{"id":19964,"date":"2026-01-19T17:54:46","date_gmt":"2026-01-19T20:54:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/?p=19964"},"modified":"2026-01-19T17:54:50","modified_gmt":"2026-01-19T20:54:50","slug":"cannabis-nao-mostra-eficacia-contra-dor-neuropatica-cronica-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/2026\/01\/19\/cannabis-nao-mostra-eficacia-contra-dor-neuropatica-cronica-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Cannabis n\u00e3o mostra efic\u00e1cia contra dor neurop\u00e1tica cr\u00f4nica, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p>A dor neurop\u00e1tica cr\u00f4nica \u00e9 um tipo de dor que surge quando os nervos se lesionam e passam a enviar sinais alterados ao c\u00e9rebro. Diferentemente de dores agudas, ligadas a ferimentos ou inflama\u00e7\u00f5es passageiras, esse quadro tende a se prolongar e pode interferir de forma importante na rotina di\u00e1ria. Em suma, trata-se de uma condi\u00e7\u00e3o complexa, que afeta sono, humor, capacidade de trabalhar e qualidade de vida como um todo. Por isso, muitos pacientes acabam procurando alternativas al\u00e9m dos analg\u00e9sicos usuais, anti-inflamat\u00f3rios e antidepressivos usados na pr\u00e1tica cl\u00ednica.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, os medicamentos \u00e0 base de cannabis passaram a ser citados com frequ\u00eancia como poss\u00edvel op\u00e7\u00e3o para o controle da dor neurop\u00e1tica cr\u00f4nica. A populariza\u00e7\u00e3o do tema, impulsionada por relatos individuais, presen\u00e7a crescente na m\u00eddia e pela amplia\u00e7\u00e3o de regulamenta\u00e7\u00f5es em alguns pa\u00edses, motivou maior interesse de profissionais de sa\u00fade e pacientes. Entretanto, esse crescimento tamb\u00e9m aumentou a necessidade de avaliar com rigor cient\u00edfico se esses produtos realmente trazem benef\u00edcios consistentes e seguros. Portanto, entender o que a ci\u00eancia mostra hoje sobre cannabis medicinal e dor neurop\u00e1tica se tornou fundamental para decis\u00f5es mais conscientes.<\/p>\n<h2>O que \u00e9 dor neurop\u00e1tica cr\u00f4nica e por que \u00e9 t\u00e3o desafiadora?<\/h2>\n<p>A dor neurop\u00e1tica cr\u00f4nica ocorre quando h\u00e1 dano ou mau funcionamento de estruturas do sistema nervoso, seja no c\u00e9rebro e medula espinhal (sistema nervoso central) ou nos nervos que se espalham pelo corpo (sistema nervoso perif\u00e9rico). Ent\u00e3o, em vez de responder de forma adequada aos est\u00edmulos, essas estruturas passam a gerar sinais de dor mesmo quando n\u00e3o existe mais les\u00e3o ativa ou inflama\u00e7\u00e3o evidente.<\/p>\n<p>Entre as causas comuns est\u00e3o <strong>diabetes<\/strong>, infec\u00e7\u00e3o por <strong>herpes zoster<\/strong>, compress\u00f5es nervosas como s\u00edndrome do t\u00fanel do carpo ou ciatalgia, al\u00e9m de traumas, cirurgias e acidente vascular cerebral. Doen\u00e7as autoimunes, infec\u00e7\u00e3o por HIV, uso prolongado de \u00e1lcool e alguns tipos de c\u00e2ncer tamb\u00e9m podem estar envolvidos. Portanto, a origem da dor neurop\u00e1tica cr\u00f4nica costuma ser multifatorial e, muitas vezes, ligada a doen\u00e7as de base complexas.<\/p>\n<p>Os sintomas mais relatados incluem sensa\u00e7\u00e3o de queima\u00e7\u00e3o, choques, pontadas, agulhadas, formigamento e hipersensibilidade ao toque, em que est\u00edmulos leves provocam dor intensa. Al\u00e9m disso, muitos pacientes se queixam de piora \u00e0 noite, dificuldade para manter o sono e impacto emocional importante, como ansiedade e irritabilidade. Mesmo com arsenal medicamentoso dispon\u00edvel, nem todos obt\u00eam al\u00edvio satisfat\u00f3rio. Em muitos casos, o tratamento envolve combina\u00e7\u00e3o de f\u00e1rmacos, fisioterapia, reabilita\u00e7\u00e3o e estrat\u00e9gias n\u00e3o farmacol\u00f3gicas, o que torna o manejo complexo e prolongado.