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Especialistas apontam 10 fatores que aumentam o risco de infarto em mulheres

Por Lara
08/03/2026
Em Saúde
Créditos: depositphotos.com / serezniy

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O risco de infarto em mulheres vem recebendo mais atenção na última década, especialmente após a menopausa. No Brasil, estimativas do Ministério da Saúde indicam centenas de milhares de casos por ano, somando homens e mulheres. Entre elas, porém, o quadro muitas vezes é subestimado ou confundido com outros problemas de saúde, o que pode atrasar o atendimento e o início do tratamento adequado.

Especialistas em cardiologia chamam a atenção para um ponto-chave: fatores hormonais, rotina intensa e mudanças metabólicas ao longo da vida feminina criam um cenário específico para o infarto em mulheres. Entender esses elementos, reconhecer sinais de alerta e manter um plano de prevenção contínua são medidas que ajudam a diminuir complicações cardiovasculares, principalmente após o fim do período reprodutivo.

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Risco de infarto em mulheres: por que é diferente?

Antes da menopausa, o estrogênio oferece certa proteção aos vasos sanguíneos, favorecendo a elasticidade e o equilíbrio de gorduras no sangue. Com a queda desse hormônio, a tendência é de aumento de pressão arterial, alteração do colesterol e maior rigidez das artérias, o que amplia a probabilidade de entupimentos.

Além da parte hormonal, entram em cena fatores do dia a dia, como sobrecarga de trabalho, acúmulo de responsabilidades familiares e pouco tempo para descanso e atividade física. Esses elementos, isolados ou combinados, favorecem pressão alta, ganho de peso, alterações na glicemia e maior produção de substâncias inflamatórias. Assim, o risco de infarto feminino não depende apenas da idade, mas também de como esses aspectos são acompanhados ao longo da vida adulta.

Quais são os principais fatores de risco de infarto em mulheres?

Entre os fatores que mais influenciam o risco de infarto feminino, alguns se repetem com frequência nos consultórios. Pressão alta, colesterol elevado e diabetes aparecem como trio clássico, frequentemente associado ao sedentarismo e a padrões alimentares ricos em gordura saturada, açúcar e ultraprocessados. Em mulheres, o impacto pode ser ainda maior quando esses fatores se somam ao tabagismo ou ao uso de determinados anticoncepcionais.

De forma geral, os pontos que merecem atenção constante incluem:

  • Hipertensão arterial: esforço maior para o coração e para as artérias ao longo de anos.
  • Colesterol alto: excesso de LDL facilita o acúmulo de placas nas paredes dos vasos.
  • Diabetes: glicose elevada danifica a camada interna dos vasos, favorecendo inflamação.
  • Tabagismo: aumenta a formação de coágulos e agrava o estreitamento das artérias.
  • Menopausa: redução do estrogênio, com piora de perfil lipídico e pressão arterial.
  • Distúrbios do sono, como apneia: associados a picos de pressão e arritmias.
  • Sedentarismo e excesso de peso: alteram colesterol, glicemia e pressão.
  • Estresse crônico: favorece hábitos nocivos e desregula hormônios relacionados à pressão.
  • Histórico familiar de doença cardíaca precoce.

Embora a herança genética não possa ser modificada, o controle dos demais itens reduz de forma significativa a chance de infarto em mulheres, mesmo na presença de antecedentes familiares importantes.

Como reduzir o risco de infarto em mulheres no dia a dia?

A prevenção do infarto feminino começa muito antes de qualquer sintoma. A recomendação de cardiologistas é que mulheres façam uma espécie de “mapa” dos próprios fatores de risco: pressão, glicemia, colesterol, rotina de movimento, padrão de sono e exposição ao cigarro. A partir daí, pequenos ajustes constantes tendem a trazer mais resultado do que mudanças radicais e temporárias.

Algumas medidas práticas, adaptáveis à realidade de cada pessoa, costumam ser citadas pelos profissionais de saúde:

  1. Acompanhar regularmente exames básicos: pressão arterial, colesterol total e frações, glicemia e, quando indicado, hemoglobina glicada.
  2. Priorizar movimentos diários: caminhadas, atividades domésticas ativas, subir escadas e exercícios estruturados, conforme orientação.
  3. Ajustar alimentação: reduzir ultraprocessados, excesso de sal e açúcar, dando espaço para frutas, legumes, verduras, grãos integrais e fontes magras de proteína.
  4. Trabalhar a cessação do tabagismo: com apoio profissional, reposição de nicotina ou outros recursos, quando indicados.
  5. Cuidar do sono: manter horários mais regulares e investigar roncos intensos, pausas respiratórias ou sono não reparador.
  6. Monitorar o estresse: inserir pausas, técnicas de relaxamento e, se necessário, acompanhamento psicológico.

