{"id":21193,"date":"2026-02-04T10:31:00","date_gmt":"2026-02-04T13:31:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/?p=21193"},"modified":"2026-02-04T10:25:15","modified_gmt":"2026-02-04T13:25:15","slug":"teste-da-orelhinha-identifica-se-bebes-tem-problema-auditivo-veja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/2026\/02\/04\/teste-da-orelhinha-identifica-se-bebes-tem-problema-auditivo-veja\/","title":{"rendered":"Teste da orelhinha identifica se beb\u00eas tem problema auditivo; veja"},"content":{"rendered":"\n<p>O teste da orelhinha, tamb\u00e9m conhecido como triagem auditiva neonatal, \u00e9 hoje um dos principais exames realizados logo ap\u00f3s o nascimento para verificar se o<a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/2026\/01\/14\/bebes-e-formula-contaminada-pediatras-orientam-sobre-sintomas-e-cuidados\/\"> beb\u00ea<\/a> escuta adequadamente. Embora exista uma lei nacional que determina sua obrigatoriedade desde 2010, dados recentes mostram que menos da metade dos rec\u00e9m-nascidos brasileiros passa por essa avalia\u00e7\u00e3o. Esse cen\u00e1rio preocupa profissionais da sa\u00fade, que veem na identifica\u00e7\u00e3o precoce da perda auditiva uma forma de proteger o desenvolvimento da linguagem e da comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2025, estimativas indicaram que apenas cerca de 46% dos beb\u00eas fizeram o teste da orelhinha, \u00edndice considerado baixo quando comparado a metas internacionais. Por isso, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e entidades especializadas trabalham em conjunto para ampliar o acesso ao exame, especialmente em regi\u00f5es distantes dos grandes centros. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 o teste da orelhinha e por que ele \u00e9 t\u00e3o importante?<\/h2>\n\n\n\n<p>O teste da orelhinha \u00e9 uma triagem simples, r\u00e1pida e indolor em rec\u00e9m-nascidos para detectar poss\u00edveis altera\u00e7\u00f5es na audi\u00e7\u00e3o. A equipe aplica o exame ainda nos primeiros dias de vida. A ideia central \u00e9 descobrir o mais cedo poss\u00edvel se o beb\u00ea nasceu surdo ou com algum grau de perda auditiva. Quando os profissionais identificam a defici\u00eancia nos primeiros meses, conseguem iniciar interven\u00e7\u00f5es especializadas ainda no per\u00edodo cr\u00edtico de desenvolvimento da fala. Isso favorece o aprendizado da linguagem oral ou de formas alternativas de comunica\u00e7\u00e3o, como Libras e o uso de recursos visuais e gestuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas em fonoaudiologia e otorrinolaringologia explicam que a perda auditiva sem diagn\u00f3stico pode atrasar marcos importantes do desenvolvimento infantil, como balbucio, aten\u00e7\u00e3o a sons e intera\u00e7\u00e3o social. A triagem auditiva neonatal, que re\u00fane o teste da orelhinha e outros exames complementares, tem como objetivo evitar que essas crian\u00e7as passem meses ou anos sem um diagn\u00f3stico adequado. Al\u00e9m disso, a detec\u00e7\u00e3o precoce facilita o acesso a pr\u00f3teses auditivas, implantes cocleares e programas de reabilita\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m permite que a fam\u00edlia receba orienta\u00e7\u00e3o desde cedo sobre estimula\u00e7\u00e3o auditiva e comunicativa em casa. Dessa forma, o beb\u00ea \u00e9 integrado \u00e0s atividades do dia a dia com mais seguran\u00e7a, previsibilidade e apoio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Teste da orelhinha: como funciona a triagem auditiva em rec\u00e9m-nascidos?<\/h2>\n\n\n\n<p>Na maior parte dos servi\u00e7os, a equipe realiza o teste da orelhinha entre 24 e 48 horas ap\u00f3s o nascimento, ainda na maternidade. O exame mais utilizado \u00e9 o de&nbsp;<strong>emiss\u00f5es otoac\u00fasticas<\/strong>, que avalia a resposta do ouvido interno a est\u00edmulos sonoros. O profissional coloca um pequeno fone no conduto auditivo do beb\u00ea, que pode permanecer dormindo ou em repouso. O equipamento emite sons de baixa intensidade e registra se a c\u00f3clea responde de forma adequada. Quando o aparelho detecta essa resposta, os especialistas consideram que a audi\u00e7\u00e3o est\u00e1 dentro do