Um opioide sintético até 50 vezes mais potente que a heroína e 100 vezes mais forte que a morfina acende um alerta global de saúde e segurança. O fentanil, responsável por uma crise sem precedentes de overdoses nos Estados Unidos, já foi apreendido em operações policiais no Brasil, levantando o temor de que o problema se instale no país.
Originalmente desenvolvido para uso médico, o medicamento é indicado para aliviar dores intensas, principalmente em pacientes com câncer em estágio avançado ou após cirurgias complexas. No entanto, sua produção e distribuição ilegal pelo narcotráfico transformaram a substância em uma das drogas mais letais em circulação.
O perigo está em sua altíssima potência. Uma dose de apenas dois miligramas, equivalente a alguns grãos de sal, pode ser fatal. No mercado ilegal, o fentanil é frequentemente misturado a outras drogas, como cocaína e heroína, muitas vezes sem o conhecimento do usuário, o que multiplica drasticamente o risco de overdose.
Quais são os efeitos do fentanil no corpo?
O fentanil age rapidamente no sistema nervoso central. A substância se liga a receptores cerebrais que controlam a dor e as emoções, gerando uma sensação intensa de euforia e relaxamento. Os principais efeitos incluem:
- Sonolência extrema;
- Confusão mental;
- Náuseas e vômitos;
- Constrição das pupilas;
- Retenção urinária.
O efeito mais perigoso é a depressão respiratória. A droga pode diminuir o ritmo da respiração até pará-la completamente, causando a morte por falta de oxigenação no cérebro em poucos minutos.
O fentanil já é uma realidade no Brasil?
Embora a situação no Brasil não se compare à crise americana, as autoridades já estão em alerta máximo. Nos últimos meses, forças de segurança registraram apreensões da droga em estados como Espírito Santo, São Paulo e Minas Gerais, indicando a movimentação de facções criminosas para testar o mercado nacional.
A preocupação é que o baixo custo de produção e o alto poder viciante do fentanil o tornem uma ameaça real à saúde pública. A resposta das autoridades tem sido intensificar a fiscalização em fronteiras e portos e treinar agentes para identificar e lidar com a substância, que também representa risco para quem a manuseia. A vigilância busca evitar que a droga se espalhe e provoque uma crise similar à que afeta outros países.









