O alerta sobre a formação de um “ciclone bomba” em Santa Catarina acendeu um sinal de preocupação em todo o Brasil. Embora o fenômeno assuste, ele se insere em uma tendência global de eventos climáticos cada vez mais extremos e frequentes, que têm deixado um rastro de destruição e transformado a vida de milhões de pessoas.
Na última década, o mundo testemunhou furacões, enchentes e incêndios de proporções históricas. Esses episódios não apenas causaram prejuízos bilionários, mas também expuseram a vulnerabilidade de cidades e ecossistemas inteiros diante de um clima em rápida transformação. A ciência aponta que muitos desses eventos foram intensificados pelas mudanças climáticas.
Relembre 5 dos maiores desastres climáticos da última década
Furacão Harvey (2017): este furacão de categoria 4 atingiu o Texas, nos Estados Unidos, e ficou marcado pelo volume histórico de chuvas. Em algumas áreas, a precipitação superou 1.500 milímetros, causando inundações catastróficas em Houston. O resultado foi um prejuízo estimado em 125 bilhões de dólares e a morte de 71 pessoas, tornando-o um dos desastres naturais mais caros da história do país.
Incêndios na Austrália (2019-2020): a temporada de incêndios florestais, que ficou conhecida como “Verão Negro”, foi sem precedentes. O fogo consumiu uma área de mais de 18 milhões de hectares, o equivalente a quase metade do território da Alemanha. A fumaça afetou a qualidade do ar em todo o país e estima-se que quase 3 bilhões de animais foram mortos ou deslocados pela destruição das florestas.
Enchentes no Paquistão (2022): chuvas de monções excepcionalmente intensas deixaram um terço do país debaixo d’água, no que a Organização das Nações Unidas (ONU) descreveu como um “dilúvio de monções em esteroides”. O desastre afetou diretamente mais de 33 milhões de pessoas, destruindo casas, plantações e infraestrutura crítica, além de causar milhares de mortes.
Inundações na Europa (2021): uma série de tempestades severas causou enchentes devastadoras na Alemanha e na Bélgica, surpreendendo o continente. Rios transbordaram com uma velocidade alarmante, arrastando carros, casas e pontes em poucas horas. O evento demonstrou a vulnerabilidade de nações desenvolvidas a crises climáticas agudas e levantou debates sobre sistemas de alerta e planejamento urbano.
Furacão Dorian (2019): o que tornou Dorian um dos furacões mais aterrorizantes do Atlântico foi sua lentidão. A tempestade de categoria 5 permaneceu quase parada sobre as Bahamas por mais de 24 horas, com ventos constantes de quase 300 km/h. A destruição foi quase total nas ilhas Ábaco e Grand Bahama, deixando um cenário de devastação completa, com milhares de desabrigados e dezenas de mortos.