esperado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em alguns casos, principalmente quando o rec\u00e9m-nascido apresenta fatores de risco, como interna\u00e7\u00e3o em UTI neonatal, infec\u00e7\u00f5es graves ou uso de certos medicamentos, a equipe recomenda um exame mais detalhado, conhecido como&nbsp;<strong>Bera<\/strong>&nbsp;ou potencial evocado auditivo de tronco encef\u00e1lico. Esse procedimento avalia a resposta das vias auditivas at\u00e9 o c\u00e9rebro. A combina\u00e7\u00e3o desses testes ajuda a diferenciar crian\u00e7as com audi\u00e7\u00e3o normal daquelas que precisam de investiga\u00e7\u00e3o mais profunda. Quando o resultado inicial mostra alguma altera\u00e7\u00e3o, os profissionais costumam agendar um reteste para confirmar ou descartar a suspeita. Em muitos servi\u00e7os, a equipe j\u00e1 informa por escrito a data do retorno e orienta os pais sobre a import\u00e2ncia de n\u00e3o adiar essa etapa, para que todo o processo ocorra dentro dos prazos recomendados.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Etapas da triagem auditiva neonatal<\/h3>\n\n\n\n<p>De forma geral, o fluxo da triagem auditiva neonatal inclui:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Realiza\u00e7\u00e3o do teste da orelhinha nos primeiros dias de vida;<\/li>\n\n\n\n<li>Reteste em caso de resultado alterado ou inconclusivo;<\/li>\n\n\n\n<li>Encaminhamento para avalia\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica completa se a altera\u00e7\u00e3o persistir;<\/li>\n\n\n\n<li>In\u00edcio de acompanhamento e interven\u00e7\u00e3o especializada quando a perda auditiva \u00e9 confirmada.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Em servi\u00e7os organizados, esse percurso \u00e9 monitorado em sistemas de informa\u00e7\u00e3o que registram cada etapa, o que reduz o risco de perda de seguimento. Al\u00e9m disso, muitas equipes j\u00e1 utilizam lembretes por telefone, mensagens de texto ou aplicativos para lembrar os respons\u00e1veis sobre datas de reteste e consultas, aumentando a ades\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais s\u00e3o os principais desafios e cuidados ap\u00f3s o teste da orelhinha?<\/h2>\n\n\n\n<p>Mesmo quando o resultado do teste da orelhinha \u00e9 considerado normal, especialistas lembram que isso n\u00e3o exclui totalmente a possibilidade de uma perda auditiva surgir mais tarde. Infec\u00e7\u00f5es, uso de certos medicamentos, traumas e outras doen\u00e7as podem afetar a audi\u00e7\u00e3o ao longo da inf\u00e2ncia. Por isso, o acompanhamento do desenvolvimento da fala e da linguagem continua sendo fundamental. Qualquer atraso persistente, como aus\u00eancia de balbucio, pouca rea\u00e7\u00e3o a sons fortes ou dificuldade para formar palavras, costuma levar a novas avalia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Seguimento ap\u00f3s resultados alterados<\/h3>\n\n\n\n<p>Quando o exame aponta altera\u00e7\u00e3o, o servi\u00e7o agenda o reteste em prazo curto, geralmente nas primeiras semanas de vida. Caso a suspeita se confirme, a equipe encaminha a crian\u00e7a para servi\u00e7os especializados, onde ela passa por exames mais completos e, se necess\u00e1rio, inicia o uso de aparelhos auditivos ou outras tecnologias. O ideal \u00e9 que todo esse percurso, da triagem ao in\u00edcio da interven\u00e7\u00e3o, ocorra at\u00e9 os 6 meses de idade, per\u00edodo decisivo para o desenvolvimento da comunica\u00e7\u00e3o. A participa\u00e7\u00e3o ativa da fam\u00edlia, comparecendo a todas as consultas, mantendo o uso correto das pr\u00f3teses e seguindo as orienta\u00e7\u00f5es dos profissionais, exerce papel determinante no sucesso do tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os desafios atuais, destacam-se a necessidade de registrar todos os resultados em sistemas de informa\u00e7\u00e3o, garantir seguimento das crian\u00e7as que faltam aos retornos e reduzir desigualdades regionais. Enquanto alguns centros urbanos j\u00e1 conseguem atingir altas coberturas do teste da orelhinha, localidades mais afastadas ainda enfrentam falta de profissionais e de equipamentos. Em resposta a esse quadro, alguns estados criam linhas de cuidado espec\u00edficas, ampliam o uso de