{"id":19697,"date":"2026-01-15T17:42:42","date_gmt":"2026-01-15T20:42:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/?p=19697"},"modified":"2026-01-15T17:42:46","modified_gmt":"2026-01-15T20:42:46","slug":"pais-identificam-demencia-da-filha-apos-notar-sinal-discreto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/2026\/01\/15\/pais-identificam-demencia-da-filha-apos-notar-sinal-discreto\/","title":{"rendered":"Pais identificam dem\u00eancia da filha ap\u00f3s notar sinal discreto"},"content":{"rendered":"\n<p>A hist\u00f3ria de uma crian\u00e7a que come\u00e7a a perder habilidades que j\u00e1 tinha dominado costuma acender um alerta importante para fam\u00edlias e profissionais de sa\u00fade. Foi o que aconteceu com Poppy, que se desenvolveu como qualquer crian\u00e7a at\u00e9 os tr\u00eas anos, quando passou a regredir em capacidades simples do dia a dia. A menina, que gostava de desenhar a fam\u00edlia com detalhes, passou a fazer apenas c\u00edrculos, como se estivesse desaprendendo a coordenar os movimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tipo de mudan\u00e7a, somado a dificuldades para dormir e epis\u00f3dios de apneia, levou os pais a buscarem respostas durante anos. No in\u00edcio, ent\u00e3o, o quadro recebeu o r\u00f3tulo de defici\u00eancia intelectual isolada, o que n\u00e3o explicava todos os sintomas. Entretanto, a investiga\u00e7\u00e3o s\u00f3 avan\u00e7ou quando Poppy foi encaminhada para um especialista em gen\u00e9tica, j\u00e1 aos sete anos, mostrando como o caminho at\u00e9 o diagn\u00f3stico pode ser longo em doen\u00e7as raras. Em suma, quando uma crian\u00e7a perde habilidades que j\u00e1 dominava, pais precisam insistir em avalia\u00e7\u00f5es complementares.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 a s\u00edndrome de Sanfilippo tipo B?<\/h2>\n\n\n\n<p>A partir dos exames gen\u00e9ticos, foi identificado que Poppy tem <strong>s\u00edndrome de Sanfilippo tipo B<\/strong>, uma forma de dem\u00eancia infantil de origem gen\u00e9tica. Nessa condi\u00e7\u00e3o, o organismo n\u00e3o produz uma enzima necess\u00e1ria para \u201climpar\u201d determinadas subst\u00e2ncias no c\u00e9rebro. Portanto, sem essa enzima, ocorre ac\u00famulo de material t\u00f3xico nas c\u00e9lulas cerebrais, o que leva \u00e0 perda progressiva de fun\u00e7\u00f5es cognitivas e motoras.<\/p>\n\n\n\n<p>A s\u00edndrome de Sanfilippo pertence ao grupo das mucopolissacaridoses, doen\u00e7as em que o corpo n\u00e3o consegue degradar adequadamente certos componentes presentes em tecidos e \u00f3rg\u00e3os. No caso espec\u00edfico do tipo B, a falha enzim\u00e1tica est\u00e1 ligada a um gene alterado herdado dos pais. A crian\u00e7a nasce com a altera\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, mas os sintomas costumam aparecer aos poucos, geralmente na primeira inf\u00e2ncia, muitas vezes confundidos com atraso global do desenvolvimento. Entretanto, ao contr\u00e1rio de atrasos isolados, a s\u00edndrome traz regress\u00e3o clara de habilidades e um curso progressivo, o que, ent\u00e3o, exige aten\u00e7\u00e3o redobrada.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a s\u00edndrome de Sanfilippo tipo B integra o grupo das chamadas doen\u00e7as de dep\u00f3sito lisoss\u00f4mico. Em suma, o lisossomo funciona como um \u201csistema de reciclagem\u201d da c\u00e9lula; quando ele falha, subst\u00e2ncias se acumulam e, ent\u00e3o, prejudicam especialmente o c\u00e9rebro. Por isso, profissionais de sa\u00fade consideram essa condi\u00e7\u00e3o uma dem\u00eancia infantil gen\u00e9tica, com impacto direto na mem\u00f3ria, no comportamento e na autonomia ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sintomas e evolu\u00e7\u00e3o da dem\u00eancia infantil gen\u00e9tica<\/h2>\n\n\n\n<p>Os sinais da <strong>dem\u00eancia infantil<\/strong> relacionada \u00e0 s\u00edndrome de Sanfilippo tipo B variam conforme o est\u00e1gio da doen\u00e7a. Em um primeiro momento, podem surgir atrasos na fala, dificuldades de aprendizagem e altera\u00e7\u00f5es comportamentais. Com o tempo, a crian\u00e7a pode perder habilidades j\u00e1 adquiridas, como desenhar, falar frases completas, correr ou se alimentar sozinha. Em suma, o que antes parecia apenas um atraso leve passa, ent\u00e3o, a se transformar em regress\u00e3o evidente.