A morte súbita do cantor Lucas, da dupla Lucas & Matheus, ocorrida no último domingo (16) em Portugal, acendeu um alerta sobre os riscos do infarto e de outras doenças cardíacas que podem ser silenciosas. O evento trágico reforça a importância de conhecer os fatores de risco e os sinais que o corpo emite antes de um colapso, informações que podem salvar vidas.
Diferente do que muitos pensam, a morte súbita nem sempre é sinônimo de infarto. Ela é definida como um evento inesperado, geralmente causado por uma arritmia grave que faz o coração parar de bater subitamente. Contudo, um infarto, que é a obstrução do fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco, pode desencadear essa arritmia fatal.
Fatores de risco que merecem atenção
Muitas condições de saúde e hábitos de vida aumentam a probabilidade de um evento cardíaco grave. A maioria deles pode ser controlada com acompanhamento médico e mudanças no cotidiano. Fique atento aos principais:
- Hipertensão arterial: a pressão alta sobrecarrega o coração e as artérias, tornando-os mais vulneráveis.
- Colesterol elevado: o acúmulo de gordura nas artérias (aterosclerose) dificulta a passagem do sangue e pode formar coágulos.
- Diabetes: níveis elevados de açúcar no sangue danificam os vasos sanguíneos ao longo do tempo.
- Tabagismo: o cigarro acelera a frequência cardíaca, contrai as principais artérias e pode criar irregularidades no ritmo do coração.
- Histórico familiar: ter parentes de primeiro grau que sofreram infarto ou morte súbita precocemente é um sinal de alerta.
- Obesidade e sedentarismo: o excesso de peso e a falta de atividade física estão diretamente ligados ao aumento da pressão, do colesterol e do risco de diabetes.
Morte súbita por infarto: sinais de alerta do corpo
O coração pode dar sinais de que algo não vai bem semanas ou até meses antes de um evento agudo. Ignorá-los é um risco. Os sintomas mais comuns que exigem uma avaliação médica imediata incluem:
- Dor ou desconforto no peito: sensação de aperto, pressão ou queimação que pode irradiar para o braço esquerdo, costas, pescoço ou mandíbula.
- Falta de ar: dificuldade para respirar, mesmo em repouso ou ao realizar esforços leves.
- Suor frio e repentino: transpiração intensa sem motivo aparente, acompanhada de palidez.
- Tontura ou desmaio: a perda súbita de consciência ou a sensação de que vai desmaiar pode indicar um problema no ritmo cardíaco.
- Palpitações: sentir o coração batendo de forma irregular, muito rápido ou “falhando” uma batida.
A prevenção é a ferramenta mais eficaz para evitar eventos cardíacos graves. Realizar check-ups anuais, especialmente após os 40 anos, permite identificar e tratar os fatores de risco antes que se tornem um problema maior. Exames simples, como o eletrocardiograma e testes de sangue para medir colesterol e glicose, fornecem um panorama da saúde cardiovascular. Controlar a pressão, adotar uma dieta equilibrada e praticar exercícios regularmente são as melhores estratégias para manter o coração saudável.








