O diagnóstico de câncer de endométrio de Fátima Bernardes, descoberto em 2020, trouxe atenção para a importância da prevenção e do acompanhamento médico regular. O caso da apresentadora reforçou como os exames de rotina podem ser fundamentais para identificar doenças precocemente, mesmo na ausência de sintomas evidentes.
O caso da jornalista ilustra uma realidade fundamental da medicina moderna: exames preventivos são a principal ferramenta para detectar doenças em estágio inicial, quando as chances de cura são maiores e os tratamentos, menos agressivos. Muitas condições graves, como o câncer, hipertensão e diabetes, podem ser silenciosas em suas fases iniciais.
A verdade é que adiar a visita ao médico por medo de um diagnóstico ruim ou por acreditar que “está tudo bem” é um risco desnecessário. O check-up serve justamente para confirmar que a saúde vai bem ou para identificar pequenas alterações antes que elas se tornem um grande problema.
Exames de rotina: o que é recomendado para cada idade?
As diretrizes de saúde sugerem um roteiro de exames básicos que se intensifica com o passar dos anos. Embora a recomendação exata deva ser individualizada por um médico, há um consenso sobre os procedimentos essenciais para cada faixa etária.
A partir dos 20 anos
Nesta fase, o foco está na prevenção e no estabelecimento de um histórico de saúde. Os principais exames incluem: hemograma completo para avaliar anemia e infecções, testes de glicemia e colesterol, e aferição da pressão arterial. Para as mulheres a partir dos 25 anos, o exame de papanicolau é indispensável para a prevenção do câncer de colo de útero, devendo ser realizado a cada três anos após dois resultados anuais negativos consecutivos.
A partir dos 40 anos
A atenção se volta para os riscos associados ao avanço da idade. Além dos exames já citados, as mulheres devem conversar com seu médico sobre o início da mamografia para rastreio do câncer de mama, recomendada anualmente por algumas sociedades médicas a partir desta idade. Para os homens, a conversa sobre o rastreamento do câncer de próstata com o exame de PSA e o toque retal deve começar por volta dos 50 anos (ou 45, em caso de histórico familiar), e a decisão sobre realizar os exames deve ser compartilhada com o médico. A partir dos 45 anos, exames para rastreio do câncer colorretal, como a colonoscopia, são indicados para ambos os sexos.
A partir dos 60 anos
O cuidado se intensifica. A densitometria óssea é recomendada para rastrear a osteoporose, especialmente para mulheres na pós-menopausa. Avaliações cardiológicas mais detalhadas, como o eletrocardiograma, e testes de audição e visão passam a integrar a rotina de exames. O acompanhamento de doenças crônicas, se existentes, deve ser ainda mais rigoroso.
É fundamental lembrar que essas são orientações gerais. A frequência e os tipos de exames podem mudar conforme o histórico de saúde pessoal e familiar de cada um. A consulta com um médico de confiança é o passo mais importante para definir um plano de prevenção personalizado.










