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Canetas emagrecedoras: Anvisa monitoria 65 mortes associadas

Por Larissa
26/02/2026
Em Saúde
Canetas emagrecedoras: Anvisa monitoria 65 mortes associadas

Créditos: depositphotos.com / Micromoh77

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O uso de medicamentos injetáveis para perda de peso, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, passou a receber acompanhamento mais próximo das autoridades sanitárias brasileiras. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que, entre o final de 2018 e dezembro de 2025, o sistema oficial de monitoramento VigiMed registrou dezenas de óbitos considerados potencialmente relacionados ao uso desses injetáveis. A entidada investiga 65 desses óbitos. No mesmo intervalo, notificantes associaram mais de duas mil ocorrências de eventos adversos aos princípios ativos semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida, presentes nas canetas.

Canetas emagrecedoras são seguras? O que dizem os dados de farmacovigilância

Como funcionam as notificações de segurança

No Brasil, sistemas oficiais de farmacovigilância reúnem notificações de eventos adversos e mortes suspeitas ligadas às canetas emagrecedoras. Pacientes, profissionais de saúde, serviços de saúde e fabricantes podem relatar esses eventos. Porém, uma notificação não comprova, por si só, que o medicamento causou o evento.

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Para confirmar o vínculo, equipes técnicas precisam avaliar o caso de forma detalhada, revisar prontuários, investigar doenças pré-existentes, analisar o uso de outros remédios e checar se o produto aplicado era regularizado.

Em muitos registros, o notificante informa apenas o princípio ativo, sem esclarecer se se tratava de um medicamento com registro válido, manipulado em farmácia ou de origem irregular. Essa falta de informação dificulta a análise de causalidade e pode mascarar problemas ligados a falsificações ou a produtos de qualidade duvidosa.

Como usar canetas emagrecedoras com maior segurança?

Cuidados essenciais na indicação e na escolha do produto

O uso mais seguro dessas canetas envolve alguns cuidados básicos ligados à prescrição, ao acompanhamento e à escolha do produto. Em primeiro lugar, a indicação costuma ocorrer quando há diagnóstico de diabetes tipo 2 ou de obesidade dentro dos critérios estabelecidos por diretrizes médicas. A automedicação, a compra por indicação de amigos ou influenciadores e o uso apenas por motivo estético aumentam o risco de complicações.

  • Prescrição individualizada: o médico avalia histórico, exames e comorbidades antes de sugerir o tratamento e discute alternativas não farmacológicas.
  • Produto regularizado: o paciente deve checar se o medicamento tem registro válido na autoridade sanitária e suspeitar de preços muito abaixo do mercado.
  • Acompanhamento contínuo: consultas periódicas permitem ajustar dose, tempo de uso e monitorar efeitos adversos, além de reforçar mudanças de estilo de vida.
  • Orientação sobre aplicação: técnica adequada de injeção e rodízio de locais reduzem problemas locais na pele e desconforto no ponto de aplicação.
  • Monitoramento de sinais de alerta: sintomas intensos ou inesperados devem ser comunicados prontamente ao serviço de saúde, evitando que quadros graves evoluam sem tratamento.

Quais são os principais riscos e limitações das canetas emagrecedoras?

Efeitos adversos e limitações clínicas

Mesmo quando utilizadas dentro das indicações aprovadas, as canetas para emagrecer podem causar efeitos adversos gastrointestinais, alterações metabólicas e, em casos específicos, eventos mais graves. Entre os desconfortos frequentemente relatados estão náuseas, diarreia, constipação, dores abdominais e perda de apetite acentuada. Em muitos pacientes, esses sintomas tendem a diminuir com o tempo ou com ajustes graduais de dose, mas alguns usuários interrompem o tratamento por não tolerarem esses efeitos.

Existe também limitação em relação à manutenção dos resultados. Estudos recentes indicam que parte significativa dos pacientes recupera peso após a interrupção do tratamento, principalmente quando não há mudanças estruturais na alimentação e na rotina de atividade física. Isso reforça que essas medicações atuam como ferramenta de apoio e não substituem cuidados de longo prazo com estilo de vida. Pesquisas em andamento avaliam estratégias de desmame gradual, continuidade em doses menores e combinação com intervenções intensivas em estilo de vida para reduzir o reganho de peso após a suspensão.

Como planejar o tratamento de forma mais segura

  1. Avaliação prévia: checar se o paciente tem contraindicações, como histórico de certas doenças pancreáticas ou tumores específicos, além de revisar uso de outros medicamentos que possam interagir.
  2. Definição de metas realistas: estabelecer objetivos possíveis, considerando condição clínica e tempo de tratamento, deixando claro que perdas muito rápidas podem aumentar riscos.
  3. Associação com mudanças de hábito: plano alimentar, prática de atividade física e acompanhamento psicológico quando necessário, com metas graduais e adaptadas à rotina.
  4. Revisão periódica da necessidade de uso: reavaliar, ao longo dos meses, se a manutenção do medicamento ainda é indicada e discutir possíveis ajustes de dose ou pausa programada.

FAQ – Perguntas frequentes sobre canetas emagrecedoras

1. Quem não deve usar canetas emagrecedoras?
Em geral, especialistas contraindicam o uso para pessoas com histórico de câncer medular de tireoide, síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2, pancreatite prévia associada a esses fármacos, alergia conhecida ao princípio ativo e, na maioria das apresentações, para gestantes e lactantes. Pacientes com doença renal ou hepática significativa precisam de avaliação ainda mais cuidadosa e, muitas vezes, de esquemas de acompanhamento mais frequentes.

2. Posso beber álcool durante o uso das canetas?
O consumo ocasional de álcool não sofre proibição absoluta, mas pode potencializar desconfortos gastrointestinais e se associa ao risco de pancreatite em pessoas suscetíveis. Quem faz uso regular ou abusivo de álcool deve discutir o tema abertamente com o médico antes de iniciar o tratamento, pois, em alguns casos, será necessário reduzir ou suspender a ingestão alcoólica.

3. É possível usar canetas emagrecedoras sem ter obesidade ou diabetes?
Do ponto de vista regulatório, as indicações formais se concentram em diabetes tipo 2 e obesidade/sobrepeso com comorbidades. Qualquer uso fora desses cenários é considerado off label e só deve ocorrer após avaliação médica detalhada, com explicação clara de riscos, benefícios e alternativas. Mesmo nesses casos, a recomendação geral é priorizar intervenções em estilo de vida e avaliar criteriosamente o motivo da prescrição.

4. Quanto tempo, em média, dura um tratamento com caneta emagrecedora?
A duração é individualizada. Em alguns casos, o paciente utiliza o medicamento por alguns meses para auxiliar uma fase intensa de mudança de estilo de vida; em outros, especialmente em obesidade grave ou diabetes tipo 2 de difícil controle, o uso pode ser de longo prazo. A equipe deve reavaliar periodicamente a continuidade, considerando resultados, efeitos adversos, preferências do paciente e condições financeiras.

5. Essas medicações causam dependência?
Até o momento, estudos não mostram dependência química no sentido clássico (como ocorre com álcool ou algumas drogas). O que pode ocorrer é uma dependência funcional: a pessoa percebe que, sem o medicamento, fica mais difícil manter o peso, principalmente se não consolidou novos hábitos. Por isso, o foco paralelo e contínuo em alimentação, sono e atividade física é fundamental, assim como o planejamento de como proceder em caso de necessidade de interrupção ou troca do tratamento.

Tags: Anvisabem-estarCanetas emagrecedorassaúde
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