Mais 1.175 mortes e 55.155 casos

MARIA EDUARDA CARDIM MAÍRA NUNES
postado em 13/08/2020 06:00
 (foto: @jdoriajr)
(foto: @jdoriajr)

O Brasil registrou pelo segundo dia consecutivo nesta semana mais de mil mortes e mais de 50 mil infecções pelo novo coronavírus em 24 horas. Ontem, 55.155 casos e 1.175 óbitos foram adicionados no balanço da covid-19 feito pelo Ministério da Saúde, que já soma 3.164.785 contaminados e 104.201 mortes.

O país, que é a segunda nação com os maiores números da doença, tem quase todo o território tomado pela covid-19. Somente 85 municípios ainda não registraram nem um caso da doença. Enquanto 98,5% das cidades do Brasil têm, pelo menos, uma infecção confirmadas, 68% dos municípios já registraram óbitos de covid-19.

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, voltou a ressaltar que, apesar de avaliar a curva nacional de covid-19, é preciso levar em conta o tamanho do país e a sazonalidade da doença no país. “A doença teve um impacto muito grande na região Norte e Nordeste por volta da 17ª a 20ª semana epidemiológica, enquanto nas regiões Sul e Centro-Oeste o impacto ocorreu nas últimas semanas. A doença tem se comportado de forma diferente em determinadas regiões do país”, explicou, durante coletiva de imprensa realizada ontem.

Apesar de o secretário ressaltar que o impacto maior já passou na região Norte, ela foi a única que apresentou incremento de casos e mortes na comparação entre a 32ª e a 31ª semana epidemiológica. No Norte, houve incremento de 14% no número de infecções e 15% em relação aos óbitos registrados. Somente a região Nordeste apresentou redução, tanto de casos (-12%) quanto de mortes (-6%). Centro-Oeste, Sul e Sudeste indicaram estabilização na comparação.

Aumento de testes
Durante a coletiva de imprensa, a pasta também ressaltou o aumento do número de exames realizados em pessoas com suspeita da covid-19 ou de vírus respiratórios. Além disso, reforçou as recomendações de procurar um médico, o hospital ou a UPA no aparecimento de qualquer sintoma, ao invés de ficar em casa, e as tradicionais condutas de prevenção como o uso de máscaras, isolamento social, evitando aglomerações, e higienização frequente.

Enquanto a média de teste geral (desde os primeiros casos de covid-19 confirmados no Brasil) é de 78.258 exames por semana, a média das últimas cinco semanas foi de 118.916 testes por semana. “Isso reflete o esforço de aumentar a testagem no país”, disse o secretário de Vigilância em Saúde.

De 1º de março a 8 de agosto, 37,8% dos exames deram resultado positivo para covid-19, representando 680.624 de casos confirmados, em média, por unidade federativa. A rede privada de saúde foi responsável pela maior parte dos testes, totalizando 2.010.387. A rede pública de saúde realizou 1.799.935.

Doria e esposa infectados
O governador do estado de São Paulo, João Doria, testou positivo para a covid-19. Ele está assintomático, cumprirá o isolamento em casa e manterá a rotina de trabalho remotamente. Nas redes sociais, Doria escreveu: “Seguindo o princípio da total transparência com que temos lidado com a pandemia, informo que fui diagnosticado com covid-19. Estou bem, sem sintomas. Seguirei trabalhando de casa, cumprindo as recomendações médicas de isolamento. Tenho fé em Deus que vou superar a doença”. A primeira-dama Bia Doria também recebeu confirmação de teste positivo para a doença. De acordo com nota à imprensa do governo do Estado, ela iniciou isolamento em sua residência e permanecerá em observação pelos próximos dez dias. Assim como o governador, Bia Doria não apresenta sintomas e está sendo acompanhada pelo médico infectologista David Uip, informou o Executivo estadual.

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