{"id":19572,"date":"2026-01-14T18:09:23","date_gmt":"2026-01-14T21:09:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/?p=19572"},"modified":"2026-01-14T18:09:27","modified_gmt":"2026-01-14T21:09:27","slug":"jovem-de-24-anos-infarta-e-so-descobre-ao-vomitar-sangue","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/2026\/01\/14\/jovem-de-24-anos-infarta-e-so-descobre-ao-vomitar-sangue\/","title":{"rendered":"Jovem de 24 anos infarta e s\u00f3 descobre ao vomitar sangue"},"content":{"rendered":"<p>O caso recente da influenciadora inglesa Faye Greenwood, que sofreu um ataque card\u00edaco em plena viagem de f\u00e9rias a Paris no in\u00edcio de 2025, chamou aten\u00e7\u00e3o para um problema que vem crescendo entre o p\u00fablico feminino mais jovem: o infarto em mulheres. Aos 24 anos, ela apresentou sinais pouco espec\u00edficos, demorou a receber atendimento adequado e acabou passando por um transplante de cora\u00e7\u00e3o meses depois, ap\u00f3s uma longa interna\u00e7\u00e3o e m\u00faltiplos procedimentos. Em suma, a hist\u00f3ria de Faye ilustra como um quadro card\u00edaco grave pode se desenvolver de forma silenciosa e progressiva, principalmente quando sintomas iniciais n\u00e3o recebem a devida aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O epis\u00f3dio ilustra como o reconhecimento dos primeiros sintomas ainda \u00e9 um desafio, principalmente quando o quadro foge do padr\u00e3o mais conhecido. Greenwood relatou confus\u00e3o mental, mal-estar geral e, posteriormente, v\u00f4mitos com apar\u00eancia de sangue. Entre uma ida e outra ao hospital, houve atraso no diagn\u00f3stico e no in\u00edcio do tratamento, o que contribuiu para danos extensos ao m\u00fasculo card\u00edaco e insufici\u00eancia card\u00edaca grave. Portanto, quando sinais estranhos e persistentes surgem, especialmente associados a mal-estar intenso, tontura ou falta de ar, torna-se fundamental procurar ajuda rapidamente, mesmo que a pessoa seja jovem e aparentemente saud\u00e1vel.<\/p>\n<h2>Infarto em mulheres jovens: por que a aten\u00e7\u00e3o precisa ser redobrada?<\/h2>\n<p>O infarto agudo do mioc\u00e1rdio \u00e9 tradicionalmente associado a homens mais velhos, mas dados recentes indicam uma mudan\u00e7a importante nesse cen\u00e1rio. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) aponta que, entre 1990 e 2019, as mortes por infarto em mulheres de 15 a 49 anos aumentaram cerca de 62%. O infarto em mulheres, portanto, deixou de ser uma condi\u00e7\u00e3o considerada rara em idades precoces e passou a ser um tema priorit\u00e1rio de sa\u00fade p\u00fablica. Em suma, entender essa mudan\u00e7a de perfil ajuda a quebrar o mito de que \u201ccora\u00e7\u00e3o s\u00f3 \u00e9 problema depois dos 50\u201d.<\/p>\n<p>Especialistas atribuem esse aumento a uma combina\u00e7\u00e3o de fatores: maior preval\u00eancia de sobrepeso e obesidade, sedentarismo, tabagismo, altera\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas, al\u00e9m de estresse cr\u00f4nico e noites de sono cada vez mais curtas. Em muitas situa\u00e7\u00f5es, essas condi\u00e7\u00f5es se somam a fatores gen\u00e9ticos ou a doen\u00e7as pr\u00e9-existentes ainda n\u00e3o diagnosticadas, elevando o risco de obstru\u00e7\u00e3o das art\u00e9rias coron\u00e1rias mesmo em pessoas com menos de 30 anos. Entretanto, vale ressaltar que nem todas as mulheres com infarto apresentam m\u00faltiplos fatores de risco cl\u00e1ssicos; algumas desenvolvem o problema por altera\u00e7\u00f5es espec\u00edficas nas art\u00e9rias, como a dissec\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea de coron\u00e1ria, mais frequente no sexo feminino.<\/p>\n<h2>Quais s\u00e3o os sintomas de infarto em mulheres?<\/h2>\n<p>De acordo com orienta\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e de entidades cardiol\u00f3gicas, o infarto em mulheres pode se manifestar de duas formas principais: com sintomas considerados \u201ct\u00edpicos\u201d e com sinais chamados de \u201cat\u00edpicos\u201d, que costumam gerar mais confus\u00e3o. A dor intensa no peito ainda \u00e9 um alerta importante, mas n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica forma de apresenta\u00e7\u00e3o, especialmente entre mulheres jovens. Portanto, reconhecer tanto os sinais cl\u00e1ssicos quanto os mais sutis torna-se essencial para buscar atendimento sem demora.