{"id":19979,"date":"2026-01-19T18:04:04","date_gmt":"2026-01-19T21:04:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/?p=19979"},"modified":"2026-01-19T18:04:07","modified_gmt":"2026-01-19T21:04:07","slug":"quem-tem-mais-chances-de-morrer-de-dengue-estudo-revela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/2026\/01\/19\/quem-tem-mais-chances-de-morrer-de-dengue-estudo-revela\/","title":{"rendered":"Quem tem mais chances de morrer de dengue? Estudo revela"},"content":{"rendered":"<p>A dengue segue como uma das infec\u00e7\u00f5es mais frequentes no pa\u00eds e, ano ap\u00f3s ano, pressiona os servi\u00e7os de sa\u00fade com interna\u00e7\u00f5es e \u00f3bitos. Entretanto, ao observar quem mais adoece de forma grave, fica claro que a distribui\u00e7\u00e3o desse risco n\u00e3o \u00e9 homog\u00eanea. A <strong>mortalidade por dengue<\/strong> se concentra em determinados grupos sociais, o que revela um forte componente de desigualdade na forma como a doen\u00e7a se manifesta e \u00e9 enfrentada no Brasil. Em suma, quando profissionais, gestores e a pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o analisam esses dados com aten\u00e7\u00e3o, percebemos que a dengue tamb\u00e9m reflete problemas estruturais de moradia, trabalho, transporte e acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Pesquisas em sa\u00fade p\u00fablica v\u00eam utilizando grandes bases de dados nacionais para enxergar esse fen\u00f4meno com mais nitidez. Portanto, em vez de analisar apenas o n\u00famero de casos ou a circula\u00e7\u00e3o do mosquito, esses estudos cruzam informa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas com registros de renda, escolaridade, ra\u00e7a e local de moradia. Assim, a partir da\u00ed, a dengue aparece menos como um evento isolado e mais como parte de um contexto social que influencia acesso ao diagn\u00f3stico, tempo de espera por atendimento e qualidade do cuidado recebido. Ent\u00e3o, quando se considera esse panorama ampliado, torna-se poss\u00edvel planejar interven\u00e7\u00f5es mais espec\u00edficas para cada territ\u00f3rio, evitando respostas gen\u00e9ricas que pouco reduzem a mortalidade.<\/p>\n<h2>Quem est\u00e1 mais exposto \u00e0 mortalidade por dengue no Brasil?<\/h2>\n<p>Ao detalhar a <strong>mortalidade por dengue no Brasil<\/strong>, os levantamentos apontam que alguns perfis se repetem entre os \u00f3bitos. Pessoas com 60 anos ou mais figuram com frequ\u00eancia nos registros de formas graves. Al\u00e9m disso, indiv\u00edduos negros, moradores de \u00e1reas com baixa renda m\u00e9dia e popula\u00e7\u00e3o com poucos anos de estudo tamb\u00e9m aparecem com probabilidade ampliada de morrer em decorr\u00eancia da infec\u00e7\u00e3o. Portanto, a combina\u00e7\u00e3o entre envelhecimento, doen\u00e7as cr\u00f4nicas pr\u00e9vias e barreiras de acesso aos servi\u00e7os amplia sobremaneira o risco de evolu\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel.<\/p>\n<p>Entre as ocupa\u00e7\u00f5es, aposentados, pensionistas e trabalhadores informais em regi\u00f5es vulner\u00e1veis s\u00e3o frequentemente identificados nos bancos de dados de interna\u00e7\u00f5es e \u00f3bitos. Muitos vivem em bairros com infraestrutura limitada, ruas sem pavimenta\u00e7\u00e3o, coleta de lixo irregular e reservat\u00f3rios improvisados de \u00e1gua, cen\u00e1rio que facilita o surgimento de criadouros do <em>Aedes aegypti<\/em>. Al\u00e9m disso, nesses mesmos locais, costuma haver menor oferta de servi\u00e7os de sa\u00fade e profissionais em n\u00famero insuficiente para dar conta da demanda. Ent\u00e3o, essa sobrecarga leva a filas longas, consultas r\u00e1pidas e dificuldade para acompanhamento adequado, o que aumenta o risco de n\u00e3o se reconhecer sinais de gravidade a tempo.