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos preju\u00edzos cognitivos, a s\u00edndrome pode provocar pequenas altera\u00e7\u00f5es anat\u00f4micas, que mudam de acordo com o subtipo da doen\u00e7a. Existem quatro subtipos principais de s\u00edndrome de Sanfilippo, cada um associado \u00e0 falta de uma enzima espec\u00edfica. Em comum, todos provocam ac\u00famulo de subst\u00e2ncias no sistema nervoso central, o que, ao longo dos anos, compromete gravemente o funcionamento do c\u00e9rebro e reduz a expectativa de vida, geralmente antes da terceira d\u00e9cada. Entretanto, a velocidade de progress\u00e3o varia entre as crian\u00e7as, e o acompanhamento regular permite ajustar o plano de cuidados.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Perda de habilidades motoras finas, como desenhar ou escrever;<\/li>\n\n\n\n<li>Dificuldade para dormir e epis\u00f3dios de apneia;<\/li>\n\n\n\n<li>Altera\u00e7\u00f5es na fala e na compreens\u00e3o;<\/li>\n\n\n\n<li>Comportamento agitado ou regress\u00e3o no comportamento;<\/li>\n\n\n\n<li>Comprometimento progressivo da mem\u00f3ria e da coordena\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Portanto, quando a fam\u00edlia percebe que a crian\u00e7a esquece palavras, cai com frequ\u00eancia, se mostra mais irritada e, ent\u00e3o, n\u00e3o acompanha mais o ritmo escolar, a orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 procurar avalia\u00e7\u00e3o com neuropediatra ou geneticista. Em suma, reconhecer o padr\u00e3o de regress\u00e3o e agita\u00e7\u00e3o ajuda a encurtar o tempo at\u00e9 o diagn\u00f3stico de dem\u00eancia infantil gen\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como \u00e9 feito o diagn\u00f3stico da s\u00edndrome de Sanfilippo tipo B?<\/h2>\n\n\n\n<p>O diagn\u00f3stico costuma combinar avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, exames laboratoriais e testes gen\u00e9ticos. Em muitos casos, fam\u00edlias passam por diversos especialistas at\u00e9 chegarem ao geneticista ou neurologista pedi\u00e1trico. A confirma\u00e7\u00e3o exige a identifica\u00e7\u00e3o da defici\u00eancia enzim\u00e1tica e, em seguida, a an\u00e1lise do gene envolvido. Portanto, o processo inclui tanto exames de rotina quanto testes mais espec\u00edficos, que nem sempre aparecem na primeira consulta.<\/p>\n\n\n\n<p>Como a s\u00edndrome tem origem heredit\u00e1ria, a descoberta em uma crian\u00e7a geralmente leva ao rastreamento de irm\u00e3os. No caso relatado, o irm\u00e3o mais novo, Oliver, foi testado aos dois anos e tamb\u00e9m recebeu o diagn\u00f3stico da condi\u00e7\u00e3o. Esse tipo de investiga\u00e7\u00e3o em familiares permite iniciar o acompanhamento mais cedo, mesmo antes do aparecimento de sintomas marcantes. Em suma, quando um caso se confirma, a fam\u00edlia inteira passa, ent\u00e3o, a fazer parte da estrat\u00e9gia de cuidado e aconselhamento gen\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Avalia\u00e7\u00e3o do desenvolvimento infantil e do comportamento;<\/li>\n\n\n\n<li>Exames de sangue e urina para investigar ac\u00famulo de subst\u00e2ncias;<\/li>\n\n\n\n<li>Testes espec\u00edficos de atividade enzim\u00e1tica;<\/li>\n\n\n\n<li>Estudo gen\u00e9tico para identificar a muta\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel;<\/li>\n\n\n\n<li>Avalia\u00e7\u00e3o complementar com neurologista, cardiologista e outros especialistas, conforme necess\u00e1rio.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Entretanto, o diagn\u00f3stico n\u00e3o se limita ao \u201cnome\u201d da doen\u00e7a. Ele orienta, ent\u00e3o, o planejamento de terapias de reabilita\u00e7\u00e3o, o acompanhamento escolar, as adapta\u00e7\u00f5es em casa e, em suma, o preparo emocional da fam\u00edlia. Portanto, quanto antes a confirma\u00e7\u00e3o ocorre, mais cedo se organiza uma rede de suporte abrangente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qual \u00e9 o tratamento dispon\u00edvel hoje?