo para a cronificação da doença, isto é, para que as crises se tornem quase diárias. Manter um padrão estável ou reduzir gradualmente costuma ser mais seguro do que oscilar muito o consumo.

Além disso, o horário em que a pessoa ingere cafeína também influencia. Quando alguém consome grandes quantidades no fim da tarde ou à noite, o sono se fragmenta, o que piora a enxaqueca no dia seguinte. Organizar um “relógio” para a cafeína — limitando a ingestão às primeiras horas do dia e evitando exageros — ajuda no controle global das crises.

Enxaqueca e café: café é sempre um gatilho?

Existem indivíduos que relatam piora nítida da dor após consumir café, enquanto outros não percebem qualquer associação. Além disso, há quem sinta melhora discreta de uma dor de cabeça leve após uma xícara de café, o que aumenta a confusão sobre o real papel da bebida. Estudos mostram que a sensibilidade à cafeína varia conforme fatores genéticos, hábitos de sono, uso de medicamentos e presença de outras doenças, como ansiedade e distúrbios de humor.

Por isso, não há uma regra única sobre o consumo de café na enxaqueca. Em alguns casos, o neurologista pode orientar redução gradual da cafeína para avaliar se a frequência das crises diminui. Em outros, uma pequena quantidade diária, sem oscilações bruscas, pode se manter sem impacto relevante. O padrão ideal precisa ser individualizado. O registro em diário de dor, anotando horários, alimentos ingeridos e intensidade das crises, costuma ajudar a entender se o café funciona ou não como gatilho pessoal.

Então, para quem não deseja suspender totalmente o café, uma estratégia prática inclui: limitar o consumo a 1 ou 2 xícaras por dia, evitar tomar em jejum, não beber café muito próximo da hora de dormir e registrar qualquer mudança na frequência ou intensidade das crises. Caso o diário mostre clara relação entre café e dor, a orientação médica tende a focar em redução mais firme.

Chocolate e outros estimulantes também pioram a enxaqueca?

O chocolate, principalmente o tipo mais amargo, contém cafeína e teobromina, substâncias com efeito estimulante. Em parte dos pacientes com enxaqueca, o consumo de chocolate próximo ao início das crises chama atenção como possível fator desencadeante, mas a relação não é universal. Em outros indivíduos, o alimento é consumido sem impacto perceptível sobre a dor, o que reforça a importância da observação individual. Assim, não se recomenda proibir chocolate para todos, e sim avaliar cada caso com atenção.

Além de café e chocolate, outros produtos podem atuar como gatilhos em cérebros mais sensíveis:

  • bebidas energéticas e pré-treinos ricos em estimulantes;
  • suplementos termogênicos;
  • alimentos com glutamato monossódico (realçador de sabor comum em produtos industrializados);
  • temperos prontos e caldos concentrados;
  • pimentas muito fortes e molhos apimentados.

Esses itens podem aumentar a excitação do sistema nervoso e alterar o calibre dos vasos cerebrais, facilitando o início ou a intensificação de uma crise em pessoas predispostas. Entretanto, a mera presença de um desses alimentos na dieta não significa, por si só, que a enxaqueca inevitavelmente vai piorar. O ideal é testar gradualmente: reduzir ou suspender por algumas semanas e observar se existe diferença real na rotina de dor.

Construir um plano alimentar adaptado à enxaqueca inclui não só retirar possíveis gatilhos, como também acrescentar alimentos que favorecem equilíbrio, como frutas, legumes, água em quantidade adequada e fontes de magnésio (por exemplo, sementes, oleaginosas e alguns vegetais verdes escuros), sempre com orientação profissional. Em alguns casos, também se avalia a presença de deficiência de vitamina D, ômega-3 ou outros nutrientes, que podem ser ajustados conforme exames e indicação do médico ou nutricionista.

Quais são as estratégias atuais para controlar a enxaqueca?