<\/p>\n<p>A cor da pele e a renda se entrela\u00e7am nesse contexto. A popula\u00e7\u00e3o negra est\u00e1 mais concentrada em regi\u00f5es perif\u00e9ricas, sujeita a servi\u00e7os p\u00fablicos mais fr\u00e1geis. Portanto, quando a febre e as dores surgem, parte dessas pessoas adia a ida ao posto ou ao pronto-atendimento por quest\u00f5es financeiras, dificuldade de transporte ou receio de longas filas. Esse atraso se torna decisivo, principalmente porque os sinais de agravamento da dengue podem evoluir de forma r\u00e1pida em poucos dias. Em suma, quanto maior a demora para hidrata\u00e7\u00e3o adequada, exame cl\u00ednico detalhado e solicita\u00e7\u00e3o de hemograma, maior o risco de choque, sangramentos importantes e \u00f3bito.<\/p>\n<h2>Mortalidade por dengue e desigualdade: por que a rela\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o forte?<\/h2>\n<p>O conceito de <strong>letalidade da dengue<\/strong> ajuda a entender o peso das desigualdades. Em termos simples, ele indica quantas pessoas morrem entre todas as que foram diagnosticadas. Portanto, quando esse \u00edndice \u00e9 separado por bairro, ra\u00e7a, faixa de renda e escolaridade, surge um quadro n\u00edtido: regi\u00f5es mais pobres e grupos historicamente discriminados concentram mais mortes, mesmo quando o n\u00famero de casos n\u00e3o \u00e9 necessariamente o mais alto. Em suma, isso mostra que n\u00e3o basta ter servi\u00e7os; \u00e9 preciso garantir qualidade, acolhimento e continuidade do cuidado.<\/p>\n<p>Em \u00e1reas com boa estrutura de aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, \u00e9 mais comum que o paciente seja acompanhado desde o in\u00edcio dos sintomas, receba orienta\u00e7\u00e3o sobre hidrata\u00e7\u00e3o e retorne para reavalia\u00e7\u00e3o se houver piora. Al\u00e9m disso, equipes bem capacitadas tendem a seguir protocolos atualizados, o que facilita a identifica\u00e7\u00e3o precoce de sinais de alarme, como dor abdominal intensa, v\u00f4mitos persistentes e sangramentos. J\u00e1 em territ\u00f3rios com servi\u00e7os prec\u00e1rios, a primeira consulta muitas vezes ocorre quando o quadro j\u00e1 est\u00e1 avan\u00e7ado, com dor abdominal intensa, tontura, sangramentos ou sinais de choque. A disponibilidade de exames simples, como hemograma, e de leitos de observa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 menor nesses locais, o que reduz a margem para interven\u00e7\u00e3o oportuna. Portanto, a desigualdade em infraestrutura e recursos humanos se traduz diretamente em maior letalidade.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do acesso, existe o fator informa\u00e7\u00e3o. Popula\u00e7\u00f5es com menos anos de estudo, submetidas a jornadas extensas de trabalho e com pouco v\u00ednculo com equipes de sa\u00fade da fam\u00edlia tendem a ter menos contato com campanhas explicando sinais de alarme. Ent\u00e3o, sem esse conhecimento, a febre e o mal-estar podem ser interpretados como algo passageiro, o que posterga a procura por atendimento justamente na fase em que a vigil\u00e2ncia deveria ser mais intensa. Em suma, investir em comunica\u00e7\u00e3o clara, em linguagem acess\u00edvel e em canais diversos (r\u00e1dio, redes sociais, agentes comunit\u00e1rios, escolas) torna-se t\u00e3o estrat\u00e9gico quanto combater o mosquito.<\/p>\n<h2>Por que tantas mortes por dengue n\u00e3o aparecem nas estat\u00edsticas?<\/h2>\n<p>Outro ponto central ao discutir <strong>mortalidade por dengue<\/strong> \u00e9 a forma como os \u00f3bitos s\u00e3o registrados. Em muitas situa\u00e7\u00f5es, a doen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 mencionada na Declara\u00e7\u00e3o de \u00d3bito, mesmo tendo contribu\u00eddo para a piora do quadro. A subnotifica\u00e7\u00e3o se torna mais frequente em contextos de vulnerabilidade, onde h\u00e1 menos recursos para confirma\u00e7\u00e3o laboratorial e maior sobrecarga dos servi\u00e7os. Portanto, as estat\u00edsticas oficiais acabam refletindo apenas parte da realidade, o que dificulta o planejamento de a\u00e7\u00f5es e a distribui\u00e7\u00e3o justa de recursos.