Em mulheres na menopausa ou em uso de anticoncepcionais combinados, o diálogo entre ginecologista e cardiologista é considerado estratégico para avaliar riscos e ajustar condutas, especialmente em quem já tem hipertensão, diabetes ou histórico de trombose na família.

Quais sinais de alerta exigem busca rápida por atendimento?

Um ponto relevante sobre o risco de infarto em mulheres é que os sintomas, em muitos casos, podem ser menos “clássicos” do que os descritos em homens. Dor no peito em aperto ainda é um sinal importante, mas podem aparecer desconfortos em queixo, costas, braço, falta de ar súbita, suor frio, enjoo intenso ou sensação de fadiga extrema, principalmente em situações de esforço.

Diante de sinais persistentes ou que surgem de forma súbita e intensa, a orientação de serviços de emergência é procurar atendimento sem aguardar melhora espontânea. Quanto mais cedo forem realizados exames e definido o tratamento, menores tendem a ser as sequelas no músculo cardíaco. Dessa forma, informação clara, vigilância sobre o próprio corpo e acompanhamento regular com equipe de saúde formam um tripé importante para reduzir o impacto do infarto entre mulheres brasileiras nos próximos anos.

FAQ sobre saúde cardiovascular em mulheres

1. Com que frequência a mulher deve consultar o cardiologista para prevenção?
Para mulheres sem sintomas e sem fatores de risco importantes, uma avaliação cardiológica básica a cada 1 a 2 anos, a partir da meia-idade, costuma ser suficiente. Entretanto, se houver hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo, histórico familiar de infarto precoce ou menopausa precoce, é prudente encurtar esse intervalo, fazendo consultas anuais ou conforme orientação médica. Portanto, o ideal é individualizar o acompanhamento de acordo com o perfil de risco de cada mulher, então vale conversar com o clínico ou ginecologista para saber quando iniciar o acompanhamento cardiológico.

2. O que é considerado pressão arterial “normal” para a saúde do coração feminino?
Valores abaixo de 120 x 80 mmHg são considerados desejáveis para a maior parte das mulheres adultas. Entretanto, leituras entre 120–129 x <80 mmHg já podem indicar uma tendência de elevação, exigindo mais atenção ao estilo de vida. Portanto, quando a pressão se mantém igual ou superior a 140 x 90 mmHg em várias medições, fala-se em hipertensão, e é necessário avaliar tratamento e monitoramento. Então, medir a pressão com regularidade, em ambiente calmo e com técnica correta, é uma atitude simples que ajuda muito na prevenção cardiovascular.

3. O uso de reposição hormonal na menopausa é sempre ruim para o coração?
A reposição hormonal não é “vilã” por definição, mas também não é indicada para todas. Em determinadas mulheres jovens na menopausa precoce e sem fatores de risco importantes, ela pode até ter efeito neutro ou levemente protetor. Entretanto, em quem já tem histórico de trombose, infarto, AVC, tabagismo intenso ou obesidade importante, os hormônios podem aumentar o risco cardiovascular. Portanto, a decisão deve ser tomada caso a caso, após avaliação cuidadosa entre ginecologista e cardiologista. Então, jamais inicie ou mantenha reposição hormonal prolongada sem esse acompanhamento conjunto.

4. Como diferenciar cansaço comum de um possível sintoma cardiovascular?
O cansaço “do dia a dia” geralmente melhora com descanso, sono adequado e pausa nas atividades. Entretanto, quando a fadiga surge de forma súbita, piora com pequenos esforços (como subir poucos degraus), vem acompanhada de falta de ar, palpitações, dor ou pressão no peito, inchaço nas pernas ou tontura, merece atenção. Portanto, se o cansaço estiver fora do padrão habitual e durar vários dias, é prudente buscar avaliação médica. Então, especialmente em mulheres, não se deve atribuir tudo apenas ao estresse ou à rotina intensa sem antes descartar problema cardíaco.