<\/h2>\n\n\n\n<p>At\u00e9 2025, n\u00e3o h\u00e1 cura reconhecida para a <strong>s\u00edndrome de Sanfilippo tipo B<\/strong>. O tratamento padr\u00e3o \u00e9 voltado para o manejo de sintomas, buscando preservar a qualidade de vida pelo maior tempo poss\u00edvel. Isso geralmente envolve uma equipe multidisciplinar, com participa\u00e7\u00e3o de neurologistas, fisioterapeutas, fonoaudi\u00f3logos, terapeutas ocupacionais, psic\u00f3logos e outros profissionais. Em suma, o foco recai sobre o conforto, a funcionalidade e o apoio cont\u00ednuo \u00e0 crian\u00e7a e \u00e0 fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em paralelo ao cuidado di\u00e1rio, fam\u00edlias t\u00eam se mobilizado em campanhas para financiar estudos de <strong>terapia de reposi\u00e7\u00e3o enzim\u00e1tica<\/strong> diretamente no c\u00e9rebro. A proposta dessas pesquisas experimentais \u00e9 levar a enzima ausente ao sistema nervoso central, tentando reduzir o ac\u00famulo de subst\u00e2ncias t\u00f3xicas e desacelerar a progress\u00e3o da dem\u00eancia infantil. Essa abordagem ainda est\u00e1 em fase de testes e n\u00e3o \u00e9 aprovada por ag\u00eancias reguladoras, mas tem reunido apoio em diferentes pa\u00edses. Portanto, muitas fam\u00edlias acompanham de perto ensaios cl\u00ednicos e, ent\u00e3o, avaliam, com seus m\u00e9dicos, a possibilidade de participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Cuidados de reabilita\u00e7\u00e3o (fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional);<\/li>\n\n\n\n<li>Controle de sintomas como apneia do sono e crises convulsivas, quando presentes;<\/li>\n\n\n\n<li>Acompanhamento psicol\u00f3gico para a crian\u00e7a e para a fam\u00edlia;<\/li>\n\n\n\n<li>Participa\u00e7\u00e3o em estudos cl\u00ednicos, quando eleg\u00edvel e dispon\u00edvel.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Entretanto, mesmo sem cura, medidas simples do dia a dia fazem diferen\u00e7a. Adapta\u00e7\u00f5es no ambiente para evitar quedas, rotinas estruturadas para o sono, comunica\u00e7\u00e3o visual e apoio escolar especializado, ent\u00e3o, ajudam a manter a crian\u00e7a mais segura e acolhida. Em suma, o tratamento combina ci\u00eancia, cuidado cotidiano e suporte emocional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O papel das fam\u00edlias e das pesquisas na dem\u00eancia infantil<\/h2>\n\n\n\n<p>Diante de uma doen\u00e7a rara e progressiva, familiares t\u00eam buscado alternativas em pesquisa cient\u00edfica, arrecadando recursos para estudos cl\u00ednicos internacionais. No caso de Poppy e Oliver, campanhas on-line j\u00e1 reuniram milh\u00f5es de d\u00f3lares destinados ao desenvolvimento de terapias experimentais. Esse movimento refor\u00e7a a import\u00e2ncia da divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre dem\u00eancia infantil gen\u00e9tica e do acesso a diagn\u00f3stico precoce. Portanto, a uni\u00e3o entre fam\u00edlias, m\u00e9dicos e pesquisadores se torna, ent\u00e3o, um eixo central para o avan\u00e7o dessa \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao dar visibilidade para a <em>s\u00edndrome de Sanfilippo tipo B<\/em> e outras formas de dem\u00eancia infantil, pais, profissionais de sa\u00fade e pesquisadores contribuem para ampliar o entendimento p\u00fablico sobre essas condi\u00e7\u00f5es. Isso inclui desde o reconhecimento dos primeiros sinais de regress\u00e3o no desenvolvimento at\u00e9 a discuss\u00e3o \u00e9tica e cient\u00edfica sobre tratamentos inovadores, ainda em avalia\u00e7\u00e3o. Em suma, o avan\u00e7o do conhecimento na \u00e1rea tende a abrir caminhos para estrat\u00e9gias mais eficazes de cuidado e para novas op\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas no futuro. Entretanto, at\u00e9 que terapias curativas se tornem realidade, a informa\u00e7\u00e3o de qualidade e o suporte continuado seguem como as principais ferramentas de enfrentamento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">FAQ \u2013 Perguntas frequentes sobre s\u00edndrome de Sanfilippo tipo B e dem\u00eancia infantil<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>1. A s\u00edndrome de Sanfilippo tipo B \u00e9 a mesma coisa que autismo?