<\/p>\n<p>\u00c9 comum encontrar documentos em que constam apenas termos amplos, como \u201cinsufici\u00eancia respirat\u00f3ria\u201d ou \u201cchoque\u201d, sem men\u00e7\u00e3o a uma infec\u00e7\u00e3o viral pr\u00e9via. Em pessoas com doen\u00e7as cr\u00f4nicas, como cardiopatias ou problemas renais, a dengue pode ser o gatilho para a descompensa\u00e7\u00e3o, mas isso nem sempre \u00e9 registrado. Ent\u00e3o, quando a informa\u00e7\u00e3o fica incompleta, a morte n\u00e3o \u00e9 contabilizada como relacionada \u00e0 dengue, o que reduz artificialmente os \u00edndices de mortalidade em determinados grupos. Em suma, essa invisibilidade estat\u00edstica refor\u00e7a desigualdades, pois invisibiliza justamente os territ\u00f3rios mais vulner\u00e1veis.<\/p>\n<ul>\n<li>Preenchimento apressado ou incompleto da Declara\u00e7\u00e3o de \u00d3bito.<\/li>\n<li>Aus\u00eancia de exames espec\u00edficos que confirmem a infec\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Falta de protocolos claros para investiga\u00e7\u00e3o de suspeita de dengue em casos graves.<\/li>\n<li>Menor oferta de treinamento em munic\u00edpios com menos recursos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Para contornar isso, pesquisadores t\u00eam recorrido ao cruzamento de diferentes bancos de dados, combinando notifica\u00e7\u00f5es de casos, registros de interna\u00e7\u00e3o, informa\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas e sistemas de mortalidade. Portanto, essa abordagem permite localizar mortes que, na pr\u00e1tica, foram influenciadas pela dengue, mas n\u00e3o estavam identificadas como tal nos sistemas oficiais. Em suma, essa estrat\u00e9gia orienta melhor as a\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia, mostra onde a letalidade se mant\u00e9m alta e evidencia a necessidade de investir em qualifica\u00e7\u00e3o de registro, diagn\u00f3stico oportuno e suporte laboratorial.<\/p>\n<h2>Que medidas ajudam a reduzir a mortalidade por dengue nas \u00e1reas mais vulner\u00e1veis?<\/h2>\n<p>Diminuir a <strong>mortalidade por dengue no Brasil<\/strong> passa por um conjunto de a\u00e7\u00f5es articuladas. Do ponto de vista ambiental, reduzir criadouros do mosquito em bairros com piores condi\u00e7\u00f5es urbanas continua sendo fundamental. Entretanto, do ponto de vista assistencial, \u00e9 necess\u00e1rio garantir que as pessoas sejam atendidas logo no in\u00edcio do quadro e que os profissionais consigam reconhecer rapidamente quem corre maior risco de complica\u00e7\u00f5es. Em suma, combina\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o, diagn\u00f3stico precoce, manejo cl\u00ednico qualificado e vigil\u00e2ncia ativa formam o eixo central da redu\u00e7\u00e3o de \u00f3bitos.<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Refor\u00e7o da aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica<\/strong>: equipes de sa\u00fade da fam\u00edlia podem mapear pessoas idosas, portadoras de doen\u00e7as cr\u00f4nicas e residentes em \u00e1reas com hist\u00f3rico de surtos, fazendo busca ativa de sintomas durante per\u00edodos de maior transmiss\u00e3o. Al\u00e9m disso, visitas domiciliares possibilitam identificar criadouros, orientar sobre hidrata\u00e7\u00e3o, checar uso de medicamentos que podem aumentar risco de sangramento e encaminhar rapidamente casos suspeitos para avalia\u00e7\u00e3o. Portanto, a aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria atua como primeira barreira para evitar agravamentos.<\/li>\n<li><strong>Protocolos claros de triagem<\/strong>: servi\u00e7os de pronto-atendimento precisam de rotinas espec\u00edficas para identificar sinais de gravidade da dengue e priorizar esses pacientes nos fluxos internos. Em suma, prontu\u00e1rios padronizados, classifica\u00e7\u00e3o de risco bem definida e treinamento constante das equipes de acolhimento reduzem o tempo entre a chegada do paciente e a interven\u00e7\u00e3o adequada. Al\u00e9m disso, fichas simples de verifica\u00e7\u00e3o de sinais de alarme, vis\u00edveis nas salas de espera e consult\u00f3rios, ajudam a uniformizar a avalia\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>Capacita\u00e7\u00e3o sobre registro de \u00f3bitos<\/strong>: treinamentos peri\u00f3dicos para m\u00e9dicos e equipes administrativas contribuem para que a dengue seja corretamente indicada nas declara\u00e7\u00f5es quando tiver participa\u00e7\u00e3o no \u00f3bito. Ent\u00e3o, ao incluir esse tema em programas de educa\u00e7\u00e3o permanente, os servi\u00e7os de sa\u00fade melhoram a qualidade dos dados, refinam a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e permitem que gestores dimensionem melhor a gravidade das epidemias em cada munic\u00edpio.