Covid: Brasil volta a registrar mais de mil mortes diárias e acumula 109.888 óbitos

O número de infectados desde o início da pandemia é de 3.407.354. Somente nesta terça-feira (18/8) foram acrescentadas 47.784 confirmações

Bruna Lima
postado em 18/08/2020 18:59
 (foto: Juan Mabromata/AFP)
(foto: Juan Mabromata/AFP)

Após as quedas típicas nos registros de casos e óbitos por covid-19, causadas pela redução de atividades nos fins de semana no número, a atualização brasileira voltou a bater a margem de mais de 40 mil novos casos e mil mortes. Nesta terça-feira (18/8), o Ministério da Saúde contabilizou o acréscimo de 1.352 fatalidades e 47.784 infecções, somando, desde o início da pandemia, 109.888 perdas e 3.407.354 de positivos para o novo coronavírus.

São Paulo tem, sozinho, um quarto das mortes brasileiras por covid, com 27.315 óbitos. Segundo estado com mais fatalidades está o Rio de Janeiro (14.728). A lista segue com: Ceará (8.196), Pernambuco (7.252), Pará (5.975), Bahia (4.542), Minas Gerais (4.306), Amazonas (3.524), Maranhão (3.289), Espírito Santo (2.938), Rio Grande do Sul (2.822), Paraná (2.781), Goiás (2.414), Mato Grosso (2.384), Paraíba (2.203), Rio Grande do Norte (2.102), Distrito Federal (2.097), Santa Catarina (1.883), Alagoas (1.774), Sergipe (1.729) e Piauí (1.637).

Não há mais estados que tenham perdido menos de 500 pessoas para a covid-19 e apenas cinco das 27 unidades federativas registram menos de mil óbitos por covid: Mato Grosso do Sul (657), Amapá (619), Acre (590), Roraima (574) e Tocantins (531).

Comparação internacional

Dos 188 países que entram na avaliação global de análise situacional da covid-19 pela Universidade Johns Hopkins, o Brasil soma, por dia, mais novos positivos para a doença do que o divulgado desde o início da pandemia em 139 nações, ou seja, 74% do total.

Em dia de recorde de atualizações, quando acrescentou 69.074 infecções ao balanço no fim de julho, o Brasil registrou em um único dia mais casos do que todo o acumulado da Holanda (65.553), Emirados Árabes (64.906) e Guatemala (62.944), por exemplo. Na maior parte da última semana, o país se manteve acima das 50 mil confirmações diárias, passando em um único dia o total de infectados confirmados na Polônia (57.876), Japão (57.617), Singapura (55.938), Portugal (54.448) e Honduras (50.995).

Ao comparar com o acrescimo de mais de 47 mil confirmações desta terça-feira, o Brasil passa em um único dia o acumulado do Barein (47.185), Marrocos (44.803) e Gana (42.993), por exemplo.

"Na Europa houve um crescimento muito grande do número de casos e óbitos e um descenso relativamente lento, mas com tendência clara de queda. Isso não está acontecendo em países como Brasil, México, Colômbia, Argentina que, estranhamente, tem uma fase de ascensão muito lenta e não mostram sinais de queda", analisou Christovam Barcellos, sanitarista e pesquisador do Laboratório de Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A avaliação foi feita na segunda-feira (17), durante debate do seminário online promovido pelo Observatório Covid-19, quando especialistas debateram sobre a utilização de dados indicadores e organização de painéis situacionais.

Para Barcellos, os painéis comparativos situacionais por países são limitados por se basear, basicamente, no número total de casos e mortes confirmadas por covid. "Isso é interessante para ver a dinâmica da pandemia em cada país, mas é insuficiente para a gente detalhar, tomar decisões. Para isso precisamos de informações complementares", ponderou.

 

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