Com as eleições presidenciais de 2026 marcadas para outubro deste ano, os bastidores da política em Brasília já fervem com as primeiras articulações. O cenário, que à primeira vista parece polarizado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Flávio Bolsonaro, começa a dar espaço para outros nomes que tentam construir uma alternativa.
Do lado do governo, a candidatura de Lula à reeleição é tratada como o caminho natural, embora o próprio presidente evite confirmar a decisão de forma definitiva. A aposta do PT é na recuperação da economia e na consolidação de programas sociais como trunfos para a disputa.
Já na oposição, a inelegibilidade de Jair Bolsonaro abriu uma corrida interna por sua sucessão, mas ainda não há consenso sobre um nome único. Correm nomes como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e governadores alinhados, como Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais.
Quem são os nomes da terceira via
Fora da polarização, um grupo de políticos tenta se viabilizar como uma “terceira via” competitiva. O objetivo é atrair eleitores que rejeitam tanto o PT quanto o bolsonarismo. Entre os nomes que mais se movimentam estão figuras de centro e centro-direita.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), busca reconstruir o protagonismo do seu partido no cenário nacional. Já o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), aposta no discurso de gestão e na força do agronegócio para projetar seu nome para além do estado.
Pelo MDB, dois nomes despontam: a ministra do Planejamento, Simone Tebet, que teve um desempenho notável na eleição de 2022, e o governador do Pará, Helder Barbalho, que possui altos índices de aprovação em seu estado e busca relevância nacional. No campo da centro-esquerda, Ciro Gomes (PDT) é uma incógnita, após ter anunciado uma pausa na vida partidária.