<\/p>\n<p>Entre os <strong>sintomas cl\u00e1ssicos de infarto<\/strong>, costumam aparecer:<\/p>\n<ul>\n<li>Dor ou press\u00e3o no peito, que pode irradiar para o bra\u00e7o, ombro, costas ou mand\u00edbula;<\/li>\n<li>Suor frio repentino;<\/li>\n<li>Falta de ar, mesmo em repouso;<\/li>\n<li>Sensa\u00e7\u00e3o de aperto ou queima\u00e7\u00e3o no t\u00f3rax por mais de 20 minutos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>J\u00e1 os <strong>sintomas at\u00edpicos mais observados em mulheres<\/strong> incluem:<\/p>\n<ul>\n<li>Desconforto no est\u00f4mago, azia intensa ou indigest\u00e3o persistente;<\/li>\n<li>N\u00e1useas e v\u00f4mitos sem causa gastrointestinal evidente;<\/li>\n<li>Cansa\u00e7o extremo ou fraqueza sem motivo aparente;<\/li>\n<li>Tontura, desmaios ou sensa\u00e7\u00e3o de desfalecimento;<\/li>\n<li>Palpita\u00e7\u00f5es frequentes ou ritmo card\u00edaco irregular;<\/li>\n<li>Mal-estar generalizado, \u00e0s vezes descrito como \u201calgo errado que n\u00e3o passa\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A combina\u00e7\u00e3o desses sinais at\u00edpicos com falta de informa\u00e7\u00e3o e d\u00favidas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 gravidade dos sintomas pode levar ao atraso na procura por ajuda ou \u00e0 subvaloriza\u00e7\u00e3o do quadro durante a triagem hospitalar, o que aumenta o risco de sequelas permanentes no cora\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, ao notar sintomas persistentes, principalmente quando eles surgem de forma s\u00fabita e intensa, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 n\u00e3o esperar passar sozinho e, sim, buscar avalia\u00e7\u00e3o em servi\u00e7o de urg\u00eancia.<\/p>\n<h2>O que pode levar uma mulher jovem a ter infarto?<\/h2>\n<p>O infarto em mulheres jovens geralmente est\u00e1 relacionado a um conjunto de fatores de risco. Em muitos casos, n\u00e3o se trata de uma \u00fanica causa isolada, mas de um ac\u00famulo de elementos que, ao longo do tempo, comprometem as art\u00e9rias e o m\u00fasculo card\u00edaco. A literatura m\u00e9dica e as diretrizes da SBC destacam alguns pontos recorrentes nesse perfil de paciente. Em suma, estilo de vida, gen\u00e9tica, doen\u00e7as pr\u00e9vias e at\u00e9 condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas da mulher (como gesta\u00e7\u00e3o e uso de horm\u00f4nios) interagem entre si.<\/p>\n<p>Entre os <strong>fatores de risco mais comuns<\/strong>, est\u00e3o:<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Sedentarismo<\/strong>: aus\u00eancia de atividade f\u00edsica regular favorece ganho de peso, resist\u00eancia \u00e0 insulina e aumento da press\u00e3o arterial.<\/li>\n<li><strong>Sobrepeso e obesidade<\/strong>: excesso de gordura corporal est\u00e1 diretamente ligado a inflama\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica, colesterol alterado e maior sobrecarga para o cora\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>Tabagismo<\/strong>: o cigarro danifica a parede das art\u00e9rias, facilita a forma\u00e7\u00e3o de placas de gordura e aumenta a tend\u00eancia \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de co\u00e1gulos.<\/li>\n<li><strong>Alimenta\u00e7\u00e3o rica em ultraprocessados<\/strong>: consumo elevado de sal, gorduras saturadas e a\u00e7\u00facar contribui para hipertens\u00e3o, diabetes e dislipidemia.<\/li>\n<li><strong>Estresse cont\u00ednuo e sono ruim<\/strong>: n\u00edveis elevados de cortisol e noites mal dormidas interferem no controle da press\u00e3o, do peso e da glicemia.