<\/p>\n<p>Em suma, a dor neurop\u00e1tica cr\u00f4nica representa um desafio justamente porque n\u00e3o depende apenas de \u201cdesinflamar\u201d ou \u201ccicatrizar\u201d um tecido, mas exige abordagem integrada do sistema nervoso, das comorbidades e do contexto de vida da pessoa.<\/p>\n<h2>Medicamentos \u00e0 base de cannabis ajudam na dor neurop\u00e1tica cr\u00f4nica?<\/h2>\n<p>A express\u00e3o <strong>cannabis medicinal<\/strong> abrange diferentes produtos elaborados a partir da planta Cannabis sativa, principalmente duas subst\u00e2ncias: o <strong>THC<\/strong> (tetra-hidrocanabinol) e o <strong>CBD<\/strong> (canabidiol). Esses compostos podem ser usados isoladamente ou em combina\u00e7\u00e3o, em propor\u00e7\u00f5es variadas. A hip\u00f3tese por tr\u00e1s do uso na dor neurop\u00e1tica cr\u00f4nica \u00e9 a de que atuariam no sistema endocanabinoide, influenciando a transmiss\u00e3o de sinais dolorosos, a modula\u00e7\u00e3o de neurotransmissores e a resposta inflamat\u00f3ria.<\/p>\n<p>Uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica recente, publicada em 2025 em base de dados cient\u00edfica internacional, reuniu informa\u00e7\u00f5es de 21 ensaios cl\u00ednicos que inclu\u00edram mais de 2,1 mil adultos com dor neurop\u00e1tica. Os estudos compararam diferentes formas de <strong>cannabis para dor neurop\u00e1tica<\/strong> com placebos, ou seja, subst\u00e2ncias sem princ\u00edpio ativo, por per\u00edodos de duas a 26 semanas. O objetivo era verificar se algum produto canabinoide apresentaria redu\u00e7\u00e3o de dor superior \u00e0 obtida com o placebo, em intensidade e em relev\u00e2ncia cl\u00ednica.<\/p>\n<p>Nessa an\u00e1lise, foram avaliados produtos com predomin\u00e2ncia de THC, formula\u00e7\u00f5es com mais CBD e prepara\u00e7\u00f5es que traziam os dois em propor\u00e7\u00f5es semelhantes. Portanto, os pesquisadores conseguiram observar um panorama relativamente amplo de combina\u00e7\u00f5es poss\u00edveis. Mesmo diante dessa variedade de combina\u00e7\u00f5es e posologias, os autores relataram que n\u00e3o houve evid\u00eancia consistente de que os medicamentos \u00e0 base de cannabis proporcionassem al\u00edvio de dor clinicamente relevante quando comparados ao placebo, na popula\u00e7\u00e3o estudada.<\/p>\n<p>Entretanto, alguns indiv\u00edduos relataram melhora subjetiva de bem-estar, sono ou humor, o que pode influenciar a percep\u00e7\u00e3o de dor no dia a dia. Esses achados, por\u00e9m, n\u00e3o se mostraram homog\u00eaneos entre os estudos e n\u00e3o alcan\u00e7aram, de modo geral, o patamar de benef\u00edcio considerado robusto em pesquisa cl\u00ednica. Portanto, com o que se sabe at\u00e9 agora, a <strong>efic\u00e1cia da cannabis medicinal na dor neurop\u00e1tica cr\u00f4nica<\/strong> permanece incerta e n\u00e3o substitui, de forma autom\u00e1tica, os tratamentos consolidados.<\/p>\n<h2>Quais tipos de produtos de cannabis foram estudados?<\/h2>\n<p>Os ensaios cl\u00ednicos englobaram diversas apresenta\u00e7\u00f5es de <strong>medicamentos canabinoides<\/strong>, o que reflete a diversidade encontrada na pr\u00e1tica. Entre as formas testadas estavam:<\/p>\n<ul>\n<li>Erva de cannabis para inala\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Sprays bucais com THC, CBD ou ambos;<\/li>\n<li>C\u00e1psulas e comprimidos com extratos padronizados;<\/li>\n<li>Cremes e lo\u00e7\u00f5es de uso t\u00f3pico;<\/li>\n<li>Adesivos transd\u00e9rmicos contendo canabinoides.