{"id":31956,"date":"2026-06-15T17:52:00","date_gmt":"2026-06-15T20:52:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/?p=31956"},"modified":"2026-06-15T14:56:32","modified_gmt":"2026-06-15T17:56:32","slug":"turismo-de-desastre-conheca-o-cemiterio-de-navios-do-mar-de-aral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/2026\/06\/15\/turismo-de-desastre-conheca-o-cemiterio-de-navios-do-mar-de-aral\/","title":{"rendered":"Turismo de desastre: conhe\u00e7a o cemit\u00e9rio de navios do Mar de Aral"},"content":{"rendered":"\n<p>O que antes era um dos maiores lagos do mundo hoje \u00e9 um vasto deserto de sal. No cora\u00e7\u00e3o da \u00c1sia Central, entre o Uzbequist\u00e3o e o Cazaquist\u00e3o, o Mar de Aral se transformou em um cen\u00e1rio p\u00f3s-apocal\u00edptico, onde esqueletos de navios pesqueiros enferrujam sobre a areia. Este local, conhecido como o &#8220;cemit\u00e9rio de navios de Moynaq&#8221;, virou um destino inusitado para o chamado turismo de desastre.<\/p>\n\n\n\n<p>Viajantes, fot\u00f3grafos e curiosos de todo o planeta s\u00e3o atra\u00eddos pela paisagem surreal. As carca\u00e7as das embarca\u00e7\u00f5es, que um dia flutuaram sobre <a target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/mundo\/2025\/12\/7320697-80-dos-paises-ja-dessalinizam-agua-do-mar-para-uso-inclusive-o-brasil.html\">\u00e1guas abundantes<\/a>, agora est\u00e3o encalhadas a quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia da nova linha costeira. Elas servem como um monumento silencioso a uma das maiores cat\u00e1strofes ambientais provocadas pelo homem no s\u00e9culo XX.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A transforma\u00e7\u00e3o do &#8216;Mar de Aral&#8217;<\/h2>\n\n\n\n<p>A trag\u00e9dia come\u00e7ou por volta de 1960, quando a <a target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/mundo\/2025\/08\/7228477-o-ambicioso-plano-sovietico-para-desviar-o-curso-dos-rios-da-siberia-com-bombas-atomicas.html\">Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica desviou os rios<\/a> que alimentavam o Aral para irrigar planta\u00e7\u00f5es de algod\u00e3o em \u00e1reas des\u00e9rticas. O resultado foi o encolhimento dr\u00e1stico do <a target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/ciencia-e-saude\/2025\/08\/7220636-ruinas-submersas-na-turquia-recontam-origem-da-historia-da-arca-de-noe.html\">lago<\/a>, que perdeu mais de 90% de seu volume de \u00e1gua, restando hoje apenas cerca de 10% de sua \u00e1rea original. O ecossistema entrou em colapso, a ind\u00fastria pesqueira desapareceu e a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o local foi severamente afetada por tempestades de areia e sal t\u00f3xico.<\/p>\n\n\n\n<p>Visitar o cemit\u00e9rio de navios \u00e9 uma experi\u00eancia marcante. A cidade de Moynaq, que j\u00e1 foi um pr\u00f3spero porto com cerca de 250 barcos em seu auge, hoje observa o horizonte de areia. Os cascos das embarca\u00e7\u00f5es, com nomes e cores desbotados, contam a hist\u00f3ria de uma vida que n\u00e3o existe mais. O sil\u00eancio do deserto, quebrado apenas pelo vento, contrasta com a agita\u00e7\u00e3o que o porto um dia abrigou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Iniciativas para reverter o deserto<\/h2>\n\n\n\n<p>Em meio a esse cen\u00e1rio desolador, algumas iniciativas surgem como um sopro de esperan\u00e7a. Projetos na regi\u00e3o buscam revitalizar a \u00e1rea devastada, com foco em combater a desertifica\u00e7\u00e3o e tentar recuperar parte do ecossistema original.<\/p>\n\n\n\n<p>As a\u00e7\u00f5es incluem o plantio de saxaul, um tipo de arbusto resistente \u00e0 seca e ao sal, que ajuda a fixar o solo e a reduzir as tempestades de poeira. O objetivo \u00e9 criar um &#8220;<a target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/mundo\/2025\/03\/7097231-5-oasis-incriveis-pelo-mundo-um-deles-e-vizinho-ao-brasil.html\">o\u00e1sis verde<\/a>&#8221; no fundo do mar seco, estabilizando a areia e melhorando as condi\u00e7\u00f5es de vida para as comunidades que ainda residem na \u00e1rea. A iniciativa sinaliza um esfor\u00e7o para remediar os danos e transformar o futuro da bacia do Aral.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Mar de Aral, que j\u00e1 foi um dos maiores lagos do mundo, hoje se transformou em um deserto com embarca\u00e7\u00f5es encalhadas e atrai fot\u00f3grafos e viajantes do mundo todo.<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":31957,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"footnotes":""},"categories":[148],"tags":[10549,10548,10550,10547,146],"class_list":["post-31956","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-turismo","tag-asia-central-2","tag-cemiterio-de-navios","tag-cemiterio-de-navios-de-moynaq","tag-mar-de-aral","tag-turismo"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.1 - 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