<\/li>\n<li><strong>Hist\u00f3rico familiar<\/strong>: parentes de primeiro grau com infarto precoce sugerem maior predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Al\u00e9m desses pontos, algumas condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas aumentam o risco de infarto em mulheres, como uso de anticoncepcionais hormonais em combina\u00e7\u00e3o com tabagismo, doen\u00e7as autoimunes, dist\u00farbios de coagula\u00e7\u00e3o, hipertens\u00e3o gestacional e diabetes. Em determinados casos, mesmo sem fatores de risco aparentes, podem ocorrer altera\u00e7\u00f5es nas art\u00e9rias coron\u00e1rias, como dissec\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea, mais frequente em mulheres. Portanto, consultas regulares com m\u00e9dicos de cl\u00ednica ou cardiologistas, sobretudo quando existem dores no peito recorrentes, palpita\u00e7\u00f5es ou cansa\u00e7o desproporcional, tornam-se importantes mesmo na faixa et\u00e1ria jovem.<\/p>\n<h2>Como reconhecer o infarto em mulheres e agir mais r\u00e1pido?<\/h2>\n<p>A experi\u00eancia de Faye Greenwood evidencia como a interpreta\u00e7\u00e3o inicial dos sintomas pode influenciar diretamente o desfecho. Ela chegou a considerar que estaria \u201cexagerando\u201d ao procurar atendimento pela primeira vez, algo relatado com frequ\u00eancia por mulheres que enfrentam quadros card\u00edacos agudos. A desconfian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00f3pria percep\u00e7\u00e3o de mal-estar tende a adiar a busca por ajuda. Em suma, a mensagem central \u00e9: n\u00e3o minimizar o que o corpo sinaliza, principalmente quando o mal-estar foge totalmente ao habitual.<\/p>\n<p>Para reduzir esse intervalo entre o in\u00edcio dos sinais e o atendimento adequado, algumas medidas s\u00e3o destacadas por profissionais de sa\u00fade:<\/p>\n<ul>\n<li>Levar a s\u00e9rio dores no peito, falta de ar intensa ou mal-estar s\u00fabito, mesmo em pessoas jovens;<\/li>\n<li>Prestar aten\u00e7\u00e3o quando sintomas digestivos (como n\u00e1usea ou dor abdominal) aparecem junto com cansa\u00e7o extremo, suor frio ou tontura;<\/li>\n<li>Buscar servi\u00e7o de emerg\u00eancia em vez de aguardar melhora espont\u00e2nea quando os sinais persistem por mais de alguns minutos ou pioram rapidamente;<\/li>\n<li>Informar, sempre que poss\u00edvel, hist\u00f3rico familiar de problemas card\u00edacos, uso de medicamentos e fatores de risco pessoais.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Nos hospitais, exames como eletrocardiograma, dosagem de marcadores card\u00edacos no sangue e, em alguns casos, ecocardiograma ou cateterismo s\u00e3o fundamentais para confirmar o diagn\u00f3stico e direcionar o tratamento, que pode envolver medicamentos para desobstru\u00e7\u00e3o das art\u00e9rias ou procedimentos como angioplastia e coloca\u00e7\u00e3o de stent. Ent\u00e3o, quanto mais cedo a mulher chega ao atendimento especializado, maiores s\u00e3o as chances de salvar m\u00fasculo card\u00edaco e retornar \u00e0s atividades com menos limita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h2>Infarto em mulheres: o papel da preven\u00e7\u00e3o e do acompanhamento m\u00e9dico<\/h2>\n<p>Al\u00e9m do atendimento emergencial, o infarto em mulheres levanta a import\u00e2ncia de estrat\u00e9gias de longo prazo para reduzir o risco de novos eventos. A SBC refor\u00e7a que grande parte das doen\u00e7as cardiovasculares pode ser evitada ou adiada com medidas de preven\u00e7\u00e3o e acompanhamento adequado, especialmente quando os fatores de risco s\u00e3o identificados precocemente. Em suma, preven\u00e7\u00e3o cardiovascular come\u00e7a muito antes de qualquer dor no peito, com escolhas di\u00e1rias e acompanhamento m\u00e9dico regular.<\/p>\n<p>Entre as recomenda\u00e7\u00f5es gerais para prote\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o feminino, costumam ser citadas:<\/p>\n<ul>\n<li>Manter alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada, com foco em frutas, legumes, verduras e gr\u00e3os integrais;<\/li>\n<li>Praticar atividade f\u00edsica regular, adaptada \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade e orientada por profissional;<\/li>\n<li>Evitar tabagismo e reduzir consumo de \u00e1lcool;<\/li>\n<li>Cuidar do sono e adotar estrat\u00e9gias para manejo do estresse;<\/li>\n<li>Realizar check-ups peri\u00f3dicos, com avalia\u00e7\u00e3o da press\u00e3o arterial, colesterol, glicemia e peso;<\/li>\n<li>Seguir corretamente o tratamento em casos de hipertens\u00e3o, diabetes, arritmias ou outras cardiopatias.