<\/li>\n<li><strong>Campanhas focadas em territ\u00f3rios vulner\u00e1veis<\/strong>: a\u00e7\u00f5es educativas em escolas, associa\u00e7\u00f5es de moradores, igrejas e r\u00e1dios comunit\u00e1rias ajudam a divulgar quais sintomas exigem retorno imediato ao servi\u00e7o de sa\u00fade. Portanto, materiais em linguagem simples, traduzidos para l\u00ednguas e dialetos locais quando necess\u00e1rio, e que considerem aspectos culturais de cada comunidade, tornam as campanhas mais efetivas. Em suma, quando a popula\u00e7\u00e3o reconhece sinais de alarme e sabe onde buscar atendimento, a chance de morte diminui significativamente.<\/li>\n<li><strong>Integra\u00e7\u00e3o entre sa\u00fade e assist\u00eancia social<\/strong>: o uso de cadastros de programas sociais pode apoiar a identifica\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias em maior risco, orientando visitas domiciliares e monitoramento durante epidemias. Al\u00e9m disso, essa integra\u00e7\u00e3o permite acionar benef\u00edcios eventuais, como aux\u00edlio para transporte ou para aquisi\u00e7\u00e3o de itens b\u00e1sicos, reduzindo barreiras econ\u00f4micas que atrasam a procura por atendimento. Portanto, quando diferentes pol\u00edticas p\u00fablicas atuam de forma coordenada, a prote\u00e7\u00e3o contra a dengue se torna mais ampla e efetiva.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Ao relacionar mortalidade por dengue com renda, ra\u00e7a, escolaridade e territ\u00f3rio, os estudos indicam que controlar a doen\u00e7a envolve mais do que eliminar focos de \u00e1gua parada. Envolve tamb\u00e9m reduzir barreiras de acesso, aprimorar o registro das mortes e direcionar recursos para quem mais precisa. Em suma, esse conjunto de medidas tende a tornar a resposta \u00e0 dengue mais equilibrada, diminuindo o peso da doen\u00e7a justamente entre as popula\u00e7\u00f5es historicamente mais expostas. Portanto, enfrentar a dengue como problema de sa\u00fade e de justi\u00e7a social, ao mesmo tempo, representa um passo decisivo para reduzir a letalidade e construir cidades mais saud\u00e1veis e menos desiguais.<\/p>\n<h2>FAQ \u2013 Perguntas frequentes sobre mortalidade por dengue e desigualdades<\/h2>\n<p><strong>1. Dengue tem tratamento espec\u00edfico?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o existe ainda um antiviral espec\u00edfico contra dengue amplamente dispon\u00edvel. Entretanto, o tratamento de suporte, com hidrata\u00e7\u00e3o adequada, monitoramento de sinais vitais e manejo correto de dor e febre, reduz de forma importante o risco de \u00f3bito. Portanto, o foco recai em reconhecer cedo os sinais de gravidade e garantir acompanhamento pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p><strong>2. A vacina contra dengue reduz a mortalidade?<\/strong><br \/>\nSim, em popula\u00e7\u00f5es eleg\u00edveis, a vacina\u00e7\u00e3o tende a diminuir casos graves e \u00f3bitos, pois reduz o risco de infec\u00e7\u00e3o sintom\u00e1tica e, em muitos casos, de formas graves. Em suma, a vacina complementa, mas n\u00e3o substitui, o controle do mosquito e o cuidado cl\u00ednico adequado. Portanto, mesmo vacinadas, as pessoas devem continuar evitando criadouros e buscando atendimento ao surgirem sintomas.<\/p>\n<p><strong>3. Crian\u00e7as correm o mesmo risco que idosos?<\/strong><br \/>\nCrian\u00e7as podem desenvolver formas graves, por\u00e9m idosos e pessoas com doen\u00e7as cr\u00f4nicas (como diabetes, hipertens\u00e3o e cardiopatias) normalmente apresentam risco ainda maior de complica\u00e7\u00f5es e \u00f3bito. Ent\u00e3o, fam\u00edlias e equipes de sa\u00fade devem redobrar a aten\u00e7\u00e3o nesses grupos, garantindo hidrata\u00e7\u00e3o, observa\u00e7\u00e3o cuidadosa e retorno r\u00e1pido ao servi\u00e7o quando houver piora.