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Al\u00e9m dessas apresenta\u00e7\u00f5es, outras formula\u00e7\u00f5es come\u00e7am a surgir no mercado, como \u00f3leos sublinguais e solu\u00e7\u00f5es orais com diferentes propor\u00e7\u00f5es de THC e CBD. Entretanto, muitas delas ainda n\u00e3o contam com estudos cl\u00ednicos robustos em dor neurop\u00e1tica cr\u00f4nica. Portanto, quem pensa em usar cannabis medicinal precisa conversar com o m\u00e9dico sobre o tipo de produto, concentra\u00e7\u00e3o de canabinoides e forma de uso mais adequada ao seu caso espec\u00edfico.<\/p>\n<p>Apesar das diferen\u00e7as de via de administra\u00e7\u00e3o e composi\u00e7\u00e3o, o crit\u00e9rio principal era avaliar se havia mudan\u00e7a significativa na intensidade da dor em compara\u00e7\u00e3o com o grupo placebo. Em alguns estudos, participantes relataram pequenas melhoras, mas essas redu\u00e7\u00f5es n\u00e3o atingiram, em geral, o patamar considerado significativo para caracterizar benef\u00edcio cl\u00ednico robusto. Assim, a <strong>efic\u00e1cia da cannabis medicinal na dor neurop\u00e1tica<\/strong> permaneceu classificada como incerta pelos revisores.<\/p>\n<p>Em suma, existem muitas apresenta\u00e7\u00f5es de <strong>cannabis para dor neurop\u00e1tica<\/strong>, mas ainda faltam dados comparativos que indiquem com clareza qual formula\u00e7\u00e3o, dose e dura\u00e7\u00e3o de uso trariam maior chance de benef\u00edcio com menor risco de efeitos adversos.<\/p>\n<h2>Quais efeitos colaterais foram observados?<\/h2>\n<p>Al\u00e9m da efic\u00e1cia limitada, o levantamento tamb\u00e9m descreveu rea\u00e7\u00f5es adversas associadas principalmente aos produtos com <strong>THC<\/strong>. Entre os efeitos relatados com mais frequ\u00eancia estavam tontura, sonol\u00eancia, sensa\u00e7\u00e3o de fadiga e altera\u00e7\u00f5es na aten\u00e7\u00e3o. Em alguns ensaios, esses sintomas foram intensos o suficiente para levar parte dos participantes a interromper o uso antes do fim do estudo.<\/p>\n<p>Rea\u00e7\u00f5es desse tipo podem interferir em atividades cotidianas, sobretudo em tarefas que exigem concentra\u00e7\u00e3o, como operar m\u00e1quinas ou dirigir. Portanto, quem utiliza formula\u00e7\u00f5es com THC precisa receber orienta\u00e7\u00e3o clara sobre riscos de seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito e no trabalho. Entretanto, nem todos os pacientes apresentam os mesmos efeitos, e a sensibilidade individual ao THC varia bastante.<\/p>\n<p>J\u00e1 as formula\u00e7\u00f5es ricas em <strong>CBD<\/strong> tendem a apresentar outro perfil de eventos adversos, em geral mais leves, como desconforto gastrointestinal, diarreia ou altera\u00e7\u00f5es discretas de apetite, conforme descrito em diferentes estudos. Ent\u00e3o, muitas pessoas veem o CBD como uma op\u00e7\u00e3o teoricamente mais segura no dia a dia, embora isso n\u00e3o signifique aus\u00eancia total de riscos. Al\u00e9m disso, tanto THC quanto CBD podem interagir com outros medicamentos, como anticoagulantes, anticonvulsivantes e alguns antidepressivos.<\/p>\n<p>Ainda assim, os autores refor\u00e7aram que as amostras e o tempo de seguimento analisados n\u00e3o permitem afirmar com precis\u00e3o o risco de efeitos em uso prolongado. Em suma, faltam dados de longo prazo sobre seguran\u00e7a de <strong>cannabis medicinal para dor neurop\u00e1tica<\/strong>, especialmente em pessoas idosas, com m\u00faltiplas doen\u00e7as cr\u00f4nicas ou em uso de diversos rem\u00e9dios ao mesmo tempo.