<\/li>\n<\/ul>\n<p>O aumento dos casos de infarto em mulheres jovens, especialmente entre 15 e 49 anos, indica que a sa\u00fade cardiovascular desse grupo precisa ser observada com a mesma aten\u00e7\u00e3o dedicada tradicionalmente aos homens. Informar sobre sinais t\u00edpicos e at\u00edpicos, reduzir o estigma em torno da busca por ajuda e incentivar h\u00e1bitos protetores s\u00e3o etapas centrais para diminuir mortes e sequelas decorrentes do infarto em mulheres nos pr\u00f3ximos anos. Portanto, falar abertamente sobre o tema em consultas, em casa, no ambiente de trabalho e nas redes sociais contribui para que mais mulheres reconhe\u00e7am os sinais de alerta a tempo.<\/p>\n<h2>FAQ \u2013 Perguntas frequentes sobre infarto em mulheres<\/h2>\n<p><strong>1. Infarto em mulheres jovens \u00e9 mais emocional ou \u201cpsicol\u00f3gico\u201d?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o. Embora o estresse emocional intenso possa desencadear altera\u00e7\u00f5es card\u00edacas (como a s\u00edndrome de Takotsubo), infarto envolve, na maior parte das vezes, altera\u00e7\u00e3o real das art\u00e9rias coron\u00e1rias ou do fluxo de sangue para o cora\u00e7\u00e3o. Portanto, n\u00e3o \u00e9 \u201cdrama\u201d nem \u201cexagero\u201d; sintomas devem sempre ser levados a s\u00e9rio.<\/p>\n<p><strong>2. Anticoncepcional sempre aumenta o risco de infarto?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o \u00e9 sempre, mas alguns anticoncepcionais hormonais podem elevar o risco de trombose e de eventos cardiovasculares, especialmente quando combinados com tabagismo, obesidade, enxaqueca com aura ou hipertens\u00e3o. Em suma, a escolha do m\u00e9todo contraceptivo deve ser individualizada, com avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica e revis\u00e3o peri\u00f3dica.<\/p>\n<p><strong>3. Mulheres com vida ativa e magras podem ter infarto?<\/strong><br \/>\nSim. Embora atividade f\u00edsica regular e peso adequado reduzam bastante o risco, n\u00e3o existe prote\u00e7\u00e3o absoluta. Fatores como gen\u00e9tica, doen\u00e7as autoimunes, dist\u00farbios de coagula\u00e7\u00e3o e dissec\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea de coron\u00e1ria podem levar ao infarto em mulheres aparentemente saud\u00e1veis. Ent\u00e3o, mesmo quem cuida bem da sa\u00fade precisa ouvir o pr\u00f3prio corpo e investigar sintomas estranhos.<\/p>\n<p><strong>4. Qual a diferen\u00e7a entre crise de ansiedade e infarto em mulheres?<\/strong><br \/>\nAmbos podem causar palpita\u00e7\u00f5es, sensa\u00e7\u00e3o de aperto no peito e falta de ar. Entretanto, no infarto, o desconforto costuma durar mais, pode piorar com esfor\u00e7o, vir acompanhado de n\u00e1useas, suor frio intenso, dor irradiada para bra\u00e7o, costas ou mand\u00edbula e sensa\u00e7\u00e3o de mal-estar muito marcante. Quando h\u00e1 d\u00favida, portanto, o mais seguro \u00e9 procurar pronto-atendimento para afastar causa card\u00edaca.<\/p>\n<p><strong>5. Depois de um infarto, a mulher pode voltar a treinar e trabalhar normalmente?<\/strong><br \/>\nNa maioria dos casos, sim, com acompanhamento cardiol\u00f3gico e participa\u00e7\u00e3o em reabilita\u00e7\u00e3o card\u00edaca. O retorno \u00e0s atividades f\u00edsicas e ao trabalho ocorre de forma gradual, respeitando limites individuais e orienta\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas. Em suma, aderir ao tratamento, aos medicamentos e \u00e0s mudan\u00e7as de estilo de vida aumenta bastante a chance de recupera\u00e7\u00e3o funcional e de boa qualidade de vida ap\u00f3s o evento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O caso recente da influenciadora inglesa Faye Greenwood, que sofreu um ataque card\u00edaco em plena viagem de f\u00e9rias a Paris no in\u00edcio de 2025, chamou aten\u00e7\u00e3o para um problema que vem crescendo entre o p\u00fablico feminino mais jovem: o infarto em mulheres. 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