<\/strong><br>N\u00e3o. Entretanto, no in\u00edcio, o quadro pode se parecer com o autismo, j\u00e1 que muitas crian\u00e7as apresentam atraso de fala, hiperatividade e dificuldades de intera\u00e7\u00e3o social. Em suma, a grande diferen\u00e7a \u00e9 que, na s\u00edndrome de Sanfilippo tipo B, ocorre regress\u00e3o progressiva de habilidades e perda de fun\u00e7\u00f5es que a crian\u00e7a j\u00e1 dominava, o que, ent\u00e3o, n\u00e3o faz parte do padr\u00e3o t\u00edpico do transtorno do espectro autista.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. Em que idade os primeiros sintomas costumam aparecer?<\/strong><br>Na maioria dos casos, os sinais surgem entre 2 e 6 anos de idade. Portanto, pais podem notar inicialmente atraso de fala, dificuldade de aprendizado, sono bastante agitado e comportamentos considerados \u201cfora do esperado\u201d para a idade. Em suma, quando essas altera\u00e7\u00f5es se associam \u00e0 perda de habilidades, vale procurar avalia\u00e7\u00e3o especializada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. Existe exame no teste do pezinho para detectar a s\u00edndrome?<\/strong><br>No Brasil e em muitos outros pa\u00edses, o teste do pezinho tradicional ainda n\u00e3o inclui a s\u00edndrome de Sanfilippo tipo B. Entretanto, alguns programas ampliados e testes particulares de triagem neonatal j\u00e1 come\u00e7am, ent\u00e3o, a investigar algumas doen\u00e7as de dep\u00f3sito lisoss\u00f4mico. Portanto, fam\u00edlias com hist\u00f3rico da doen\u00e7a podem discutir com o geneticista op\u00e7\u00f5es de rastreamento precoce.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4. A crian\u00e7a com dem\u00eancia infantil sempre vai precisar de cadeira de rodas?<\/strong><br>Nem sempre. A evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 vari\u00e1vel. Entretanto, como a doen\u00e7a compromete coordena\u00e7\u00e3o motora e equil\u00edbrio, muitas crian\u00e7as passam, ent\u00e3o, a usar cadeira de rodas ou outros recursos de mobilidade em fases mais avan\u00e7adas. Em suma, o objetivo n\u00e3o \u00e9 limitar a crian\u00e7a, mas garantir seguran\u00e7a, conforto e autonomia dentro do poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5. O que a escola pode fazer para ajudar um aluno com s\u00edndrome de Sanfilippo?<\/strong><br>A escola pode adaptar atividades, oferecer apoio de profissionais de educa\u00e7\u00e3o especial, ajustar a carga de est\u00edmulos e, ent\u00e3o, criar um ambiente mais previs\u00edvel e acolhedor. Em suma, comunica\u00e7\u00e3o constante entre fam\u00edlia, equipe pedag\u00f3gica e profissionais de sa\u00fade permite planejar estrat\u00e9gias espec\u00edficas, como uso de imagens, rotinas visuais e flexibiliza\u00e7\u00e3o de objetivos acad\u00eamicos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>6. H\u00e1 algo que os pais possam fazer em casa para estimular a crian\u00e7a?<\/strong><br>Sim. Em suma, manter rotinas estruturadas, propor brincadeiras que estimulem movimento seguro, linguagem e intera\u00e7\u00e3o social, al\u00e9m de garantir um ambiente afetivo e previs\u00edvel, ajuda bastante. Portanto, seguir as orienta\u00e7\u00f5es de fisioterapeutas, fonoaudi\u00f3logos e terapeutas ocupacionais e, ent\u00e3o, adaptar as atividades ao n\u00edvel de energia da crian\u00e7a faz grande diferen\u00e7a no bem-estar di\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria de uma crian\u00e7a que come\u00e7a a perder habilidades que j\u00e1 tinha dominado costuma acender um alerta importante para fam\u00edlias e profissionais de sa\u00fade. Foi o que aconteceu com Poppy, que se desenvolveu como qualquer crian\u00e7a at\u00e9 os tr\u00eas anos, quando passou a regredir em capacidades simples do dia a dia. 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