<\/p>\n<h2>O que ainda precisa ser estudado sobre cannabis medicinal e dor neurop\u00e1tica?<\/h2>\n<p>De acordo com os respons\u00e1veis pela revis\u00e3o, os ensaios cl\u00ednicos dispon\u00edveis at\u00e9 o momento apresentam limita\u00e7\u00f5es importantes. Em v\u00e1rios casos, o n\u00famero de participantes foi relativamente pequeno, a dura\u00e7\u00e3o do tratamento foi curta e os crit\u00e9rios de inclus\u00e3o exclu\u00edram pessoas com outras doen\u00e7as f\u00edsicas relevantes ou transtornos mentais associados, como depress\u00e3o ou ansiedade, que s\u00e3o comuns em quem tem <strong>dor neurop\u00e1tica cr\u00f4nica<\/strong>.<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, os pesquisadores sugerem que futuros estudos sobre <strong>cannabis medicinal para dor neurop\u00e1tica<\/strong> observem alguns pontos:<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Aumentar o n\u00famero de participantes<\/strong>, para tornar os resultados mais confi\u00e1veis;<\/li>\n<li><strong>Manter o tratamento por pelo menos 12 semanas<\/strong>, permitindo acompanhar efeitos de m\u00e9dio prazo;<\/li>\n<li><strong>Incluir pacientes com comorbidades<\/strong>, como doen\u00e7as cr\u00f4nicas e transtornos mentais, para refletir melhor a realidade cl\u00ednica;<\/li>\n<li><strong>Padronizar doses e tipos de formula\u00e7\u00e3o<\/strong>, facilitando a compara\u00e7\u00e3o entre estudos;<\/li>\n<li><strong>Monitorar de forma sistem\u00e1tica os efeitos adversos<\/strong>, especialmente em uso continuado.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Portanto, o conhecimento sobre a <strong>utiliza\u00e7\u00e3o de canabinoides na dor neurop\u00e1tica<\/strong> ainda se encontra em constru\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, al\u00e9m de novos ensaios cl\u00ednicos, tamb\u00e9m se tornam importantes registros de uso no \u201cmundo real\u201d, que acompanhem pacientes por mais tempo e avaliem aspectos como fun\u00e7\u00e3o, qualidade de vida, sono e retorno ao trabalho, n\u00e3o apenas a intensidade de dor.<\/p>\n<p>Com essas medidas, a expectativa \u00e9 que o conhecimento sobre a <strong>utiliza\u00e7\u00e3o de canabinoides na dor neurop\u00e1tica<\/strong> se torne mais s\u00f3lido, permitindo avaliar de forma mais precisa quais grupos de pacientes poderiam se beneficiar, quais doses seriam mais adequadas e quais riscos estariam envolvidos. Enquanto essas respostas n\u00e3o s\u00e3o totalmente esclarecidas, o tema segue em investiga\u00e7\u00e3o e costuma ser discutido caso a caso entre profissionais de sa\u00fade e pacientes, levando em considera\u00e7\u00e3o evid\u00eancias dispon\u00edveis, regulamenta\u00e7\u00e3o vigente e alternativas terap\u00eauticas j\u00e1 consolidadas.<\/p>\n<p>Em suma, a decis\u00e3o de usar ou n\u00e3o <strong>cannabis medicinal para dor neurop\u00e1tica cr\u00f4nica<\/strong> deve ser individualizada, informada e acompanhada de perto por um profissional habilitado, integrando-se a um plano mais amplo de tratamento da dor.<\/p>\n<h2>FAQ \u2013 Perguntas frequentes sobre cannabis medicinal e dor neurop\u00e1tica cr\u00f4nica<\/h2>\n<p><strong>1. Cannabis medicinal cura a dor neurop\u00e1tica cr\u00f4nica?