{"id":32197,"date":"2026-06-17T17:50:40","date_gmt":"2026-06-17T20:50:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/?p=32197"},"modified":"2026-06-17T17:50:42","modified_gmt":"2026-06-17T20:50:42","slug":"5-maiores-desastres-ambientais-da-historia-que-ainda-afetam-o-planeta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/aqui\/2026\/06\/17\/5-maiores-desastres-ambientais-da-historia-que-ainda-afetam-o-planeta\/","title":{"rendered":"5 maiores desastres ambientais da hist\u00f3ria que ainda afetam o planeta"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma nova coopera\u00e7\u00e3o entre China e Uzbequist\u00e3o busca recuperar a \u00e1rea do Mar de Aral, palco de um dos piores desastres ambientais da hist\u00f3ria. O projeto, que usa tecnologia chinesa para combater a desertifica\u00e7\u00e3o, joga luz sobre um problema global: as feridas que a a\u00e7\u00e3o humana deixou no planeta. Assim como o Aral, outros eventos catastr\u00f3ficos transformaram ecossistemas e comunidades, com efeitos que perduram por d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses desastres servem como um alerta constante sobre a necessidade de um desenvolvimento mais sustent\u00e1vel e respons\u00e1vel. Conhe\u00e7a cinco dos casos mais emblem\u00e1ticos cujos impactos ainda s\u00e3o sentidos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mar de Aral, \u00c1sia Central<\/h2>\n\n\n\n<p>Outrora um dos maiores lagos do mundo, o Mar de Aral come\u00e7ou a desaparecer na d\u00e9cada de 1960, quando a <a target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/mundo\/2025\/08\/7228477-o-ambicioso-plano-sovietico-para-desviar-o-curso-dos-rios-da-siberia-com-bombas-atomicas.html\">Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica desviou os rios<\/a> que o alimentavam para irrigar planta\u00e7\u00f5es de algod\u00e3o. A consequ\u00eancia foi a cria\u00e7\u00e3o de um vasto deserto salgado, que provoca tempestades de areia t\u00f3xica e problemas de sa\u00fade na popula\u00e7\u00e3o local. Hoje, o que resta \u00e9 menos de 10% de sua \u00e1rea original.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Chernobyl, Ucr\u00e2nia<\/h2>\n\n\n\n<p>A explos\u00e3o do reator 4 da usina nuclear de Chernobyl, em 1986, liberou uma quantidade de radia\u00e7\u00e3o 400 vezes maior que a da bomba de Hiroshima. O desastre causou mortes imediatas e milhares de casos de c\u00e2ncer nas d\u00e9cadas seguintes. Uma zona de exclus\u00e3o de 2.600 km\u00b2 permanece em vigor, e embora a natureza tenha come\u00e7ado a retomar o espa\u00e7o, a contamina\u00e7\u00e3o ainda representa um risco.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bhopal, \u00cdndia<\/h2>\n\n\n\n<p>Em 1984, um vazamento de 40 toneladas de gases t\u00f3xicos de uma f\u00e1brica de pesticidas da Union Carbide em Bhopal matou milhares de pessoas em poucas horas e exp\u00f4s mais de meio milh\u00e3o a subst\u00e2ncias perigosas. As sequelas persistem at\u00e9 hoje. Muitos sobreviventes e seus descendentes sofrem com doen\u00e7as cr\u00f4nicas, e a <a target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/ciencia-e-saude\/2025\/09\/7246458-cientistas-encontram-aquifero-de-agua-doce-sob-o-oceano.html\">contamina\u00e7\u00e3o do solo e da \u00e1gua<\/a> continua a ser um grave problema na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Deepwater Horizon, Golfo do M\u00e9xico<\/h2>\n\n\n\n<p>A explos\u00e3o da plataforma de petr\u00f3leo Deepwater Horizon, em 2010, \u00e9 considerada o maior derramamento acidental de \u00f3leo da hist\u00f3ria marinha. Cerca de 795 milh\u00f5es de litros de petr\u00f3leo vazaram no Golfo do M\u00e9xico por 87 dias, devastando a vida selvagem, incluindo golfinhos e tartarugas marinhas. <a target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/economia\/2025\/08\/7217498-pl-da-devastacao-acelera-industrias-fosseis-com-grave-impacto-ambiental.html\">Os ecossistemas costeiros<\/a> e a ind\u00fastria da pesca local ainda lutam para se recuperar completamente dos danos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Doen\u00e7a de Minamata, Jap\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Entre as d\u00e9cadas de 1930 e 1960, uma f\u00e1brica de produtos qu\u00edmicos despejou toneladas de metilmerc\u00fario na ba\u00eda de Minamata. O metal t\u00f3xico contaminou peixes e mariscos, a principal fonte de alimento da popula\u00e7\u00e3o local. O consumo levou a uma doen\u00e7a neurol\u00f3gica grave, que causou danos cerebrais, paralisia e mortes. O desastre de Minamata se tornou um s\u00edmbolo global dos perigos da <a target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/brasil\/2025\/07\/7190712-dez-anos-apos-rompimento-da-barragem-de-mariana-moradores-denunciam-poluicao-persistente.html\">polui\u00e7\u00e3o industrial<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nova coopera\u00e7\u00e3o entre China e Uzbequist\u00e3o busca recuperar a \u00e1rea do Mar de Aral, palco de um dos piores desastres ambientais da hist\u00f3ria. O projeto, que usa tecnologia chinesa para combater a desertifica\u00e7\u00e3o, joga luz sobre um problema global: as feridas que a a\u00e7\u00e3o humana deixou no planeta. 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