<\/p>\n<p><strong>4. Morar em condom\u00ednio ou pr\u00e9dio elimina o risco de dengue?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o. Cond\u00f4minos e s\u00edndicos tamb\u00e9m precisam cuidar de caixas-d\u2019\u00e1gua, calhas, piscinas, jardins e \u00e1reas comuns. Em suma, qualquer local com \u00e1gua parada pode se transformar em criadouro, independentemente da renda dos moradores. Portanto, fiscaliza\u00e7\u00e3o regular e campanhas internas em condom\u00ednios se tornam essenciais.<\/p>\n<p><strong>5. Como a popula\u00e7\u00e3o pode ajudar a melhorar as estat\u00edsticas de mortalidade?<\/strong><br \/>\nA popula\u00e7\u00e3o pode colaborar procurando atendimento cedo, informando corretamente sintomas e hist\u00f3rico de doen\u00e7as, participando de campanhas de elimina\u00e7\u00e3o de criadouros e cobrando melhorias nos servi\u00e7os locais. Al\u00e9m disso, familiares podem questionar profissionais sobre a correta identifica\u00e7\u00e3o da dengue em atestados e prontu\u00e1rios quando suspeitarem de rela\u00e7\u00e3o com o \u00f3bito. Portanto, participa\u00e7\u00e3o social ativa fortalece a vigil\u00e2ncia e pressiona por pol\u00edticas mais justas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A dengue segue como uma das infec\u00e7\u00f5es mais frequentes no pa\u00eds e, ano ap\u00f3s ano, pressiona os servi\u00e7os de sa\u00fade com interna\u00e7\u00f5es e \u00f3bitos. Entretanto, ao observar quem mais adoece de forma grave, fica claro que a distribui\u00e7\u00e3o desse risco n\u00e3o \u00e9 homog\u00eanea. A mortalidade por dengue se concentra em determinados grupos sociais, o que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":19981,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"footnotes":""},"categories":[123],"tags":[6163,5413,5906],"class_list":["post-19979","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude","tag-dengue","tag-estudo","tag-saude-2"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Quem tem mais chances de morrer de dengue? Estudo revela - Correio Braziliense - Aqui<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Dengue no Brasil: estudo da Fiocruz revela que desigualdade social aumenta risco de morte, afetando mais negros, idosos e popula\u00e7\u00e3o pobre.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/2026\/01\/19\/quem-tem-mais-chances-de-morrer-de-dengue-estudo-revela\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Quem tem mais chances de morrer de dengue? Estudo revela - Correio Braziliense - Aqui\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Dengue no Brasil: estudo da Fiocruz revela que desigualdade social aumenta risco de morte, afetando mais negros, idosos e popula\u00e7\u00e3o pobre.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/2026\/01\/19\/quem-tem-mais-chances-de-morrer-de-dengue-estudo-revela\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Correio Braziliense - Aqui\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2026-01-19T21:04:04+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-01-19T21:04:07+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/dengue_1768856627320.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1280\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"720\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Lucas\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Lucas\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"12 minutos\" \/>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Quem tem mais chances de morrer de dengue? Estudo revela - Correio Braziliense - Aqui","description":"Dengue no Brasil: estudo da Fiocruz revela que desigualdade social aumenta risco de morte, afetando mais negros, idosos e popula\u00e7\u00e3o pobre.","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/2026\/01\/19\/quem-tem-mais-chances-de-morrer-de-dengue-estudo-revela\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Quem tem mais chances de morrer de dengue? Estudo revela - Correio Braziliense - Aqui","og_description":"Dengue no Brasil: estudo da Fiocruz revela que desigualdade social aumenta risco de morte, afetando mais negros, idosos e popula\u00e7\u00e3o pobre.","og_url":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/2026\/01\/19\/quem-tem-mais-chances-de-morrer-de-dengue-estudo-revela\/","og_site_name":"Correio Braziliense - Aqui","article_published_time":"2026-01-19T21:04:04+00:00","article_modified_time":"2026-01-19T21:04:07+00:00","og_image":[{"width":1280,"height":720,"url":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/dengue_1768856627320.