Embora não exista cura definitiva, a enxaqueca pode ser controlada com combinação de tratamento médico e ajustes no estilo de vida. Em geral, os neurologistas organizam o cuidado em três frentes:

  1. Identificação e manejo de gatilhos
    Redução gradual da cafeína, avaliação do consumo de chocolate, eliminação de energéticos e análise de outros alimentos ou situações que antecedem as crises. Além disso, o especialista costuma investigar fatores como privação de sono, estresse intenso, alterações hormonais e uso excessivo de analgésicos comuns, que também podem transformar a enxaqueca em um quadro quase diário.
  2. Medicações de alívio
    Fármacos usados no momento da dor, prescritos pelo especialista, para encurtar a duração da crise e diminuir a intensidade dos sintomas. Entre as classes mais utilizadas, entram anti-inflamatórios específicos, triptanos e, em alguns casos, medicações que controlam náusea e vômitos. Assim, é fundamental seguir a orientação médica quanto à dose e à frequência, para evitar o uso abusivo que, por sua vez, pode gerar dor de cabeça de rebote.
  3. Tratamento preventivo
    Indicado para quem apresenta crises frequentes ou incapacitantes. Inclui remédios diários, aplicação de toxina botulínica em pontos específicos da cabeça e pescoço, além de medicamentos que bloqueiam o CGRP, substância envolvida na transmissão da dor. Em suma, a prevenção busca “acalmar” o sistema nervoso, reduzindo a chance de o cérebro disparar uma nova crise diante de pequenos gatilhos.

Medidas comportamentais também têm papel importante: manter rotina regular de sono, evitar longos períodos em jejum, hidratar-se adequadamente, praticar atividade física orientada e reduzir o estresse contribuem para diminuir a chance de novas crises. Assim, estratégias como técnicas de relaxamento, psicoterapia, mindfulness e exercícios de respiração podem complementar o tratamento medicamentoso. A orientação é buscar avaliação neurológica quando a dor de cabeça se torna recorrente, intensa ou interfere nas atividades habituais. Identificar precocemente a enxaqueca e possíveis gatilhos, como café, chocolate e outros estimulantes, permite um plano de controle mais eficaz e adaptado à realidade de cada pessoa.

FAQ – Perguntas frequentes sobre enxaqueca, café e estilo de vida

1. Quem tem enxaqueca precisa cortar totalmente a cafeína?
Não necessariamente. Em suma, quem apresenta enxaqueca deve, antes de tudo, observar se existe relação clara entre cafeína e crises. Se o diário de dor sugerir esse vínculo, a redução gradual costuma ser a melhor escolha. Entretanto, algumas pessoas toleram pequenas quantidades diárias, desde que o consumo permaneça estável e em horários regulares.

2. Chá verde, chá preto e refrigerante de cola também podem desencadear crises?
Sim. Esses produtos contêm cafeína, ainda que em doses diferentes do café. Quando o neurologista orienta ajuste de cafeína, é importante considerar todas as fontes: chás, refrigerantes, energéticos, pré-treinos e certos analgésicos. Somar pequenas quantidades de várias bebidas ao longo do dia pode resultar em um total maior do que o desejado.

3. Exercício físico piora ou melhora a enxaqueca?
Na maioria dos casos, a prática regular, moderada e bem orientada tende a melhorar o controle das crises, pois reduz estresse, melhora o sono e favorece o equilíbrio hormonal. Entretanto, esforço intenso e desidratado, principalmente em ambiente muito quente, pode desencadear dor em pessoas suscetíveis. Começar devagar, aumentar gradualmente e manter boa hidratação constitui a estratégia mais segura.

4. Enxaqueca com aura é mais grave que a sem aura?
Não se trata exatamente de maior gravidade, e sim de um tipo diferente de manifestação. Na enxaqueca com aura, a pessoa apresenta sintomas neurológicos transitórios antes ou durante a dor, como pontos brilhantes na visão, formigamento ou dificuldade de fala. Esse padrão exige avaliação cuidadosa, porque certas medicações e fatores de risco cardiovasculares precisam de atenção especial.

5. Dormir demais no fim de semana pode provocar crise?
Sim. Tanto dormir pouco quanto dormir em excesso podem desencadear enxaqueca em cérebros sensíveis. O ideal é manter horários relativamente fixos para dormir e acordar, inclusive aos fins de semana. Em suma, regularidade de sono importa mais do que apenas quantidade de horas.

6. Quem tem enxaqueca pode usar remédios de dor por conta própria?
O uso eventual, em situações pontuais, pode até aliviar, mas o consumo frequente sem acompanhamento médico aumenta o risco de dor de cabeça por uso excessivo de medicação. Se a pessoa depende de analgésicos várias vezes por semana, precisa de avaliação neurológica para discutir tratamento preventivo e manejo adequado de gatilhos, como café, chocolate e energéticos.

Tags: bem-estarCAFÉchocolateenxaquecasaúde
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