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o. A cannabis medicinal, quando usada, faz parte de uma estrat\u00e9gia de controle de sintomas, e n\u00e3o de cura. Portanto, mesmo quando h\u00e1 alguma melhora, ela costuma ser parcial e n\u00e3o elimina a necessidade de tratar a causa de base, quando poss\u00edvel, e de manter outras abordagens como fisioterapia, reabilita\u00e7\u00e3o e acompanhamento psicol\u00f3gico.<\/p>\n<p><strong>2. Quem tem dor neurop\u00e1tica cr\u00f4nica pode substituir todos os rem\u00e9dios por cannabis?<\/strong><br \/>\nEm geral, n\u00e3o se recomenda suspender os medicamentos de forma abrupta para trocar apenas por cannabis. Entretanto, em alguns casos selecionados, o m\u00e9dico pode avaliar a possibilidade de ajustar doses de outros rem\u00e9dios se houver resposta consistente e sustentada aos canabinoides. Ent\u00e3o, qualquer mudan\u00e7a de tratamento deve ocorrer sempre com supervis\u00e3o profissional.<\/p>\n<p><strong>3. Cannabis medicinal funciona melhor em algum tipo espec\u00edfico de dor neurop\u00e1tica?<\/strong><br \/>\nAt\u00e9 o momento, os estudos n\u00e3o mostram de forma clara que a cannabis medicinal funcione melhor em um tipo espec\u00edfico de dor neurop\u00e1tica, como neuropatia diab\u00e9tica ou neuralgia p\u00f3s-herp\u00e9tica. Portanto, ainda n\u00e3o existe um perfil de paciente bem definido em que o benef\u00edcio seja previs\u00edvel. Essa identifica\u00e7\u00e3o de subgrupos que possam se beneficiar mais representa uma linha importante de pesquisa futura.<\/p>\n<p><strong>4. Existe risco de depend\u00eancia ao usar produtos com THC para dor neurop\u00e1tica?<\/strong><br \/>\nProdutos com THC t\u00eam potencial de causar uso problem\u00e1tico em algumas pessoas, principalmente em doses altas e uso prolongado. Entretanto, quando prescritos e acompanhados de perto por profissionais de sa\u00fade, com doses controladas e indica\u00e7\u00e3o clara, esse risco tende a ficar menor. Em suma, hist\u00f3rico de abuso de subst\u00e2ncias, transtornos psiqui\u00e1tricos n\u00e3o tratados e uso recreativo paralelo aumentam o risco e exigem avalia\u00e7\u00e3o ainda mais cuidadosa.<\/p>\n<p><strong>5. O CBD isolado \u00e9 mais seguro do que o THC?<\/strong><br \/>\nEm geral, o CBD isolado apresenta perfil de seguran\u00e7a mais favor\u00e1vel em compara\u00e7\u00e3o ao THC, com menos efeitos psicoativos como euforia, ansiedade ou altera\u00e7\u00e3o da percep\u00e7\u00e3o. Entretanto, ele tamb\u00e9m pode causar efeitos indesej\u00e1veis e interagir com outros medicamentos. Portanto, mesmo produtos considerados \u201capenas CBD\u201d devem ser usados com orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, sobretudo em pessoas com doen\u00e7as hep\u00e1ticas, idosos ou pacientes em uso de m\u00faltiplas medica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>6. Posso comprar \u00f3leo de cannabis pela internet para tratar minha dor neurop\u00e1tica?<\/strong><br \/>\nA compra de produtos de cannabis pela internet, sem prescri\u00e7\u00e3o e sem garantia de qualidade, traz riscos importantes. Ent\u00e3o, a concentra\u00e7\u00e3o real de THC e CBD pode n\u00e3o corresponder ao r\u00f3tulo, e a presen\u00e7a de contaminantes, como solventes, metais pesados ou pesticidas, pode prejudicar a sa\u00fade. Portanto, o ideal \u00e9 seguir a legisla\u00e7\u00e3o do seu pa\u00eds, buscar produtos regularizados e utilizar cannabis medicinal apenas com acompanhamento de um profissional capacitado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A dor neurop\u00e1tica cr\u00f4nica \u00e9 um tipo de dor que surge quando os nervos se lesionam e passam a enviar sinais alterados ao c\u00e9rebro. 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