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Lucas","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Lucas","Est. tempo de leitura":"12 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/2026\/01\/19\/quem-tem-mais-chances-de-morrer-de-dengue-estudo-revela\/","url":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/2026\/01\/19\/quem-tem-mais-chances-de-morrer-de-dengue-estudo-revela\/","name":"Quem tem mais chances de morrer de dengue? Estudo revela - Correio Braziliense - Aqui","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/2026\/01\/19\/quem-tem-mais-chances-de-morrer-de-dengue-estudo-revela\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/2026\/01\/19\/quem-tem-mais-chances-de-morrer-de-dengue-estudo-revela\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/dengue_1768856627320.jpg","datePublished":"2026-01-19T21:04:04+00:00","dateModified":"2026-01-19T21:04:07+00:00","author":{"@id":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/#\/schema\/person\/36d094a725ba56bbeb370a877862a002"},"description":"Dengue no Brasil: estudo da Fiocruz revela que desigualdade social aumenta risco de morte, afetando mais negros, idosos e popula\u00e7\u00e3o pobre.","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/2026\/01\/19\/quem-tem-mais-chances-de-morrer-de-dengue-estudo-revela\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/2026\/01\/19\/quem-tem-mais-chances-de-morrer-de-dengue-estudo-revela\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/2026\/01\/19\/quem-tem-mais-chances-de-morrer-de-dengue-estudo-revela\/#primaryimage","url":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/dengue_1768856627320.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/dengue_1768856627320.jpg","width":1280,"height":720,"caption":"Cr\u00e9ditos: depositphotos.com \/ Noppharat_th"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/2026\/01\/19\/quem-tem-mais-chances-de-morrer-de-dengue-estudo-revela\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Quem tem mais chances de morrer de dengue? Estudo revela"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/#website","url":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/","name":"Correio Braziliense - Aqui","description":"O Correio Braziliense (CB) \u00e9 o mais importante canal de not\u00edcias de Bras\u00edlia. Aqui voc\u00ea encontra as \u00faltimas not\u00edcias do DF, do Brasil e do mundo.","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/#\/schema\/person\/36d094a725ba56bbeb370a877862a002","name":"Lucas","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/eb1dd4a751dca39c233b091fb7b8ce9ef1608850325ab98ff1fbe898fcef0908?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/eb1dd4a751dca39c233b091fb7b8ce9ef1608850325ab98ff1fbe898fcef0908?s=96&d=mm&r=g","caption":"Lucas"},"url":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/author\/lucasaqui\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19979","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19979"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19979\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19983,"href":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19979\/revisions\/19983"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19981"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19979"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19979"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19979"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}