A vacina Shingrix, que protege contra o herpes zoster (conhecido como cobreiro), é uma importante ferramenta de prevenção, mas seu custo na rede particular ainda é um obstáculo para muitos brasileiros. Atualmente, o esquema completo exige duas doses, e o valor total pode pesar no orçamento familiar. A discussão sobre sua inclusão no Sistema Único de Saúde (SUS) avançou no Legislativo, mas encontrou barreiras no Executivo.
Por enquanto, a única forma de se proteger é por meio do mercado privado. A vacina Shingrix, única disponível no Brasil, oferece eficácia superior a 90% na prevenção da doença e, principalmente, de sua complicação mais temida: a neuralgia pós-herpética, uma dor crônica e muitas vezes incapacitante que pode persistir por meses ou anos.
Qual o valor da vacina contra herpes zoster?
O preço de cada dose da vacina contra o herpes zoster varia, em 2026, entre R$ 800 e R$ 950 em laboratórios e clínicas privadas. Como o esquema vacinal completo exige a aplicação de duas doses, com intervalo de dois meses entre elas, o custo total para a imunização fica entre R$ 1.600 e R$ 1.900.
É importante destacar que os valores podem mudar de acordo com a cidade e o estabelecimento escolhido. Algumas clínicas oferecem pacotes que podem reduzir um pouco o custo final, mas o investimento permanece elevado para a maioria da população.
Por que a imunização é importante?
O herpes zoster é causado pela reativação do vírus da catapora, que permanece latente no organismo após a infecção inicial, geralmente na infância. A queda da imunidade, comum com o envelhecimento, pode fazer o vírus “acordar”, causando lesões dolorosas na pele.
A vacinação é recomendada principalmente para adultos com 50 anos ou mais e para imunocomprometidos a partir de 18 anos, grupos com maior risco de desenvolver a doença e suas formas mais graves. O alto custo na rede privada impulsiona o debate sobre a inclusão da vacina no calendário nacional do SUS.
Embora um projeto de lei para incluir o imunizante no SUS tramite no Congresso, a incorporação enfrenta desafios. Em janeiro de 2026, o Ministério da Saúde decidiu não adicionar a vacina ao calendário nacional, considerando o custo anual de R$ 1,2 bilhão como não custo-efetivo para o sistema público. A pasta informou que a decisão pode ser reavaliada no futuro, caso novos fatos sejam apresentados.