teleconsultorias para apoiar equipes remotas e articulam parcerias com universidades. A amplia\u00e7\u00e3o da triagem auditiva neonatal, aliada a campanhas de informa\u00e7\u00e3o direcionadas \u00e0s fam\u00edlias, tende a contribuir para que mais crian\u00e7as tenham seu potencial auditivo identificado e acompanhado desde os primeiros dias de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro cuidado importante \u00e9 manter uma escuta atenta \u00e0s d\u00favidas dos respons\u00e1veis. Pais e cuidadores muitas vezes t\u00eam medo do resultado, sentem culpa ou acreditam que o beb\u00ea \u00e9 pequeno demais para iniciar interven\u00e7\u00f5es. Assim, o acolhimento e a comunica\u00e7\u00e3o clara, com linguagem acess\u00edvel, ajudam a reduzir a ansiedade e fortalecem o v\u00ednculo entre fam\u00edlia e equipe de sa\u00fade, o que \u00e9 essencial para a continuidade do cuidado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">FAQ \u2014 Perguntas frequentes sobre o teste da orelhinha<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O teste da orelhinha d\u00f3i ou pode prejudicar a audi\u00e7\u00e3o do beb\u00ea?<\/strong><br>N\u00e3o. O exame \u00e9 indolor, dura poucos minutos e utiliza sons em volume muito baixo, incapazes de causar qualquer dano ao ouvido. Muitos beb\u00eas fazem o teste enquanto dormem, sem desconforto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que significa quando o resultado vem como \u201cfalhou\u201d ou \u201crefer\u00eancia\u201d?<\/strong><br>Esse termo indica apenas que a resposta obtida n\u00e3o foi suficiente para considerar o teste \u201caprovado\u201d. Situa\u00e7\u00f5es como presen\u00e7a de vernix no ouvido, movimenta\u00e7\u00e3o do beb\u00ea ou ru\u00eddo no ambiente podem interferir no resultado. Por isso, os servi\u00e7os sempre recomendam um reteste antes de concluir que existe perda auditiva.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E se a maternidade n\u00e3o oferecer o teste da orelhinha?<\/strong><br>Os respons\u00e1veis podem procurar a unidade b\u00e1sica de sa\u00fade ou o pediatra que acompanha o beb\u00ea e solicitar o encaminhamento para o exame. Pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), as redes de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade do rec\u00e9m-nascido devem incluir o teste entre os procedimentos oferecidos. Em planos de sa\u00fade e servi\u00e7os privados, os pais tamb\u00e9m podem exigir o exame e registrar reclama\u00e7\u00f5es quando n\u00e3o o encontram dispon\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qual \u00e9 a idade limite para fazer o teste da orelhinha?<\/strong><br>O ideal \u00e9 que a equipe aplique o teste ainda nos primeiros dias de vida, mas, se isso n\u00e3o ocorrer, recomenda-se realiz\u00e1-lo o quanto antes, preferencialmente at\u00e9 o primeiro m\u00eas. Mesmo em beb\u00eas um pouco mais velhos, o exame continua sendo \u00fatil como etapa inicial de triagem, embora o profissional possa indicar avalia\u00e7\u00f5es adicionais se houver qualquer sinal de alerta no desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quem j\u00e1 tem hist\u00f3rico de surdez na fam\u00edlia precisa de algum cuidado extra?<\/strong><br>Sim. Beb\u00eas com parentes pr\u00f3ximos com perda auditiva precisam de acompanhamento ainda mais rigoroso. Al\u00e9m do teste da orelhinha, o pediatra e o fonoaudi\u00f3logo podem sugerir exames complementares, como o Bera, e seguimento peri\u00f3dico do desenvolvimento auditivo e de linguagem. Em alguns casos, a equipe tamb\u00e9m avalia a necessidade de investiga\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, sempre com orienta\u00e7\u00e3o adequada \u00e0 fam\u00edlia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O teste da orelhinha, tamb\u00e9m conhecido como triagem auditiva neonatal, \u00e9 hoje um dos principais exames realizados logo ap\u00f3s o nascimento para verificar se o beb\u00ea escuta adequadamente. Embora exista uma lei nacional que determina sua obrigatoriedade desde 2010, dados recentes mostram que menos da metade dos rec\u00e9m-nascidos brasileiros passa por essa avalia\u00e7\u00e3o. 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