5. Qual é o impacto do álcool na saúde cardiovascular da mulher?
O consumo excessivo de álcool aumenta a pressão arterial, favorece arritmias, ganho de peso e alterações de colesterol, prejudicando o coração. Algumas pesquisas já sugeriram efeito neutro ou discreto benefício com consumo muito moderado, mas, para mulheres, mesmo doses menores podem causar danos ao fígado, mamas e sistema cardiovascular. Entretanto, esse “benefício” não justifica o início do consumo para quem não bebe. Portanto, a recomendação atual é evitar exageros e, se possível, reduzir ao mínimo o uso de bebidas alcoólicas. Então, para quem já tem doença cardíaca, a orientação tende a ser ainda mais restritiva.

6. Exercícios intensos são seguros para todas as mulheres que querem proteger o coração?
A atividade física é uma das melhores formas de cuidar da saúde cardiovascular feminina. Entretanto, exercícios intensos sem avaliação prévia podem ser arriscados para quem tem fatores de risco ou já apresenta doença cardíaca silenciosa. Portanto, o mais seguro é iniciar com modalidades leves a moderadas, como caminhadas, e passar por uma avaliação médica antes de treinos vigorosos, principalmente após os 40–50 anos. Então, com liberação profissional e progressão gradual, o exercício torna-se um aliado poderoso na prevenção de infartos e outras complicações.

7. Qual a relação entre saúde mental e risco cardiovascular em mulheres?
Quadros de ansiedade, depressão e estresse crônico podem elevar hormônios como cortisol e adrenalina, alterando pressão arterial, sono e apetite. Nas mulheres, isso muitas vezes leva a ganho de peso, sedentarismo, tabagismo e piora de doenças já existentes. Entretanto, esses aspectos emocionais nem sempre são valorizados em consultas de rotina. Portanto, falar abertamente sobre saúde mental com o médico e buscar apoio psicológico quando necessário é parte importante do cuidado com o coração. Então, tratar emoções e cuidar da mente não é algo “secundário”: integra diretamente a prevenção cardiovascular.

8. A mulher magra está automaticamente protegida de doenças do coração?
Estar dentro do peso considerado “adequado” ajuda, mas não garante proteção completa contra infarto ou outras doenças cardíacas. Mulheres magras também podem ter colesterol alto, pressão elevada, diabetes, tabagismo ou história familiar importante. Entretanto, muitas vezes essas condições passam despercebidas justamente porque não há excesso de peso evidente. Portanto, mesmo com IMC normal, é essencial acompanhar exames de rotina e hábitos de vida. Então, não se deve usar apenas o peso corporal como critério de segurança em relação à saúde do coração.

9. Qual a importância do controle do colesterol “bom” (HDL) para o coração feminino?
O HDL é conhecido como “colesterol bom” porque ajuda a retirar o excesso de gordura da circulação, levando-o de volta ao fígado. Nas mulheres, níveis mais altos de HDL costumam estar associados a menor risco cardiovascular. Entretanto, apenas ter HDL elevado não compensa completamente um LDL muito alto, tabagismo ou diabetes mal controlado. Portanto, a meta é manter um equilíbrio geral do perfil lipídico, aliando boa alimentação, atividade física regular e, quando necessário, medicamentos. Então, acompanhar não só o colesterol total, mas também suas frações, é fundamental.

10. Quais hábitos do dia a dia podem parecer “inofensivos”, mas prejudicam o coração com o tempo?
Longos períodos sentada, beliscar alimentos ultraprocessados ao longo do dia, dormir pouco, abusar de bebidas açucaradas e adiar consultas de rotina são exemplos de atitudes aparentemente pequenas, mas que somadas aumentam o risco cardiovascular. Entretanto, por serem comportamentos comuns, muitas mulheres não os reconhecem como fatores de risco. Portanto, observar a rotina com mais atenção e fazer ajustes graduais tende a ser mais eficaz do que mudanças drásticas e temporárias. Então, pequenos passos consistentes — como caminhar mais, cozinhar mais em casa e regularizar o sono — têm grande impacto na saúde do coração ao longo dos anos.

Tags: doenças cardíacasdoenças cardiovascularesInfartoinfarto femininoinferto em mulheresmenopausasaúdeSaúde Cardiovascular
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