A cirurgia a laser nos olhos tem atraído cada vez mais pessoas que desejam abandonar os óculos e as lentes de contato. Popular no Brasil para corrigir problemas de visão, a técnica é considerada rápida e segura, mas exige avaliação médica e critérios específicos para garantir bons resultados.
O objetivo do procedimento é remodelar a córnea, a camada transparente na frente do olho, para que a luz foque corretamente na retina. Isso corrige os chamados erros de refração, como miopia (dificuldade para ver de longe), hipermetropia (dificuldade para ver de perto) e astigmatismo (visão distorcida).
Existem diferentes técnicas, como a PRK, a LASIK e a mais moderna SMILE, e a escolha depende da avaliação médica. Em ambas, um laser de alta precisão é usado para esculpir a córnea em poucos segundos, ajustando o foco do olho de forma permanente.
Para quem a cirurgia é indicada?
A cirurgia refrativa não é para todos. Uma avaliação oftalmológica completa é essencial para determinar se o paciente é um bom candidato. Os principais requisitos geralmente incluem:
- ter mais de 21 anos, quando o grau tende a estar mais estável;
- grau estabilizado há pelo menos um ano, com pouca ou nenhuma variação na receita dos óculos;
- boa saúde ocular, sem doenças como glaucoma, catarata ou infecções ativas;
- espessura de córnea adequada para a aplicação do laser com segurança.
Pessoas com condições como diabetes descontrolada ou doenças autoimunes podem não ser candidatas. A avaliação pré-operatória é fundamental para analisar todos esses fatores e alinhar as expectativas sobre os resultados.
Quanto custa a cirurgia a laser nos olhos?
O valor da cirurgia a laser nos olhos varia bastante no Brasil, dependendo da cidade, da clínica, da tecnologia utilizada e da experiência do cirurgião. O preço geralmente é cobrado por olho e pode ser um investimento considerável.
A média de custo por olho, com valores referentes a 2026, fica entre R$ 2.500 e R$ 12.000. Essa variação depende da técnica: o PRK convencional tem um custo mais baixo, enquanto LASIK, SMILE e procedimentos personalizados custam mais. O valor geralmente inclui as consultas pré e pós-operatórias, além do procedimento em si. É importante verificar o que está coberto pelo orçamento para evitar surpresas.
Ao contrário do que muitos pensam, a cirurgia refrativa pode ter cobertura obrigatória pelos planos de saúde. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a cobertura é exigida para pacientes com mais de 18 anos e grau estável há pelo menos um ano, que se enquadrem nos seguintes critérios: miopia moderada a grave, entre -5,0 e -10,0 graus, ou hipermetropia de até 6,0 graus, com ou sem astigmatismo associado de até -4,0 graus. Fora dessas especificações, o procedimento não tem cobertura obrigatória. A operação em si dura poucos minutos, é feita com anestesia local em gotas e a recuperação costuma ser rápida, permitindo que o paciente retome as atividades de rotina em poucos dias.










