Ainda com níveis altos de covid, Fiocruz observa manutenção de sinais de queda

Das 27 unidades federativas, 19 mostram tendência de curto e longo prazo com sinal de queda ou estabilização em todas as respectivas macrorregiões de saúde

Bruna Lima
postado em 02/09/2020 13:49
 (foto: Silvio Avila/AFP)
(foto: Silvio Avila/AFP)

Os valores semanais de casos e mortes por covid-19 continuam em patamares bastante elevados e acima do considerado muito alto, mas o novo Boletim InfoGripe, da Fiocruz, indica que há manutenção do sinal de queda no número de novos Síndrome Respiratória Aguda (SRAG) no país, dado que está atrelado com a infecção da pelo novo coronavírus. Os dados, no entanto, devem ser interpretados com cautela.

Das 27 unidades federativas, 19 mostram tendência de curto e longo prazo com sinal de queda ou estabilização em todas as respectivas macrorregiões de saúde. Fora desse grupo estão o Pará, Alagoas, Ceará, Paraíba, Piauí, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. No entanto, nesses estados, pelo menos menos uma macrorregião de cada ainda apresenta tendência de crescimento.

Nas capitais do Pará, Amapá, Tocantins, Alagoas, Pernambuco, Maranhão e Rio de Janeiro houve tendência de queda contínua, seguido por estabilização ou retomada do crescimento. Desde então, nenhuma delas conseguiu estabelecer novamente a queda contínua. Por isso, o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, alerta: “Capitais que passaram por longo período de queda e se encontram com tendência de estabilidade requerem atenção especial para evitar uma possível retomada do crescimento, como observado em semanas anteriores.”

As análises com o fechamento da semana epidemiológica 35 mostram que, a longo prazo, de seis semanas, a maioria das capitais brasileiras mostram sinais de queda ou estabilidade variando de 95 a 75%, mas que, a curto prazo (avaliando três semanas), essas índices são mais instáveis. “Principalmente nas capitais em que a tendência de longo prazo também apresenta sinal de estabilidade em valores que ainda se configurem como relativamente altos”, completa Gomes.

Os pesquisadores utilizam os dados de hospitalização referente a SRAG, já que, 96,7% dos casos e 99,1% dos óbitos referente ao conjunto de doenças são relativos à covid-19.

Com informações da Fiocruz

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