ASSASSINATOS

Mulher trans é morta ao testemunhar homicídio em Fortaleza

Criminosos foram presos pela morte de Soraya de Oliveira Santiago, de 35 anos, e outros dois homens. Homicídios ocorreram no intervalo de meia hora

Correio Braziliense
postado em 31/08/2020 20:15 / atualizado em 31/08/2020 20:15
 (foto: Reprodução/Facebook)
(foto: Reprodução/Facebook)

Dois integrantes de uma facção criminosa foram presos por suspeita de envolvimento em três homicídios em Fortaleza. Segundo a Polícia Civil, os crimes teriam ocorrido no intervalo de 30 minutos. Uma das vítimas é a transexual Soraya de Oliveira Santiago, de 35 anos, assassinada porque testemunhou o homicídio de outra pessoa.

As prisões ocorreram na última sexta-feira (28/8), após cumprimento de mandado de prisão preventiva. Conforme noticiado pelo G1 Ceará, o delegado Leonardo Barreto, diretor da Divisão de Homicídios, contou que um dos presos tem passagens na polícia por roubos e por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito; o segundo preso tem antecedentes criminais por homicídio, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e permitido, associação criminosa e posse de droga.

Ainda segundo a polícia, outros envolvidos nos três assassinados já foram identificados e estão sendo procurados.

Soraya testemunhou crime

De acordo com a Polícia Civil, Soraya, que trabalhava como cabeleireira, foi morta pelos criminosos por testemunhar a morte de Francisco Ediberto dos Santos Brasileiro, de 39 anos, o, até então, alvo da dupla.

Os corpos de Soraya e Ediberto foram encontrados próximos à margem da Lagoa da Maraponga (CE), em 12 de julho.

Vítimas estavam em situação de rua

Ainda segundo a polícia, minutos antes da morte das vítimas, os dois homens presos participaram do assassinato de Gerson Ediberg Pereira dos Santos, de 47 anos, no Bairro Parangaba.

Ele estava dormindo em uma calçada próxima ao terminal quando foi atingido pelos disparos. De acordo com a polícia, Ediberto e Ediberg eram pessoas em situação de rua e foram mortos por pertencerem a território rival ao do grupo que executou os crimes.

Os dois presos, assim com os outros foragidos, foram indiciados por homicídio qualificado por motivo fútil, sem chance de defesa da vítima e para assegurar a execução do crime. Além disso, os suspeitos também irão responder por integrarem organização criminosa armada.


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